terça-feira, 10 de março de 2026

Trump provoca tensão mundial, petróleo dispara e o fantasma da inflação volta à economia global

 

Após o ataque dos Estados Unidos e Israel contra a nação iraniana, a conjuntura econômica mundial entrou em um compasso de expectativas negativas, em função do aumento do preço do barril de petróleo, que já rompeu a casa dos US$ 100,00. Este fato é muito perigoso devido à forte possibilidade do retorno da inflação na economia mundial e da elevação da taxa de juros nas diversas economias do planeta. Como consequência econômica de curto e médio prazo, poderá ocorrer a redução do crescimento, a destruição de empregos e a diminuição da renda.

Era tudo que o mundo não precisava agora: mais uma guerra, além da já existente entre Rússia e Ucrânia. O que o furacão Donald Trump fez foi assassinar um líder político e religioso chamado Ali Khamenei, chefe supremo do Irã. Quando a religião se envolve, o sarrafo é mais baixo, como está acontecendo neste momento. Autoridades iranianas já declararam que não irão se render e que o conflito continuará, sabe Deus até quando.

Trump, em sua cabeça doentia, pensou que estava lidando com a Venezuela, onde Maduro foi traído por seus próprios correligionários, principalmente pelos generais venezuelanos, que entregaram de bandeja a sua cabeça aos americanos. E o regime chavista continua a todo vapor, a despeito de Trump ter se apossado de forma ilícita do petróleo venezuelano. Ele feriu todas as normas do direito internacional. Viva o ditador Trump.

No caso do Brasil, a possibilidade de retorno da inflação é muito grande, e o Banco Central, que havia prometido reduzir a taxa Selic na próxima reunião do COPOM, certamente voltará atrás, e o crescimento econômico e social no país ficará comprometido por conta desse gesto tresloucado do presidente da República americana.

Por fim, resta torcer para que a guerra não se prolongue, pois a conta chegará em breve. Isso é muito duro.

 


segunda-feira, 9 de março de 2026

Janeiro de 2026: Campos foi o único município entre Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra com perda de empregos formais no setor de serviços

Segundo os dados da empregabilidade do setor de prestação de serviços publicados pelo CAGED, no período de janeiro de 2026 em relação a janeiro de 2025, conforme o gráfico, a economia de Campos perdeu postos de trabalho com carteira assinada, apresentando uma variação negativa de aproximadamente -240,7%. A de Macaé ampliou o número de contratações, com crescimento de cerca de 85,3%, enquanto a de Rio das Ostras mostrou uma pequena e sutil recuperação, passando de saldo negativo para positivo na geração de empregos formais. Já a de São João da Barra registrou retração do emprego, com redução próxima de -50,0% no saldo de vagas no setor de serviços.

Por fim, em face dessa conjuntura do mercado de trabalho, observa-se que a única economia que não criou empregos formais no setor de serviços foi a de Campos dos Goytacazes (RJ) em janeiro de 2026, fato que não se constitui em uma boa notícia para a nossa cidade, sobretudo quando comparado ao desempenho das demais economias da região no mesmo período analisada neste post.

 

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

O paradoxo de São João da Barra: renda per capita de quase R$ 400 mil e cerca de 72% da população na pobreza

 FEVEREIRO de 2026

Nos principais municípios recebedores de rendas da região Norte Fluminense, sobretudo por concentrar em seu território grandes investimentos,  um em Macaé, com a Petrobras, e outro em São João da Barra, com o Porto do Açu, a renda per capita se eleva, de acordo com dados do IBGE de 2023. Entretanto, a pobreza continua assolando a população.

Segundo o Ministério da Cidadania, o número de pobres, ou de pessoas cadastradas no CadÚnico, revela uma triste realidade, sobretudo em São João da Barra, onde a pobreza chega ao patamar de quase 72% dos habitantes, conforme demonstra a tabela. É lamentável.


quinta-feira, 5 de março de 2026

Campos reduz em mais de 17% os gastos com Assistência Social em 2025

Os gastos com a Assistência Social dos municípios petro-rentistas do Norte Fluminense, segundo dados do TCE-RJ, no período de janeiro a dezembro de 2025, em comparação com o mesmo recorte temporal de 2024, apresentaram redução. Em Macaé, a queda foi de 10,4%; em Campos, de 17,2%; e em São João da Barra, de 2,4%, justamente em um contexto em que a pobreza atinge mais de 70% da população local, conforme dados do Ministério da Cidadania do Governo Federal. Já em Rio das Ostras, não foi possível calcular a variação, pois a prefeitura ainda não encaminhou ao TCE-RJ a prestação de contas referente ao exercício de 2025.

 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Economia de Campos inicia 2026 com perda de empregos com carteira assinada

 

Segundo o CAGED, divulgado no dia de ontem, a economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ), no mês de janeiro de 2026, em comparação com janeiro de 2025, perdeu 314 empregos com carteira assinada. Inclusive, é importante lembrar que as perdas aumentaram, pois em janeiro de 2025 o saldo líquido foi de 300 postos de trabalho eliminados.

O segmento econômico responsável pela maior destruição da empregabilidade em 2026 foi o comércio, seguido pelo setor de serviços. Já em janeiro de 2025, as maiores perdas de vagas também ocorreram no comércio, que registrou a eliminação de 252 postos de trabalho, enquanto o setor de serviços apresentou saldo líquido positivo de 81 empregos.

A bem da verdade, é relevante salientar que, em janeiro de 2026, a economia campista perdeu empregos formais em praticamente todos os segmentos econômicos, exceto na construção civil, que ficou com saldo líquido zerado, ou seja, não abriu nem fechou vagas, e na indústria, que registrou a abertura de apenas um posto de trabalho.

Portanto, a economia de Campos dos Goytacazes (RJ), infelizmente, inicia o ano de 2026 já demitindo trabalhadores com carteira assinada, o que não constitui uma boa notícia para a cidade.

 


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

Saldo de emprego positivo em janeiro na Região Norte Fluminense é menor 74% em relação a janeiro do ano passado

março 03, 2026

 

A Região Norte Fluminense gerou um saldo de 82 empregos em janeiro, se recuperando em relação ao saldo negativo de dezembro do ano anterior, mas desacelerando forte em relação a janeiro de 2025. São João da Barra e Macaé puxaram o saldo para cima com a atuação do setor de serviços. São João da Barra gerou o maior saldo de 211 empregos, seguido por Macaé com um saldo 175 empregos no mês. Com um resultado insatisfatório, Campos dos Goytacazes eliminou 314 empregos no mesmo mês.

Na avaliação setorial, observando o comportamento dos principais municípios geradores de emprego na região (Macaé, Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), as atividade de serviços ocuparam a liderança com a geração de 351 empregos, seguido pelas atividades de construção civil com a geração de 58 empregos no mês. 

As atividades comerciais se mostraram bastante frágil no primeiro mês do ano com a eliminação de 204 vagas de empregos e as atividades industrias eliminaram 101 vagas de emprego no mês. Seguindo esta trajetória de fragilidade a agropecuária eliminou 42 emprego em janeiro deste ano.

O estado do Rio de janeiro eliminou 13.009 vagas de emprego, enquanto o país gerou um saldo positivo de 112.334 novos empregos no mês.

 

terça-feira, 3 de março de 2026

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 e mantém cinco anos seguidos de expansão

 

O IBGE divulgou hoje o Produto Interno Bruto (PIB) da economia brasileira referente a 2025. O resultado foi de 2,3%, inferior ao observado em 2024, quando a taxa alcançou 3,4%, evidenciando uma desaceleração. O volume de riquezas geradas no ano somou R$ 12,7 trilhões, configurando o menor patamar dos últimos cinco anos. Ainda assim, o desempenho de 2025 representa o quinto ano consecutivo de expansão da atividade econômica no país.

O principal destaque coube à agropecuária, que avançou 11,75% em 2025, impulsionada sobretudo pela cultura do milho, cuja produção cresceu 23,6%, e pela soja, com alta de 14,6%, ambos considerados resultados recordes.

O setor de serviços, mesmo diante da taxa de juros elevada, registrou crescimento de 1,8% no período, enquanto a indústria avançou 1,4%, influenciada pelo segmento extrativista de petróleo e gás.

Assim, para as vozes roucas das ruas que questionavam o desempenho econômico de 2025, os dados mostram exatamente o oposto. A economia brasileira permanece resiliente, apesar da taxa básica de juros de 15% estabelecida pelo Banco Central.

 


segunda-feira, 2 de março de 2026

Macaé investe quase R$ 400 milhões em 2025; Campos não atinge R$ 80 milhões e SJB reduz aportes em 81%

 

No comparativo anual dos investimentos de 2024 e 2025 realizados pelas prefeituras destacadas no gráfico, cujos dados foram extraídos do site do TCE-RJ, observa-se que a Prefeitura de Macaé ocupa a primeira colocação, com volumes significativos aplicados em obras e equipamentos, apesar da retração de 8,46% em 2025 na comparação com 2024.

Na sequência aparece Campos, que ampliou os aportes em 2,85% em 2025 frente ao ano anterior, e São João da Barra, que registrou queda de 81,11% no mesmo período comparativo.

Já Rio das Ostras, infelizmente, ainda não enviou ao TCE-RJ a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2025. Em razão disso, não foi possível apurar a variação percentual.

Dessa forma, apenas o município de Macaé demonstrou um nível consistente de investimento tanto em 2024 quanto em 2025.

 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Campos é o quinto em recebimento de royalties e o terceiro em participação especial: sinais do esgotamento do ciclo do petróleo no município


 

Os dois gráficos apresentam, de forma comparativa, as rendas nominais provenientes dos royalties do petróleo e da participação especial recebidas pelos municípios relacionados, no período de janeiro a dezembro de 2024 e 2025, tanto os pertencentes à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto aqueles vinculados à Bacia de Santos, como Maricá, Niterói e Saquarema.

Ao observar o gráfico das rendas de royalties, verifica-se que a Prefeitura de Maricá lidera o ranking de arrecadação, seguida por Saquarema, Macaé, Niterói, Campos, São João da Barra e Rio das Ostras. O que chama a atenção nessa relação é que o pequeno município de Saquarema, com quase 100 mil habitantes, recebeu mais royalties em 2024 e 2025 do que Macaé, Niterói e Campos e as demais cidades, configurando uma verdadeira abundância financeira.

No que se refere ao gráfico da participação especial incidente sobre os poços mais produtivos, Maricá e Niterói ocupam as primeiras posições, seguidos por Campos, Rio das Ostras, São João da Barra e Macaé. Já Saquarema não registrou recebimentos no período, em razão de os poços situados em sua área de influência não apresentarem elevada produtividade.

Merece comentário à parte o município de Campos dos Goytacazes, que aparece na quinta colocação em royalties e na terceira posição em participação especial. Ao comparar as rendas recebidas por Campos no período analisado, que ainda representam parcela expressiva do orçamento municipal, sendo a maior receita, chega-se à conclusão de que a prefeitura enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas. As despesas atuais são elevadas e, ao que tudo indica, o prefeito Wladimir deverá deixar o cargo para disputar outro pleito, transferindo ao vice-prefeito o desafio do equilíbrio fiscal, numa conjuntura de escassez de dinheiro.

Portanto, em poucos dias poderemos assistir a mais um desentendimento político na cidade. A ruptura entre o prefeito, sua família e o vice parece praticamente certa. É simples assim.

                              


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Antecipação do 13º do INSS em 2026 deve injetar R$ 78 milhões na economia brasileira

 

O Governo Federal informou que irá antecipar o pagamento do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas em 2026, com liberação prevista para abril e maio. Aproximadamente 35 milhões de pessoas serão contempladas, promovendo uma injeção de cerca de R$ 78 milhões na economia, o que tende a ampliar a demanda agregada por bens e serviços no sistema econômico brasileiro.

É uma notícia positiva, especialmente para quem está endividado e necessita reduzir seus compromissos financeiros. Já aqueles que estão com as contas em dia poderão aproveitar esse valor extra na aquisição de itens que considerarem mais adequados ao cotidiano, podendo inclusive destiná-lo a uma viagem, o que também se mostra uma alternativa interessante.

Por fim, vale destacar que a efetivação dessa medida depende apenas da edição de um decreto por parte da Presidência da República. Resta aguardar.

 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Royalties do petróleo reforçam os cofres dos municípios produtores em fevereiro de 2026

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) depositou, no dia 24 de fevereiro de 2026, os royalties pelo sistema de concessão aos municípios da Bacia de Campos, como Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, bem como àqueles vinculados à Bacia de Santos, oriundos dos poços do pré-sal, como Maricá, Niterói e Saquarema.

Conforme indicam os números, Maricá, integrante da Bacia de Santos, ocupa a primeira posição no ranking de repasses. Na sequência aparecem Macaé e Niterói. São receitas expressivas que permitem aos gestores municipais honrar compromissos financeiros e ampliar a capacidade de investimento. Maricá, mais uma vez, destaca-se como o município com o maior volume de recursos transferidos pela ANP.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Cultura no Norte Fluminense movimenta cifras milionárias em 2025

 

De acordo com a execução orçamentária das prefeituras de Macaé, Campos e São João da Barra na área da Cultura, setor com relevante potencial de geração de emprego e renda, os recursos foram destinados às rubricas Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico; Difusão Cultural; e Administração Geral.

No período de janeiro a dezembro de 2025, Macaé apresentou o maior volume de investimentos nessa importante política pública, seguido por Campos e, posteriormente, São João da Barra.

No caso de Rio das Ostras, a prestação de contas referente ao período ainda não foi encaminhada ao TCE-RJ, o que impede uma análise comparativa mais ampla.

Diante desses números, observa-se que a Cultura na região Norte Fluminense contou, em 2025, com orçamentos expressivos, especialmente em Macaé e Campos. Recursos existem, o desafio é avaliar a efetividade desses investimentos.

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Discurso em Campos, investimento em Macaé: R$ 17 milhões contra apenas R$ 4 milhões

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da Secretaria de Agricultura no período de janeiro a dezembro de 2025 nos municípios de Macaé, Campos e São João da Barra, conforme dados do TCE. No caso de Rio das Ostras, a administração municipal ainda não encaminhou a prestação de contas à referida Corte.

O que nos chama a atenção nesses dados é o volume aplicado por Macaé no setor rural, embora sua economia esteja predominantemente vinculada à atividade petrolífera. Os recursos destinados foram muito superiores aos de Campos, cujo governo atual sustenta o discurso de que o campo será a base da retomada do crescimento econômico local.

Diante disso, fica a pergunta: como e quando isso ocorrerá? Porque, ao que indicam os números de 2025, se depender das autoridades municipais, dificilmente haverá avanço. Basta observar o montante executado pela secretaria ao longo do ano.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Participação especial de 2026: Maricá e Niterói lideram enquanto Bacia de Campos encolhe

Entrou hoje na conta das prefeituras petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro a primeira participação especial de 2026 referente aos poços de maior produtividade, repassada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Como se observa no gráfico, as prefeituras situadas na Bacia de Santos, cujo óleo é extraído do pré-sal, como ocorre em Maricá e Niterói, receberam uma verdadeira fortuna, evidenciando a força produtiva dessa bacia.

Por sua vez, os municípios da Bacia de Campos, em trajetória descendente de produtividade após quase cinquenta anos de exploração petrolífera, receberam valores irrisórios quando comparados aos da Bacia de Santos.

No caso de São João da Barra, na Bacia de Campos, e de Saquarema, na Bacia de Santos, cidades que sempre analisamos quanto às respectivas receitas do petróleo, nesta primeira participação de 2026 ficaram a ver navios. Não houve repasse algum hoje para esses municípios.

Assim, os números de Maricá e Niterói confirmam de forma inequívoca a desigualdade na distribuição das rendas petrolíferas entre os municípios brasileiros. Situação semelhante à vivida por Campos dos Goytacazes (RJ) na década de 2000, quando recebíamos receitas abundantes que foram literalmente desperdiçadas por sucessivos gestores públicos. E agora? O recurso escasseou por aqui, como também escasseará em Maricá. É apenas uma questão de tempo. Os equívocos cometidos em Maricá repetem os mesmos erros praticados pelos prefeitos que administraram Campos. Aqui, chegou-se ao ponto de financiar a escola de samba Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro para que a primeira-dama e um pequeno grupo de socialites campistas desfilassem na Marquês de Sapucaí; em Maricá, recentemente, o prefeito patrocinou a escola de samba Viradouro, de Niterói. É assim que a banda toca. E viva o Carnaval!

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Agricultura de Campos amplia execução orçamentária em quase 40% em 2025


A Secretaria de Agricultura do município de Campos dos Goytacazes (RJ) gastou, de janeiro a dezembro de 2025, 39,39% a mais quando comparado ao mesmo período de 2024, conforme demonstra o gráfico, com base nos dados extraídos do site do TCE-RJ.

Importa destacar que 68,15% do valor executado no orçamento de 2025 da referida secretaria foi destinado à Promoção da Produção Agropecuária, e o restante à rubrica Abastecimento. Apenas isso, sem qualquer detalhamento adicional, é o que consta no relatório de execução orçamentária.

Portanto, se quase 70% do orçamento da Secretaria foi direcionado à promoção ou ao incentivo da produção, justamente o principal gargalo econômico de Campos, já que a produção agrícola local é bastante limitada e importamos a maior parte dos produtos que consumimos, é de se esperar que, dentro de poucos meses, o antigo CEASA, que já não é mais mencionado, saia do papel. Inclusive, existe uma Secretaria específica, com estrutura administrativa e dotação orçamentária próprias, para implantá-lo. Será que agora acontecerá? Vamos aguardar esse sonho.

  

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

IPCA de janeiro de 2026 registra 0,33%, aponta IBGE

O gráfico apresenta a comparação do índice de inflação medido pelo IPCA do IBGE entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Como se observa, a inflação de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, superior à registrada em janeiro de 2025, em razão do aumento dos combustíveis, que subiram, em média, 2% no mês. O que conteve uma elevação maior do indicador foram os preços da energia elétrica e dos alimentos, que permaneceram comportados.

Em 12 meses, o índice avançou de 4,24% para 4,44%, aproximando-se do teto da meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ainda assim, trata-se de um dado positivo, pois a renda na economia brasileira aumentou, a massa salarial se expandiu e o poder aquisitivo do trabalhador foi ampliado.

Portanto, os indicadores econômicos do país permanecem dentro de um cenário de perspectivas otimistas. Resta apenas que o Banco Central inicie a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15%, e tudo indica que, a partir de março, esse movimento poderá começar. Vamos aguardar.

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ISS em 2025 evidencia a força econômica de Macaé e São João da Barra e a estagnação de Campos

 

Segundo o relatório da execução orçamentária encaminhado pelas prefeituras, a receita do ISS de Macaé, infinitamente maior do que a dos demais municípios aqui analisados em função das empresas prestadoras de serviços da economia do petróleo, cresceu 16,28% em 2025 em relação ao ano de 2024. Pode-se dizer que é uma economia forte.

A economia portuária de São João da Barra, como se pode observar no gráfico, teve a receita do ISS superior à de Campos e cresceu em 2025 12,62% em relação ao período de janeiro a dezembro de 2024, influenciada totalmente pelas atividades econômicas do Porto do Açu.

Já a receita do ISS de Campos, que perde para a de São João da Barra, importa salientar , o que não é novidade para ninguém, aumentou apenas 0,04% em 2025. Isso demonstra a fragilidade do setor de serviços da economia campista, composto por empresas de prestação de serviços de baixo valor agregado. Ou seja, a economia de Campos segue patinando. Inclusive, apenas para não deixar passar, fechou recentemente uma grande loja tradicional de móveis no bairro da Pelinca, em Campos, uma filial. Essa loja pertence a um dos assessores do prefeito Wladimir. Por que fechou, prefeito? Continua aberta na Rua Sete de Setembro, a antiga matriz.

Por fim, temos Rio das Ostras, que ainda não encaminhou os dados da prestação de contas ao TCE-RJ e, por isso, o valor de 2025 está zerado. É isso aí. Quando a economia tem investimentos fortes, o dinheiro aparece. É o caso de Macaé e São João da Barra.

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Enquanto a região perde vagas, a construção civil de Macaé segue gerando empregos em 2025

 

Segundo os dados do emprego anual do CAGED, a construção civil nos municípios de maior densidade econômica do Norte Fluminense, no período de janeiro a dezembro de 2025 em relação a 2024, apresentou retração na geração de postos de trabalho.

A economia de Campos, por exemplo, em 2025 perdeu 599 empregos formais, enquanto em 2024 havia registrado saldo líquido positivo. Em Rio das Ostras, foram eliminadas 319 vagas com carteira assinada, uma perda menor do que a observada em 2024. Já em São João da Barra, em 2025, o município reduziu significativamente as perdas de empregos formais, após ter registrado quase três mil postos eliminados em 2024. Nesse cenário, apenas Macaé apresentou saldo líquido positivo nos dois anos analisados, o que demonstra que o segmento da construção civil permanece aquecido na economia macaense, ao contrário das demais economias analisadas neste post.

Portanto, no que se refere aos números da construção civil, acende-se uma luz amarela, pois trata-se de um setor que emprega um contingente expressivo de trabalhadores na região Norte Fluminense, que possui muita mão de obra de baixa qualificação. Cabe destacar que o mercado de trabalho da construção civil na região ainda depende fortemente desse segmento, especialmente diante da elevada parcela de trabalhadores que permanece sem qualificação profissional, infelizmente.

 


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Com orçamento acima de R$ 3 bilhões em 2025, Campos está fora da realidade da maioria dos municípios brasileiros

 

A Prefeitura do município de Campos dos Goytacazes (RJ) encaminhou ao TCE-RJ o Balanço Orçamentário referente ao exercício de 2025. A partir desse documento, utilizamos o valor do orçamento realizado de 2025 e o comparamos com o mesmo período de 2024.

Observa-se, contudo, sob a ótica da receita efetivamente arrecadada, que houve um aumento nominal de 5,54%. Em outras palavras, a Prefeitura de Campos encerrou o exercício fiscal de 2025 com um orçamento que ultrapassa a marca de três bilhões de reais. Não se trata de um montante pequeno quando comparado ao de milhares de municípios brasileiros, muitos dos quais sequer sonham em dispor de um orçamento bilionário como esse.

Apesar disso, a Prefeitura apresenta atualmente um volume elevado de despesas, inclusive várias delas desnecessárias, destinadas apenas a atender interesses eleitorais do grupo político do prefeito, com o objetivo de se manter no poder a qualquer custo. Essas práticas existem,  e não são poucas.

Outro ponto a ser destacado é a declaração do próprio prefeito, feita na reunião de secretariado na última segunda-feira, ao admitir o fracasso nas áreas de transporte e saúde. Trata-se de setores estratégicos das políticas públicas, especialmente no que diz respeito ao atendimento da população mais pobre. Isso, no entanto, não é novidade para ninguém. O que falta, prefeito, é exatamente aquilo que o senhor sempre criticou em seu antecessor: gestão. Uma dificuldade histórica da família Garotinho, cuja marca mais evidente sempre foi o endividamento. É lamentável que esse histórico não seja lembrado pela população no momento do voto.

Para concluir, só resta dizer: viva o mangueirão de Farol de São Tomé. O povo aprecia pão e circo há muito tempo, e nisso a família Garotinho é especialista.

 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Serviços: Campos e Rio das Ostras perdem empregos, enquanto Macaé e São João da Barra lideram crescimento em 2025

O CAGED divulgou os dados do emprego no setor de prestação de serviços dos municípios com maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro referentes ao ano de 2025. Foi realizado um comparativo da empregabilidade no período de janeiro a dezembro de 2025 com o mesmo intervalo de 2024.

A partir dos números apresentados no gráfico, observa-se que, apesar do saldo líquido de postos de trabalho permanecer positivo em 2025, houve redução na geração de empregos de 12,56% em Campos e de 59,42% em Rio das Ostras. Em sentido oposto, ocorreu expansão na criação de vagas formais em Macaé (65,25%) e em São João da Barra (143,95%).

Por fim, é importante destacar que a economia campista, embora concentrada em atividades de serviços de baixo valor agregado, gerou, em termos absolutos, mais empregos formais do que Rio das Ostras, mesmo com a presença da Zona Especial de Negócios (ZEN), e do que São João da Barra. Isso chama ainda mais atenção quando se considera que a economia sanjoanense conta com a estrutura econômica do Porto do Açu.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Com mais de 45% da população em pobreza, Área Social de Campos sofre corte superior a 17% em 2025

 

Os investimentos na área social do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a dezembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, apresentaram uma redução de 17,17%. Em termos absolutos, em 2025 foram aplicados R$ 107,223 milhões, enquanto em 2024 o montante alcançou R$ 129,446 milhões, conforme dados da prestação de contas anual encaminhada ao TCE-RJ.

Causa estranheza essa queda em um município que ainda possui 211.734 pessoas inscritas no CADÚNICO em situação de vulnerabilidade social ou pobreza, o que representa pouco mais de 45% da população campista vivendo nessas condições. Um quadro extremamente grave.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Desempenho desigual do emprego formal: avanço em Macaé, retração em Campos e Rio das Ostras e recuperação em São João da Barra

Segundo os dados de empregabilidade do CAGED, de janeiro a dezembro de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, na região do petróleo, a economia de Campos reduziu o nível de empregos em 44,17%; Macaé ampliou as contratações em 6,84%; no caso de Rio das Ostras houve uma retração de 10,27%; e, na economia do Porto do Açu, o saldo líquido foi negativo em 2024, com a perda de 1.878 postos de trabalho, enquanto em 2025 o resultado foi positivo, com a geração de 1.053 empregos.

Diante dessa realidade do mercado de trabalho na Região Norte Fluminense, considerando os municípios de maior densidade econômica, apenas a economia macaense elevou o número de empregos com carteira assinada em 2025. São João da Barra, que havia apresentado saldo negativo em 2024, com quase dois mil postos a menos, encerrou 2025 com pouco mais de mil empregos formais. Já as economias de Campos e de Rio das Ostras perderam vagas em 2025, embora tenham mantido saldo líquido positivo, o que, de certa forma, não deixa de ser uma boa notícia.

Portanto, enquanto as demais economias evidenciadas no gráfico geraram pouco mais de mil empregos, Macaé, em função da pujança econômica associada à Petrobras, abriu quase oito mil postos de trabalho em 2025. Sem comentários!

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Saúde pública bilionária de Campos corta mais de 5% dos investimentos em 2025

 

Segundo os dados publicados da execução orçamentária anualizada, no período de janeiro a dezembro de 2025 em comparação ao mesmo intervalo de 2024, a saúde pública bilionária de Campos dos Goytacazes (RJ) apresentou uma redução de 5,09% nos investimentos, conforme informações do TCE-RJ. Do ponto de vista prático e comparativo, a diminuição dos gastos em 2025 em relação a 2024 foi pequena.

Para finalizar, e apenas para lembrar, a saúde pública campista é bilionária. Espera-se que a população mais pobre, que depende diretamente do poder público, esteja sendo adequadamente atendida, pois recursos financeiros não faltam, como se pode observar no gráfico.

 


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A Região Norte Fluminense gerou 10,4 mil empregos formais no ano de 2025

 

O emprego formal desacelerou forte na região Norte Fluminense em dezembro. Foram eliminadas 1.381 vagas de emprego no mês, sob liderança de Campos dos Goytacazes com 798 gavas eliminadas e Macaé com 646 vagas eliminadas no mesmo período. No acumulado de janeiro a dezembro de 2025 a região gerou 10.415 empregos, superando em 20,9% o saldo gerado no ano anterior.

Na distribuição percentual consolidada do emprego no ano, Macaé apresentou 72,6% de participação, Campos dos Goytacazes 14,3% e São João da Barra 10,1% do total no mesmo ano.

Na análise setorial, considerando os principais municípios geradores de emprego na região (Macaé, Campos e São João da Barra), o setor de serviços gerou 7.559 vagas de emprego, seguido pelo setor de comércio com 1.588 vagas, do setor industrial com 1.215 vagas e da agropecuária com 127 vagas de emprego no ano. O setor de construção civil eliminou 384 vagas de emprego no ano.

O estado do Rio de Janeiro criou 100.920 vagas de emprego no ano com a participação relativa de 61,1% no setor de serviços. O país gerou 1.279.498 vagas com participação relativa de 59,3% no setor de serviço no acumulado do ano.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Campos perde quase metade dos empregos em 2025: a cidade desce a ladeira sob propaganda enganosa

Segundo os dados do CAGED de dezembro, divulgados no dia de ontem, referentes ao último mês do ano de 2025 que ainda faltava ser contabilizado, foi possível levantar a empregabilidade total da economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2025 e compará-la com o número de empregos gerados em 2024. O resultado não foi nada favorável.

Como se pode observar no gráfico, por meio da barra relativa ao saldo líquido total, que corresponde ao número de postos de trabalho criados a mais no período de janeiro a dezembro de cada ano analisado nesta postagem, constata-se que a economia campista perdeu 44,17% dos empregos em 2025. Esse dado demonstra de forma clara que a economia de Campos não vai nada bem. Trata-se de uma estrutura produtiva que vem se fragilizando ao longo do tempo por diversos fatores, sendo o principal deles a ausência de um setor econômico dinâmico capaz de impulsionar o crescimento local.

Vivemos atualmente o final do ciclo do petróleo. No passado, deixamos de diversificar a base produtiva durante o ciclo do açúcar e, mais uma vez, repetimos o mesmo erro no ciclo petrolífero, acreditando que, em economia, tudo é mágico e eterno. As elites políticas e econômicas da cidade se enganaram profundamente. Os recursos produtivos são escassos e precisam ser otimizados para gerar o maior retorno possível, como ensina a Ciência Econômica. No entanto, o que se observa é a atuação de elites predatórias e pouco criativas, algo evidenciado pela realidade econômica, social e urbana de Campos dos Goytacazes (RJ): uma cidade abandonada e sem perspectivas para sua juventude. Basta percorrer os bairros periféricos para constatar o estado de caos em que se encontra a cidade.

Para resumir, trata-se de um município que teve tanto dinheiro que o desperdiçou em obras faraônicas, como o sambódromo de Dona Rosinha, o CEPOP, hoje fechado e deteriorado pela ação do tempo, já que a cidade sequer possui mais carnaval. Pior ainda, não conseguiu realizar o mínimo necessário: oferecer um sistema de transporte público digno à população, que sofre diariamente nas esquinas aguardando por conduções que muitas vezes não chegam, seja para se deslocar ao trabalho ou atender outras necessidades básicas de cidadania. O cenário é profundamente lamentável. Atualmente, Campos depende das rendas provenientes das economias de Macaé e São João da Barra, que sustentam um setor de serviços de baixo valor agregado e salários reduzidos, especialmente na área da saúde.

Por fim, para não me alongar ainda mais, os números da economia campista em 2025 evidenciam que a cidade continua em trajetória descendente, enquanto um pequeno grupo de apoiadores do prefeito Wladimir Garotinho é remunerado generosamente para defender o que chamam de governo, que pode ser tudo, menos um governo de fato. O mais grave é que, segundo a mídia local, o prefeito pretende disputar outro cargo este ano, deixando a prefeitura mergulhada em crise fiscal e financeira sob a responsabilidade do vice-prefeito, apresentado como um “gestor contumaz”. Convém lembrar que esse mesmo “gestor” não conseguiu administrar sua própria usina de açúcar, atualmente em processo acelerado de falência e que, segundo os jornais locais, talvez nem opere neste ano. Que gestor é esse? Eis a ironia. Diante disso, cabe recordar o ditado popular: “nós, campistas, estamos em um mato sem cachorro.”

 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Selic em 15%: decisão conservadora do BC adia corte para março

O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. No entanto, já sinalizou que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para os dias 17 e 18 de março, deverá iniciar a trajetória de queda dos juros, obviamente sem comprometer a meta inflacionária, que é o principal objetivo da política monetária.

Ainda assim, o que efetivamente determinará a redução em março será a conjuntura econômica, o que não chega a ser novidade. Caso o cenário macroeconômico permaneça na atual estabilidade, a  Selic pornográfica praticada pelo Banco Central tende a recuar.

A variável Donald Trump já não assusta mais o mercado. Trata-se de um risco amplamente precificado. Pelo contrário, a continuidade de seu governo desastroso para o mundo e para os próprios Estados Unidos, que enfrentam inúmeros conflitos sociais e urbanos, contribui para seu isolamento crescente. Com isso, a moeda americana se desvaloriza, enquanto os agentes econômicos, de forma geral, buscam proteção em ativos como ouro e prata e direcionam recursos para economias emergentes que inspiram confiança, como a brasileira. Não é por acaso que a bolsa de valores do Brasil segue batendo recordes sucessivos.

Portanto, encerro esta postagem afirmando que a esperança de queda da taxa básica de juros em março foi renovada. Ainda assim, avalio que os juros já poderiam ter começado a cair. O Copom, na nossa opinião, adotou uma decisão excessivamente conservadora.

 

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Com R$ 134 milhões em caixa, Saquarema escancara a desigualdade dos royalties no Rio de Janeiro

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) creditou nas contas dos municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro a parcela dos royalties de janeiro de 2026, no regime de partilha. Pela Lei Federal nº 12.858/2013, esses recursos devem ser destinados obrigatoriamente, sendo 75% para a educação e 25% para a saúde.

O gráfico apresenta os repasses referentes aos municípios das bacias de Campos e de Santos, no pré-sal. No caso da Bacia de Santos, estão incluídas as cidades de Maricá, Niterói e Saquarema; as demais pertencem à Bacia de Campos.

Essas receitas são originárias, em sua maior parte, dos poços do pré-sal. Como os municípios da Bacia de Campos possuem poucos campos nessa camada, os valores recebidos são significativamente menores. O caso mais escandaloso, em termos de volume de recursos, é o de Saquarema que, com cerca de cem mil habitantes, segundo o IBGE, recebeu mais de R$ 134 milhões. A dedução lógica é que, nesse município, a educação e a saúde devem ser de primeiro mundo, ou trata-se apenas de um equívoco nosso.

Portanto, há prefeitos no estado do Rio de Janeiro nadando de braçada em um verdadeiro oceano de dinheiro, enquanto a maioria dos municípios enfrenta uma profunda crise fiscal e financeira, de pires na mão. Oh! Injustiça.

 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Campos investe mais em Cultura que Macaé em 2025 — e a área cultural não pode reclamar

 

Dos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense, segundo dados do TCE-RJ, Campos foi o que mais destinou recursos à área cultural no período de janeiro a outubro de 2025, como evidencia de forma hierarquizada o gráfico.

Portanto, a área da cultura campista não pode alegar falta de recursos. Vale lembrar que Campos superou Macaé em volume de investimentos, mesmo com a prefeitura macaense dispondo, em 2025, de um orçamento total próximo de R$ 4 bilhões, muito superior ao de Campos.

 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Emprego industrial segue fraco e decepciona em novembro de 2025 no Norte Fluminense

Segundo a pesquisa do CAGED sobre o emprego industrial, no comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a indústria da economia de Campos apresentou recuperação na geração de postos de trabalho, embora ainda tenha encerrado novembro de 2025 com saldo negativo. Em Macaé, houve redução na criação de empregos industriais no mesmo período. Já Rio das Ostras registrou melhora na empregabilidade, enquanto a economia portuária de São João da Barra apresentou piora.

Esse é, portanto, o cenário do emprego industrial nos municípios de maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ANP deposita os royalties de janeiro de 2026 para os municípios produtores de petróleo do RJ

 

Já está depositada na conta dos municípios produtores de petróleo, pela ANP, a parcela dos royalties referente ao mês de dezembro de 2026, tanto das prefeituras integrantes da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto da Bacia de Santos, no pré-sal, cujos municípios são Maricá, Niterói e Saquarema.

Apenas uma observação: os valores apresentados no gráfico estão organizados do maior para o menor. Nessa ordem hierárquica, Maricá recebe o maior repasse, enquanto São João da Barra registra o menor.

Portanto, dinheiro no cofre das prefeituras no dia de hoje!

     


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pobreza cresce nos municípios ricos do Norte Fluminense e só recua em Campos em janeiro de 2026

 

Segundo os dados estatísticos de 2026, divulgados pelo Ministério da Cidadania do governo federal, a pobreza aumentou nos municípios de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Apenas em Campos houve redução, ainda que muito pequena, como é importante ressaltar, conforme se observa no gráfico referente ao período de janeiro de 2026 em comparação com janeiro de 2025. Os números correspondem às pessoas em situação de vulnerabilidade social cadastradas no CADÚNICO.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Construção civil apresenta desempenho fraco no Norte Fluminense em novembro de 2025

O mercado de trabalho da construção civil na economia de Campos, em novembro de 2025, ampliou o número de demissões quando comparado a novembro de 2024, período em que o saldo líquido ficou em menos 66 postos de trabalho, o que não representa um bom resultado.

Já na economia de Macaé houve uma pequena reação, pois em novembro de 2024 o saldo líquido foi negativo e, agora, em novembro de 2025, registrou-se um resultado positivo de 123 empregos formais. Ainda assim, trata-se de um desempenho pouco animador.

Em Rio das Ostras, o mercado de trabalho em novembro de 2024 perdeu 64 vagas e, atualmente, apresentou saldo positivo de 37 empregos com carteira assinada. Um avanço modesto e de baixa expressividade, assim como observado em Macaé.

No que se refere a São João da Barra, cujo saldo líquido havia sido negativo em 213 trabalhadores, em novembro de 2025 ocorreu estabilização em zero, ou seja, sem demissões e sem admissões. O Porto do Açu aparenta ter interrompido as contratações nesse importante segmento econômico, possivelmente em razão da ausência de obras infraestruturais.

Diante desse cenário, pode-se afirmar que, em novembro de 2025, apenas Macaé e Rio das Ostras apresentaram resultados satisfatórios no mercado de trabalho da construção civil, porém de forma muito pouco expressiva, o que não há motivo para comemoração.