quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Em sete meses, ICMS do Rio arrecada R$ 4,95 bilhões a mais que em 2025

 


O infográfico apresenta a arrecadação do ICMS de janeiro a julho de 2024, 2025 e 2026 do Estado do Rio de Janeiro em bilhões de reais.

Como se pode observar no infográfico, quando se compara 2025 a 2024, o crescimento nominal foi de 12,4%; e de 2026 em relação a 2025, foi de 15,8%. Agora, quando a comparação é de 2026 em relação a 2024, a variação percentual é de 30,2%.

Portanto, tem-se o ICMS, a maior receita corrente do Estado do Rio de Janeiro (RJ), subindo em patamares satisfatórios. O que é uma boa notícia para o nosso estado, que vive submerso em um discurso de crise. Dinheiro tem, e os números demonstram isso. É uma notícia e tanto!

 


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Macaé e Campos somam mais de R$ 4 bilhões em seis meses — e Rio das Ostras cresce 22%

 


Segundo os dados retirados do TCE-RJ relativos à receita orçamentária realizada de janeiro a junho de 2025 e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

Nos primeiros seis meses de 2026 em relação ao semestre relativo de 2025, Campos e Macaé tiveram uma receita realizada bilionária, conforme pode se observar no gráfico. A de Campos se elevou 14,07% e a de Macaé, 10,58%.

Já as receitas realizadas de Rio das Ostras e São João da Barra possuem volumes financeiros significativos, porém, ainda esses dois municípios não têm orçamentos bilionários. A receita de São João da Barra cresceu 11,15% e a de Rio das Ostras, 22,58%.

Portanto, os municípios da região Norte Fluminense e da Baixada Litorânea beneficiados pela produção de petróleo estão nadando de braçada no que diz respeito ao dinheiro. Que beleza! Os prefeitos estão rindo à toa.

É importante registrar que os percentuais acima são variações nominais, sem desconto da inflação do período, ou seja, refletem o crescimento bruto da arrecadação, não necessariamente o ganho real de poder de compra dos municípios.

 


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 


                                  Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha



Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 

O gráfico apresenta os dados da empregabilidade do setor de serviços segundo o CAGED de julho de 2025 e de 2026, o mais recente.

Como pode-se observar, em julho de 2025 a economia de serviços de Campos abriu 157 empregos com carteira assinada e, em julho de 2026, o saldo líquido ficou negativo, o que é preocupante.

No que diz respeito a Macaé, a economia do petróleo, em julho de 2025 foram criados a mais 252 postos de trabalho e, em julho de 2026, o quantitativo de vagas saltou para 583, o que demonstra a dinâmica de uma economia puxada pelo setor de óleo e gás. Embora Macaé tenha perdido, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período de 2025, mais de dois mil vínculos formais. Estou falando do saldo líquido total, segundo uma das últimas postagens que fizemos neste blog sobre o emprego na região Norte Fluminense.

A economia de Rio das Ostras, como se observa no gráfico, encerrou julho de 2026 com resultado líquido negativo de 120 vagas no segmento de serviços, ao contrário do ano passado, que fechou com números positivos.

E São João da Barra, a terra do megainvestimento do Porto do Açu, criou 60 vagas em julho de 2025 e, agora, em julho de 2026, gerou somente 13 postos de trabalho. O que podemos dizer é que é muito pouco em face dos grandes investimentos que ocorrem no território sanjoanense.

Portanto, em razão do atual cenário de empregos desses municípios, podemos dizer: somente Macaé é o destaque, com mais de 580 vínculos formais a mais.

      


Com R$ 2,2 bilhões em folha até junho de 2026, prefeituras da região bancam o comércio e os serviços locais



O infográfico apresenta a execução da folha de pagamento e encargos sociais de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo os dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), enviado pelas prefeituras ao TCE-RJ.

No caso de Campos, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, a folha aumentou 9,23%; a de Macaé, 14,83%; a de Rio das Ostras, 8,51%; e a de São João da Barra, 7,03%. Essas elevações estão ligadas ao crescimento natural que elas possuem em cada ano, além de reajustes nominais aplicados aos servidores públicos. Importa salientar que está neste volume financeiro das folhas a primeira parcela relativa à metade do décimo terceiro que os prefeitos concedem antecipadamente, na primeira metade do ano, aos trabalhadores.

Por fim, como se observa através dos dados, elas são milionárias e têm uma função relevante na economia local, pois são essas despesas que movimentam, do ponto de vista econômico, o comércio e o setor de serviços implantados nestes municípios.

 

 

 




quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Macaé perde 2.548 vagas — mais do que o saldo positivo dos outros três municípios somados

Segundo os números recentes do CAGED no que diz respeito aos empregos com a carteira assinada das economias da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro, com a maior densidade econômica no período de janeiro a julho de 2026 em relação a julho de 2025, ou no acumulado do ano.

Os empregos da economia campista baseada na prestação de serviços aumentaram 4,13%, a economia do petróleo de Macaé perdeu 42,39% de postos de trabalho, a de Rio das Ostras, com toda a Zona Especial de Negócio (ZEN) presente e as suas empresas ligadas ao ramo do petróleo, destruiu 33,72% de empregos com a carteira assinada, e a economia portuária de São João da Barra elevou a criação de vagas formais em 122,91%, conforme os dados do gráfico.

Por fim, é relevante fazer uma observação em relação a Campos e São João da Barra. O número significativo de empregos criados em Campos no período em análise está relacionado aos dados da empregabilidade da safra sazonal da cana de açúcar no município, que não se sustentará no segundo semestre em virtude do desemprego natural que ocorre no final da safra. E no que tange à economia sanjoanense, embora tenha tido uma criação de empregos acima de 122% por conta do Porto do Açu, este grande empreendimento continua devendo à região. Pois Macaé, embora tenha perdido muitos empregos no recorte de tempo de um ano, ainda lidera a geração de empregos com a carteira assinada em termos absolutos na região, seguida por Campos.

Apenas para acrescentar, a economia regional, somando todos os postos de trabalho dos municípios do gráfico, em 2025 chegou ao total de 10.815 e, em 2026, chegou a 8.611, ou seja, ocorreu um encolhimento na criação de empregos de 20,38%, ou, em termos absolutos, foram 2.204 empregos formais a menos. E Macaé é o responsável por puxar a queda da empregabilidade, com a perda de 2.548 postos líquidos ou 42,4%. É muita coisa!

 

 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Campos volta a perder empregos: saldo de +159 vira -124 em um ano

O CAGED divulgado pelo governo federal ontem mostra que a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) vinha de uma trajetória de recuperação: depois de perder empregos em janeiro de 2026, o município esteve em uma curva de geração de vagas entre fevereiro e junho. Na atual conjuntura, em julho de 2026, esse cenário se inverteu, Campos voltou a perder 124 postos de trabalho, o oposto do que havia ocorrido em julho do ano passado, quando o saldo tinha sido de 159 empregos com carteira assinada.

Quando se olha o gráfico, observa-se que a agropecuária e a indústria, em julho de 2026, foram os segmentos econômicos que mais demitiram, e a construção foi a que mais gerou postos de trabalho, seguida do comércio. Até mesmo o setor de prestação de serviços destruiu vagas na economia campista.

Por fim, é importante lembrar que o cenário da empregabilidade de julho de 2025 ficou melhor posicionado. Outro ponto: será que a agroindústria decadente do ponto de vista econômico do nosso município já iniciou o processo das demissões dos trabalhadores, por falta de cana de açúcar para moer. É uma forte possibilidade.

 

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Guerra lá fora, dinheiro tem aqui: conflito entre EUA e Irã aumenta royalties dos municípios produtores

 


Com a escalada do conflito geopolítico entre EUA e Irã, o barril de petróleo tipo Brent, referência global para o preço do petróleo, aumenta 5,64% e chega a US$ 91,00 (cotação de hoje, por volta das 11h).

Em função desse cenário, a Bolsa de Valores do Brasil opera em alta neste momento, em cerca de 1%, puxada pelos preços das ações da Petrobras, que se valorizaram com a alta do barril, e o dólar cai em função da entrada de capitais estrangeiros e da estabilidade econômica e política do país. Uma boa notícia.

Na região Norte do estado do Rio de Janeiro e na Baixada Litorânea, aumenta a perspectiva de elevação dos repasses de royalties para os municípios produtores de petróleo. Portanto, enquanto uns choram, outros riem. Assim caminha a humanidade!

 



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Macaé mantém a liderança em investimento educacional e ultrapassa R$ 430 milhões em 2026

 

O infográfico apresenta a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Educação Municipal. Os gastos são milionários!


Campos lidera a queda nos royalties, mas Maricá embolsa quase R$ 300 milhões — dinheiro tem!

 

O infográfico retrata o fluxo de royalties do petróleo do sistema de partilha e de concessão recebidos no dia de hoje pelas prefeituras, tanto da Bacia de Campos quanto da de Santos, referente ao mês de agosto de 2026 comparado a julho de 2025. Importa ressaltar que a cor azul da escala do infográfico representa as rendas do mês de julho de 2025, e o vermelho, os repasses de agosto de 2026.

Como se observa no infográfico, todas as prefeituras tiveram redução dos repasses agora em agosto em relação a julho de 2025. A maior queda dos repasses foi a de Campos dos Goytacazes (RJ), que perdeu, no período considerado, 19,9%, ou quase 20%. O que, à primeira vista, sugeriria baixa produtividade dos poços da Bacia de Campos. Contudo, um olhar mais atento aos números desmonta essa hipótese: os municípios da Bacia de Santos, como Niterói (-18,1%), tiveram quedas muito próximas às da Bacia de Campos, e Saquarema, também do pré-sal, registrou a menor retração do grupo todo (-14,7%). Ou seja, o recuo generalizado tem cara de efeito conjuntural, cotação do barril, volume de produção do mês de referência, e não de esgotamento específico dos poços campistas. Aliás, não há dúvidas de que, na atual conjuntura de queda dos valores nominais dos municípios pertencentes à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, comparado aos municípios da Bacia de Santos que estão no infográfico, como Maricá, Niterói e Saquarema, a produção de petróleo do país deslocou seu eixo para os poços do pré-sal da Bacia de Santos.

Portanto, esse é o cenário das rendas petrolíferas do mês de agosto de 2026 dos municípios petrorentistas do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Dinheiro tem ou alguém tem dúvidas?

 


IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%


 

O IPCA-15 de agosto, divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.

Os itens dos preços relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente anterior.

Importa lembrar, embasado nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da política monetária.

Para quem não sabe o que é uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que, por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.

Por fim, a divulgação da deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente notícia!

 


 

Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026

 

Os investimentos públicos de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram 76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.

No que diz respeito à amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em 2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o município não pagou juros e encargos.

Portanto, esse é o quadro do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 


Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU

O infográfico apresenta a arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo os dados do site do TCE-RJ.

São João da Barra, a terra do Porto do Açu, foi o município que mais elevou a receita do IPTU no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, em termos relativos, ficando em 64,45%. Já Campos dos Goytacazes é o que possui a maior arrecadação em termos absolutos, conforme os números levantados. Portanto, dinheiro tem!

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Dinheiro não falta: na região do petróleo, vereador custa caro

 

O infográfico faz uma análise comparativa da execução orçamentária dos Poderes Legislativos ou Câmaras municipais de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra do primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

Em Campos, não se pode calcular a variação percentual, tendo em vista, talvez, um erro na hora de se confeccionar o relatório de execução orçamentária do ano de 2025, cujo valor executado pela Câmara local foi de apenas R$ 54.744,66. Porém, o valor do primeiro semestre de 2026 foi de R$ 17,7 milhões.

Em Macaé, os gastos com os vereadores aumentaram 22,85%; os de Rio das Ostras cresceram 18,99%; e os de São João da Barra, 12,29%. É importante o contribuinte ter conhecimento dessas despesas, porque quem paga essa conta é a sociedade e os vereadores. Os edis dessas cidades estão custando muito caro ao erário. Precisamos saber se eles estão realmente cumprindo as suas atribuições constitucionais. Ou estão apenas fazendo figuração.

Por fim, é importante lembrar que o orçamento das Câmaras é limitado pelo art. 29-A da Constituição Federal, que fixa o teto de despesa do Legislativo Municipal conforme a população de cada cidade: 7% para municípios com até 100 mil habitantes, caso de São João da Barra; 6% para os que têm entre 100 mil e 300 mil habitantes, caso de Macaé e Rio das Ostras; e 4,5% para os que ultrapassam 500 mil habitantes, caso de Campos dos Goytacazes,  o menor teto entre os quatro. Esse percentual incide sobre a receita tributária própria e as transferências constitucionais arrecadadas pelo Executivo no exercício anterior, repassada à Câmara em duodécimos mensais, os royalties do petróleo, por serem receita patrimonial, ficam de fora dessa conta. É por isso que Macaé, mesmo empatada com Rio das Ostras no teto de 6%, tem o maior orçamento executado entre os quatro: o ISS e a cota-parte do ICMS do município, ambos inflados pela intensa atividade de serviços ligada à indústria offshore, elevam sua base de cálculo muito acima da dos vizinhos.

 

Líder em 2025, Campos despenca 68% em serviços e perde o posto para Macaé e São joão da Barra

 

O infográfico apresenta o saldo líquido do emprego do mercado de trabalho de serviços dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de junho de 2025 e 2026, segundo o CAGED.

Importante ressaltar, logo de início, que o saldo agregado dos quatro municípios saltou de 928 empregos em junho de 2025 para 1.070 em junho de 2026; o crescimento foi de 15,3%.

Agora, de forma individual, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, os empregos de Campos reduziram 67,9%, os de Macaé,  a economia do petróleo, aumentaram 116,3%, os de Rio das Ostras caíram 64,8% e os de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, cresceram 484,2%.

Portanto, o destaque é a inversão de liderança: Campos era disparado o maior saldo em 2025, com 486, e despenca para 156 em 2026, enquanto Macaé e São João da Barra assumem o protagonismo, juntas, somam 865 vagas em 2026, mais que o total regional inteiro de 2025. É isso aí.

 


São João da Barra corta 76% da Cultura e não chega a R$ 500 mil, Campos reduz 39% — enquanto Macaé e Rio das Ostras investem pesado

Segundo a execução orçamentária da pasta da Cultura nas prefeituras de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a junho de 2025 e 2026, e conforme as informações do TCE-RJ refletidas no infográfico acima, é possível traçar um comparativo entre os quatro municípios.

Observa-se que, enquanto Macaé elevou os investimentos na Cultura em 73,53% e Rio das Ostras registrou alta de 24,99%, Campos e São João da Barra caminharam na direção oposta: reduziram, respectivamente, 38,94% e 76,40% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

Portanto, a pasta da Cultura de Macaé e Rio das Ostras parece gozar de prestígio junto a seus prefeitos. Já o valor destinado à Cultura campista, embora ainda representativo, não conseguiu superar o do semestre anterior. Em São João da Barra, por sua vez, a área sequer recebeu R$ 500 mil. É desse jeito!

 

Campos fecha o 1º semestre como lanterninha do ISS na região, atrás de Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras

 


Segundo os dados retirados do site do TCE-RJ sobre a arrecadação do ISS do primeiro semestre de 2025 e 2026 dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, o total de todos os municípios, somado de janeiro a junho de 2025, foi de R$ 845,1 milhões, e no mesmo período de 2026 ele chegou ao patamar de R$ 990,8 milhões, crescendo, assim, 17,23%.

Agora, como pode se verificar no infográfico, a arrecadação de São João da Barra, no período analisado, cresceu, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, em 36,71%; a de Rio das Ostras, em 29,54%; a de Campos, em 19,25%; e a de Macaé, em 11,29%.

Porém, quando se faz uma reflexão sobre os números absolutos, observa-se que Macaé liderou tanto em 2025 como em 2026 por conta da economia do petróleo; logo depois vem São João da Barra, com a economia do Porto do Açu; depois surge Rio das Ostras, com a economia alavancada pela Zona Especial de Negócios (ZEN); e, segurando a lanterna, com uma economia baseada em serviços de baixo valor agregado, temos Campos.

Portanto, enquanto Macaé arrecadou, de ISS, no primeiro semestre de 2026, R$ 631,6 milhões, Campos arrecadou somente R$ 94,3 milhões. Com isso, Campos perde para São João da Barra e Rio das Ostras. Esse é o preço que pagamos por ter uma economia frágil e de baixa dinâmica econômica.

 


Serasa revela: 9 milhões de empresas brasileiras estão negativadas

 

Segundo dados divulgados pelo Serasa até junho de 2026, nove milhões de empresas estão negativadas, sendo a maioria delas pequenas empresas. Em média, cada empresa dessas possui sete contas atrasadas com banco ou fornecedores, cartões e cheque especial.

Todo esse cenário de inadimplência, é importante ressaltar, está relacionado à alta taxa de juros Selic do Banco Central, que está inviabilizando as atividades econômicas e dificultando a geração de negócios pelo país afora. Como estamos cansados de anunciar neste espaço, já passou da hora do Bacen reduzir ainda mais a taxa de juros. Assim não dá!

 


Copom reduz Selic para 14%, menor patamar do ciclo de afrouxamento

 

O infográfico apresenta a evolução da taxa Selic de juros do Banco Central, que define as demais taxas de juros do mercado de bens e serviços. Para quem ainda não sabe, na última reunião do COPOM, a taxa saiu de 14,25%, sua cotação até julho, e atualmente passou para 14% ao ano.

O Banco Central, tudo indica, deverá continuar diminuindo a Selic nas próximas reuniões, até porque a inflação de julho de 2026 foi de apenas 0,07%. Uma boa notícia para o crescimento econômico deste ano!

Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra

 


No panorama dos gastos com Assistência Social de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de acordo com o TCE-RJ.

Eles tiveram uma queda de 17,28% na despesa social de Campos, uma redução de 5,20% na despesa de Macaé, ocorreu uma elevação de 12,87% em Rio das Ostras e tiveram uma queda de 2,35% em São João da Barra, a terra do Porto do Açu.

Portanto, ao observar os números, verifica-se que a maior diminuição dos gastos na política social no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado foi a de Campos, de 17,28%. E o único município que teve aumento da despesa da área social foi o de Rio das Ostras, de 12,87%.

Importante lembrar que todos estes municípios destacados neste post são produtores de petróleo e possuem grandes orçamentos públicos municipais sustentados pelos royalties do petróleo, que, nessa conjuntura, aumentam a arrecadação por conta do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã. Um outro aspecto que deve ser salientado: todos os municípios do infográfico apresentam alto índice de pobreza em seus respectivos territórios. Então, é inaceitável que os prefeitos reduzam o dinheiro da Assistência Social!

 


IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025

 


O IBGE divulgou ontem a inflação do mês de julho de 2026. Ela ficou em 0,07%, o que representa uma redução de 0,19 ponto percentual frente ao índice de julho de 2025, que estava no patamar de 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, e no ano de 2026, em 3,44%.

Tivemos queda nos itens alimentação e bebidas, de 0,67%, e vestuário, com redução de 0,66%. Já o item habitação e energia elétrica registrou respectivamente uma alta de 0,99% e 3,09%.

Com isso, o Banco Central já pode pensar em reduzir mais uma vez a taxa de juros na próxima reunião do Copom.

 


Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada

 

Primeiramente apresentaremos o quantitativo dos empregos somados dos quatro municípios, de janeiro a junho de 2025 que totalizou 9.907 vagas e o do mesmo período de 2026 que atingiu o patamar de 7.829 vagas, o que culminou numa queda de 20,97%.

Agora na apresentação de forma individualizada, a economia de Campos de janeiro a junho de 2025 criou 2.690 empregos e em 2026 gerou 3.213 vagas, no mesmo intervalo uma elevação de 19,44%.

Enquanto isso, Macaé teve uma queda de 50,76%, no ano de 2025 analisado onde criou 5.292 vagas e de janeiro a junho de 2026 somente 2.606 empregos formais. E olha que Macaé tem a economia ancorada na Petrobras. Então, o resultado de seis meses da empregabilidade de 2026 de Macaé é sofrível.

Já Rio das Ostras, assim como Macaé, os empregos encolheram em 40,43%. De janeiro a junho de 2025 foram criados 1.363 postos de trabalho e em 2026, no mesmo recorte de tempo, foram 812 vagas. Muito pouco para uma economia que possui uma expressiva Zona Especial de Negócios (ZEN) com a maioria de empresas multinacionais do mundo do petróleo.

Em São João da Barra, assim como Campos, teve crescimento nos empregos de 113,17%. Porém, quando se observa em termos absolutos os valores, a quantidade de emprego em 2025 foi de um saldo líquido total de 562 e em 2026, de janeiro a junho, de 1.198 postos de trabalho. Uma quantidade pequena para uma economia que hospeda o megainvestimento do Porto do Açu.

Portanto, resumo da ópera, as duas economias que tiveram crescimento da empregabilidade no espaço de tempo analisado em termos relativos foram Campos e São João da Barra, e em termos absolutos foi Campos em 2026 e Macaé em 2025. Um detalhe que não podemos esquecer de ressaltar: o primeiro semestre analisado, em se tratando de Campos, está com as cifras dos empregos gerados pela safra sazonal do setor sucroalcooleiro, que, no segundo semestre de 2026, os trabalhadores contratados serão demitidos, e tudo indica que o resultado do segundo semestre será menor do que o do primeiro. A conferir futuramente.

 


Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes

Este infográfico compara a execução orçamentária, através da despesa liquidada, da Função Agricultura de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé e Rio das Ostras.

Como se observa pelos dados, em Campos foram aplicados pouco mais de R$ 523 mil no primeiro semestre de 2025, e no primeiro semestre de 2026 esse valor ultrapassou os R$ 4 milhões; por conta dessa discrepância, a variação percentual foi de 759,8%. Nada mais do que isso.

É importante ressaltar que os valores de 2025 foram aplicados na gestão do então prefeito Wladimir Garotinho,que, como os números mostram, tinha pouco respeito e consideração pela agricultura local. Já os valores de 2026 foram aplicados na gestão de Frederico Paes, vice-prefeito do titular anterior, que assumiu os destinos do município a partir de abril. Como toda a cidade sabe,  e é redundante repetir, o vice que chegou ao comando é oriundo do segmento agropecuário; em razão disso, deve estar priorizando a agricultura logo no início de sua gestão.

Inclusive, apenas para ilustrar: o atual prefeito Frederico Paes, na abertura do rodeio da Exposição Agropecuária de Campos, se empolgou, imagino eu, e disse que a economia campista é sustentada pelo agronegócio. Acho que ele fez uma piada, pois todos sabem que a agropecuária de Campos enfrenta uma profunda decadência, com duas usinas em grave crise financeira,  inclusive a usina dele, e sem matéria-prima (cana-de-açúcar) para moer. O município hoje é sustentado pelas rendas geradas pela Petrobras, que está em Macaé, e pelo Porto do Açu, em São João da Barra, ou não?

Já na economia do petróleo de Macaé, os investimentos na agricultura se elevaram, nos primeiros seis meses de 2026, em 31,7%, em uma economia que depende majoritariamente da Petrobras. Em Rio das Ostras, a agricultura perdeu relevância há algum tempo; o município hoje é sustentado pela Zona Especial de Negócios (ZEN), razão pela qual foram aplicados na agricultura R$ 10 mil entre janeiro e junho de 2025, e apenas R$ 5 mil no mesmo período de 2026.

Portanto, em face desses números, pode-se dizer que no primeiro semestre de 2026 a agricultura foi prestigiada em Campos e em Macaé, e em 2025 somente em Macaé. Em Rio das Ostras, como falamos acima, a agricultura perdeu sua relevância. Esse é o quadro dos investimentos na agricultura da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro.

 

 

Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos

O infográfico mostra a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026, das prefeituras de Campos e de Macaé, no que diz respeito aos investimentos realizados por cada um deles, cujos dados foram retirados do TCE-RJ.

Enquanto Campos, uma economia de serviços de baixo valor agregado, elevou os investimentos em mais de 95% no período analisado, Macaé, a economia do petróleo em função da pujança da Petrobras implantada em seu território, aumentou os investimentos públicos em 13%. Porém, em termos absolutos, os investimentos de Macaé superaram, e muito, os de Campos.

Portanto, em função dos dados acima, pode-se dizer que, em obras e investimentos nos primeiros seis meses de 2026, Macaé, também pela robustez do seu orçamento total para 2026, que ultrapassa a cifra de R$ 5,8 bilhões, teve um expressivo investimento público do ponto de vista nominal. Ainda assim, é em Campos que o salto percentual mais chama atenção — sinal de que a cidade começa, embora tardiamente, a acelerar sua própria execução orçamentária.

 

 

Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra

 

O infográfico acima retrata a dinâmica do emprego no comércio dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no mês de junho de 2026 em relação a junho de 2025. Os dados revelam contrastes acentuados entre cidades que expandiram suas vagas e aquelas que sofreram retrações severas, como veremos abaixo.

Em Campos, ocorreu uma expansão de 21,1% em junho de 2026 em relação a junho de 2025. O mês de junho é importante para a economia de Campos, porque é quando ela é irrigada com as rendas do setor sucroalcooleiro, em função da safra sazonal da cana, que termina, o mais tardar, em setembro. Então, via de regra, a atividade comercial é beneficiada, como se observou através dos dados da empregabilidade.

Em Macaé, numa conjuntura bem atípica, ocorreu uma queda de 95,8% dos postos de trabalho em junho de 2026. Estranhamente, Macaé, que tem uma renda local sustentada pela Petrobras, presente em seu território, o emprego teve um comportamento, que chama muita atenção e merece uma investigação mais detalhada.

Rio das Ostras teve uma expansão de 68,8%, o que não é uma novidade do ponto de vista econômico, pois lá existe a Zona Especial de Negócios (ZEN), que dá sustentabilidade, a médio e longo prazo, ao sistema econômico local e bem-estar social à população local.

E São João da Barra, a despeito do megainvestimento do Porto do Açu, o comércio sempre teve muita dificuldade para criar empregos formais. A verdade tem que ser dita: o setor comercial da economia de São João da Barra funciona muito informalmente. O que é um aspecto negativo a se ressaltar, pois todos perdem, do trabalhador ao setor público, que perde arrecadação de impostos. Por essas e outras razões, o comércio encolheu 33,3% no que diz respeito ao emprego.

Portanto, aí estão os dados do mercado de trabalho dos municípios evidenciados no infográfico.

 


Milhões aplicados, dúvida que permanece: a saúde pública entrega o que promete em Campos e Macaé?

 

No comparativo dos investimentos em saúde de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária encaminhada ao TCE-RJ, verifica-se que a secretaria de saúde de Campos, no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, aplicou 10,62% a mais. Em valores absolutos, no semestre de 2026 destinou R$ 542,13 milhões.

Já Macaé, de janeiro a junho de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025, elevou os gastos na saúde em 25,13%. Em números absolutos, os recursos aplicados na saúde macaense foram de R$ 417,2 milhões em 2025 e R$ 522 milhões em 2026.

Portanto, no primeiro semestre de 2026, Campos teve o maior investimento absoluto na saúde, e Macaé, o maior crescimento dos gastos no mesmo período. Com isso, pode-se dizer: são dois municípios onde a pasta da saúde é milionária. Resta saber se as populações estão sendo bem atendidas. Porque o dinheiro não está faltando. Olha para os números. Eles são exorbitantes!

 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Campos lidera geração de empregos em junho de 2026, mas ainda sente falta de indústria sustentável

 

No panorama do emprego industrial entre os meses de junho de 2025 e 2026, segundo os dados do CAGED, separamos os dois municípios que tiveram expansão na empregabilidade no mês de junho de 2026 em relação ao mês de junho de 2025, e os dois que tiveram retração.

Como é o caso de Campos, que teve um crescimento de 472,50%, saltando de 40 postos de trabalho em junho de 2025 para 229 postos em junho de 2026, obviamente por conta do efeito sazonal da safra do setor sucroalcooleiro. Esse comportamento demonstra claramente a força das duas usinas em decadência financeira na economia local. Por outro lado, tal conjuntura reacende o debate a respeito da industrialização da economia de Campos. O que me deixa à vontade para dizer: que falta faz a Campos um setor industrial que tivesse sustentabilidade no médio e no longo prazo. Não se pode esquecer jamais que oportunidade para industrializar a economia de Campos não faltou em anos recentes de muita fartura de dinheiro dos royalties, com a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDECAM), cuja experiência da prefeitura local, em governos passados antes do atual, foi frustrante por diversas razões que o povo campista está cansado de saber, e é desnecessário salientar aqui para não sermos redundantes e cansativos. Com isso, quem paga pela inoperância dos gestores campistas do passado é realmente a população que não tem empregos formais. Agora não adianta chorar o leite derramado.

Já em Rio das Ostras, os postos na indústria cresceram 573,33%, subindo de 15 postos em junho de 2025 para 101 postos em junho de 2026. Porém, quem observa apenas a variação percentual de Rio das Ostras pode achar que a indústria da Zona Especial de Negócios (ZEN) está num eldorado econômico. Os números absolutos refutam totalmente o absurdo estatístico dos números relativos.

Do lado da retração, Macaé teve uma redução de 53,44%, saindo em junho de 2025 de 262 empregos e caindo para 122 em junho de 2026, a despeito de existir no território macaense a base da Petrobrás. Realmente, a economia macaense em junho ficou devendo.

A outra foi São João da Barra, terra do porto do Açu, onde os empregos industriais encolheram 177,22%, constituindo assim um cenário crítico, pois saiu de um saldo positivo de 79 empregos em junho de 2025 para um saldo negativo de 61 em junho de 2026. Uma pergunta não quer calar: cadê os empregos do porto? É uma conjuntura muito estranha!

Por fim, vale ressaltar que os dois cenários de menos empregos em junho de 2026 foram registrados em duas cidades do Norte Fluminense que hospedam dois megainvestimentos: em Macaé, a base econômica da Petrobrás; e em São João da Barra, a estrutura econômica e logística do Porto do Açu.

 


Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia

 

Ainda sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.

Como se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra. Senão, elas não moem.

A agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória de desaceleração pelo final da safra da cana.

No que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na economia, também por conta da safra da cana.

Já o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.

Por fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano, saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem ganhando. Isso é muito bom!


Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua

 

JULHO de 2025 e 2026

Segundo o Panorama da Vulnerabilidade Social, elaborado com base nos registros do CADÚNICO do governo federal para os municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, é possível comparar o crescimento e a variação do número de pessoas cadastradas entre julho de 2025 e julho de 2026, ou seja, em um intervalo de 12 meses.

Pode-se constatar que a única cidade a apresentar uma leve redução da pobreza, no período analisado, foi a economia de serviços de Campos. Enquanto isso, na economia do petróleo de Macaé, onde está implantada a base da Petrobras e existem muitas oportunidades de emprego e renda, a pobreza elevou-se em 6,11%, sendo esse, inclusive, o maior índice de variação percentual entre as cidades do presente estudo. Em Rio das Ostras, outro município com boas oportunidades de emprego por conta das empresas multinacionais da Zona Especial de Negócios (ZEN), a vulnerabilidade social também cresceu, com variação de 3,78%. Já em São João da Barra, terra do Porto do Açu e de um oceano de prosperidade e vagas de emprego, a pobreza aumentou 4,61%.

Portanto, os números da vulnerabilidade social, ou da pobreza, levantados nesta pesquisa, neste comparativo de 12 meses, mostram uma realidade dura e contraditória. Os municípios ricos em função da extração do petróleo e dos grandes investimentos em seus respectivos territórios, como são os casos de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, tiveram elevação no número de cadastrados no CADÚNICO em julho de 2026. Já Campos, com sua economia de prestação de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos trabalhadores, teve uma pequena redução. Para isso, existem vários argumentos possíveis. Um deles está relacionado ao modelo capitalista concentrador de renda e fábrica de exclusão social. Essa seria a primeira e mais objetiva explicação, lembrando sempre que existem outras.

 


Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023

Mais uma vez, a queda dos preços dos alimentos protagoniza a redução da inflação no Brasil, pois, no dia de hoje, o IBGE divulgou o IPCA-15 de julho, que é a prévia da inflação. O índice ficou em 0,06%, 0,35 ponto percentual abaixo do índice de junho, que foi de 0,41%, o que contraria todas as previsões dos agentes de mercado, que apostavam todas as fichas em um IPCA-15 de 0,22%. Apenas para ressaltar, é o menor IPCA-15 desde julho de 2023, quando ele caiu 0,07%. No acumulado do ano, o índice é de 3,51%, e no acumulado de 12 meses ele ficou em 4,52%.

O grupo responsável por puxar o resultado para baixo este mês foi o dos alimentos, como salientamos acima. A alimentação no domicílio teve recuo de 1,14% em julho, refletindo quedas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já no lado das altas, ficaram a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). O IPCA-15 só não foi menor porque a energia elétrica subiu 3,03%.

Portanto, o cenário dos preços da economia brasileira é favorável à redução da taxa de juros Selic pelo Banco Central do Brasil. A taxa de juros alta do país está estrangulando a atividade econômica, e muitos empresários têm reclamado, pois o crédito no Brasil está muito caro na atual conjuntura.

 

 

Macaé lidera em investimento, Campos lidera em dívida: o retrato fiscal do Norte Fluminense em quatro meses de 2026

 

O infográfico apresenta os dados sobre a amortização da dívida, os juros e encargos da dívida e os investimentos das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, segundo o TCE-RJ.

No caso de Campos, o pagamento dos juros aumentou 59,45% em 2026, a amortização no mesmo período recuou 21,39% e os investimentos se elevaram 48,67%.

Em Macaé não existe dívida no período analisado, e o município investiu, em termos absolutos, mais de R$ 71 milhões nos primeiros quatro meses de 2026.

Em Rio das Ostras, os investimentos cresceram mais de 4 mil por cento de janeiro a abril de 2026, numa ilusão estatística, pois a cidade teve, em 2025, apenas um pouco mais de R$ 36 mil em investimento público municipal; não pagou juros, e a amortização da dívida teve um leve aumento de 6,67%.

Já São João da Barra teve retração de 77,80% nos investimentos no primeiro quadrimestre de 2026; os juros e encargos, no mesmo período, somaram um pouco mais de R$ 269 mil, ante zero em 2025; e a amortização da dívida se elevou 16,40%.

Portanto, diante desse cenário de dívida e investimentos nos municípios produtores de petróleo, com orçamentos públicos bilionários, podemos dizer que a melhor saúde fiscal é a de Macaé: sem dívida e com investimentos consideráveis em termos absolutos, tanto em 2025 quanto em 2026. Ou seja, a dívida é sempre uma ameaça aos investimentos.