Segundo
o Panorama da Vulnerabilidade Social, elaborado com base nos registros do
CADÚNICO do governo federal para os municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras
e São João da Barra, é possível comparar o crescimento e a variação do número
de pessoas cadastradas entre julho de 2025 e julho de 2026, ou seja, em um
intervalo de 12 meses.
Pode-se
constatar que a única cidade a apresentar uma leve redução da pobreza, no
período analisado, foi a economia de serviços de Campos. Enquanto isso, na
economia do petróleo de Macaé, onde está implantada a base da Petrobras e
existem muitas oportunidades de emprego e renda, a pobreza elevou-se em 6,11%,
sendo esse, inclusive, o maior índice de variação percentual entre as cidades
do presente estudo. Em Rio das Ostras, outro município com boas oportunidades
de emprego por conta das empresas multinacionais da Zona Especial de Negócios
(ZEN), a vulnerabilidade social também cresceu, com variação de 3,78%. Já em
São João da Barra, terra do Porto do Açu e de um oceano de prosperidade e vagas
de emprego, a pobreza aumentou 4,61%.
Portanto,
os números da vulnerabilidade social, ou da pobreza, levantados nesta
pesquisa, neste comparativo de 12 meses, mostram uma realidade dura e
contraditória. Os municípios ricos em função da extração do petróleo e dos
grandes investimentos em seus respectivos territórios, como são os casos de
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, tiveram elevação no número de
cadastrados no CADÚNICO em julho de 2026. Já Campos, com sua economia de
prestação de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos
trabalhadores, teve uma pequena redução. Para isso, existem vários argumentos
possíveis. Um deles está relacionado ao modelo capitalista concentrador de
renda e fábrica de exclusão social. Essa seria a primeira e mais objetiva
explicação, lembrando sempre que existem outras.

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