quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Macaé perde 2.548 vagas — mais do que o saldo positivo dos outros três municípios somados

Segundo os números recentes do CAGED no que diz respeito aos empregos com a carteira assinada das economias da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro, com a maior densidade econômica no período de janeiro a julho de 2026 em relação a julho de 2025, ou no acumulado do ano.

Os empregos da economia campista baseada na prestação de serviços aumentaram 4,13%, a economia do petróleo de Macaé perdeu 42,39% de postos de trabalho, a de Rio das Ostras, com toda a Zona Especial de Negócio (ZEN) presente e as suas empresas ligadas ao ramo do petróleo, destruiu 33,72% de empregos com a carteira assinada, e a economia portuária de São João da Barra elevou a criação de vagas formais em 122,91%, conforme os dados do gráfico.

Por fim, é relevante fazer uma observação em relação a Campos e São João da Barra. O número significativo de empregos criados em Campos no período em análise está relacionado aos dados da empregabilidade da safra sazonal da cana de açúcar no município, que não se sustentará no segundo semestre em virtude do desemprego natural que ocorre no final da safra. E no que tange à economia sanjoanense, embora tenha tido uma criação de empregos acima de 122% por conta do Porto do Açu, este grande empreendimento continua devendo à região. Pois Macaé, embora tenha perdido muitos empregos no recorte de tempo de um ano, ainda lidera a geração de empregos com a carteira assinada em termos absolutos na região, seguida por Campos.

Apenas para acrescentar, a economia regional, somando todos os postos de trabalho dos municípios do gráfico, em 2025 chegou ao total de 10.815 e, em 2026, chegou a 8.611, ou seja, ocorreu um encolhimento na criação de empregos de 20,38%, ou, em termos absolutos, foram 2.204 empregos formais a menos. E Macaé é o responsável por puxar a queda da empregabilidade, com a perda de 2.548 postos líquidos ou 42,4%. É muita coisa!

 

 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Campos volta a perder empregos: saldo de +159 vira -124 em um ano



 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha



 

Campos volta a perder empregos: saldo de +159 vira -124 em um ano

O CAGED divulgado pelo governo federal ontem mostra que a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) vinha de uma trajetória de recuperação: depois de perder empregos em janeiro de 2026, o município esteve em uma curva de geração de vagas entre fevereiro e junho. Na atual conjuntura, em julho de 2026, esse cenário se inverteu, Campos voltou a perder 124 postos de trabalho, o oposto do que havia ocorrido em julho do ano passado, quando o saldo tinha sido de 159 empregos com carteira assinada.

Quando se olha o gráfico, observa-se que a agropecuária e a indústria, em julho de 2026, foram os segmentos econômicos que mais demitiram, e a construção foi a que mais gerou postos de trabalho, seguida do comércio. Até mesmo o setor de prestação de serviços destruiu vagas na economia campista.

Por fim, é importante lembrar que o cenário da empregabilidade de julho de 2025 ficou melhor posicionado. Outro ponto: será que a agroindústria decadente do ponto de vista econômico do nosso município já iniciou o processo das demissões dos trabalhadores, por falta de cana de açúcar para moer. É uma forte possibilidade.