quarta-feira, 3 de junho de 2026

Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026 -Análise realizada por IA

 


Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026

 

No mês de abril de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os dados de emprego do CAGED apontam que a atividade comercial encerrou o intervalo com saldo negativo em todos os municípios analisados neste post. O cenário diverge do ano passado, quando todas as cidades registraram saldo líquido positivo, à exceção de Rio das Ostras, sede da Zona Especial de Negócios (ZEN) da região Norte Fluminense. Portanto, não foi um bom resultado para a região.


terça-feira, 2 de junho de 2026

Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta - Análise realizada por IA

 


Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta

 

Segundo os dados da execução orçamentária extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito à Assistência Social dos municípios de Campos dos Goytacazes e de Macaé, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, surge um paradoxo interessante: numa conjuntura em que os royalties e as participações especiais se encontram em trajetória altista, impulsionados, entre outros fatores, pelo conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, os dois municípios cortaram investimentos na área social.

Os prefeitos, ao invés de ampliarem a cobertura social, reduziram recursos justamente onde a necessidade é maior. Campos possui 40,9% de sua população inscrita no CadÚnico, mais de 212 mil pessoas, enquanto Macaé registra 37,2%. São exatamente os municípios que deveriam expandir a proteção social, e não enxugá-la.

A título de exemplo, Campos retirou R$ 9,95 milhões da área social, queda de 26% em doze meses. Macaé cortou R$ 3,66 milhões, recuo de 10%. Juntos, os dois municípios subtraíram R$ 13,6 milhões da assistência social no período analisado, evidenciando um descaso com a função social do orçamento num momento em que a arrecadação municipal cresceu, conforme salientado anteriormente.

Uma pergunta, portanto, não quer calar: para onde foram destinados os recursos retirados da área social? Será que as administrações municipais estão cortando no social para honrar o pagamento de dívidas? As autoridades devem uma explicação à população, sobretudo à parcela mais pobre, que é sempre a primeira a sofrer em momentos de contenção de despesa pública.

No caso de Campos, a hipótese fiscal tem respaldo nos dados da própria LDO 2027 de Campos dos Goytacazes, encaminhada pelo governo Frederico Paes à Câmara Municipal. O documento prevê, para 2026, R$ 108,7 milhões em amortização de dívida e R$ 39,7 milhões em juros, total de R$ 148,4 milhões só em dívida e serviço da dívida, valor que supera em mais de dez vezes o corte realizado na assistência social no período analisado. A pressão do endividamento municipal sobre o orçamento social, portanto, não é retórica: é verificável nos próprios documentos oficiais.

 


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila - Análise realizada por IA

 


Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da saúde pública do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, cujos dados foram extraídos do site do TCE-RJ.

Como se pode observar pelos números, os gastos saltaram de R$ 311,5 milhões nos primeiros quatro meses de 2025 para R$ 340,8 milhões no mesmo recorte de 2026, crescimento de 9,40%, quase o dobro da inflação oficial (IPCA acumulado em 12 meses: 4,37%), acréscimo nominal de R$ 29,3 milhões em apenas quatro meses. Com 519 mil habitantes, Campos gastou R$ 656 por habitante em saúde nesse período. São cifras representativas e que demonstram volumosos investimentos neste setor estratégico do ponto de vista social da Administração Pública. O problema é que as queixas da população não diminuem.

Portanto, diante dessa realidade financeira, resta saber se os moradores de Campos estão recebendo serviços de qualidade do sistema de saúde local. Pelas informações que chegam até nós, as reclamações persistem: falta de medicamentos e filas imensas que dificultam o bom atendimento de quem recorre à rede pública.