segunda-feira, 31 de março de 2025

Mercado de Trabalho: crescimento de 40,47% no Brasil e 85,49% no Rio de Janeiro, enquanto Campos registra retração de 7,92% em Fevereiro de 2025

 

De acordo com os dados mais recentes do CAGED, referentes ao mês de fevereiro de 2025, realizamos uma comparação entre os números de fevereiro de 2024 e as variações observadas na economia brasileira e no estado do Rio de Janeiro. O objetivo é proporcionar uma compreensão mais clara aos leitores sobre a dinâmica do mercado de trabalho nas duas escalas econômicas, antes de entrarmos  na análise do mercado de trabalho em Campos.

Na economia nacional, em fevereiro de 2024, foram gerados 307.544 postos de trabalho formais, enquanto em fevereiro de 2025, esse número subiu para 431.995, resultando em um crescimento de 40,47% na criação de empregos.

Em relação à economia do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2024, foram abertas 17.238 vagas formais, e em fevereiro de 2025, o número subiu para 31.974, o que representa uma expansão de 85,49% no mercado de trabalho fluminense. Esses números indicam um aquecimento da atividade econômica tanto no Brasil quanto no estado, apesar da alta taxa de juros da Selic, estabelecida pelo Banco Central para controlar a demanda por bens e serviços.

Passando para a análise dos empregos criados na economia de Campos em sintonia com o gráfico, em fevereiro de 2024 foram abertas 518 vagas com carteira assinada. No entanto, em fevereiro de 2025, houve uma leve retração de 7,92%, resultando no quantitativo de 477 postos de trabalho formais.

Vale destacar que, tanto em fevereiro de 2024 quanto em fevereiro de 2025, o setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de empregos no município. Em contrapartida, o setor comercial foi o que mais destruiu postos de trabalho no mesmo período, com a mesma quantidade de vagas fechadas tanto em fevereiro de 2024 quanto em 2025.

Portanto, apesar da retração de 7,92% na oferta de empregos formais em Campos, o cenário de emprego foi bastante positivo no âmbito nacional, estadual e municipal. Vamos comemorar!

 


domingo, 30 de março de 2025

Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A mesorregião Norte Fluminense gerou um saldo de 2,5 mil empregos no primeiro bimestre de 2025

 

A região Norte Fluminense gerou um saldo de 2.162 empregos em fevereiro com substancial participação de Macaé, responsável por 73,45% do total. Campos gerou um saldo de 477 empregos e São João da Barra um saldo de 91 empregos no mês. No acumulado do bimestre foram gerados 2.484 empregos, com participação de 80% de Macaé e 19,2% de Campos dos Goytacazes.

Na avaliação setorial, considerando os principais municípios geradores de emprego (Macaé, Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), as atividades de serviços lideraram o processo com a geração de 2.107 vagas, seguido palas atividades de construção civil com 449 vagas e das atividades industrias com 218 vagas no período. O setor agropecuário gerou 37 vagas, enquanto o setor de comércio eliminou 278 vagas no bimestre.

O estado do Rio de Janeiro gerou 19.702 vagas de emprego e o país gerou 576.081 vagas de emprego no bimestre deste ano.

 



sexta-feira, 28 de março de 2025

Reforma Administrativa do governo Wladimir Garotinho: demissão em massa disfarçada de modernização

 


A Reforma Administrativa proposta pelo governo Wladimir Garotinho é, na prática, uma justificativa honrada apenas no discurso para promover a demissão em massa dos RPAs, justamente os mesmos que o ajudaram a se reeleger, a eleger 19 vereadores e até a colocar seu concunhado na presidência do Poder Legislativo local.

No site da prefeitura, o prefeito afirma que irá criar novas secretarias e fundir outras para dar mais eficiência à máquina pública, com o objetivo de melhorar a implementação das políticas públicas voltadas às demandas da sociedade campista.

No entanto, a realidade é que a Prefeitura de Campos atravessa uma grave crise fiscal e financeira. Entre janeiro e dezembro de 2024, a despesa fixa e variável somou R$ 1.508.318.117,18, com uma folha de pagamento de R$ 1.311.586.320,87 para os servidores públicos, pagamento de dívida no valor de R$ 68.820.771,28, mais R$ 5.261.657,36 de juros. A isso se soma a queda na arrecadação fiscal e a suspensão de diversos pagamentos,  incluindo um calote à Caixa Econômica Federal.

Diante desse cenário, a prefeitura encerrou o ano de 2024 com um déficit fiscal superior a R$ 250 milhões.

Portanto, para seguir administrando o município e mantendo a máquina pública em funcionamento, isso se ele permanecer no cargo até o fim do mandato, o prefeito encontrou uma “desculpa esfarrapada” para pedir o sacrifício justamente de quem ganha menos. Um típico gesto de um bom neoliberal: cortar do trabalhador pobre enquanto preserva os contratos generosos dos grandes empresários ligados à prefeitura e ao seu grupo político.

Com todo respeito, prefeito: isso que o senhor está fazendo é cuspir no prato que comeu.
Sinto muito, mas a conta, mais uma vez, está sendo paga por quem mais precisa. É lamentável sua ingratidão!

 

Municípios endividados respiram com depósito dos royalties de Março de 2025

Foi depositado, no dia de hoje,  com atraso, diga-se de passagem, o pagamento das parcelas dos royalties referentes ao mês de março de 2025, tanto para os municípios pertencentes à Bacia de Campos quanto para aqueles que integram a Bacia de Santos, como Maricá, Niterói e Saquarema.

Apenas para esclarecimento: no caso da Bacia de Campos, Macaé ficou com a maior fatia das rendas provenientes do petróleo. Já na Bacia de Santos, Maricá recebeu o maior volume de recursos financeiros.

Portanto, o dinheiro das indenizações petrolíferas chegou em boa hora, aliviando as finanças de algumas prefeituras soterradas em dívidas, especialmente a de Campos. Os prefeitos agradecem penhoradamente.

 

 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Março traz alívio: prévia da inflação cai, mas ovos e tomates viram vilões

 

O IBGE divulgou hoje a prévia da inflação de março, medida pelo IPCA-15, que ficou em 0,64%. Em comparação com fevereiro de 2025, a inflação recuou 47,97%. Ao observarmos a curva do gráfico, nota-se que o índice de março supera os de janeiro e março de 2024  que foram, respectivamente, 0,55% e 0,36%, mas ainda está abaixo do registrado em fevereiro de 2024, que foi de 0,76%.

Esse cenário evidencia os impactos significativos do arrocho monetário promovido pelo Banco Central (BACEN) sobre o "tigre inflacionário" que corrói o orçamento das famílias brasileiras. A taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25%, encarece o crédito e reduz a demanda por bens e serviços.

Todavia, apesar de o índice de março ser menor que o de fevereiro, a inflação dos alimentos continua pesando no bolso do consumidor. O destaque negativo vai para o ovo, que teve um aumento de 19,44%, tornando-se o novo vilão da inflação. Também houve alta nos preços do tomate (12,75%) e do café (8,53%).

Outro ponto que merece destaque é o fato de que a inflação de março foi menor que a de fevereiro principalmente porque não houve majoração na tarifa de energia elétrica, como ocorreu no mês anterior.

Por fim, consideramos positiva a queda da inflação em março, pois preços mais baixos significam mais renda disponível para os trabalhadores  ainda que alguns aumentos, como os citados acima, continuem preocupando.

 


quarta-feira, 26 de março de 2025

2024: ano da reeleição e do calote? Caixa cobra dívida milionária da Prefeitura de Campos


 

Segundo Processo: 0104001-71.2017.4.02.5101
Autora: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Réu: MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES E OUTRO
Cód. Exp.: 19.000.10423/2017

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ) suspendeu, em 01/07/2024, o pagamento da dívida contraída pela então prefeita Rosinha em 2016, com o objetivo de cobrir o rombo realizado pela sua gestão. O endividamento ocorreu em meio à queda na arrecadação de royalties do petróleo e, vale ressaltar, também em razão do excesso de gastos na Administração Pública local em 2014, ano em que um aliado político da prefeita disputou o governo do estado do Rio de Janeiro, sendo derrotado ainda no primeiro turno da eleição para o Palácio Guanabara.

Segundo a Caixa Econômica Federal, o crédito recebido pelo município a título de royalties e participação especial sobre a produção de petróleo e gás natural, no período de 01/07/2024 a 24/02/2025, foi de R$ 516.572.364,13. Desse montante, a parcela apropriada indevidamente pela prefeitura, de acordo com a instituição financeira, corresponde a 10%, ou seja, R$ 51.657.236,41.

A Caixa Econômica Federal requer o pagamento desse valor para amortizar a dívida referente ao contrato firmado em maio de 2016, o qual estabelecia que o município deveria destinar 10% das receitas de royalties e participação especial ao pagamento do aludido débito.

Diante disso, surge a dúvida: estaríamos presenciando um calote dado pelo governo de Wladimir Garotinho em pleno ano eleitoral de 2024? Ano em que, aliás, ele se reelegeu prefeito, elegeu 19 vereadores e, de quebra, elegeu seu concunhado à presidência do Poder Legislativo municipal no final do ano. Realmente, o homem é bom de articulação política!

Mas e a dívida, prefeito? Vai pagar ou não? Ou ficaremos mesmo com o calote?

Agora, resta aguardar a defesa do governo dos Garotinhos na Justiça sobre a acusação da Caixa Econômica Federal, que aponta a apropriação indevida da parcela devida pela municipalidade.

 

Royalties de janeiro de 2025 vieram abaixo do esperado

 

No comparativo dos valores dos royalties recebidos pelos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, repassados pela ANP, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, conforme evidenciado no gráfico, observa-se uma variação nos repasses das rendas do petróleo.

Houve uma redução de 12,71% para a Prefeitura de Campos, queda de 0,26% para Rio das Ostras e recuo de 6,29% para São João da Barra. Por outro lado, Macaé apresentou um aumento de 0,26% no valor recebido.

Portanto, em janeiro de 2025, comparado ao mesmo mês de 2024, os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos iniciam o ano com uma leve queda na receita proveniente do petróleo. Agora, resta aguardar os repasses referentes a fevereiro, que serão depositados em março. Vale destacar que, até o momento, esses valores estão em atraso.

 


terça-feira, 25 de março de 2025

Agricultura em Campos decepciona: só supera Rio das Ostras, que investiu apenas R$ 8 mil

 

De acordo com a execução orçamentária do ano de 2024, encaminhada pelos municípios ao TCE-RJ, referente à pasta da Agricultura de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se uma grande disparidade nos investimentos realizados.

A Prefeitura de Macaé foi a que mais destinou recursos financeiros à agricultura, mesmo com uma economia majoritariamente sustentada pela exploração de petróleo. Em seguida, aparece São João da Barra, cujo dinamismo econômico está fortemente ligado aos investimentos realizados no Porto do Açu.

Logo depois vem Campos, que, dentro do atual contexto, investiu mais do que Rio das Ostras, município que aportou apenas R$ 8.000,00 em atividades agrícolas. Vale lembrar que, em Rio das Ostras, a economia é impulsionada principalmente pela Zona Especial de Negócios (ZEN) e pelo forte setor de prestação de serviços.

Portanto, ao contrário do discurso propagado pelo governo Wladimir Garotinho, que afirma que Campos possui uma agricultura forte, os dados orçamentários mostram o oposto. A agricultura do município continua estagnada, e as duas usinas de açúcar enfrentam uma crise financeira sem precedentes. Como se observa nos quantitativos, o aporte financeiro em agricultura foi inferior ao de São João da Barra, o que evidencia a falta de prioridade do governo municipal para o setor.

Diante desse cenário, fica claro que o governo aposta mais em marketing e presença nas redes sociais, especialmente no Instagram, do que em políticas públicas efetivas para a agricultura. Uma estratégia que, diante dos números, se revela como uma grande ilusão.

 


segunda-feira, 24 de março de 2025

Com cofres cheios, Macaé injeta mais de R$ 800 milhões na Educação

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da área da Educação, de janeiro a dezembro de 2024, nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, com base em dados extraídos do TCE-RJ.

Como se observa, dentro desse contexto, Macaé foi o município com o maior gasto em termos absolutos na região Norte Fluminense, o que não chega a ser uma novidade, considerando que o município possui um robusto orçamento fiscal, que em 2024 ultrapassou a marca dos R$ 4 bilhões.

Portanto, ainda que pareça redundante, vale destacar: Macaé tem muito dinheiro. Viva a economia do petróleo!


sexta-feira, 21 de março de 2025

Evolução do emprego em Rio das Ostras: saldo mensal de janeiro a dezembro de 2023 e 2024

 

O gráfico apresenta a evolução dos empregos no mercado de trabalho da economia de Rio das Ostras, de janeiro a dezembro de 2023 e 2024, com base no saldo líquido mensal total.

Entre os municípios analisados nas quatro postagens que fizemos ao longo da semana sobre empregabilidade,  Campos, Macaé, São João da Barra e, hoje, Rio das Ostras, o único que deixou de gerar empregos em 2024 foi São João da Barra, onde está localizado o Porto do Açu. No entanto, vale lembrar que, em 2023, o município criou postos de trabalho.

Com isso, encerramos hoje a série histórica de postagens sobre a empregabilidade anual dos municípios do Norte Fluminense que exibem maior volume de negócios, impulsionado pela diversidade de atividades econômicas presentes em seus territórios.

 


quinta-feira, 20 de março de 2025

Selic sobe para 14,25% em 2025 em meio à inflação e pressões do mercado

 

No comparativo entre janeiro e março de 2024 em relação ao mesmo período de 2025, observa-se que, no primeiro trimestre de 2024, a taxa Selic estava em um patamar inferior ao do primeiro trimestre de 2025. De acordo com a última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, realizada ontem, a taxa foi elevada para 14,25% ao ano.

Essa conjuntura demonstra claramente a piora do cenário econômico brasileiro, especialmente no que se refere ao crescimento da inflação. Apesar de o PIB do ano passado ter superado a marca de 3% ao ano, a alta dos preços foi impulsionada principalmente pela inflação dos alimentos,  fator que tanto aflige as famílias brasileiras e tem contribuído para a queda da popularidade do Presidente da República. Diante desse contexto, os diretores da autoridade monetária do país foram obrigados a majorar novamente a taxa básica de juros, na tentativa de conter a espiral inflacionária e trazê-la de volta à meta estabelecida pelo Banco Central.

Outro ponto de grande preocupação, sobretudo para o mercado financeiro, é o equilíbrio das contas públicas. Vale lembrar que, no ano passado, o governo conseguiu encerrar o período dentro da meta fiscal, fato que parece ter sido convenientemente ignorado pelo “Deus mercado”. Se o mercado deseja um ajuste fiscal, concordo que ele deve ser buscado, mas não à custa do corte de programas sociais que garantem o sustento de milhões de famílias pobres em todo o país. Ainda que esse discurso seja frequentemente disfarçado, a realidade é clara: querem exigir, mais uma vez, sacrifícios dos mais vulneráveis enquanto preservam seus próprios privilégios.

No entanto, há sim alternativas para o ajuste fiscal que raramente são cogitadas. Um exemplo seria a redução de um percentual dos subsídios e das renúncias fiscais concedidas a diversos setores empresariais do Brasil, que, somente neste ano, alcançarão a impressionante cifra de R$ 600 bilhões. Essa medida poderia gerar caixa suficiente para equilibrar as contas públicas sem penalizar a população mais carente. Mas será que alguém da Avenida Faria Lima em São Paulo estaria disposto a enfrentar essa briga? É sempre mais fácil cortar do que já é pouco para os pobres, não é mesmo?

Por fim, é inegável que a inflação precisa ser combatida. Ela funciona como um imposto perverso sobre o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de menor poder aquisitivo. Existe uma solução? Sim, e, no curto prazo, uma delas já está a caminho: a supersafra de alimentos prevista para este ano, que certamente contribuirá para reduzir a pressão inflacionária e melhorar o cenário econômico.

 

Saldo líquido total mensal de empregos no mercado de trabalho da economia do petróleo em Macaé, de janeiro a dezembro de 2023 e 2024, segundo o CAGED

 

Os dados apresentados neste blog mostram que a economia macaense registrou perda de empregos apenas em junho e dezembro de 2023. Já em 2024, a redução de vagas formais ocorreu em janeiro e dezembro.

A série histórica revela a grande capacidade do setor produtivo de petróleo e gás de gerar empregos e renda na região Norte Fluminense.

Sem dúvida, a força do petróleo é um fator determinante para o crescimento econômico regional. Sem essa atividade, a economia do Norte Fluminense estaria em uma situação muito mais delicada.


quarta-feira, 19 de março de 2025

São João da Barra: a "terra do progresso" onde os empregos desapareceram em 2024, uma contradição alarmante!

 

Em São João da Barra, a "terra do pão e do circo", onde 70% da população está no CADÚNICO do governo federal, em situação de vulnerabilidade social ou pobreza, o mercado de trabalho formal praticamente desapareceu em 2024. Diferentemente de 2023, quando houve abertura de vagas em todos os meses, os empregos com carteira assinada sumiram ao longo do último ano.

Conforme o gráfico acima, que compara o saldo líquido mensal de empregos entre janeiro e dezembro de 2023 e 2024, pelo CAGED, observa-se que apenas em fevereiro de 2024 houve criação de postos de trabalho na economia sanjoanense. Isso ocorre justamente no município que abriga o maior investimento da América do Sul, o Porto do Açu, cuja promessa inicial era a geração de milhares de empregos para os moradores locais. No entanto, os números do mercado de trabalho mostram que essa expectativa não se concretizou em 2024.

Essa situação é, no mínimo, estranha e contraditória. Não por acaso, principalmente no verão, a prefeitura abre frentes de trabalho temporárias, colocando dezenas de pessoas no subemprego, realizando atividades como controle do trânsito sob os semáforos e outras funções ligadas aos eventos festivos do município. Dessa forma, mantém-se parte da população dependente e fiel ao curral eleitoral dos políticos locais. Que dura realidade! Um povo condenado à falta de perspectivas e oportunidades.

Assim, a chamada "terra do progresso", com uma prefeitura que dispõe de um orçamento público de quase um bilhão de reais para 2025 e uma população de 38 mil habitantes, gerou empregos formais apenas em fevereiro de 2024. Um cenário paradoxal e inacreditável.


terça-feira, 18 de março de 2025

Empregos em Campos seguem dependentes do setor sucroalcooleiro em crise

 

O gráfico demonstra a evolução anual do saldo líquido total mensal de empregos na economia do município de Campos dos Goytacazes, comparando o período de janeiro a dezembro de 2023 e 2024, segundo o CAGED.

Fica evidente, diante desse cenário, a forte dependência da economia campista em relação ao setor sucroalcooleiro. Nos meses em que se inicia a safra da cana-de-açúcar, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelas duas usinas do município, observa-se um aumento na geração de empregos. Em maio de 2023, por exemplo, foram criados 1.734 postos de trabalho, enquanto em maio de 2024 foram gerados 1.683 empregos formais. Em junho de 2024, mais 1.012 vagas foram abertas. No entanto, entre outubro e dezembro de cada ano, verifica-se o impacto negativo do encerramento da safra, resultando em um processo cruel de demissões.

Portanto, essa é a dura realidade da economia campista, que poderia estar em situação ainda pior caso o setor canavieiro finalizasse definitivamente suas atividades,  uma possibilidade que não pode ser descartada. Um exemplo disso é a usina da Baixada Campista, que começou a ser reformada por um empresário de São Fidélis, falecido no ano passado, e que seria reaberta. No entanto, o projeto foi abandonado e a estrutura voltou a ser apenas ferro-velho. Um momento lamentável.

 


Construção civil de Campos e São João da Barra inicia 2025 com demissões no emprego formal

 

Segundo os dados do CAGED sobre emprego, em janeiro de 2025, o setor da construção civil apresentou uma leve melhora na geração de empregos formais em comparação com o mesmo período de 2024. Esse crescimento foi impulsionado pelas economias de Macaé e Rio das Ostras, cidades fronteiriças que criaram novos postos de trabalho. Por outro lado, Campos e São João da Barra registraram demissões de trabalhadores com carteira assinada, iniciando o ano de 2025 em um cenário negativo de empregabilidade.


segunda-feira, 17 de março de 2025

Macaé tem o maior orçamento da região Norte Fluminense em 2024

 

O gráfico apresenta a receita total ou o orçamento realizado dos exercícios fiscais de janeiro a dezembro de 2023 e 2024 nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

Os dados mostram que o orçamento de Campos diminuiu 1,35%, enquanto o de Macaé cresceu 10,41%. Já o de Rio das Ostras teve um aumento de 1,65%, e o de São João da Barra subiu 9,34%. Em termos absolutos, o orçamento total de Macaé é de quase R$ 5 bilhões.

Portanto, a Prefeitura de Macaé, vale destacar, dispõe de um orçamento bastante expressivo.


sexta-feira, 14 de março de 2025

Quase R$ 100 milhões para vereadores de Macaé em 2024: muita grana para pouca banana

 

Segundo a prestação de contas dos Poderes Legislativos de cada município contemplado no gráfico encaminhado ao TCE-RJ, de onde retiramos esses dados, os gastos com as atividades dos vereadores entre janeiro e dezembro de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023, cresceram 19,91% em Campos, 13,54% em Macaé, 5,17% em Rio das Ostras e 7,53% em São João da Barra.

A título de esclarecimento, os orçamentos das Câmaras Municipais decorrem do percentual determinado pela Constituição Federal, calculado com base na população estimada pelo IBGE para cada município, sobre a receita tributária e as transferências constitucionais. Esse repasse é conhecido como duodécimo dos Poderes Legislativos.

Outro ponto a ser destacado é o orçamento da Câmara de Macaé, que pode ser considerado excessivo, principalmente devido ao alto orçamento público da prefeitura local. No entanto, independentemente disso, é possível afirmar que os vereadores da região estão sendo muito bem remunerados com o dinheiro do contribuinte.

Portanto, como diz o ditado popular: "é muita grana para pouca banana".

 


quinta-feira, 13 de março de 2025

Contraste social: índice de pobreza nos municípios ricos do estado do Rio de Janeiro

 

De acordo com os dados sobre vulnerabilidade social e pobreza das pessoas cadastradas no CADÚNICO, publicados pelo Ministério da Cidadania do Governo Federal em março de 2025, é possível observar, na tabela, o índice de pobreza dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, o que representa um grande desafio para as sociedades locais.

Vale destacar que, neste cenário atual, São João da Barra conseguiu reduzir seu índice de pobreza, saindo de mais de 70% dos habitantes registrados no CADÚNICO para os atuais 68,14%. No entanto, é importante ressaltar um detalhe: atualizamos a população de cada município analisado até 2024, conforme o IBGE Cidades. Com o aumento da população estimada, é possível que essa variação no índice de pobreza tenha sido influenciada por esse fator.

Além disso, segundo a postagem deste blog em 11 de março de 2025, os dados indicavam uma leve redução de 0,05% no número de pessoas cadastradas no CADÚNICO de São João da Barra em fevereiro de 2025 comparado a fevereiro de 2024. No entanto, ao analisarmos os números mais recentes, verificamos que, em março de 2025, o quantitativo de pessoas no CADÚNICO desse município se elevou em relação ao mês anterior.

Portanto, para emitir uma opinião mais aprofundada sobre os fatores que influenciaram a queda do índice de São João da Barra para 68,14%, será necessário realizar um novo estudo, que será publicado em breve. Fique atento às próximas atualizações!

 


quarta-feira, 12 de março de 2025

Inflação em alta: IPCA de fevereiro de 2025 sobe 1,31% e pesa no bolso do consumidor

 


O IBGE divulgou hoje o IPCA de fevereiro, a inflação oficial do Brasil, que registrou uma alta de 1,31%. Os itens com as maiores elevações foram habitação, impulsionada pelo aumento da energia elétrica residencial; educação, devido ao reajuste das mensalidades escolares; e alimentação e transporte, com a inflação dos alimentos persistindo e pressionando os preços.

O resultado representa uma forte aceleração da inflação em relação a janeiro, quando a variação foi de apenas 0,16%. Como consequência, no acumulado do primeiro bimestre, o IPCA já registra uma alta de 1,47%.


Arrecadação do IPTU em Campos cresce 23,32% em 2024, registrando alta significativa

 

O gráfico apresenta a arrecadação do IPTU de janeiro a dezembro de 2023 e 2024 nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Os dados foram extraídos do TCE-RJ. Campos registrou a maior receita e o maior crescimento percentual no período analisado. Os números comprovam que dinheiro tem.


terça-feira, 11 de março de 2025

Bilhões em caixa, pobreza em alta: o paradoxo das Prefeituras da Bacia de Santos em fevereiro de 2025

 



Segundo o CADÚNICO, o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, que registra a população em situação de vulnerabilidade social e pobreza no país, os dados de fevereiro de 2025, em comparação com fevereiro de 2024, mostram uma redução da pobreza nos municípios da Bacia Petrolífera de Campos, como Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Essa diminuição pode ser observada no gráfico acima.

Por outro lado, nos municípios que fazem parte da nova rota da fortuna do petróleo, como Maricá, Niterói e Saquarema, pertencentes à Bacia de Santos, onde ocorre a extração de óleo do pré-sal, o número de pessoas cadastradas no CADÚNICO e em situação de pobreza aumentou. Esse fato chama atenção, pois essas cidades possuem grandes orçamentos públicos, impulsionados pelas receitas petrolíferas. Dado esse privilégio proporcionado pela natureza, seria esperado que a pobreza diminuísse. No entanto, os dados do Ministério da Cidadania indicam o contrário: o número de pessoas em situação de vulnerabilidade cresceu. O que está acontecendo?

Diante desse cenário, surge uma questão inquietante: será que a abundância de recursos do petróleo nas prefeituras da Bacia de Santos, em vez de beneficiar a população, está dificultando sua emancipação e elevando a dependência em relação aos agentes públicos locais?

 


segunda-feira, 10 de março de 2025

Apenas Macaé e Rio das Ostras geraram empregos na indústria em janeiro de 2025

 

CAGED divulgou os resultados da empregabilidade na indústria em janeiro de 2025. O gráfico acima compara o número de empregos criados com o mesmo período de 2024, proporcionando aos leitores uma visão mais ampla sobre a conjuntura do emprego na região Norte Fluminense.

Observa-se que, em janeiro de 2025, o mercado de trabalho das economias de Macaé e Rio das Ostras, impulsionado pelo setor petrolífero, apresentou um desempenho superior em relação ao mercado de mão de obra industrial de Campos e São João da Barra. Embora janeiro seja tradicionalmente um período de início de ano, caracterizado por contratações mais tímidas, os dados servem como um importante indicativo para os interessados no tema.

Portanto, janeiro de 2025 foi um mês favorável para a indústria de Macaé e Rio das Ostras,  um cenário positivo para a economia da região.

 


sexta-feira, 7 de março de 2025

Destaque na arrecadação de ICMS: Macaé e São João da Barra lideram em 2024

 

O gráfico apresenta os valores do ICMS, um imposto sobre o valor agregado, arrecadado nas economias dos municípios analisados neste post. Esse tributo incide sobre a movimentação econômica da indústria, do comércio e de alguns serviços específicos, abrangendo, de forma mais precisa, a diferença entre a entrada e a saída de matérias-primas e mercadorias em cada unidade produtiva sediada nas cidades selecionadas para esta análise. Os dados foram retirados do TCE-RJ.

A economia do petróleo de Macaé registrou, em 2024, o maior volume financeiro de arrecadação do ICMS em termos nominais para a prefeitura local. Já a economia de São João da Barra apresentou a maior variação percentual no ano de 2024 em relação a 2023. O bom desempenho da arrecadação do ICMS nessas duas cidades está diretamente relacionado aos grandes investimentos nelas implantados, como a Petrobras em Macaé e o Porto do Açu em São João da Barra.

Portanto, o resultado alcançado pelas economias macaense e sanjoanense não foi por acaso.

 


IBGE divulga PIB de 2024: economia cresce 3,4%, superando os 3,2% de 2023

 

O IBGE acaba de divulgar o PIB da economia brasileira de 2024. O crescimento foi de 3,4%, superando o avanço de 3,2% registrado em 2023. Em termos nominais, o PIB de 2024,  que representa o conjunto de riquezas produzidas pela economia nacional, totalizou R$ 11,7 trilhões, refletindo uma sólida expansão do Produto Interno Bruto.

O crescimento da economia em 2024 foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços, que registrou alta de 3,7%, e indústria, que avançou 3,3%. Por outro lado, a agropecuária apresentou um recuo de 3,2% no ano.

Esse cenário reforça um princípio econômico bem conhecido: quando o dinheiro circula, a economia cresce. No governo Lula, esse movimento tem gerado mais riqueza, empregos e renda. Não por acaso, a taxa de desemprego caiu para 6% ao ano, enquanto no governo anterior superava os 14% ao ano.

 


quinta-feira, 6 de março de 2025

Queda no emprego no comércio em janeiro de 2025

 

A atividade comercial da economia dos municípios de Campos, Macaé e São João da Barra, no mês de janeiro de 2024 e 2025, conforme os dados do gráfico retirados do último CAGED, apresentou redução na criação de postos de trabalho com carteira assinada. Apenas o município de Rio das Ostras abriu vagas em janeiro de 2024 e 2025, enquanto São João da Barra gerou empregos somente em 2024.

Essa conjuntura de diminuição de empregos no comércio no mês de janeiro já era esperada, pois, via de regra, os empresários desse importante segmento econômico demitem a mão de obra temporária contratada no ano anterior para as festividades de Natal. Portanto, não é um mês adequado para servir de referência.

Outro ponto que merece destaque são as demissões do comércio de Campos. Nossa cidade, considerando a região Norte Fluminense, ainda possui o comércio mais numeroso. Em função disso, contrata mais e, consequentemente, na hora de demitir, como foi o caso em tela, acaba desligando um contingente significativo de trabalhadores.

Por fim, esta é a análise do setor comercial dos municípios contemplados no gráfico. Estamos apenas no início de 2025, e muitas novidades certamente virão ao longo do ano. Espero que sejam positivas para todos.