quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Fim da safra derruba o campo, serviços perdem força: Campos fecha agosto no vermelho
Fim da safra derruba o campo, serviços perdem força: Campos fecha agosto no vermelho
O CAGED divulgou ontem as
estatísticas de emprego de agosto de 2026 para o mercado de trabalho de Campos
dos Goytacazes. Ao comparar o mês com o mesmo período de 2025, verificamos uma
inversão preocupante: enquanto no ano passado a economia campista gerou 421
postos de trabalho, neste ano foram destruídos 263 empregos formais. Já são os
reflexos do final da safra do setor sucroalcooleiro.
E o tropeço de agosto não
é um caso isolado. É o terceiro mês em que a economia de Campos perde empregos
no intervalo de janeiro a agosto de 2026: em janeiro, o saldo total ficou
negativo em 430 postos; em julho, recuou 153; e agora, em agosto, fechou com 263
vagas a menos.
Em 2025, o segmento que
mais abriu vagas foi o de serviços; um ano depois, os que mais demitiram foram
a agropecuária, seguida da construção civil. O cenário da empregabilidade,
portanto, deixou a desejar em agosto de 2026.
Vale olhar para o que
sustentava esses números. O saldo de Campos vinha apoiado quase inteiramente
nos serviços: em agosto do ano passado, o setor respondia sozinho por 425 vagas,
praticamente todo o resultado positivo
da cidade (+421), ao passo que os demais ramos quase se anulavam entre si. Doze
meses depois, os serviços despencaram para −49 e, sem esse motor, o município
escorregou para o campo negativo (−263). Ou seja, não se trata apenas de vários
setores piorando ao mesmo tempo: a economia campista se equilibrava sobre uma
única perna, e foi justamente ela que dobrou. Não à toa, o avanço de 57% da
indústria pouco muda o quadro, significa apenas 12 vagas a mais, diante das 474
perdidas nos serviços. Essa é a dura realidade campista!
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Maricá sozinha recebe mais royalties que Macaé, Campos, SJB e Rio das Ostras juntos
A Agência
Nacional do Petróleo (ANP) depositou no dia de hoje os royalties pelo sistema
de concessão e de partilha do mês de setembro de 2026, cujos valores e a variação
percentual em relação ao mês anterior (agosto), colocamos no infográfico para facilitar
a interpretação dos leitores deste blog.
Importa salientar no ensejo, Maricá sozinha recebeu R$ 284.566.181,85 mais que Macaé,
Campos, São João da Barra e Rio das Ostras somados onde os valores deste entes federativos chegaram ao patamar de
R$ 249.134.526,65. A diferença entre
esses valores foram de R$ 35.431.655,20. Apenas para reiterar Maricá está com
mais R$ 35.431.655,20.
Um outro detalhe não menos relevante, Saquarema
sozinha teve creditado no caixa da prefeitura o quantitativo financeiro de R$
270.740.858,30, superou Macaé e Campos
juntos que receberam o total de R$ 200.644.575,72 e ficou a menos de R$ 14 milhões
de Maricá.
Para finalizar, só dois dos sete municípios
cresceram no mês: Saquarema (+2,8%) e São João da Barra (+1,0%). E as maiores quedas foram de Rio das Ostras (-9,3%) e Campos (-8,0%). Não
poderia deixa de ressaltar que Campos perdeu R$ 5 milhões em um mês (agosto).
Portanto, o dinheiro não está faltando em nenhuma das bacias. É verdade!
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Safra de cana em curso, mas Campos fecha 37 vagas no campo
Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha
Safra de cana em curso, mas Campos fecha 37 vagas no campo
O infográfico mostra o
comportamento do emprego da agropecuária no mês de julho de 2025 e de 2026,
segundo o CAGED. Como destaque, Macaé abriu o maior número de postos de
trabalho em julho de 2026, oito vagas, enquanto Campos, no mesmo mês, destruiu
37. Já em São João da Barra houve estabilidade, com saldo positivo de dois
postos, e Rio das Ostras registrou a perda de um emprego.
Uma coisa não pode deixar
de ser dita em função dessa realidade do emprego na agropecuária do Norte
Fluminense e da Baixada Litorânea: por mais que exista meia dúzia de pessoas
que ainda insistem nessa atividade econômica, ela vem perdendo força, em
Campos, para uma economia de serviços; em Macaé, para a do petróleo; em Rio das
Ostras, para a Zona Especial de Negócios (ZEN); e em São João da Barra, para o
Porto do Açu. É simples assim!
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Da deflação à alta: IPCA-15 sobe 0,70% em setembro, puxado pela energia elétrica
O IBGE divulgou hoje o
IPCA-15 de setembro, a prévia da inflação do mês. Após a deflação de 0,40% em
agosto, o índice voltou a acusar alta de 0,70%, acumulando 3,82% no ano e 4,47%
em 12 meses, acima dos 4,24% dos 12 meses anteriores.
O item que impactou a
elevação do índice de forma significativa foi a energia elétrica residencial,
que subiu 7,42%, depois de ter caído 6,25% no mês anterior, porque o Bônus de
Itaipu deixou de ser incorporado e passou a valer a bandeira amarela.
Portanto, a previsão para
o fechamento deste mês, no que tange à inflação, é de variação dos preços para
cima, o que pode, sim, comprometer o poder aquisitivo das famílias brasileiras.
Infelizmente.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Investimento público quase dobra em Campos, sobe 12,96% em Macaé e despenca 76% em São João da Barra
Investimento público quase dobra em Campos, sobe 12,96% em Macaé e despenca 76% em São João da Barra
Segundo os dados retirados
do Balanço Orçamentário das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São
João da Barra, de janeiro a junho de 2025 e 2026, encaminhados ao TCE-RJ, no
que diz respeito aos investimentos públicos em infraestrutura, como obras, e a
outras aplicações, como equipamentos, os municípios apresentaram comportamentos
bem distintos.
Em se tratando da
prefeitura de Campos, ocorreu uma elevação de 95,65% de janeiro a junho de 2026
em relação ao mesmo período de 2025, sendo considerada a líder de expansão. Em
Macaé, a variação percentual foi de 12,96%; pode-se observar, assim, uma estabilidade
em alta.
Já em Rio das Ostras e São
João da Barra houve, respectivamente, um recuo de 3,04%, considerado leve, e de
76,05%, uma retração crítica.
Agora, quando a análise é
o somatório dos quatro municípios, o período de 2025 totalizou R$ 141,9 milhões
e, no mesmo recorte de tempo de 2026, chegou ao patamar de R$ 169,3 milhões, ou
seja, cresceu 19,37%, conforme o infográfico.
Por fim, o que chamou a
nossa atenção nesse cenário foi o caso da cidade portuária de São João da
Barra, onde se constatou uma redução dos aportes no primeiro semestre de 2026
da ordem de 76,05%.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Macaé, terra da Petrobras, lidera crescimento da pobreza no Norte Fluminense
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Macaé, terra da Petrobras, lidera crescimento da pobreza no Norte Fluminense
Segundo os dados do
CadÚnico do governo federal, o contingente de pessoas em situação de
vulnerabilidade social cresceu na região Norte Fluminense, uma das regiões
mais ricas do Brasil, porque nela temos a Petrobras em Macaé e o Porto do Açu
em São João da Barra. O número de pessoas cadastradas como vulneráveis
socialmente saltou: somando o contingente dos quatro municípios analisados
aqui, foram 397.353 pessoas em agosto de 2025 para 411.590 cadastradas em
agosto de 2026, ou seja, o crescimento foi de 3,58%.
De forma individual, em
Campos o total de cadastrados aumentou 1,20%; em Macaé, 7,35%; em Rio das
Ostras, 5,26%; e em São João da Barra, 5,17%. O que é inaceitável.
Por fim, apenas para
ressaltar: Macaé lidera a expansão do contingente de vulneráveis na região. E
olha que lá está a base da Petrobras. Tá danado!
OBS: em SJB em agosto de 2025 o número é de 26.796 no infográfico está errado.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Enquanto Campos, Rio das Ostras e SJB recuperam empregos na construção civil, Macaé perde mais de 100 vagas de janeiro a julho de 2026
No balanço do emprego da
construção civil de janeiro a julho de 2025 e 2026, como se pode avaliar por
meio do infográfico, São João da Barra, a terra do Porto do Açu, registra uma
recuperação de 153 postos de trabalho no acumulado de 2026, deixando para trás
o déficit de 625 trabalhadores com carteira assinada do mesmo período de 2025.
Campos, uma economia de
serviços, saltou de um déficit de 286 trabalhadores em 2025 para um ganho de
245 vagas em 2026, no mesmo recorte de sete meses.
Em Rio das Ostras, a
cidade da Zona Especial de Negócios (ZEN), o fenômeno se repetiu: a eliminação
de 124 empregos formais em 2025 deu lugar a um avanço de 66 postos em 2026.
Por derradeiro, temos
Macaé, que sofreu uma retração expressiva: passou de 666 vagas criadas na
construção, em 2025, para a perda de 108 em 2026. Nem mesmo a indústria do
petróleo local foi capaz de mitigar o prejuízo da economia macaense neste ano.
Portanto, segundo os
números, apenas Macaé teve um cenário favorável na construção civil de janeiro
a julho de 2025 e, no mesmo período de 2026, foi a única cidade a destruir
empregos.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Prévia do PIB recua pelo segundo ano seguido em julho — mas a queda perde força
O IBC-Br, a prévia do PIB do Banco Central,
recuou 0,5% em julho de 2025 em relação ao mês anterior, assim como, agora, em
julho de 2026, apresentou uma retração de 0,2% ante junho.
Em julho de 2026, os principais
responsáveis pela queda mensal foram a agropecuária, que caiu 1,2%, a
indústria, que cedeu 0,4%, e os serviços, que ficaram estáveis (0,0%).
Portanto, o que se observa é uma
desaceleração menor do IBC-Br em julho de 2026 quando comparado a julho de
2025.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Emprego industrial desacelera em Macaé e Rio das Ostras, e desaba em Campos e São João da Barra
Emprego industrial desacelera em Macaé e Rio das Ostras, e desaba em Campos e São João da Barra
Segundo os dados do último
CAGED, o emprego industrial de julho de 2026 em relação a julho de 2025
registrou uma queda de 65,8% na economia do petróleo de Macaé e de 8,6% em Rio
das Ostras, a despeito de toda a base industrial existente no município por conta
da Zona Especial de Negócios (ZEN).
Já no caso de Campos, em
julho de 2026 o saldo da indústria ficou negativo em 99 empregos, ante um
resultado positivo de 52 vagas formais em julho de 2025. Em São João da Barra,
assim como em Campos, também houve destruição de postos de trabalho, porém em quantidade
menor: o saldo líquido foi de -13 empregos com carteira assinada, contra um
resultado positivo de 77 vagas em 2025.
Portanto, em função desse
cenário da atividade industrial nos municípios de maior densidade econômica do
Norte Fluminense, a empregabilidade recuou em todos eles — sendo que em Campos
e São João da Barra a conjuntura do emprego ficou de fato negativa. E olha que
São João da Barra tem o Porto do Açu.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Selic pode cair para 13,75% hoje e dar fôlego à economia brasileira
Campos lidera o aumento do ICMS no 1º semestre de 2026, enquanto Macaé recua 5,39%
Selic pode cair para 13,75% hoje e dar fôlego à economia brasileira
O Banco Central do Brasil
deve reduzir, no dia de hoje, após a reunião que está acontecendo desde ontem
no Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa de juros Selic da economia
brasileira. Tal taxa tem inviabilizado o crescimento econômico devido ao encarecimento
do crédito.
Atualmente, ela está no
patamar de 14% e pode cair para 13,75%. Com juros menores, a tendência é uma
redução no cartão de crédito, no cheque especial, nos empréstimos a pessoas
físicas e jurídicas e em outras modalidades correlatas.
Portanto, surge uma boa
notícia para o país. Esperamos, com isso, um reaquecimento da atividade
econômica. Vamos aguardar!
Campos lidera o aumento do ICMS no 1º semestre de 2026, enquanto Macaé recua 5,39%
Segundo os dados da
arrecadação do ICMS de janeiro a junho de 2025 e de 2026, dos municípios de
Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, retirados do site do TCE-RJ,
o montante se elevou nos primeiros seis meses de 2026 em relação ao mesmo
período de 2025: em Rio das Ostras, 5,82%; em Campos, 10,81%; já a de Macaé teve
uma queda de 5,39%. No que diz respeito a SJB, o mesmo órgão só traz os números
de janeiro a junho de 2026, que ficou no patamar de R$ 79,5 milhões.
Por fim, apenas para
ressaltar: o ICMS teve o maior aumento em Campos, e o de Macaé sofreu uma
redução no período analisado, embora
Macaé seja a economia do petróleo. Dinheiro tem!
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Hora da verdade ou da meia verdade?
O Supremo Tribunal Federal
(STF), uma instituição honrada e respeitada ao longo da nossa história, no ano
de 1969 ficou sob intervenção dos militares, uma espécie de fechamento
informal. Nesta ocasião, em 16 de janeiro de 1969, o governo Costa e Silva usou
os poderes do AI-5 (editado em 13/12/1968) para aposentar compulsoriamente três
ministros do STF: Victor Nunes Leal, então vice-presidente da Corte; Hermes
Lima, ex-primeiro-ministro do governo Goulart; e Evandro Lins e Silva,
ex-ministro das Relações Exteriores e da Justiça no governo Goulart. Tais
ministros eram considerados pelos militares como de esquerda por terem
participado de governos anteriores ao golpe militar. Todos juristas,
escritores, jornalistas e, sobretudo, políticos ligados ao período anterior ao
golpe de 1964. Importa dizer que foi a primeira vez na história que ministros
do STF foram afastados por ato do Poder Executivo sem direito ao devido
processo legal, ou seja, sem qualquer processo disciplinar ou julgamento. Para
piorar a conjuntura política da época, em solidariedade, renunciaram também o
presidente da Corte, Gonçalves de Oliveira (empossado havia pouco mais de um
mês), e o decano Lafayette de Andrada, segundo fontes que coletamos na
internet.
Porém, no dia de hoje o
STF se vê novamente diante do tribunal da história, tendo que afastar um dos
seus ministros, acusado por outro colega de relações duvidosas com um banqueiro
corrupto, que comprou praticamente toda a República brasileira. Pois ele
mantinha relações estreitas com membros de todos os poderes republicanos,
Executivo, Legislativo e Judiciário. Costumo dizer sempre: você compra, via de
regra, quem está à venda; se você não está à venda, fica difícil alguém te
comprar, ou não?
Retornando ao assunto. O
caso que será analisado hoje pelo STF diz respeito ao ministro que teve várias
conversas com o banqueiro corrupto, conforme as gravações que foram encontradas
no celular dele pela Polícia Federal. Uma situação bastante delicada para um
ministro que participou de um julgamento que condenou o presidente da
República, generais e outras autoridades militares. Que na nossa opinião não
deveria jamais ter tido conversas anti-republicanas com o banqueiro. Não estou
dizendo neste espaço que ele é culpado de alguma coisa. Para tanto, acho
necessário ser investigado, para ele ter o direito ao contraditório, usando
todas as garantias constitucionais para se defender e, em consequência, provar
a sua inocência. É o rito constitucional. Inclusive, ele no dia de hoje
declarou que está sendo vítima de uma vingança, não duvido nada, do outro
ministro, seu colega, aliado do grupo político cujos líderes do movimento
golpista ele condenou, indubitavelmente, no dia oito de janeiro de 2023.
Por outro lado, soa muito
estranho surgir esse processo contra esse tal ministro, cujo nome será
submetido hoje ao plenário do STF, e os colegas, na sua maioria, também têm
relações estreitas com o banqueiro corrupto e, particularmente, tenho que
salientar que possuem pouca moral para julgar tal caso, exatamente no período
eleitoral onde se tem, na corrida presidencial, o filho de uma das autoridades
que foi o cabeça da trama golpista. Para lembrar, o ministro que hoje se
apresenta como acusador, pode-se dizer assim, teve cerca de seis meses para
fazer a denúncia, eis que estava com o processo e todas as informações em mãos
desde março de 2026. No entanto, resolveu fazer isso apenas no início de
setembro de 2026, em pleno processo eleitoral — e, note-se, também ele acabou
sendo alvo de pedido de investigação por parte do colega que acusou, o que
mostra que a briga, na prática, foi de mão dupla. É estranho demais, é muito
estranho!
Outro ponto que deve ser
lembrado: usar dois pesos e duas medidas é lamentável. Pois se tem, no mesmo
STF, outro ministro cujos familiares, segundo os maiores jornais do Brasil,
tiveram como sócio um poderoso fundo de investimentos ligado ao Master. Na
verdade, como se fala no dito popular: "tem muita carne debaixo desse
angu". Inclusive, segundo informações que circulam e ainda merecem
confirmação, o ministro que apresentou a denúncia contra o colega teria
recebido mimos do dono do Banco Master, como, por exemplo, um terno de corte
fino da alfaiataria estabelecida em Brasília e em São Paulo chamada Vasco de
Vasconcelos, onde um terno mais barato custa R$ 20 mil. Além desse ministro
"acusador" do colega ter tido vários encontros com o banqueiro. Está
complicado!
Por fim, na nossa opinião,
é necessário, sim, o Supremo Tribunal Federal (STF) cortar na própria carne,
obedecendo rigorosamente à Constituição do Brasil, sem proteger ninguém. É
preciso investigar todos os ministros que tiveram relações duvidosas, seja
direta ou indiretamente, através dos seus familiares, como, por exemplo, filhos
e esposas. Afinal de contas, o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma instituição
que não pode estar acima de qualquer desvio de conduta dos seus membros. E a
sociedade brasileira está assistindo tudo, porque nós temos uma DEMOCRACIA. Se
vivêssemos num regime de ditadura, tudo isso estaria escondido, como foram
escondidos os maiores escândalos no passado, quando os militares estiveram no
poder de forma triste e melancólica. Dói, mas tudo se resolve com o voto, no
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Isso que é bom!
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Comércio perde força no Norte Fluminense: saldo de empregos cai 40% em um ano
Comércio perde força no Norte Fluminense: saldo de empregos cai 40% em um ano
Segundo os números do
último CAGED no que diz respeito aos empregos do comércio no Norte Fluminense
no mercado de trabalho dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São
João da Barra, importa salientar que o saldo líquido de empregos no comércio
caiu em três dos quatro municípios da região em julho de 2026 na comparação com
julho de 2025.
Em Macaé ocorreu uma queda
percentual mais acentuada de -54,0% e também a maior perda absoluta de -87
postos, logo na economia do petróleo da região, que tem a presença da Petrobras
no seu território.
No que tange a Campos e
Rio das Ostras, seguiram a mesma tendência de queda, com -47,1% e -39,1%,
respectivamente. Duas relevantes economias: Campos por ter a sua força motriz
no setor de serviços, e Rio das Ostras devido à Zona Especial de Negócios (ZEN)
e por acolher muitas empresas multinacionais do petróleo.
Já a economia portuária de
São João da Barra constitui-se numa exceção: saiu de um saldo negativo de -3
para um saldo positivo de +20, na contramão do restante da região.
Todavia, no agregado, a
região perdeu ritmo de geração de empregos no comércio: o saldo líquido total
caiu 40,6%, de 239 em julho de 2025 para 142 postos de trabalho em julho de
2026.
Portanto, somente a
economia do Porto do Açu tem uma melhora na atividade comercial conforme os
números do gráfico, o que é uma boa notícia!
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
IPCA de agosto cai 0,32% — deflação quase três vezes maior que a de 2025
O IBGE divulgou hoje o IPCA
de agosto de 2026: veio com uma deflação de 0,32%, puxada pela habitação, que
caiu 1,87%, impulsionada principalmente pela energia elétrica, com queda de
7,63%, e pelos alimentos, que tiveram uma redução de 0,34%. Para os meses de
agosto, foi a menor variação desde 2022, quando caiu 0,36%. É uma boa notícia
para a economia brasileira.
Com essa deflação, a
tendência agora é aumentar a pressão sobre o Banco Central para que ele reduza
ainda mais a taxa de juros Selic, a principal responsável pelo encarecimento do
crédito no Brasil.
A deflação é a queda
generalizada dos preços, ao contrário da inflação. Nesse cenário deflacionário,
ocorre uma recuperação do poder aquisitivo dos agentes econômicos, trabalhadores e empresários. Com mais recursos disponíveis, os trabalhadores
compram mais bens e serviços, e as empresas elevam a capacidade de
investimentos, gerando mais renda e emprego no sistema econômico.
Portanto, é um quadro
macroeconômico que interessa a todos. E viva a deflação!
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta
Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta
Segundo o IBGE, o setor de
prestação de serviços da economia brasileira se manteve estável (0,0%) em julho
de 2026 frente a junho de 2026, resultado mais fraco do que o de julho de 2025,
quando o setor havia crescido 0,3% frente a junho daquele ano. Já na comparação
direta entre os dois julhos, ano contra ano, houve alta de 0,9%. No acumulado
do ano de 2025, de janeiro a julho, a expansão foi de 2,4%; já no acumulado de
2026, ficou em 1,9%. No acumulado de doze meses, em 2025 a expansão foi de 2,9%
e, em 2026, de 2,4%, conforme o gráfico acima.
Apesar da desaceleração no
ritmo, a série de comparação interanual (mesmo mês, ano contra ano) segue
positiva há 28 meses consecutivos, sinal de que o setor não está encolhendo,
apenas crescendo mais devagar.
Setores que mais
impulsionaram o resultado de julho/2026: transportes (+0,4%) e serviços
profissionais, administrativos e complementares (+0,6%, recuperando parte da
queda de 1,3% observada em junho/2026). Em contrapartida, informação e
comunicação recuou 2,5% no mês.
Portanto, segue a economia
brasileira a sua trajetória com o setor de serviços desacelerando, ou seja,
crescendo em ritmo lento; porém, ele não está encolhendo, apenas avança menos.
Uma explicação objetiva: a taxa de juros Selic estratosférica é uma das causas
desse arrefecimento da atividade no Brasil.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Em sete meses, ICMS do Rio arrecada R$ 4,95 bilhões a mais que em 2025
O infográfico apresenta a
arrecadação do ICMS de janeiro a julho de 2024, 2025 e 2026 do Estado do Rio de
Janeiro em bilhões de reais.
Como se pode observar no
infográfico, quando se compara 2025 a 2024, o crescimento nominal foi de 12,4%;
e de 2026 em relação a 2025, foi de 15,8%. Agora, quando a comparação é de 2026
em relação a 2024, a variação percentual é de 30,2%.
Portanto, tem-se o ICMS,
a maior receita corrente do Estado do Rio de Janeiro (RJ), subindo em patamares
satisfatórios. O que é uma boa notícia para o nosso estado, que vive submerso
em um discurso de crise. Dinheiro tem, e os números demonstram isso. É uma
notícia e tanto!
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Macaé e Campos somam mais de R$ 4 bilhões em seis meses — e Rio das Ostras cresce 22%
Segundo os dados retirados
do TCE-RJ relativos à receita orçamentária realizada de janeiro a junho de 2025
e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.
Nos primeiros seis meses
de 2026 em relação ao semestre relativo de 2025, Campos e Macaé tiveram uma
receita realizada bilionária, conforme pode se observar no gráfico. A de Campos
se elevou 14,07% e a de Macaé, 10,58%.
Já as receitas realizadas
de Rio das Ostras e São João da Barra possuem volumes financeiros
significativos, porém, ainda esses dois municípios não têm orçamentos
bilionários. A receita de São João da Barra cresceu 11,15% e a de Rio das
Ostras, 22,58%.
Portanto, os municípios da
região Norte Fluminense e da Baixada Litorânea beneficiados pela produção de
petróleo estão nadando de braçada no que diz respeito ao dinheiro. Que beleza!
Os prefeitos estão rindo à toa.
É importante registrar que
os percentuais acima são variações nominais, sem desconto da inflação do
período, ou seja, refletem o crescimento bruto da arrecadação, não
necessariamente o ganho real de poder de compra dos municípios.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços
Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha
Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços
O gráfico apresenta os
dados da empregabilidade do setor de serviços segundo o CAGED de julho de 2025
e de 2026, o mais recente.
Como pode-se observar, em
julho de 2025 a economia de serviços de Campos abriu 157 empregos com carteira
assinada e, em julho de 2026, o saldo líquido ficou negativo, o que é
preocupante.
No que diz respeito a
Macaé, a economia do petróleo, em julho de 2025 foram criados a mais 252 postos
de trabalho e, em julho de 2026, o quantitativo de vagas saltou para 583, o que
demonstra a dinâmica de uma economia puxada pelo setor de óleo e gás. Embora
Macaé tenha perdido, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a julho deste ano
em relação ao mesmo período de 2025, mais de dois mil vínculos formais. Estou
falando do saldo líquido total, segundo uma das últimas postagens que fizemos
neste blog sobre o emprego na região Norte Fluminense.
A economia de Rio das
Ostras, como se observa no gráfico, encerrou julho de 2026 com resultado
líquido negativo de 120 vagas no segmento de serviços, ao contrário do ano
passado, que fechou com números positivos.
E São João da Barra, a
terra do megainvestimento do Porto do Açu, criou 60 vagas em julho de 2025 e,
agora, em julho de 2026, gerou somente 13 postos de trabalho. O que podemos
dizer é que é muito pouco em face dos grandes investimentos que ocorrem no
território sanjoanense.
Portanto, em razão do
atual cenário de empregos desses municípios, podemos dizer: somente Macaé é o
destaque, com mais de 580 vínculos formais a mais.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Com R$ 2,2 bilhões em folha até junho de 2026, prefeituras da região bancam o comércio e os serviços locais
Com R$ 2,2 bilhões em folha até junho de 2026, prefeituras da região bancam o comércio e os serviços locais
O
infográfico apresenta a execução da folha de pagamento e encargos sociais de
janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo os dados do Relatório Resumido da
Execução Orçamentária (RREO), enviado pelas prefeituras ao TCE-RJ.
No
caso de Campos, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, a folha
aumentou 9,23%; a de Macaé, 14,83%; a de Rio das Ostras, 8,51%; e a de São João
da Barra, 7,03%. Essas elevações estão ligadas ao crescimento natural que elas
possuem em cada ano, além de reajustes nominais aplicados aos servidores
públicos. Importa salientar que está neste volume financeiro das folhas a
primeira parcela relativa à metade do décimo terceiro que os prefeitos concedem
antecipadamente, na primeira metade do ano, aos trabalhadores.
Por
fim, como se observa através dos dados, elas são milionárias e têm uma função
relevante na economia local, pois são essas despesas que movimentam, do ponto
de vista econômico, o comércio e o setor de serviços implantados nestes
municípios.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Macaé perde 2.548 vagas — mais do que o saldo positivo dos outros três municípios somados
Segundo os números
recentes do CAGED no que diz respeito aos empregos com a carteira assinada das
economias da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro, com a maior densidade
econômica no período de janeiro a julho de 2026 em relação a julho de 2025, ou
no acumulado do ano.
Os empregos da economia
campista baseada na prestação de serviços aumentaram 4,13%, a economia do
petróleo de Macaé perdeu 42,39% de postos de trabalho, a de Rio das Ostras, com
toda a Zona Especial de Negócio (ZEN) presente e as suas empresas ligadas ao ramo
do petróleo, destruiu 33,72% de empregos com a carteira assinada, e a economia
portuária de São João da Barra elevou a criação de vagas formais em 122,91%,
conforme os dados do gráfico.
Por fim, é relevante fazer
uma observação em relação a Campos e São João da Barra. O número significativo
de empregos criados em Campos no período em análise está relacionado aos dados
da empregabilidade da safra sazonal da cana de açúcar no município, que não se
sustentará no segundo semestre em virtude do desemprego natural que ocorre no
final da safra. E no que tange à economia sanjoanense, embora tenha tido uma
criação de empregos acima de 122% por conta do Porto do Açu, este grande
empreendimento continua devendo à região. Pois Macaé, embora tenha perdido
muitos empregos no recorte de tempo de um ano, ainda lidera a geração de
empregos com a carteira assinada em termos absolutos na região, seguida por
Campos.
Apenas para acrescentar, a
economia regional, somando todos os postos de trabalho dos municípios do
gráfico, em 2025 chegou ao total de 10.815 e, em 2026, chegou a 8.611, ou seja,
ocorreu um encolhimento na criação de empregos de 20,38%, ou, em termos
absolutos, foram 2.204 empregos formais a menos. E Macaé é o responsável por
puxar a queda da empregabilidade, com a perda de 2.548 postos líquidos ou
42,4%. É muita coisa!
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Campos volta a perder empregos: saldo de +159 vira -124 em um ano
Campos volta a perder empregos: saldo de +159 vira -124 em um ano
O CAGED divulgado pelo
governo federal ontem mostra que a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) vinha
de uma trajetória de recuperação: depois de perder empregos em janeiro de 2026,
o município esteve em uma curva de geração de vagas entre fevereiro e junho. Na
atual conjuntura, em julho de 2026, esse cenário se inverteu, Campos voltou a
perder 124 postos de trabalho, o oposto do que havia ocorrido em julho do ano
passado, quando o saldo tinha sido de 159 empregos com carteira assinada.
Quando se olha o gráfico,
observa-se que a agropecuária e a indústria, em julho de 2026, foram os
segmentos econômicos que mais demitiram, e a construção foi a que mais gerou
postos de trabalho, seguida do comércio. Até mesmo o setor de prestação de serviços
destruiu vagas na economia campista.
Por fim, é importante
lembrar que o cenário da empregabilidade de julho de 2025 ficou melhor
posicionado. Outro ponto: será que a agroindústria decadente do ponto de vista
econômico do nosso município já iniciou o processo das demissões dos
trabalhadores, por falta de cana de açúcar para moer. É uma forte
possibilidade.



















