sábado, 31 de outubro de 2020

Mercado de trabalho do município de Campos de setembro de 2020



 

De acordo com os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, de setembro de 2020 publicado ontem, por grupamento de atividade econômica.

A economia de Campos, desde o mês de junho vem gerando empregos a mais. Puxado pelos segmentos, da agropecuária, do comércio e do setor de serviços, principalmente. Inclusive no mês de setembro o saldo líquido total, ficou em 410 postos de trabalho. Para o município de Campos, cujas oportunidades são pequenas, no que dizem respeito à empregabilidade, os números estão bastante favoráveis. 

Com isso, destaca-se, todavia, na sequência os quantitativos do emprego de setembro, onde a agropecuária perdeu 37 postos de trabalho, a atividade comercial abriu 186 empregos com a carteira assinada, a construção civil criou 67 vagas de empregos a mais, e, infelizmente, a indústria do nosso município, considerando as duas usinas de açúcar, em plena safra do setor sucroalcooleiro, contabilizou a abertura de apenas 41 vagas de emprego. E, o setor de serviços, que a cada dia se fortalece, como o grande empregador do município, devido à estrutura de prestação de serviços, seja na área da saúde, da educação, do setor hoteleiro e restaurantes, registrou o saldo líquido positivo de 153 postos de trabalho.

Portanto, a despeito da nossa planície, pelo quarto mês consecutivo, apresentar uma boa desenvoltura, na curva de empregos, ainda é cedo, para se afirmar, se esses números se constituem numa tendência de melhora da economia local. Porque, no recorte de tempo, de abril até setembro, circularam no sistema econômico municipal, o fluxo de renda superior a R$ 500 milhões, por conta do auxilio emergencial, do governo federal. E, esse recurso contribuiu significativamente, para dinamizar os diversos segmentos econômicos da cidade. Vamos analisar como se comporta, a partir de agora até dezembro, o mercado de trabalho, com o valor de R$ 300,00 referente ao auxílio emergencial. Só, assim, poderemos emitir a nossa opinião com maior tranquilidade, e, verificar se os empregos gerados são provisórios ou são sustentáveis no médio e longo prazo.

 

José Alves de Azevedo Neto

Economista


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Comércio e serviços da economia de Campos salvaram os empregos de setembro de 2020

 



No CAGED de setembro de 2020 publicado agora, a agropecuária perdeu 37 postos de trabalho, o comércio ganhou 186 empregos com a carteira assinada, a construção civil abriu 67 vagas de empregos, a indústria criou somente 41 empregos a mais e o setor de serviços, ficou com o saldo líquido positivo em 153 postos de trabalho. Infelizmente, em plena safra açucareira, os empregos a mais do setor este ano ainda não apareceram. 

Em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2019, a agropecuária criou a mais 859 empregos formais e a indústria 536 postos de trabalho.

E, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, a agropecuária gerou a mais 651 postos de trabalho e a indústria (considerando as duas usinas de açúcar de Campos), desligou 42 trabalhadores com a carteira assinada.

Diante desse cenário pode-se dizer que, o setor sucroalcooleiro de Campos, neste ano, até setembro de 2020, apresentou um nível de empregabilidade menor do que no ano passado. A despeito da safra da cana encerrar as suas atividades no mês de novembro. Parabéns ao comércio e ao setor de serviços da nossa querida Campos dos Goytacazes! 


OBS: amanhã publicaremos a análse do mercado de trabalho com mais detalhes e o gráfico. 

Onde o Bicho Pega


José Luis Vianna da Cruz





        Tem havido um saudável, necessário e importante debate público, em algumas mídias, principalmente na internet, em jornais digitais, facebook, e numa parcela das redes sociais, algumas mais abertas, outras mais fechadas, sobre a Crise Orçamentária de Campos dos Goytacazes, num contexto eleitoral. Há uma parte delicada da discussão sobre como equilibrar o Orçamento de Campos. É onde o bicho pega.

        No debate, existe dois grandes blocos de ponto de vista, embora com diferenças internas, em cada grupo, entre os defensores dessas duas posições opostas. São eles:

1) O que defende um ajuste fiscal, e, embora, muitas vezes, não deixe tudo muito claro, concentra seus argumentos no corte de despesas. Nesse corte, consideram inevitável demitir funcionários municipais, reduzir a assistência social, que já está reduzida a quase zero, e sacrificar, no limite, a saúde e a educação. Falam em racionalizar e enxugar a máquina pública, o que implica em ampliar a terceirização e a fatia do orçamento que vai para o setor privado. Alegam que sua lógica é uma lógica técnica, portanto, não há como contestar.

2) O outro lado traz para o debate algumas outras questões, que o grupo anteriormente citado não encara, desconversa, não clareia e se omite em tratar. São questões, igualmente racionais e técnicas, que visam aumentar a arrecadação da Prefeitura e gerar emprego e renda, antes de considerar o ajuste fiscal. Vou só mencionar algumas delas, que estão nas redes: i) cobrar e receber o que as pessoas e empresas devem à Prefeitura. Quanto é o montante da dívida ativa? ii) Rever os contratos com o setor privado, para serviços, como a Limpeza Pública, compra de alimentos, de medicamentos, etc. Enxugar as gorduras, romper os contratos lesivos às finanças municipais, assumir serviços que podem ser feitos pelo governo municipal e por pessoas, organizações e firmas locais, a custos bem menores. Incluir aí os contratos de aluguel de imóveis de pessoas e empresas para acomodar atividades públicas; iii) aumentar a eficiência no resgate das dívidas das empresas com o FUNDECAM, decorrentes, na sua quase totalidade, das gestões anteriores à de Rafael Diniz; iv) investir na compra de alimentos dos pequenos produtores locais, através de uma política municipal de agricultura, que acabe com os gargalos de transporte e comercialização, principalmente; v) ampliar a coleta seletiva, através do contrato com as cooperativas de catadores e catadoras locais; vi) fomentar a capacitação de pessoas, organizações e empresas locais, como fornecedoras e prestadoras de serviço à municipalidade; vii) municipalizar o que representa menor gasto do que contratando o setor privado.

Um dos elementos mais importantes na explicação das diferenças entre os dois blocos está nos interesses com quem eles estão comprometidos. O bloco 1, do ajuste fiscal, não aceita os argumentos do bloco 2, quem sabe, por estarem comprometidos com os privilégio de pessoas e empresas que devem à Prefeitura, mas que ajudam nas suas campanhas, e que, após as eleições, vão ser beneficiados com a omissão em relação às suas dívidas e obrigações fiscais? Quais deles podem vir a ser favorecidos por futuros contratos especiais com a Prefeitura? Quem se sente ameaçado pelo crescimento da produção da agricultura familiar, que é agroecológica, em grande parte, e que cumpre importantes funções ambientais, sociais e econômicas, por exemplo? Quem está interessado no monopólio da Limpeza Pública por uma grande empresa de fora? Em quais dos devedores do FUNDECAM ninguém quer tocar?

No bloco, 2 predominam, com diferenças, em maior ou menor grau, as preocupações como os interesses públicos, coletivos, sociais, republicanos, cidadãos, ambientais e locais. Por isso, a ênfase é em identificar e corrigir as gorduras, desvios, desperdícios e irregularidades, que porventura existam, que drenam os recursos públicos em favor de interesses particulares e em detrimento das políticas públicas necessárias e urgentes para Campos, o que seria suficiente para equilibrar o orçamento, que ainda é um dos maiores orçamentos do Brasil, entre os municípios na mesma faixa populacional. E, a partir daí, implementar políticas públicas sustentáveis, que dinamizem e diversifiquem a economia, aumentem a arrecadação própria e gerem trabalho e renda para a população trabalhadora.

É aí que o bicho pega. De qual lado você está?

 


Encolhimento da arrecadação do ICMS de janeiro a agosto de 2020 é reflexo do esfriamento da atividade econômica local

 

Arrecadação do ICMS de janeiro a agosto de 2019 e 2020 - município de Campos dos Goytacazes (RJ)


A receita do ICMS de janeiro a agosto do ano de 2020 comparado ao mesmo período do ano de 2019 da prefeitura municipal de Campos, segundo o relatório de execução orçamentária, teve uma queda de 4,95%.

Refletindo, com isso, o arrefecimento da atividade econômica campista, no que tange ao volume de negócios de compra e venda de mercadorias, em razão da pandemia do coronavírus, nos oito meses deste ano. Infelizmente.


Redução da arrecadação do ITBI em mais de trinta e um por cento de janeiro a agosto de 2020 reflete o arrefecimento do mercado imobiliário da economia campista

 

Arrecadação do ITBI do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a agosto de 2019 e 2020



A receita do ITBI de janeiro a agosto do ano de 2020 comparado ao mesmo período do ano de 2019 da prefeitura municipal de Campos, segundo o relatório de execução orçamentária, teve uma queda de 31,12%.

Refletindo, com isso, o desaquecimento do volume de negócios no mercado imobiliário do nosso município, em razão da pandemia do coronavírus, nos oito meses deste ano. Infelizmente.


Arrecadação do ISS menor de janeiro a agosto de 2020 revela o desaquecimento da atividade de prestação de serviços na economia de Campos

 

Arrecadação do ISS de janeiro a agosto de 2019 e 2020 do município de Campos dos Goytacazes (RJ)



A receita do ISS de janeiro a agosto do ano de 2020 comparado ao mesmo período do ano de 2019 da prefeitura municipal de Campos, segundo o relatório de execução orçamentária, teve uma queda de 5,76%.

O aludido encolhimento da arrecadação do ISS de 2020 demonstra que no período de oito meses deste ano, os efeitos da pandemia, foram negativos, sofre a atividade econômica de prestação de serviços no nosso município.


Arrecadação do IPTU do município de Campos de janeiro a agosto de 2020 apresentou um bom comportamento


Arrecadação do IPTU do município de campos dos Goytacazes (RJ) - janeiro a agosto de 2019 e 2020


 

A receita do IPTU de janeiro a agosto do ano de 2020 comparado ao mesmo período do ano de 2019 da prefeitura municipal de Campos, segundo o relatório de execução orçamentária, teve uma pequena queda de 1,17%.

A despeito da conjuntura econômica de retração, por conta da pandemia do coronavírus, pode-se dizer que, a arrecadação nos oitos meses deste ano foi boa.  


quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Custeio alto e dívida da prefeitura reflete negativamente no investimento público

 

Execução orçamentária de janeiro a agosto de 2019 e de 2020 do governo Rafael Diniz - município de Campos dos Goytacazes (RJ)




De acordo com a execução orçamentária do governo Rafael Diniz, publicada ontem no Diário Oficial do município, no que tange ao período de janeiro a agosto de 2020.   

Observa-se, todavia, ao se comparar os meses de janeiro a agosto de 2020 em relação ao mesmo recorte de tempo de 2019, que ele pagou de folha e encargos, o total de R$ 586, 617 milhões em 2020 e em 2019 tal valor atingiu o numerário de R$ 672,180 milhões. Este montante superior ao de 2020 encontra-se, adicionado nele, uma parte do décimo terceiro, do ano de 2018, pago no mês de fevereiro de 2019, devido à falta de recursos financeiros para quitá-lo, no próprio exercício fiscal.

Já, em relação ao custeio fixo (CF) sem a folha bruta e variável (CV), em 2020 ele chegou ao patamar de R$ 440, 856 milhões e em 2019 foi de R$ 490,569 milhões.  Esses são os valores relativos ao custo da máquina da prefeitura hoje.   

Agora, o investimento em 2020 foi de apenas R$ 3,638 milhões e o de 2019 de R$ 19,951 milhões.

E, as dívidas da prefeitura, em oito meses, considerando, o FGTS, INSS, PREVICAMPOS e a venda do futuro, em 2020 de amortização e juros o governo pagou o quantitativo financeiro de R$ 28,208 milhões e em 2019 o montante de R$ 74,862 milhões.

Portanto, diante desses números da execução orçamentária, verifica-se que, o peso substancial da despesa corrente da prefeitura, continua alto, pois a capacidade de investimento público de janeiro a agosto de 2019 foi de R$ 19, 951 milhões e em 2020, ela piorou, ficando a curva do investimento em R$ 3,638 milhões. Com isso, é urgente, um ajuste fiscal que corte a despesa excessiva e aumente a arrecadação tributária, ampliando, a base de cobrança dos tributos. Inclusive, já existe a partir de janeiro de 2021, a possiblidade da cobrança do ISS, de algumas atividades econômicos, que antes, da nova Lei do ISS, sancionada pelo presidente da República em setembro, elas ocorriam na origem e agora poderão ser efetuadas nos municípios onde há efetivamente, o fato gerador da prestação de serviços.   


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Economia de Macaé perdeu de janeiro a agosto de 2020 quase doze mil empregos com a carteira assinada

 

Mercado de trabalho de Macaé de janeiro a agosto de 2019 e 2020 - segundo o CAGED  



Considerada a economia do petróleo no interior do Estado do Rio de Janeiro, devido às instalações da base da Petrobrás no seu território, o munícipio de Macaé, de janeiro a agosto de 2020, segundo os dados do CAGED, perdeu 11.861 empregos com a carteira assinada. E, neste mesmo período do ano de 2019, a economia macaense tinha criado a mais, 1.580 postos de trabalho.

Como se verifica no gráfico, neste ano, todos os segmentos econômicos destruíram empregos, em Macaé. O setor de serviços foi o que desligou o maior quantitativo de mão de obra, atingindo, com isso, no recorte de tempo analisado, o total de menos 5.274 trabalhadores. Seguido pela indústria e a construção civil que eliminaram respectivamente, 2.992 e 2.648 empregos formais.

Já, de janeiro a agosto de 2019, o setor de serviços ficou com o saldo líquido positivo em 1.679 vagas e a construção civil, também, gerou a mais o numerário de 968 empregos.

Portanto, por possuir uma economia dependente do mercado externo do petróleo, o município de Macaé, sentiu significativamente, de janeiro a agosto de 2020, os impactos devastadores da recessão econômica mundial e da nacional. Vamos torcer para a situação melhorar rapidamente, porque a nossa região vem sentindo muito, com o desemprego crescente. Só o comércio campista, já perdeu mais de 1.200 empregos com a carteira assinada, de janeiro a agosto de 2020.      


OBS: Saldo líquido (SL) = contratações - demissões

sábado, 24 de outubro de 2020

Nova lei do ISS aumentará a receita dos municípios

Esperança de aumentar o ISS do município de Campos dos Goytacazes (RJ) a partir de 2021






 

Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, na matéria publicada, no dia 28/09/2020, o presidente Bolsonaro, sancionou o projeto de lei que altera a lei complementar 157 de 2016, que permitia até dezembro de 2016, a cobrança pelos municípios do imposto sobre serviços (ISS) das empresas prestadoras de serviços, apenas, na origem do fato gerador da prestação de serviços, ou seja, no local, onde elas estavam localizadas. Com essa sanção o presidente, desconcentra a arrecadação do ISS das grandes cidades, favorecendo, com isso, milhares de outros municípios de pequeno e médio porte.

Todavia, de acordo com a nova legislação, os serviços relacionadas, aos Planos de saúde, Médico- veterinário, Administração de fundos de consórcios, cartões de crédito e débitos, carteira de clientes e cheques pré-datados e arrendamento mercantil (leasing). Poderão ser cobrados, a partir de 1° de janeiro de 2021, onde são efetivamente executados ou prestados os serviços, respeitando, a regra de transição criada na lei.

Portanto, surge agora, com esse diploma legal, uma forma dos municípios elevarem as suas respectivas receitas do ISS. Num momento em que a crise fiscal, aflige a todos, sobretudo, a nossa cidade, que vê surgir à chance de elevar a receita do ISS, devido, ao seu pujante segmento de atividade econômica de prestação de serviços. Atenção senhores candidatos a prefeito, vamos modernizar no ano que vem rapidamente, a Secretaria de Fazenda para fazermos uma boa cobrança desse relevante tributo municipal! 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Dicotomia entre geração a mais de empregos de janeiro a agosto de 2020 no setor sucro alcooleiro e o fluxo de renda em torno de quinhentos milhões segundo o empresário do ramo

 

Empregos da indústria e agropecuária do município de Campos dos Goytacazes (RJ) - janeiro a agosto de 2019 e 2020 segundo o CAGED




O setor da indústria do município de Campos dos Goytacazes (RJ), segundo os dados da empregabilidade do CAGED. No ano de 2019, no período de janeiro a agosto, contratou com a carteira assinada o quantitativo de 2.208 e desligou 1.404 trabalhadores, resultando, com isso, no saldo líquido positivo de 804 empregos a mais.

Neste mesmo período, no que tange, agora, a agropecuária, o total das admissões chegou ao patamar de 2.462 empregos e as demissões atingiram o numerário de 923 postos de trabalho, restando, assim, 1.539 vagas de emprego.

Já, no exercício de 2020, verifica-se que, de janeiro a agosto, a conjuntura do mercado de trabalho, piorou, significativamente, tanto na indústria, que admitiu 1.112 trabalhadores, cuja maioria das vagas é gerada pelas duas usinas do município, devido à safra do setor sucroalcooleiro, concentrar as suas atividades no primeiro semestre do ano. A despeito dela neste ano se estender até o mês de novembro, em razão da maior disponibilidade de matéria-prima. E, eliminou 1.196 empregos, o que culminou no encolhimento de 84 postos de trabalho.

Agora, no que se refere, a agropecuária nos oito meses de 2020, as admissões, também, se revelaram muito tímidas, quando comparado ao ano anterior. O setor contratou 1.040 trabalhadores e demitiu 339, agregando no ensejo, ao estoque de mão-obra da economia campista apenas 701 postos de trabalho.

Diante desse cenário e considerando, a entrevista do empresário Renato Abreu do Grupo MPE e da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), no dia 10/10/2020, no jornal folha da Manhã, quando declarou, “O setor sucroalcooleiro irá movimentar na economia local algo em torno de R$ 500 milhões durante a safra 2019/2020. E, continuou o empresário, o valor é equivalente a 33% do faturamento projetado para o orçamento de Campos em 2021 (entre R$ 1,5 bilhão e R 1,7 bilhão).” Então, baseado nos números do CAGED, pode-se, afirmar que, na safra de 2020, os números dos empregos entregues, pelo setor canavieiro do nosso município, não correspondem ainda, ao fluxo de renda circulante pelo sistema econômico local, de janeiro a agosto de 2020. A não ser que as contratações maiores do segmento tenham ocorrido, a partir de setembro, e, elas, apareceram, doravante, no CAGED, que sairá em outubro e em novembro. Eis que, reiterando, a safra deste ano terminará no mês de novembro. Esperamos, todavia, que a atividade da safra não termine, exatamente, no dia 29, dia em que ocorrerá, o segundo turno da eleição de Campos.  Aí será coincidência demais.     


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Crise econômica mundial derrubou a geração de empregos na economia de São João da Barra de janeiro a agosto de 2020

 

Mercado de trabalho da economia de São João da Barra (RJ) de janeiro a agosto de 2019 e 2020 segundo o CAGED



De acordo com os dados da empregabilidade levantados pelo CAGED, por grupamento de atividade econômica.  O município de São João da Barra, de janeiro a agosto do ano de 2020 perdeu 1000 empregos com a carteira assinada. Nesse mesmo período do ano passado, o quantitativo de vagas de emprego a mais, chegou ao patamar de 3.073 trabalhadores.

O segmento econômico que eliminou mais postos de trabalho em 2020 foi o da construção civil, cujo saldo líquido é de menos 912 vagas. E, em segundo lugar encontra-se, o setor de serviços ostentando a destruição de 103 empregos com a carteira assinada.

Já, no que diz respeito, aos oito meses de 2019, o período em que ocorreram muitas contratações. O setor da construção civil ficou com o seu saldo líquido positivo em 2.835 empregos e o setor serviços em 330 vagas a mais. Por conta obviamente, dos investimentos das obras das empresas instaladas em função do Porto do Açu e também das suas atividades operacionais, que exigem a admissão de prestadores de serviços.

Portanto, em razão do Complexo Portuário do Açu, ser uma janela aberta da nossa região para o mundo. Pode-se dizer que, os eventos internacionais, como por exemplo, a crise econômica mundial provocada, pela pandemia do coronavírus, afetou, sim, em 2020, o mercado de trabalho da construção civil e de serviços, da economia sanjoanense, em virtude deles, estarem ligadas as atividades portuárias. A despeito dos números do emprego de São João da Barra, em agosto deste ano, já estarem com o saldo positivo. Deve-se acrescentar ainda a esse contexto, os efeitos negativos da recessão econômica no Brasil. Vamos torcer doravante para que os próximos números do CAGED venham favoráveis.  


terça-feira, 13 de outubro de 2020

Nem a safra do setor sucroalcooleiro de Campos conseguiu sustentar a empregabilidade do mercado de trabalho local no patamar positivo de janeiro a agosto de 2020

 

Retrato do mercado de trabalho de janeiro a agosto de 2019 e 2020 do município de Campos dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED



No retrato do mercado de trabalho do período de janeiro a agosto de 2020, por grupamento de atividade econômica, segundo o CAGED. A economia de Campos eliminou 714 empregos com a carteira assinada. E nesse mesmo recorte de tempo do ano passado, o número de vagas a mais geradas atingia o patamar de 3.218 postos de trabalho.

As atividades econômicas, responsáveis pelo encolhimento dos empregos formais nos primeiros oitos meses de 2020, são: o comércio com menos 1.219, a construção civil com a destruição de 291 empregos e a indústria com menos 84 vagas. Agora, as duas atividades que criaram empregos foram o setor de serviços, cujo saldo líquido acumulado em oito meses é de 179 e a agropecuária, com 701 postos de trabalho, em virtude da sazonalidade da safra canavieira no município.

Enquanto isso, no período de janeiro a agosto de 2019, a conjuntura do emprego estava bem confortável, puxada, todavia, por todos os seguimentos econômicos, conforme se observa no gráfico. O comércio, por exemplo, abriu 27 postos de trabalho, a construção civil criou a mais 71 vagas, a indústria impactada pela safra do setor sucro alcooleiro ficou com o saldo líquido positivo de 802 postos de trabalho. No setor de serviços foram 783 empregos e na agropecuária, o quantitativo de vagas abertas chegou ao total de 1.539, também, sofrendo os reflexos alvissareiros da moagem da cana de açúcar.

Por fim, pode-se dizer diante desse cenário adverso a nossa cidade que, nem a safra do setor sucroalcooleio, neste ano, foi capaz de manter a empregabilidade da economia campista, no patamar positivo, no período de janeiro a gosto de 2020. E, o pior, infelizmente, a partir do mês de setembro, as previsões no que tange a empregabilidade não são muito boas. Por conta do encerramento da safra da cana e a redução do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00 do governo federal, responsável pela dinamização do sistema econômico local até o presente momento. Vamos aguardar doravante o próximo CAGED.

 

OBS: Saldo líquido = contratações - demissões

Obs: A safra da cana de açúcar deste ano se estenderá até o mês de novembro, então, há esperança de mais empregos para o nosso município. O blog recebeu esta informção do presidente da COAGRO  Frederico Paes. Na matéria acima colocamos que a safra se encerra em setembro. Retifico e agradeço ao Frederico Paes.



segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Agropecuária e indústria da economia campista contratam menos nos primeiros oito meses de 2020

 

Saldo líquido do emprego do mercado de trabalho da agropecuária e da indústria do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a agosto de 2019 e 2020 



Na comparação de janeiro a agosto do ano de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, no que tange, as contratações dos segmentos da agropecuária e o da indústria da economia de Campos.

Observa-se, no gráfico da evolução do saldo líquido da empregabilidade de acordo com o último CAGED que, nos primeiros oito meses de 2019, a concentração de empregos gerados a mais ocorreram nos meses de abril, de maio e de junho. Em relação à indústria, foram nos meses de janeiro, de maio, de junho e um pequeno quantitativo em agosto. Por conta, obviamente, da sazonalidade da safra do setor sucroalcooleiro, e de algumas, admissões pelo setor ceramista e de outras unidades industriais, espalhadas pelo município.

Agora, no que diz respeito a janeiro a agosto de 2020, as contratações na agropecuária se deram nos meses de fevereiro, de março, de abril e de junho. Na indústria, elas ficaram restritas aos meses de janeiro, de fevereiro, de março, de julho e de agosto.

Assim, em face do cenário acima, pode-se dizer que, no acumulado de janeiro a agosto de 2019 foram abertas 1.539 vagas a mais de emprego, na agropecuária. E, neste mesmo período em 2020, o número de empregos a mais atingiu o quantitativo de apenas 701.

Já, nos primeiros oito meses da indústria de 2019, foram abertos 792 postos de trabalho e em 2020, no acumulado, até agosto, a atividade industrial  perdeu 84 postos de trabalho.

Com isso, pode-se afirmar que, o nível de empregabilidade dos dois segmentos analisados aqui teve o seu melhor desempenho no ano de 2019, ao contrário, do ano de 2020, onde o impacto da crise econômica do país, já pode ser sentido.  


OBS: Saldo líquido (SL) = contratações menos demissões 


Mercado de trabalho da construção civil de Campos destruiu quase trezentos empregos com a carteira assinada nos primeiros oito meses de 2020

 

Mercado de trabalho da construção civil do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a agosto de 2019 e 2020 - Contratações - desligamentos = saldo líquido (SL)



Segundo os dados sobre a empregabilidade do último CAGED. O mercado de trabalho da construção civil, no município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a agosto de 2020 destruiu 291 empregos com a carteira assinada e no mesmo período do ano passado foram criados a mais 71 postos de trabalho.

Demonstrando, com isso, a dificuldade enfrentada por esse relevante segmento da economia campista, gerador de emprego e renda, na camada da sociedade mais pobre, onde está uma parte significativa do contingente de mão de obra, de baixa qualificação.  


sábado, 10 de outubro de 2020

Mal sem cura na coluna de Murillo Dieguez na Folha da Manhã de hoje

 





Acabo de ler agora, na coluna do nosso amigo Murilo Dieguez, no jornal Folha da Manhã, que o candidato a prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, disse durante entrevista à Record, nessa semana, que os R$ 200 milhões que já foram pagos relativos aos três empréstimos, da famosa venda futuro, contraídos pela prefeitura na gestão da prefeita Rosinha, seria simplesmente uma mixaria.

Segundo a coluna, o prefeito Rafael Diniz não gostou da “brincadeira” e declarou:” que com esse dinheiro, seria possível pagar três anos de RPA’s, 16 anos de cheque cidadão, 16 anos de tapa-buraco e 60 anos de restaurante popular”.

Acho que nessa discussão, entre o candidato e o prefeito, alguma coisa está errada do ponto de vista financeiro. O Wladimir, por afirmar que R$ 200 milhões é mixaria. E, o prefeito, talvez por esquecer, que somente a folha de RPA’s custa aos cofres municipais, o valor total ao mês de R$ 8 milhões, multiplicando este numerário por doze meses teremos ao ano, uma folha de R$ 96 milhões ou quase R$ 100 milhões.

Como que o nosso ilustre alcaide, Rafael Diniz conseguiria fazer a multiplicação dos pães, tendo em mãos apenas a mixaria de R$ 200 milhões, segundo o candidato Wladimir?

Diante desse contexto, considero que os dois precisam esclarecer melhor a sociedade campista. O Wladimir por afirmar que R$ 200 milhões é mixaria e o prefeito Diniz, por declarar que implementaria diversas ações, com o quantitativo financeiro de R$ 200 milhões. A não ser que o prefeito tenha confundido R$ 200 milhões com R$ 2 bilhões. Vamos aguardar os esclarecimentos.


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Pandemia e recessão econômica impactam negativamente o comércio de Campos nos primeiros oito meses de 2020

 

Mercado de trabalho do comércio do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a agosto de 2019 e de 2020 - segundo o CAGED



Nos primeiros oito meses do ano de 2020, a pandemia do coronavírus, juntamente, com a recessão da economia brasileira afetaram significativamente o mercado de trabalho da atividade comercial, do município de Campos dos Goytacazes (RJ), quando comparado ao mesmo período do ano passado.  

Como se observa no gráfico, neste ano nós perdemos 1. 291 empregos com a carteira assinada. E, de janeiro a agosto de 2019, o saldo líquido era positivo em 27 vagas.

Agora, os números dos contratados em 2019 foram de 5. 221 trabalhadores e em 2020 eles atingiram o patamar de 3. 476 empregos.

No que tange, aos números das demissões. Em 2019 elas chegaram a 5.194 e neste ano de janeiro a agosto, elas ficaram em 4.695 postos de trabalho.   

Portanto, pode-se dizer que, a situação do comércio campista, segundo o CAGED, no período analisado é bastante delicada. Infelizmente.


terça-feira, 6 de outubro de 2020

A esperança da retomada do desenvolvimento econômico campista, a agricultura, terá o seu orçamento de 2021 reduzido em 32,52%

 

Gastos do orçamento por função do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em valores correntes - de 2020 e 2021 



Dentro da perspectiva da redução da maior receita corrente do orçamento de 2021, do município de Campos dos Goytacazes (RJ), royalties e participação especial.

A peça orçamentária do ano que vem em relação ao orçamento do ano de 2020, sofreu encolhimento nas principais funções do setor público local, seja no que tange, ao aspecto social e também no aspecto econômico.

Assim, de acordo com os dados do gráfico, retirado do Projeto de Lei Orçamentária de 2021 (LOA), o segmento econômico, que ultimamente se transformou na esperança de alancar o desenvolvimento econômico municipal, terá uma perda substancial de 32,52%, no próximo exercício fiscal. Sendo o setor que mais perdeu recursos orçamentários, dentro do contexto analisado aqui.  Essa é a pura realidade fria dos números.  


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Projeto de Lei Orçamentária de 2021 em relação ao orçamento de 2020 do município de Campos dos Goytacazes (RJ)

 


O projeto de Lei Orçamentária de 2021 (LOA), do município de Campos dos Goytacazes (RJ), está na Câmara municipal para ser votado, depois de ser submetido, a audiência pública.  O seu valor total será de R$ 1,746 bilhões. Quando comparado ao orçamento de 2020 de R$ 1, 985 bilhões, por enquanto, em processo de execução, verifica-se, que ele, sofrerá uma contração de 12,02%, se for efetivamente, aprovado pelos vereadores da nossa cidade.

 A sua maior receita corrente, ainda são os royalties e as participações especiais, relativas aos poços de petróleo, detentores de maior produtividade. No exercício financeiro de 2021 essas duas preciosas fontes de receitas estão projetadas com o valor nominal de R$ 367,238 milhões e no ano de 2020, elas foram orçadas em R$ 617,443 milhões. Com isso, observa-se, em face da realidade desses números, uma redução expressiva de 40,52%.

No que tange agora, aos principais órgãos da Administração Pública municipal, a saúde, por exemplo, que é a maior dotação orçamentária da LOA. Em 2021 o seu orçamento será de R$ 636,674 milhões e em 2020 ele ficou em R$ 746,833 milhões, sofrendo, assim, uma diminuição de 14,75%.

Outro setor relevante no que diz respeito às políticas públicas, a educação, o impacto negativo no ano que vem será de 11,61% sobre a sua disponibilidade de recursos.   A previsão do seu orçamento para 2021 é de R$ 367, 238 milhões, e em 2020, ele ficou calculado em R$ 366, 404 milhões.

 A área de assistência social, responsável pela implementação de políticas de inclusão social, através dos seus diversos programas de trabalho, inclusive, o de complementação pela renda mínima. Terá em 2021 uma dotação orçamentária de R$ 43,509 milhões, e neste ano, a disponibilidade de gastos da pasta totalizou o quantitativo de R$ 46,407 milhões, sofrendo no ensejo, uma retração de 6,24%.

E, por fim, a agricultura, anunciada pelos candidatos ao poder municipal nas eleições deste ano, como a panaceia, da redenção econômica, do nosso município de passado glorioso, seja no tempo da monocultura canavieira, na década de setenta, aonde chegamos a possuir mais de vinte usinas, e seja, no abundante ciclo das rendas petrolíferas, a outra monocultura. Foi contemplada com o mísero orçamento de R$ 5,206 milhões em 2021 contra o orçamento de 2020 de R$ 7,715 milhões, resultando no decrescimento de 32,52%.

Portanto, essa será a peça orçamentária a disposição do novo prefeito empossado em primeiro de janeiro de 2021, para atender as demandas de políticas públicas, oriundas da sociedade ao alongo do ano.

 

José Alves de Azevedo Neto

Economista


Texto publicado no Portal Ururau em 4/10/2020


sábado, 3 de outubro de 2020

Ano que vem o novo prefeito de Campos terá menos doze por cento de orçamento para implementação dos gastos públicos segundo a LOA de 2021

 

Evolução do orçamento fiscal total do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em valores nominais de 2015 a 2021



A evolução do orçamento fiscal total do município de Campos dos Goytacazes (RJ), em valores nominais (sem atualização monetária), demonstra como ele, ao longo do recorte de tempo de 2015 a 2021, vem apresentando oscilações.

O seu maior valor dentro da série registrada no gráfico, refere-se ao exercício fiscal de 2016 e o menor foi o do ano de 2017. A despeito dele, no ano que vem sofrer uma redução de 13,26% em relação à do exercício financeiro de 2020, segundo os dados coletados da  Lei Diretrizes Orçamentárias de 2021.   


Fonte: LDO/2021 



quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Royalties e participação especial ficarão abaixo de quatrocentos milhões no ano de 2021. A fartura acabou!

 

Receita corrente do Projeto de Lei Orçamentária Anual do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de 2021



O gráfico traz as principais  receitas do projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ). A receita dos royalties e da participação especial, a maior receita do orçamento, ficarão abaixo de R$ 400 milhões. Infelizmente a fartura acabou!

Auxílio emergêncial do governo Federal e a safra do setor sucroalcooleiro produzem impacto positivo no mercado de trabalho de agosto da economia campista

 

Mercado de trabalho da economia de Campos dos Goytacazes (RJ) de agosto de 2020/2019 segundo o CAGED



O mercado de trabalho da economia campista pelo terceiro mês consecutivo abriu vagas de empregos formais.

No mês de agosto de 2020, por exemplo, o saldo líquido total ficou positivo em 321 postos de trabalho. Foram contratados 1.564 e desligados 1.264 trabalhadores. A empregabilidade do mês foi puxada pelos segmentos do comércio e de serviços, que tiveram a mais respectivamente, 101 e 114 empregos.   

No mesmo período do ano passado, também o resultado de agosto ficou positivo em 438 empregos, um pouco melhor, do que o desempenho deste ano. E os segmentos responsáveis pela geração de empregos em agosto de 2019 estão  o comércio abrindo 383 vagas e a indústria 77 empregos.

O resultado positivo do saldo líquido de agosto de 2020 no nosso município pode ser atribuído, ainda aos reflexos, do auxílio emergencial do governo Federal que injetou na economia local, desde que começou a ser pago, quase R$ 600 milhões e a safra do setor sucroalcooleiro. Essa é uma boa notícia para a nossa cidade.