quarta-feira, 26 de agosto de 2026
IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%
O IPCA-15 de agosto,
divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com
uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.
Os itens dos preços
relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à
queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e
os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta
de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente
anterior.
Importa lembrar, embasado
nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do
teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa
forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem
travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da
política monetária.
Para quem não sabe o que é
uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da
inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto
prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que,
por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como
consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.
Por fim, a divulgação da
deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente
notícia!
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026
Os investimentos públicos
de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro
semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores
absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram
76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.
No que diz respeito à
amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em
2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no
período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida
registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da
Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e
encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo
para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o
município não pagou juros e encargos.
Portanto, esse é o quadro
do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores
orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU
O infográfico apresenta a
arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos,
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo os dados do site do TCE-RJ.
São João da Barra, a terra
do Porto do Açu, foi o município que mais elevou a receita do IPTU no primeiro
semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, em termos
relativos, ficando em 64,45%. Já Campos dos Goytacazes é o que possui a maior arrecadação
em termos absolutos, conforme os números levantados. Portanto, dinheiro tem!
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Dinheiro não falta: na região do petróleo, vereador custa caro
O infográfico faz uma
análise comparativa da execução orçamentária dos Poderes Legislativos ou
Câmaras municipais de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra do
primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.
Em Campos, não se pode
calcular a variação percentual, tendo em vista, talvez, um erro na hora de se
confeccionar o relatório de execução orçamentária do ano de 2025, cujo valor
executado pela Câmara local foi de apenas R$ 54.744,66. Porém, o valor do
primeiro semestre de 2026 foi de R$ 17,7 milhões.
Em Macaé, os gastos com os
vereadores aumentaram 22,85%; os de Rio das Ostras cresceram 18,99%; e os de
São João da Barra, 12,29%. É importante o contribuinte ter conhecimento dessas
despesas, porque quem paga essa conta é a sociedade e os vereadores. Os edis
dessas cidades estão custando muito caro ao erário. Precisamos saber se eles
estão realmente cumprindo as suas atribuições constitucionais. Ou estão apenas
fazendo figuração.
Por fim, é importante
lembrar que o orçamento das Câmaras é limitado pelo art. 29-A da Constituição
Federal, que fixa o teto de despesa do Legislativo Municipal conforme a
população de cada cidade: 7% para municípios com até 100 mil habitantes, caso
de São João da Barra; 6% para os que têm entre 100 mil e 300 mil habitantes,
caso de Macaé e Rio das Ostras; e 4,5% para os que ultrapassam 500 mil
habitantes, caso de Campos dos Goytacazes, o menor teto entre os quatro. Esse percentual
incide sobre a receita tributária própria e as transferências constitucionais
arrecadadas pelo Executivo no exercício anterior, repassada à Câmara em
duodécimos mensais, os royalties do petróleo, por serem receita patrimonial,
ficam de fora dessa conta. É por isso que Macaé, mesmo empatada com Rio das
Ostras no teto de 6%, tem o maior orçamento executado entre os quatro: o ISS e
a cota-parte do ICMS do município, ambos inflados pela intensa atividade de
serviços ligada à indústria offshore, elevam sua base de cálculo muito acima da
dos vizinhos.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Líder em 2025, Campos despenca 68% em serviços e perde o posto para Macaé e São joão da Barra
O infográfico apresenta o
saldo líquido do emprego do mercado de trabalho de serviços dos municípios de
Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de junho de 2025 e 2026,
segundo o CAGED.
Importante ressaltar, logo
de início, que o saldo agregado dos quatro municípios saltou de 928 empregos em
junho de 2025 para 1.070 em junho de 2026; o crescimento foi de 15,3%.
Agora, de forma
individual, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, os empregos de Campos
reduziram 67,9%, os de Macaé, a economia
do petróleo, aumentaram 116,3%, os de Rio das Ostras caíram 64,8% e os de São
João da Barra, a terra do Porto do Açu, cresceram 484,2%.
Portanto, o destaque é a
inversão de liderança: Campos era disparado o maior saldo em 2025, com 486, e
despenca para 156 em 2026, enquanto Macaé e São João da Barra assumem o
protagonismo, juntas, somam 865 vagas em 2026, mais que o total regional
inteiro de 2025. É isso aí.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
São João da Barra corta 76% da Cultura e não chega a R$ 500 mil, Campos reduz 39% — enquanto Macaé e Rio das Ostras investem pesado
Segundo a execução
orçamentária da pasta da Cultura nas prefeituras de Campos dos Goytacazes,
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a junho de
2025 e 2026, e conforme as informações do TCE-RJ refletidas no infográfico
acima, é possível traçar um comparativo entre os quatro municípios.
Observa-se que, enquanto
Macaé elevou os investimentos na Cultura em 73,53% e Rio das Ostras registrou
alta de 24,99%, Campos e São João da Barra caminharam na direção oposta:
reduziram, respectivamente, 38,94% e 76,40% no primeiro semestre de 2026 em relação
ao mesmo período de 2025.
Portanto, a pasta da Cultura de Macaé e Rio das Ostras parece gozar de prestígio junto a seus prefeitos. Já
o valor destinado à Cultura campista, embora ainda representativo, não
conseguiu superar o do semestre anterior. Em São João da Barra, por sua vez, a
área sequer recebeu R$ 500 mil. É desse jeito!
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Campos fecha o 1º semestre como lanterninha do ISS na região, atrás de Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras
Segundo
os dados retirados do site do TCE-RJ sobre a arrecadação do ISS do primeiro
semestre de 2025 e 2026 dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São
João da Barra, o total de todos os municípios, somado de janeiro a junho de
2025, foi de R$ 845,1 milhões, e no mesmo período de 2026 ele chegou ao patamar
de R$ 990,8 milhões, crescendo, assim, 17,23%.
Agora,
como pode se verificar no infográfico, a arrecadação de São João da Barra, no
período analisado, cresceu, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025,
em 36,71%; a de Rio das Ostras, em 29,54%; a de Campos, em 19,25%; e a de
Macaé, em 11,29%.
Porém,
quando se faz uma reflexão sobre os números absolutos, observa-se que Macaé
liderou tanto em 2025 como em 2026 por conta da economia do petróleo; logo
depois vem São João da Barra, com a economia do Porto do Açu; depois surge Rio
das Ostras, com a economia alavancada pela Zona Especial de Negócios (ZEN); e,
segurando a lanterna, com uma economia baseada em serviços de baixo valor
agregado, temos Campos.
Portanto,
enquanto Macaé arrecadou, de ISS, no primeiro semestre de 2026, R$ 631,6
milhões, Campos arrecadou somente R$ 94,3 milhões. Com isso, Campos perde para
São João da Barra e Rio das Ostras. Esse é o preço que pagamos por ter uma
economia frágil e de baixa dinâmica econômica.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Serasa revela: 9 milhões de empresas brasileiras estão negativadas
Segundo
dados divulgados pelo Serasa até junho de 2026, nove milhões de empresas estão
negativadas, sendo a maioria delas pequenas empresas. Em média, cada empresa
dessas possui sete contas atrasadas com banco ou fornecedores, cartões e cheque
especial.
Todo
esse cenário de inadimplência, é importante ressaltar, está relacionado à alta
taxa de juros Selic do Banco Central, que está inviabilizando as atividades
econômicas e dificultando a geração de negócios pelo país afora. Como estamos
cansados de anunciar neste espaço, já passou da hora do Bacen reduzir ainda
mais a taxa de juros. Assim não dá!
Copom reduz Selic para 14%, menor patamar do ciclo de afrouxamento
O
infográfico apresenta a evolução da taxa Selic de juros do Banco Central, que define as demais
taxas de juros do mercado de bens e serviços. Para quem ainda não sabe, na última
reunião do COPOM, a taxa saiu de 14,25%, sua cotação até julho, e atualmente
passou para 14% ao ano.
O
Banco Central, tudo indica, deverá continuar diminuindo a Selic nas próximas
reuniões, até porque a inflação de julho de 2026 foi de apenas 0,07%. Uma boa
notícia para o crescimento econômico deste ano!
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra
No
panorama dos gastos com Assistência Social de janeiro a junho de 2025 e de
2026, segundo a execução orçamentária das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das
Ostras e São João da Barra, de acordo com o TCE-RJ.
Eles
tiveram uma queda de 17,28% na despesa social de Campos, uma redução de 5,20%
na despesa de Macaé, ocorreu uma elevação de 12,87% em Rio das Ostras e tiveram
uma queda de 2,35% em São João da Barra, a terra do Porto do Açu.
Portanto,
ao observar os números, verifica-se que a maior diminuição dos gastos na
política social no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano
passado foi a de Campos, de 17,28%. E o único município que teve aumento da
despesa da área social foi o de Rio das Ostras, de 12,87%.
Importante
lembrar que todos estes municípios destacados neste post são produtores de
petróleo e possuem grandes orçamentos públicos municipais sustentados pelos
royalties do petróleo, que, nessa conjuntura, aumentam a arrecadação por
conta do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã. Um outro aspecto
que deve ser salientado: todos os municípios do infográfico apresentam alto
índice de pobreza em seus respectivos territórios. Então, é inaceitável que os
prefeitos reduzam o dinheiro da Assistência Social!
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025
O
IBGE divulgou ontem a inflação do mês de julho de 2026. Ela ficou em 0,07%, o
que representa uma redução de 0,19 ponto percentual frente ao índice de julho
de 2025, que estava no patamar de 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação
ficou em 4,44%, e no ano de 2026, em 3,44%.
Tivemos
queda nos itens alimentação e bebidas, de 0,67%, e vestuário, com redução de
0,66%. Já o item habitação e energia elétrica registrou respectivamente uma
alta de 0,99% e 3,09%.
Com
isso, o Banco Central já pode pensar em reduzir mais uma vez a taxa de juros na
próxima reunião do Copom.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada
Primeiramente
apresentaremos o quantitativo dos empregos somados dos quatro municípios, de
janeiro a junho de 2025 que totalizou 9.907 vagas e o do mesmo período de 2026
que atingiu o patamar de 7.829 vagas, o que culminou numa queda de 20,97%.
Agora
na apresentação de forma individualizada, a economia de Campos de janeiro a
junho de 2025 criou 2.690 empregos e em 2026 gerou 3.213 vagas, no mesmo
intervalo uma elevação de 19,44%.
Enquanto
isso, Macaé teve uma queda de 50,76%, no ano de 2025 analisado onde criou 5.292
vagas e de janeiro a junho de 2026 somente 2.606 empregos formais. E olha que
Macaé tem a economia ancorada na Petrobras. Então, o resultado de seis meses da
empregabilidade de 2026 de Macaé é sofrível.
Já
Rio das Ostras, assim como Macaé, os empregos encolheram em 40,43%. De janeiro
a junho de 2025 foram criados 1.363 postos de trabalho e em 2026, no mesmo
recorte de tempo, foram 812 vagas. Muito pouco para uma economia que possui uma
expressiva Zona Especial de Negócios (ZEN) com a maioria de empresas multinacionais
do mundo do petróleo.
Em
São João da Barra, assim como Campos, teve crescimento nos empregos de 113,17%.
Porém, quando se observa em termos absolutos os valores, a quantidade de
emprego em 2025 foi de um saldo líquido total de 562 e em 2026, de janeiro a
junho, de 1.198 postos de trabalho. Uma quantidade pequena para uma economia
que hospeda o megainvestimento do Porto do Açu.
Portanto,
resumo da ópera, as duas economias que tiveram crescimento da empregabilidade
no espaço de tempo analisado em termos relativos foram Campos e São João da
Barra, e em termos absolutos foi Campos em 2026 e Macaé em 2025. Um detalhe que
não podemos esquecer de ressaltar: o primeiro semestre analisado, em se
tratando de Campos, está com as cifras dos empregos gerados pela safra sazonal
do setor sucroalcooleiro, que, no segundo semestre de 2026, os trabalhadores
contratados serão demitidos, e tudo indica que o resultado do segundo semestre
será menor do que o do primeiro. A conferir futuramente.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes
Este
infográfico compara a execução orçamentária, através da despesa liquidada, da
Função Agricultura de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos,
Macaé e Rio das Ostras.
Como
se observa pelos dados, em Campos foram aplicados pouco mais de R$ 523 mil no
primeiro semestre de 2025, e no primeiro semestre de 2026 esse valor
ultrapassou os R$ 4 milhões; por conta dessa discrepância, a variação
percentual foi de 759,8%. Nada mais do que isso.
É
importante ressaltar que os valores de 2025 foram aplicados na gestão do então
prefeito Wladimir Garotinho,que, como os números mostram, tinha pouco respeito
e consideração pela agricultura local. Já os valores de 2026 foram aplicados na
gestão de Frederico Paes, vice-prefeito do titular anterior, que assumiu os
destinos do município a partir de abril. Como toda a cidade sabe, e é redundante repetir, o vice que chegou ao
comando é oriundo do segmento agropecuário; em razão disso, deve estar
priorizando a agricultura logo no início de sua gestão.
Inclusive,
apenas para ilustrar: o atual prefeito Frederico Paes, na abertura do rodeio da
Exposição Agropecuária de Campos, se empolgou, imagino eu, e disse que a
economia campista é sustentada pelo agronegócio. Acho que ele fez uma piada,
pois todos sabem que a agropecuária de Campos enfrenta uma profunda decadência,
com duas usinas em grave crise financeira, inclusive a usina dele, e sem matéria-prima
(cana-de-açúcar) para moer. O município hoje é sustentado pelas rendas geradas
pela Petrobras, que está em Macaé, e pelo Porto do Açu, em São João da Barra,
ou não?
Já
na economia do petróleo de Macaé, os investimentos na agricultura se elevaram,
nos primeiros seis meses de 2026, em 31,7%, em uma economia que depende
majoritariamente da Petrobras. Em Rio das Ostras, a agricultura perdeu
relevância há algum tempo; o município hoje é sustentado pela Zona Especial de
Negócios (ZEN), razão pela qual foram aplicados na agricultura R$ 10 mil entre
janeiro e junho de 2025, e apenas R$ 5 mil no mesmo período de 2026.
Portanto,
em face desses números, pode-se dizer que no primeiro semestre de 2026 a
agricultura foi prestigiada em Campos e em Macaé, e em 2025 somente em Macaé.
Em Rio das Ostras, como falamos acima, a agricultura perdeu sua relevância.
Esse é o quadro dos investimentos na agricultura da região Norte Fluminense e
Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos
O
infográfico mostra a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026,
das prefeituras de Campos e de Macaé, no que diz respeito aos investimentos
realizados por cada um deles, cujos dados foram retirados do TCE-RJ.
Enquanto
Campos, uma economia de serviços de baixo valor agregado, elevou os
investimentos em mais de 95% no período analisado, Macaé, a economia do
petróleo em função da pujança da Petrobras implantada em seu território,
aumentou os investimentos públicos em 13%. Porém, em termos absolutos, os
investimentos de Macaé superaram, e muito, os de Campos.
Portanto,
em função dos dados acima, pode-se dizer que, em obras e investimentos nos
primeiros seis meses de 2026, Macaé, também pela robustez do seu orçamento
total para 2026, que ultrapassa a cifra de R$ 5,8 bilhões, teve um expressivo
investimento público do ponto de vista nominal. Ainda assim, é em Campos que o
salto percentual mais chama atenção — sinal de que a cidade começa, embora
tardiamente, a acelerar sua própria execução orçamentária.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra
O
infográfico acima retrata a dinâmica do emprego no comércio dos municípios de
Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no mês de junho de 2026 em
relação a junho de 2025. Os dados revelam contrastes acentuados entre cidades
que expandiram suas vagas e aquelas que sofreram retrações severas, como
veremos abaixo.
Em
Campos, ocorreu uma expansão de 21,1% em junho de 2026 em relação a junho de
2025. O mês de junho é importante para a economia de Campos, porque é quando
ela é irrigada com as rendas do setor sucroalcooleiro, em função da safra
sazonal da cana, que termina, o mais tardar, em setembro. Então, via de regra,
a atividade comercial é beneficiada, como se observou através dos dados da
empregabilidade.
Em
Macaé, numa conjuntura bem atípica, ocorreu uma queda de 95,8% dos postos de
trabalho em junho de 2026. Estranhamente, Macaé, que tem uma renda local
sustentada pela Petrobras, presente em seu território, o emprego teve um
comportamento, que chama muita atenção e merece uma investigação mais
detalhada.
Rio
das Ostras teve uma expansão de 68,8%, o que não é uma novidade do ponto de
vista econômico, pois lá existe a Zona Especial de Negócios (ZEN), que dá
sustentabilidade, a médio e longo prazo, ao sistema econômico local e bem-estar
social à população local.
E
São João da Barra, a despeito do megainvestimento do Porto do Açu, o comércio
sempre teve muita dificuldade para criar empregos formais. A verdade tem que
ser dita: o setor comercial da economia de São João da Barra funciona muito
informalmente. O que é um aspecto negativo a se ressaltar, pois todos perdem,
do trabalhador ao setor público, que perde arrecadação de impostos. Por essas e
outras razões, o comércio encolheu 33,3% no que diz respeito ao emprego.
Portanto,
aí estão os dados do mercado de trabalho dos municípios evidenciados no
infográfico.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Milhões aplicados, dúvida que permanece: a saúde pública entrega o que promete em Campos e Macaé?
No
comparativo dos investimentos em saúde de janeiro a junho de 2025 e de 2026,
segundo a execução orçamentária encaminhada ao TCE-RJ, verifica-se que a
secretaria de saúde de Campos, no primeiro semestre de 2026, em relação ao
mesmo período do ano passado, aplicou 10,62% a mais. Em valores absolutos, no
semestre de 2026 destinou R$ 542,13 milhões.
Já
Macaé, de janeiro a junho de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025,
elevou os gastos na saúde em 25,13%. Em números absolutos, os recursos
aplicados na saúde macaense foram de R$ 417,2 milhões em 2025 e R$ 522 milhões
em 2026.
Portanto,
no primeiro semestre de 2026, Campos teve o maior investimento absoluto na
saúde, e Macaé, o maior crescimento dos gastos no mesmo período. Com isso,
pode-se dizer: são dois municípios onde a pasta da saúde é milionária. Resta
saber se as populações estão sendo bem atendidas. Porque o dinheiro não está
faltando. Olha para os números. Eles são exorbitantes!
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Campos lidera geração de empregos em junho de 2026, mas ainda sente falta de indústria sustentável
No
panorama do emprego industrial entre os meses de junho de 2025 e 2026, segundo
os dados do CAGED, separamos os dois municípios que tiveram expansão na
empregabilidade no mês de junho de 2026 em relação ao mês de junho de 2025, e
os dois que tiveram retração.
Como
é o caso de Campos, que teve um crescimento de 472,50%, saltando de 40 postos
de trabalho em junho de 2025 para 229 postos em junho de 2026, obviamente por
conta do efeito sazonal da safra do setor sucroalcooleiro. Esse comportamento
demonstra claramente a força das duas usinas em decadência financeira na
economia local. Por outro lado, tal conjuntura reacende o debate a respeito da
industrialização da economia de Campos. O que me deixa à vontade para dizer:
que falta faz a Campos um setor industrial que tivesse sustentabilidade no
médio e no longo prazo. Não se pode esquecer jamais que oportunidade para
industrializar a economia de Campos não faltou em anos recentes de muita
fartura de dinheiro dos royalties, com a criação do Fundo de Desenvolvimento
Econômico (FUNDECAM), cuja experiência da prefeitura local, em governos
passados antes do atual, foi frustrante por diversas razões que o povo campista
está cansado de saber, e é desnecessário salientar aqui para não sermos
redundantes e cansativos. Com isso, quem paga pela inoperância dos gestores
campistas do passado é realmente a população que não tem empregos formais.
Agora não adianta chorar o leite derramado.
Já
em Rio das Ostras, os postos na indústria cresceram 573,33%, subindo de 15
postos em junho de 2025 para 101 postos em junho de 2026. Porém, quem observa
apenas a variação percentual de Rio das Ostras pode achar que a indústria da
Zona Especial de Negócios (ZEN) está num eldorado econômico. Os números
absolutos refutam totalmente o absurdo estatístico dos números relativos.
Do
lado da retração, Macaé teve uma redução de 53,44%, saindo em junho de 2025 de
262 empregos e caindo para 122 em junho de 2026, a despeito de existir no
território macaense a base da Petrobrás. Realmente, a economia macaense em
junho ficou devendo.
A
outra foi São João da Barra, terra do porto do Açu, onde os empregos
industriais encolheram 177,22%, constituindo assim um cenário crítico, pois
saiu de um saldo positivo de 79 empregos em junho de 2025 para um saldo
negativo de 61 em junho de 2026. Uma pergunta não quer calar: cadê os empregos
do porto? É uma conjuntura muito estranha!
Por
fim, vale ressaltar que os dois cenários de menos empregos em junho de 2026
foram registrados em duas cidades do Norte Fluminense que hospedam dois
megainvestimentos: em Macaé, a base econômica da Petrobrás; e em São João da
Barra, a estrutura econômica e logística do Porto do Açu.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia
Ainda
sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de
trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em
relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho
local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.
Como
se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor
industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho
de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações
das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia
local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente
saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra.
Senão, elas não moem.
A
agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de
empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em
junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até
setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória
de desaceleração pelo final da safra da cana.
No
que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos
empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na
economia, também por conta da safra da cana.
Já
o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da
renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo
líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de
2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços
encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.
Por
fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano,
saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo
para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira
assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na
construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política
pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem
ganhando. Isso é muito bom!
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua
Segundo
o Panorama da Vulnerabilidade Social, elaborado com base nos registros do
CADÚNICO do governo federal para os municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras
e São João da Barra, é possível comparar o crescimento e a variação do número
de pessoas cadastradas entre julho de 2025 e julho de 2026, ou seja, em um
intervalo de 12 meses.
Pode-se
constatar que a única cidade a apresentar uma leve redução da pobreza, no
período analisado, foi a economia de serviços de Campos. Enquanto isso, na
economia do petróleo de Macaé, onde está implantada a base da Petrobras e
existem muitas oportunidades de emprego e renda, a pobreza elevou-se em 6,11%,
sendo esse, inclusive, o maior índice de variação percentual entre as cidades
do presente estudo. Em Rio das Ostras, outro município com boas oportunidades
de emprego por conta das empresas multinacionais da Zona Especial de Negócios
(ZEN), a vulnerabilidade social também cresceu, com variação de 3,78%. Já em
São João da Barra, terra do Porto do Açu e de um oceano de prosperidade e vagas
de emprego, a pobreza aumentou 4,61%.
Portanto,
os números da vulnerabilidade social, ou da pobreza, levantados nesta
pesquisa, neste comparativo de 12 meses, mostram uma realidade dura e
contraditória. Os municípios ricos em função da extração do petróleo e dos
grandes investimentos em seus respectivos territórios, como são os casos de
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, tiveram elevação no número de
cadastrados no CADÚNICO em julho de 2026. Já Campos, com sua economia de
prestação de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos
trabalhadores, teve uma pequena redução. Para isso, existem vários argumentos
possíveis. Um deles está relacionado ao modelo capitalista concentrador de
renda e fábrica de exclusão social. Essa seria a primeira e mais objetiva
explicação, lembrando sempre que existem outras.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023
Mais
uma vez, a queda dos preços dos alimentos protagoniza a redução da inflação no
Brasil, pois, no dia de hoje, o IBGE divulgou o IPCA-15 de julho, que é a
prévia da inflação. O índice ficou em 0,06%, 0,35 ponto percentual abaixo do
índice de junho, que foi de 0,41%, o que contraria todas as previsões dos
agentes de mercado, que apostavam todas as fichas em um IPCA-15 de 0,22%.
Apenas para ressaltar, é o menor IPCA-15 desde julho de 2023, quando ele caiu
0,07%. No acumulado do ano, o índice é de 3,51%, e no acumulado de 12 meses ele
ficou em 4,52%.
O
grupo responsável por puxar o resultado para baixo este mês foi o dos
alimentos, como salientamos acima. A alimentação no domicílio teve recuo de
1,14% em julho, refletindo quedas nos preços do tomate (-19,95%), da
batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já no lado das altas,
ficaram a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). O IPCA-15 só não foi menor
porque a energia elétrica subiu 3,03%.
Portanto,
o cenário dos preços da economia brasileira é favorável à redução da taxa de
juros Selic pelo Banco Central do Brasil. A taxa de juros alta do país está
estrangulando a atividade econômica, e muitos empresários têm reclamado, pois o
crédito no Brasil está muito caro na atual conjuntura.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Macaé lidera em investimento, Campos lidera em dívida: o retrato fiscal do Norte Fluminense em quatro meses de 2026
O
infográfico apresenta os dados sobre a amortização da dívida, os juros e
encargos da dívida e os investimentos das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das
Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026,
segundo o TCE-RJ.
No
caso de Campos, o pagamento dos juros aumentou 59,45% em 2026, a amortização no
mesmo período recuou 21,39% e os investimentos se elevaram 48,67%.
Em
Macaé não existe dívida no período analisado, e o município investiu, em termos
absolutos, mais de R$ 71 milhões nos primeiros quatro meses de 2026.
Em
Rio das Ostras, os investimentos cresceram mais de 4 mil por cento de janeiro a
abril de 2026, numa ilusão estatística, pois a cidade teve, em 2025, apenas um
pouco mais de R$ 36 mil em investimento público municipal; não pagou juros, e a
amortização da dívida teve um leve aumento de 6,67%.
Já
São João da Barra teve retração de 77,80% nos investimentos no primeiro
quadrimestre de 2026; os juros e encargos, no mesmo período, somaram um pouco
mais de R$ 269 mil, ante zero em 2025; e a amortização da dívida se elevou
16,40%.
Portanto,
diante desse cenário de dívida e investimentos nos municípios produtores de
petróleo, com orçamentos públicos bilionários, podemos dizer que a melhor saúde
fiscal é a de Macaé: sem dívida e com investimentos consideráveis em termos
absolutos, tanto em 2025 quanto em 2026. Ou seja, a dívida é sempre uma ameaça
aos investimentos.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa
Segundo
dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está
endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros,
apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são
referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se
de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a
capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.
Embora
exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do
governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de
brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de
devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do
período mencionado são de arrepiar.
São
vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro
foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo,
que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes,
os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é
inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada
pelo Banco Central do Brasil.
Portanto,
o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação
para se lamentar.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio
O
gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos
municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada
Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em
comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos,
como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que
pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.
Todos
os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado,
não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá
(-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu
(-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo
ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma
questão específica de cada prefeitura.
Cabe
ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre
junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os
efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo
conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos
repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma,
é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste
post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro
proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o
petróleo.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Escalada entre EUA e Irã leva Brent a quase US$ 100 e beneficia prefeituras da Bacia de Campos e de Santos
Com
a escalada do conflito geopolítico e geoeconômico no Oriente Médio, em função
das dificuldades existentes entre os Estados Unidos e o Irã em sentarem-se à
mesa para negociar, o petróleo tipo Brent, referência global para o preço do
petróleo, ultrapassou, ontem, os US$ 95,00.
Tal
conjuntura tem preocupado as autoridades mundiais, que já vislumbram a
possibilidade da volta da inflação, a elevação da taxa de juros pelos Bancos
Centrais e a redução do crescimento econômico, com a queda dos investimentos e
o consequente aumento do desemprego neste ano de 2026. O que é bastante
preocupante: por conta de um maluco, chamado Donald Trump, o mundo paga a
conta!
E,
se a dificuldade de negociação entre os dois países perdurar por mais tempo, o
preço do barril do petróleo poderá ultrapassar os US$ 100,00, agravando os
problemas econômicos e sociais na economia global.
Por
fim, como sempre destacamos para lembrar o leitor: esse aumento do petróleo
fará, sim, jorrar mais dinheiro nos caixas das prefeituras petrorrentistas do
estado do Rio de Janeiro. Ou seja, a guerra que mata crianças inocentes é a
mesma que faz a alegria dos prefeitos da Bacia de Campos e de Santos, do ponto
de vista financeiro. Para finalizar, vale a pena ressaltar: a arrecadação
dessas prefeituras continua na trajetória ascendente!
terça-feira, 21 de julho de 2026
Campos, Rio das Ostras e São João da Barra aceleram — só Macaé destoa na construção civil
No
que diz respeito aos empregos da construção civil, segundo o CAGED de maio de
2026 em relação a maio de 2025, nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras
e São João da Barra, observa-se, todavia, no gráfico, uma inversão de tendência
na empregabilidade da economia de Campos, que se recuperou do saldo líquido
negativo de maio de 2025 em maio de 2026.
Na
economia do petróleo de Macaé, verifica-se, também, um movimento inverso: em
maio de 2025 o saldo líquido era positivo e passou a ser negativo em maio de
2026. Ou seja, em Macaé, a terra do petróleo, a construção civil desacelerou.
Já
em Rio das Ostras e São João da Barra a recuperação foi positiva: ambas as
cidades saíram de saldos negativos para números positivos em maio de 2026.
Portanto,
a construção civil, responsável por uma gama de empregos de pouca qualificação,
conforme os números, perdeu fôlego somente em Macaé. Nos demais municípios, o
quadro foi positivo.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Campos é a maior cidade da região — e paga o pior salário
De acordo
com os dados da renda média mensal dos trabalhadores formais em salário mínimo
do setor privado, dos municípios registrados no gráfico, referentes aos anos de
2023 e 2024, segundo o IBGE, pode-se observar que, no caso de Campos, em 2024 ocorreu uma
expansão de 4,76%. Em Macaé, neste mesmo período, houve uma pequena retração de
1,75%. Em Rio das Ostras a renda permaneceu estável, e em São João da Barra
ocorreu um aumento de 4,26%.
Todavia,
quando se compara em termos absolutos o número de salários mínimos pagos pelas
empresas dos municípios aqui analisados, constata-se que, em Macaé, as
empresas, por conta da economia do petróleo, pagam os maiores salários da
região. Em segundo lugar vem a economia de São João da Barra, com as empresas
vinculadas à estrutura logística do Porto do Açu remunerando os trabalhadores
com quase cinco salários mínimos nos dois anos analisados. Em terceiro lugar,
Rio das Ostras, com as empresas da Zona Especial de Negócios (ZEN), remunerando
os trabalhadores do setor produtivo local com quase quatro salários mínimos. E
segurando a lanterninha está a economia de Campos, estruturada em cima de uma
indústria em decadência, que é a sucroalcooleira, e de uma indústria de
cerâmicas que, mal ou bem, ainda tem um bom desempenho, além da atividade
comercial e de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos
trabalhadores. Esses dados demonstram claramente o que a gente discute há
alguns anos: a fragilidade da economia de Campos.
Por fim,
ressalta-se que os municípios que possuem economias com grandes investimentos,
como Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, têm renda média elevada. Como a
economia de Campos é de atividades de baixo valor econômico, a renda média é
pequena. É simples assim!
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Em São João da Barra, 3 em cada 4 moradores estão no CadÚnico — cadê os empregos do Porto do Açu?
Segundo os dados estatísticos sobre a pobreza
que assola a região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro no mês de
junho de 2026, onde estão implantados a
Petrobras e o Porto do Açu e que, por conta disso, é um território com uma das
maiores rendas per capita do Brasil, cujos dados foram retirados do CadÚnico do
governo federal.
Pode-se
observar no infográfico acima que o maior índice de pobreza é do município de
São João da Barra, com 73,48%, que tem a menor população e a maior
vulnerabilidade social, onde aproximadamente três em cada quatro habitantes
sanjoanenses estão cadastrados no CadÚnico, na terra do Porto do Açu, que
supostamente possui maiores oportunidades de emprego e renda para a população.
Esses dados são estarrecedores, porque há muita gente numa cidade só em
vulnerabilidade social. Além do mais, a prefeitura tem um orçamento para este
ano de quase um bilhão de reais. Haja contraste!
No
caso de Campos, estão cadastradas no CadÚnico 213.688 pessoas em termos
absolutos, ou 41,17%, o que não é pouco, numa cidade onde a desigualdade social
historicamente é uma marca desde os tempos áureos do açúcar, passando pelo
ciclo do petróleo e chegando agora a uma economia que agoniza. Haja pobreza!
Em
Rio das Ostras, a pobreza também é uma aberração e chega a 40%, numa cidade que
tem muitas oportunidades de empregabilidade. Tal conjuntura é inexplicável!
Por
fim, temos Macaé que, apesar de ter o menor índice de pobreza dos quatro
municípios analisados, 37,80%, também é um município de oportunidades de
emprego por abrigar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e mesmo assim se verifica
uma vulnerabilidade muito grande. Com isso, pode-se dizer que os números
continuam revelando um cenário deplorável no Norte Fluminense do Rio de
Janeiro, no que tange ao aspecto social. Que dura realidade!
Obs:
O índice de pobreza de Macaé é de 37,80% e não de 37,30% como está na arte do
gráfico.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5%
No
que diz respeito a Campos, uma economia de serviços e com um setor industrial
que sobrevive a duras penas, com duas usinas em profunda dificuldade
financeira. No mês de maio de 2025, como em 2026, os empregos na indústria
aumentaram e se mantiveram dentro de uma curva de sustentabilidade relativa, em
função da safra sazonal da cana-de-açúcar, que se inicia no mês e vai, no mais
tardar, até setembro. Após esse período, a indústria passa a patinar e a
desempregar. Essa é a dura realidade de Campos. E quem sustenta a economia
local é o Porto do Açu e a Petrobras.
Já
no que diz respeito a Rio das Ostras, o percentual de criação de empregos na
indústria deu um salto de 200%. Se olharmos em termos absolutos, o município
que abriga a Zona Especial de Negócios (ZEN) criou somente três empregos em
2025 e nove em 2026. Pela estrutura industrial que possui, o município, é muito
pouco.
Já
Macaé, a terra da Petrobras, e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, dois
motores de crescimento econômico regional, a decepção foi grande. Em Macaé, os
empregos recuaram 59,5%, e em São João da Barra, 127,0%, sendo que o pior é que
o saldo líquido é negativo em maio de 2026 na economia sanjoanense.
Portanto,
aí está o cenário dos empregos na indústria numa região que possui uma das
maiores rendas per capita do Brasil. Ou seja, a indústria local em maio
patinou!
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio
O
petróleo tipo Brent voltou a subir no dia de ontem por conta do aumento da
tensão entre os EUA e o Irã, em função da ameaça do presidente Trump de cobrar
pedágio sobre as embarcações que passarem pelo Estreito de Ormuz. Sempre ele.
Nesse
local passa uma boa parte do petróleo do Oriente Médio, cerca de 20%, para
irrigar a maioria das economias do mundo capitalista. O barril chegou a atingir
US$ 87,00 e aumentou 16% no acumulado do mês de julho; porém, logo depois, o
presidente americano, mantendo o seu comportamento vacilante de fazer política,
desistiu da ideia, e o preço do petróleo no mercado internacional recuou, mas
se manteve num patamar ainda alto, o que deixa de ser positivo para as
economias como um todo.
Tal
comportamento do chefe de Estado e de Governo dos Estados Unidos tem provocado
muita volatilidade nas economias: as Bolsas sobem e outras são derrubadas, e o
preço do dólar também sofre com aumento e diminuição, o que provoca
instabilidade nos agentes econômicos que vivem das exportações e importações.
Apenas um registro: após a posse do presidente americano, o mundo não é o
mesmo. O risco dos negócios elevou-se significativamente.
Outro
aspecto: com a elevação do preço do barril do petróleo, as exportações da
Petrobras se elevam; como decorrência, entram mais divisas no país, e a
consequência direta, entre outros fatores que também pressionam o câmbio, foi a
cotação do dólar chegar a R$ 5,07, o que, de certa forma, favorece o combate à
inflação no Brasil, pois, com o dólar mais barato, a tendência é entrar no
Brasil mais produtos importados. Esse movimento aumenta a concorrência interna
e os preços caem, compensando de certa forma a alta do barril do petróleo.
Mas,
de qualquer forma, a majoração do barril do petróleo, no que diz respeito ao
custo de vida, sempre é uma preocupação devido ao seu forte impacto nas cadeias
de produção, sobretudo nos alimentos, eis que esse item é o que pesa mais na
cesta de consumo das famílias de baixa renda. Ou seja, encarece o arroz e o feijão
na mesa do trabalhador.
O
lado bom do aumento do barril do petróleo é o aumento das receitas dos
royalties e das participações especiais, que vêm ocorrendo há algum tempo,
fazendo, com isso, a alegria dos prefeitos dos municípios produtores de
petróleo que pertencem à Bacia de Campos e à Bacia de Santos, do pré-sal. Um
chora e outro sorri.
Portanto,
a vida funciona assim: o que é bom para um pode não ser para o outro. E assim
caminha a humanidade.

























