quarta-feira, 26 de agosto de 2026

IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24% - Análise realizada por IA


 

IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%


 

O IPCA-15 de agosto, divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.

Os itens dos preços relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente anterior.

Importa lembrar, embasado nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da política monetária.

Para quem não sabe o que é uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que, por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.

Por fim, a divulgação da deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente notícia!

 


 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026 - Análise realizada por IA


 

Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026

 

Os investimentos públicos de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram 76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.

No que diz respeito à amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em 2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o município não pagou juros e encargos.

Portanto, esse é o quadro do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU - Análise realizada por IA


 

Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU

O infográfico apresenta a arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo os dados do site do TCE-RJ.

São João da Barra, a terra do Porto do Açu, foi o município que mais elevou a receita do IPTU no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, em termos relativos, ficando em 64,45%. Já Campos dos Goytacazes é o que possui a maior arrecadação em termos absolutos, conforme os números levantados. Portanto, dinheiro tem!

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Dinheiro não falta: na região do petróleo, vereador custa caro

 

O infográfico faz uma análise comparativa da execução orçamentária dos Poderes Legislativos ou Câmaras municipais de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra do primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

Em Campos, não se pode calcular a variação percentual, tendo em vista, talvez, um erro na hora de se confeccionar o relatório de execução orçamentária do ano de 2025, cujo valor executado pela Câmara local foi de apenas R$ 54.744,66. Porém, o valor do primeiro semestre de 2026 foi de R$ 17,7 milhões.

Em Macaé, os gastos com os vereadores aumentaram 22,85%; os de Rio das Ostras cresceram 18,99%; e os de São João da Barra, 12,29%. É importante o contribuinte ter conhecimento dessas despesas, porque quem paga essa conta é a sociedade e os vereadores. Os edis dessas cidades estão custando muito caro ao erário. Precisamos saber se eles estão realmente cumprindo as suas atribuições constitucionais. Ou estão apenas fazendo figuração.

Por fim, é importante lembrar que o orçamento das Câmaras é limitado pelo art. 29-A da Constituição Federal, que fixa o teto de despesa do Legislativo Municipal conforme a população de cada cidade: 7% para municípios com até 100 mil habitantes, caso de São João da Barra; 6% para os que têm entre 100 mil e 300 mil habitantes, caso de Macaé e Rio das Ostras; e 4,5% para os que ultrapassam 500 mil habitantes, caso de Campos dos Goytacazes,  o menor teto entre os quatro. Esse percentual incide sobre a receita tributária própria e as transferências constitucionais arrecadadas pelo Executivo no exercício anterior, repassada à Câmara em duodécimos mensais, os royalties do petróleo, por serem receita patrimonial, ficam de fora dessa conta. É por isso que Macaé, mesmo empatada com Rio das Ostras no teto de 6%, tem o maior orçamento executado entre os quatro: o ISS e a cota-parte do ICMS do município, ambos inflados pela intensa atividade de serviços ligada à indústria offshore, elevam sua base de cálculo muito acima da dos vizinhos.

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Líder em 2025, Campos despenca 68% em serviços e perde o posto para Macaé e São joão da Barra - Análise realizada por IA


 

Líder em 2025, Campos despenca 68% em serviços e perde o posto para Macaé e São joão da Barra

 

O infográfico apresenta o saldo líquido do emprego do mercado de trabalho de serviços dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de junho de 2025 e 2026, segundo o CAGED.

Importante ressaltar, logo de início, que o saldo agregado dos quatro municípios saltou de 928 empregos em junho de 2025 para 1.070 em junho de 2026; o crescimento foi de 15,3%.

Agora, de forma individual, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, os empregos de Campos reduziram 67,9%, os de Macaé,  a economia do petróleo, aumentaram 116,3%, os de Rio das Ostras caíram 64,8% e os de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, cresceram 484,2%.

Portanto, o destaque é a inversão de liderança: Campos era disparado o maior saldo em 2025, com 486, e despenca para 156 em 2026, enquanto Macaé e São João da Barra assumem o protagonismo, juntas, somam 865 vagas em 2026, mais que o total regional inteiro de 2025. É isso aí.

 


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

São João da Barra corta 76% da Cultura e não chega a R$ 500 mil, Campos reduz 39% — enquanto Macaé e Rio das Ostras investem pesado - Análise realizada por IA

 


São João da Barra corta 76% da Cultura e não chega a R$ 500 mil, Campos reduz 39% — enquanto Macaé e Rio das Ostras investem pesado

Segundo a execução orçamentária da pasta da Cultura nas prefeituras de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a junho de 2025 e 2026, e conforme as informações do TCE-RJ refletidas no infográfico acima, é possível traçar um comparativo entre os quatro municípios.

Observa-se que, enquanto Macaé elevou os investimentos na Cultura em 73,53% e Rio das Ostras registrou alta de 24,99%, Campos e São João da Barra caminharam na direção oposta: reduziram, respectivamente, 38,94% e 76,40% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

Portanto, a pasta da Cultura de Macaé e Rio das Ostras parece gozar de prestígio junto a seus prefeitos. Já o valor destinado à Cultura campista, embora ainda representativo, não conseguiu superar o do semestre anterior. Em São João da Barra, por sua vez, a área sequer recebeu R$ 500 mil. É desse jeito!

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Campos fecha o 1º semestre como lanterninha do ISS na região, atrás de Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras- Análise realizada por IA


 

Campos fecha o 1º semestre como lanterninha do ISS na região, atrás de Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras

 


Segundo os dados retirados do site do TCE-RJ sobre a arrecadação do ISS do primeiro semestre de 2025 e 2026 dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, o total de todos os municípios, somado de janeiro a junho de 2025, foi de R$ 845,1 milhões, e no mesmo período de 2026 ele chegou ao patamar de R$ 990,8 milhões, crescendo, assim, 17,23%.

Agora, como pode se verificar no infográfico, a arrecadação de São João da Barra, no período analisado, cresceu, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, em 36,71%; a de Rio das Ostras, em 29,54%; a de Campos, em 19,25%; e a de Macaé, em 11,29%.

Porém, quando se faz uma reflexão sobre os números absolutos, observa-se que Macaé liderou tanto em 2025 como em 2026 por conta da economia do petróleo; logo depois vem São João da Barra, com a economia do Porto do Açu; depois surge Rio das Ostras, com a economia alavancada pela Zona Especial de Negócios (ZEN); e, segurando a lanterna, com uma economia baseada em serviços de baixo valor agregado, temos Campos.

Portanto, enquanto Macaé arrecadou, de ISS, no primeiro semestre de 2026, R$ 631,6 milhões, Campos arrecadou somente R$ 94,3 milhões. Com isso, Campos perde para São João da Barra e Rio das Ostras. Esse é o preço que pagamos por ter uma economia frágil e de baixa dinâmica econômica.

 


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Serasa revela: 9 milhões de empresas brasileiras estão negativadas- Análise realizada por IA


 

Serasa revela: 9 milhões de empresas brasileiras estão negativadas

 

Segundo dados divulgados pelo Serasa até junho de 2026, nove milhões de empresas estão negativadas, sendo a maioria delas pequenas empresas. Em média, cada empresa dessas possui sete contas atrasadas com banco ou fornecedores, cartões e cheque especial.

Todo esse cenário de inadimplência, é importante ressaltar, está relacionado à alta taxa de juros Selic do Banco Central, que está inviabilizando as atividades econômicas e dificultando a geração de negócios pelo país afora. Como estamos cansados de anunciar neste espaço, já passou da hora do Bacen reduzir ainda mais a taxa de juros. Assim não dá!

 


Copom reduz Selic para 14%, menor patamar do ciclo de afrouxamento

 

O infográfico apresenta a evolução da taxa Selic de juros do Banco Central, que define as demais taxas de juros do mercado de bens e serviços. Para quem ainda não sabe, na última reunião do COPOM, a taxa saiu de 14,25%, sua cotação até julho, e atualmente passou para 14% ao ano.

O Banco Central, tudo indica, deverá continuar diminuindo a Selic nas próximas reuniões, até porque a inflação de julho de 2026 foi de apenas 0,07%. Uma boa notícia para o crescimento econômico deste ano!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra - Análise realizada por IA

 




Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra

 


No panorama dos gastos com Assistência Social de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de acordo com o TCE-RJ.

Eles tiveram uma queda de 17,28% na despesa social de Campos, uma redução de 5,20% na despesa de Macaé, ocorreu uma elevação de 12,87% em Rio das Ostras e tiveram uma queda de 2,35% em São João da Barra, a terra do Porto do Açu.

Portanto, ao observar os números, verifica-se que a maior diminuição dos gastos na política social no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado foi a de Campos, de 17,28%. E o único município que teve aumento da despesa da área social foi o de Rio das Ostras, de 12,87%.

Importante lembrar que todos estes municípios destacados neste post são produtores de petróleo e possuem grandes orçamentos públicos municipais sustentados pelos royalties do petróleo, que, nessa conjuntura, aumentam a arrecadação por conta do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã. Um outro aspecto que deve ser salientado: todos os municípios do infográfico apresentam alto índice de pobreza em seus respectivos territórios. Então, é inaceitável que os prefeitos reduzam o dinheiro da Assistência Social!

 


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025 -Análise realizada por IA


 

IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025

 


O IBGE divulgou ontem a inflação do mês de julho de 2026. Ela ficou em 0,07%, o que representa uma redução de 0,19 ponto percentual frente ao índice de julho de 2025, que estava no patamar de 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, e no ano de 2026, em 3,44%.

Tivemos queda nos itens alimentação e bebidas, de 0,67%, e vestuário, com redução de 0,66%. Já o item habitação e energia elétrica registrou respectivamente uma alta de 0,99% e 3,09%.

Com isso, o Banco Central já pode pensar em reduzir mais uma vez a taxa de juros na próxima reunião do Copom.

 


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada - Análise realizada por IA


 

Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada

 

Primeiramente apresentaremos o quantitativo dos empregos somados dos quatro municípios, de janeiro a junho de 2025 que totalizou 9.907 vagas e o do mesmo período de 2026 que atingiu o patamar de 7.829 vagas, o que culminou numa queda de 20,97%.

Agora na apresentação de forma individualizada, a economia de Campos de janeiro a junho de 2025 criou 2.690 empregos e em 2026 gerou 3.213 vagas, no mesmo intervalo uma elevação de 19,44%.

Enquanto isso, Macaé teve uma queda de 50,76%, no ano de 2025 analisado onde criou 5.292 vagas e de janeiro a junho de 2026 somente 2.606 empregos formais. E olha que Macaé tem a economia ancorada na Petrobras. Então, o resultado de seis meses da empregabilidade de 2026 de Macaé é sofrível.

Já Rio das Ostras, assim como Macaé, os empregos encolheram em 40,43%. De janeiro a junho de 2025 foram criados 1.363 postos de trabalho e em 2026, no mesmo recorte de tempo, foram 812 vagas. Muito pouco para uma economia que possui uma expressiva Zona Especial de Negócios (ZEN) com a maioria de empresas multinacionais do mundo do petróleo.

Em São João da Barra, assim como Campos, teve crescimento nos empregos de 113,17%. Porém, quando se observa em termos absolutos os valores, a quantidade de emprego em 2025 foi de um saldo líquido total de 562 e em 2026, de janeiro a junho, de 1.198 postos de trabalho. Uma quantidade pequena para uma economia que hospeda o megainvestimento do Porto do Açu.

Portanto, resumo da ópera, as duas economias que tiveram crescimento da empregabilidade no espaço de tempo analisado em termos relativos foram Campos e São João da Barra, e em termos absolutos foi Campos em 2026 e Macaé em 2025. Um detalhe que não podemos esquecer de ressaltar: o primeiro semestre analisado, em se tratando de Campos, está com as cifras dos empregos gerados pela safra sazonal do setor sucroalcooleiro, que, no segundo semestre de 2026, os trabalhadores contratados serão demitidos, e tudo indica que o resultado do segundo semestre será menor do que o do primeiro. A conferir futuramente.

 


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes - Análise realizada por IA


 

Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes

Este infográfico compara a execução orçamentária, através da despesa liquidada, da Função Agricultura de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé e Rio das Ostras.

Como se observa pelos dados, em Campos foram aplicados pouco mais de R$ 523 mil no primeiro semestre de 2025, e no primeiro semestre de 2026 esse valor ultrapassou os R$ 4 milhões; por conta dessa discrepância, a variação percentual foi de 759,8%. Nada mais do que isso.

É importante ressaltar que os valores de 2025 foram aplicados na gestão do então prefeito Wladimir Garotinho,que, como os números mostram, tinha pouco respeito e consideração pela agricultura local. Já os valores de 2026 foram aplicados na gestão de Frederico Paes, vice-prefeito do titular anterior, que assumiu os destinos do município a partir de abril. Como toda a cidade sabe,  e é redundante repetir, o vice que chegou ao comando é oriundo do segmento agropecuário; em razão disso, deve estar priorizando a agricultura logo no início de sua gestão.

Inclusive, apenas para ilustrar: o atual prefeito Frederico Paes, na abertura do rodeio da Exposição Agropecuária de Campos, se empolgou, imagino eu, e disse que a economia campista é sustentada pelo agronegócio. Acho que ele fez uma piada, pois todos sabem que a agropecuária de Campos enfrenta uma profunda decadência, com duas usinas em grave crise financeira,  inclusive a usina dele, e sem matéria-prima (cana-de-açúcar) para moer. O município hoje é sustentado pelas rendas geradas pela Petrobras, que está em Macaé, e pelo Porto do Açu, em São João da Barra, ou não?

Já na economia do petróleo de Macaé, os investimentos na agricultura se elevaram, nos primeiros seis meses de 2026, em 31,7%, em uma economia que depende majoritariamente da Petrobras. Em Rio das Ostras, a agricultura perdeu relevância há algum tempo; o município hoje é sustentado pela Zona Especial de Negócios (ZEN), razão pela qual foram aplicados na agricultura R$ 10 mil entre janeiro e junho de 2025, e apenas R$ 5 mil no mesmo período de 2026.

Portanto, em face desses números, pode-se dizer que no primeiro semestre de 2026 a agricultura foi prestigiada em Campos e em Macaé, e em 2025 somente em Macaé. Em Rio das Ostras, como falamos acima, a agricultura perdeu sua relevância. Esse é o quadro dos investimentos na agricultura da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro.

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos - Análise realizada por IA


 

Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos

O infográfico mostra a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026, das prefeituras de Campos e de Macaé, no que diz respeito aos investimentos realizados por cada um deles, cujos dados foram retirados do TCE-RJ.

Enquanto Campos, uma economia de serviços de baixo valor agregado, elevou os investimentos em mais de 95% no período analisado, Macaé, a economia do petróleo em função da pujança da Petrobras implantada em seu território, aumentou os investimentos públicos em 13%. Porém, em termos absolutos, os investimentos de Macaé superaram, e muito, os de Campos.

Portanto, em função dos dados acima, pode-se dizer que, em obras e investimentos nos primeiros seis meses de 2026, Macaé, também pela robustez do seu orçamento total para 2026, que ultrapassa a cifra de R$ 5,8 bilhões, teve um expressivo investimento público do ponto de vista nominal. Ainda assim, é em Campos que o salto percentual mais chama atenção — sinal de que a cidade começa, embora tardiamente, a acelerar sua própria execução orçamentária.

 

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra- Análise realizada por IA


 

Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra

 

O infográfico acima retrata a dinâmica do emprego no comércio dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no mês de junho de 2026 em relação a junho de 2025. Os dados revelam contrastes acentuados entre cidades que expandiram suas vagas e aquelas que sofreram retrações severas, como veremos abaixo.

Em Campos, ocorreu uma expansão de 21,1% em junho de 2026 em relação a junho de 2025. O mês de junho é importante para a economia de Campos, porque é quando ela é irrigada com as rendas do setor sucroalcooleiro, em função da safra sazonal da cana, que termina, o mais tardar, em setembro. Então, via de regra, a atividade comercial é beneficiada, como se observou através dos dados da empregabilidade.

Em Macaé, numa conjuntura bem atípica, ocorreu uma queda de 95,8% dos postos de trabalho em junho de 2026. Estranhamente, Macaé, que tem uma renda local sustentada pela Petrobras, presente em seu território, o emprego teve um comportamento, que chama muita atenção e merece uma investigação mais detalhada.

Rio das Ostras teve uma expansão de 68,8%, o que não é uma novidade do ponto de vista econômico, pois lá existe a Zona Especial de Negócios (ZEN), que dá sustentabilidade, a médio e longo prazo, ao sistema econômico local e bem-estar social à população local.

E São João da Barra, a despeito do megainvestimento do Porto do Açu, o comércio sempre teve muita dificuldade para criar empregos formais. A verdade tem que ser dita: o setor comercial da economia de São João da Barra funciona muito informalmente. O que é um aspecto negativo a se ressaltar, pois todos perdem, do trabalhador ao setor público, que perde arrecadação de impostos. Por essas e outras razões, o comércio encolheu 33,3% no que diz respeito ao emprego.

Portanto, aí estão os dados do mercado de trabalho dos municípios evidenciados no infográfico.

 


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Milhões aplicados, dúvida que permanece: a saúde pública entrega o que promete em Campos e Macaé? - Análise realizada por IA


 

Milhões aplicados, dúvida que permanece: a saúde pública entrega o que promete em Campos e Macaé?

 

No comparativo dos investimentos em saúde de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária encaminhada ao TCE-RJ, verifica-se que a secretaria de saúde de Campos, no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, aplicou 10,62% a mais. Em valores absolutos, no semestre de 2026 destinou R$ 542,13 milhões.

Já Macaé, de janeiro a junho de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025, elevou os gastos na saúde em 25,13%. Em números absolutos, os recursos aplicados na saúde macaense foram de R$ 417,2 milhões em 2025 e R$ 522 milhões em 2026.

Portanto, no primeiro semestre de 2026, Campos teve o maior investimento absoluto na saúde, e Macaé, o maior crescimento dos gastos no mesmo período. Com isso, pode-se dizer: são dois municípios onde a pasta da saúde é milionária. Resta saber se as populações estão sendo bem atendidas. Porque o dinheiro não está faltando. Olha para os números. Eles são exorbitantes!

 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Campos lidera geração de empregos em junho de 2026, mas ainda sente falta de indústria sustentável

 

No panorama do emprego industrial entre os meses de junho de 2025 e 2026, segundo os dados do CAGED, separamos os dois municípios que tiveram expansão na empregabilidade no mês de junho de 2026 em relação ao mês de junho de 2025, e os dois que tiveram retração.

Como é o caso de Campos, que teve um crescimento de 472,50%, saltando de 40 postos de trabalho em junho de 2025 para 229 postos em junho de 2026, obviamente por conta do efeito sazonal da safra do setor sucroalcooleiro. Esse comportamento demonstra claramente a força das duas usinas em decadência financeira na economia local. Por outro lado, tal conjuntura reacende o debate a respeito da industrialização da economia de Campos. O que me deixa à vontade para dizer: que falta faz a Campos um setor industrial que tivesse sustentabilidade no médio e no longo prazo. Não se pode esquecer jamais que oportunidade para industrializar a economia de Campos não faltou em anos recentes de muita fartura de dinheiro dos royalties, com a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDECAM), cuja experiência da prefeitura local, em governos passados antes do atual, foi frustrante por diversas razões que o povo campista está cansado de saber, e é desnecessário salientar aqui para não sermos redundantes e cansativos. Com isso, quem paga pela inoperância dos gestores campistas do passado é realmente a população que não tem empregos formais. Agora não adianta chorar o leite derramado.

Já em Rio das Ostras, os postos na indústria cresceram 573,33%, subindo de 15 postos em junho de 2025 para 101 postos em junho de 2026. Porém, quem observa apenas a variação percentual de Rio das Ostras pode achar que a indústria da Zona Especial de Negócios (ZEN) está num eldorado econômico. Os números absolutos refutam totalmente o absurdo estatístico dos números relativos.

Do lado da retração, Macaé teve uma redução de 53,44%, saindo em junho de 2025 de 262 empregos e caindo para 122 em junho de 2026, a despeito de existir no território macaense a base da Petrobrás. Realmente, a economia macaense em junho ficou devendo.

A outra foi São João da Barra, terra do porto do Açu, onde os empregos industriais encolheram 177,22%, constituindo assim um cenário crítico, pois saiu de um saldo positivo de 79 empregos em junho de 2025 para um saldo negativo de 61 em junho de 2026. Uma pergunta não quer calar: cadê os empregos do porto? É uma conjuntura muito estranha!

Por fim, vale ressaltar que os dois cenários de menos empregos em junho de 2026 foram registrados em duas cidades do Norte Fluminense que hospedam dois megainvestimentos: em Macaé, a base econômica da Petrobrás; e em São João da Barra, a estrutura econômica e logística do Porto do Açu.

 


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia-Análise realizada por IA


 

Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia

 

Ainda sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.

Como se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra. Senão, elas não moem.

A agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória de desaceleração pelo final da safra da cana.

No que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na economia, também por conta da safra da cana.

Já o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.

Por fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano, saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem ganhando. Isso é muito bom!


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua - Análise realizada por IA


 

Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua

 

JULHO de 2025 e 2026

Segundo o Panorama da Vulnerabilidade Social, elaborado com base nos registros do CADÚNICO do governo federal para os municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, é possível comparar o crescimento e a variação do número de pessoas cadastradas entre julho de 2025 e julho de 2026, ou seja, em um intervalo de 12 meses.

Pode-se constatar que a única cidade a apresentar uma leve redução da pobreza, no período analisado, foi a economia de serviços de Campos. Enquanto isso, na economia do petróleo de Macaé, onde está implantada a base da Petrobras e existem muitas oportunidades de emprego e renda, a pobreza elevou-se em 6,11%, sendo esse, inclusive, o maior índice de variação percentual entre as cidades do presente estudo. Em Rio das Ostras, outro município com boas oportunidades de emprego por conta das empresas multinacionais da Zona Especial de Negócios (ZEN), a vulnerabilidade social também cresceu, com variação de 3,78%. Já em São João da Barra, terra do Porto do Açu e de um oceano de prosperidade e vagas de emprego, a pobreza aumentou 4,61%.

Portanto, os números da vulnerabilidade social, ou da pobreza, levantados nesta pesquisa, neste comparativo de 12 meses, mostram uma realidade dura e contraditória. Os municípios ricos em função da extração do petróleo e dos grandes investimentos em seus respectivos territórios, como são os casos de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, tiveram elevação no número de cadastrados no CADÚNICO em julho de 2026. Já Campos, com sua economia de prestação de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos trabalhadores, teve uma pequena redução. Para isso, existem vários argumentos possíveis. Um deles está relacionado ao modelo capitalista concentrador de renda e fábrica de exclusão social. Essa seria a primeira e mais objetiva explicação, lembrando sempre que existem outras.

 


terça-feira, 28 de julho de 2026

Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023 - Análise realizada por IA


 

Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023

Mais uma vez, a queda dos preços dos alimentos protagoniza a redução da inflação no Brasil, pois, no dia de hoje, o IBGE divulgou o IPCA-15 de julho, que é a prévia da inflação. O índice ficou em 0,06%, 0,35 ponto percentual abaixo do índice de junho, que foi de 0,41%, o que contraria todas as previsões dos agentes de mercado, que apostavam todas as fichas em um IPCA-15 de 0,22%. Apenas para ressaltar, é o menor IPCA-15 desde julho de 2023, quando ele caiu 0,07%. No acumulado do ano, o índice é de 3,51%, e no acumulado de 12 meses ele ficou em 4,52%.

O grupo responsável por puxar o resultado para baixo este mês foi o dos alimentos, como salientamos acima. A alimentação no domicílio teve recuo de 1,14% em julho, refletindo quedas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já no lado das altas, ficaram a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). O IPCA-15 só não foi menor porque a energia elétrica subiu 3,03%.

Portanto, o cenário dos preços da economia brasileira é favorável à redução da taxa de juros Selic pelo Banco Central do Brasil. A taxa de juros alta do país está estrangulando a atividade econômica, e muitos empresários têm reclamado, pois o crédito no Brasil está muito caro na atual conjuntura.

 

 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Macaé lidera em investimento, Campos lidera em dívida: o retrato fiscal do Norte Fluminense em quatro meses de 2026 - Análise realizada por IA

 


Macaé lidera em investimento, Campos lidera em dívida: o retrato fiscal do Norte Fluminense em quatro meses de 2026

 

O infográfico apresenta os dados sobre a amortização da dívida, os juros e encargos da dívida e os investimentos das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, segundo o TCE-RJ.

No caso de Campos, o pagamento dos juros aumentou 59,45% em 2026, a amortização no mesmo período recuou 21,39% e os investimentos se elevaram 48,67%.

Em Macaé não existe dívida no período analisado, e o município investiu, em termos absolutos, mais de R$ 71 milhões nos primeiros quatro meses de 2026.

Em Rio das Ostras, os investimentos cresceram mais de 4 mil por cento de janeiro a abril de 2026, numa ilusão estatística, pois a cidade teve, em 2025, apenas um pouco mais de R$ 36 mil em investimento público municipal; não pagou juros, e a amortização da dívida teve um leve aumento de 6,67%.

Já São João da Barra teve retração de 77,80% nos investimentos no primeiro quadrimestre de 2026; os juros e encargos, no mesmo período, somaram um pouco mais de R$ 269 mil, ante zero em 2025; e a amortização da dívida se elevou 16,40%.

Portanto, diante desse cenário de dívida e investimentos nos municípios produtores de petróleo, com orçamentos públicos bilionários, podemos dizer que a melhor saúde fiscal é a de Macaé: sem dívida e com investimentos consideráveis em termos absolutos, tanto em 2025 quanto em 2026. Ou seja, a dívida é sempre uma ameaça aos investimentos.

 


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa - Análise realizada por IA


 

Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa

 

Segundo dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros, apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.

Embora exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do período mencionado são de arrepiar.

São vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo, que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes, os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada pelo Banco Central do Brasil.

Portanto, o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação para se lamentar.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio - Análise realizada por IA


 

Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio


 

O gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.

Todos os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado, não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá (-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu (-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma questão específica de cada prefeitura.

Cabe ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma, é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o petróleo.

 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Escalada entre EUA e Irã leva Brent a quase US$ 100 e beneficia prefeituras da Bacia de Campos e de Santos- Análise realizada por IA

 


Escalada entre EUA e Irã leva Brent a quase US$ 100 e beneficia prefeituras da Bacia de Campos e de Santos

Com a escalada do conflito geopolítico e geoeconômico no Oriente Médio, em função das dificuldades existentes entre os Estados Unidos e o Irã em sentarem-se à mesa para negociar, o petróleo tipo Brent, referência global para o preço do petróleo, ultrapassou, ontem, os US$ 95,00.

Tal conjuntura tem preocupado as autoridades mundiais, que já vislumbram a possibilidade da volta da inflação, a elevação da taxa de juros pelos Bancos Centrais e a redução do crescimento econômico, com a queda dos investimentos e o consequente aumento do desemprego neste ano de 2026. O que é bastante preocupante: por conta de um maluco, chamado Donald Trump, o mundo paga a conta!

E, se a dificuldade de negociação entre os dois países perdurar por mais tempo, o preço do barril do petróleo poderá ultrapassar os US$ 100,00, agravando os problemas econômicos e sociais na economia global.

Por fim, como sempre destacamos para lembrar o leitor: esse aumento do petróleo fará, sim, jorrar mais dinheiro nos caixas das prefeituras petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro. Ou seja, a guerra que mata crianças inocentes é a mesma que faz a alegria dos prefeitos da Bacia de Campos e de Santos, do ponto de vista financeiro. Para finalizar, vale a pena ressaltar: a arrecadação dessas prefeituras continua na trajetória ascendente!

 

 

Campos, Rio das Ostras e São João da Barra aceleram — só Macaé destoa na construção civil - Análise realizada por IA


 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Campos, Rio das Ostras e São João da Barra aceleram — só Macaé destoa na construção civil

No que diz respeito aos empregos da construção civil, segundo o CAGED de maio de 2026 em relação a maio de 2025, nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se, todavia, no gráfico, uma inversão de tendência na empregabilidade da economia de Campos, que se recuperou do saldo líquido negativo de maio de 2025 em maio de 2026.

Na economia do petróleo de Macaé, verifica-se, também, um movimento inverso: em maio de 2025 o saldo líquido era positivo e passou a ser negativo em maio de 2026. Ou seja, em Macaé, a terra do petróleo, a construção civil desacelerou.

Já em Rio das Ostras e São João da Barra a recuperação foi positiva: ambas as cidades saíram de saldos negativos para números positivos em maio de 2026.

Portanto, a construção civil, responsável por uma gama de empregos de pouca qualificação, conforme os números, perdeu fôlego somente em Macaé. Nos demais municípios, o quadro foi positivo.

 

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Campos é a maior cidade da região — e paga o pior salário - Análise realizada por IA

 


Campos é a maior cidade da região — e paga o pior salário

 

De acordo com os dados da renda média mensal dos trabalhadores formais em salário mínimo do setor privado, dos municípios registrados no gráfico, referentes aos anos de 2023 e 2024, segundo o IBGE, pode-se observar que, no caso de Campos, em 2024 ocorreu uma expansão de 4,76%. Em Macaé, neste mesmo período, houve uma pequena retração de 1,75%. Em Rio das Ostras a renda permaneceu estável, e em São João da Barra ocorreu um aumento de 4,26%.

Todavia, quando se compara em termos absolutos o número de salários mínimos pagos pelas empresas dos municípios aqui analisados, constata-se que, em Macaé, as empresas, por conta da economia do petróleo, pagam os maiores salários da região. Em segundo lugar vem a economia de São João da Barra, com as empresas vinculadas à estrutura logística do Porto do Açu remunerando os trabalhadores com quase cinco salários mínimos nos dois anos analisados. Em terceiro lugar, Rio das Ostras, com as empresas da Zona Especial de Negócios (ZEN), remunerando os trabalhadores do setor produtivo local com quase quatro salários mínimos. E segurando a lanterninha está a economia de Campos, estruturada em cima de uma indústria em decadência, que é a sucroalcooleira, e de uma indústria de cerâmicas que, mal ou bem, ainda tem um bom desempenho, além da atividade comercial e de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos trabalhadores. Esses dados demonstram claramente o que a gente discute há alguns anos: a fragilidade da economia de Campos.

Por fim, ressalta-se que os municípios que possuem economias com grandes investimentos, como Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, têm renda média elevada. Como a economia de Campos é de atividades de baixo valor econômico, a renda média é pequena. É simples assim!


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Em São João da Barra, 3 em cada 4 moradores estão no CadÚnico — cadê os empregos do Porto do Açu? - Análise realizada por IA


 

Em São João da Barra, 3 em cada 4 moradores estão no CadÚnico — cadê os empregos do Porto do Açu?

 Segundo os dados estatísticos sobre a pobreza que assola a região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro no mês de junho de 2026,  onde estão implantados a Petrobras e o Porto do Açu e que, por conta disso, é um território com uma das maiores rendas per capita do Brasil, cujos dados foram retirados do CadÚnico do governo federal.

Pode-se observar no infográfico acima que o maior índice de pobreza é do município de São João da Barra, com 73,48%, que tem a menor população e a maior vulnerabilidade social, onde aproximadamente três em cada quatro habitantes sanjoanenses estão cadastrados no CadÚnico, na terra do Porto do Açu, que supostamente possui maiores oportunidades de emprego e renda para a população. Esses dados são estarrecedores, porque há muita gente numa cidade só em vulnerabilidade social. Além do mais, a prefeitura tem um orçamento para este ano de quase um bilhão de reais. Haja contraste!

No caso de Campos, estão cadastradas no CadÚnico 213.688 pessoas em termos absolutos, ou 41,17%, o que não é pouco, numa cidade onde a desigualdade social historicamente é uma marca desde os tempos áureos do açúcar, passando pelo ciclo do petróleo e chegando agora a uma economia que agoniza. Haja pobreza!

Em Rio das Ostras, a pobreza também é uma aberração e chega a 40%, numa cidade que tem muitas oportunidades de empregabilidade. Tal conjuntura é inexplicável!

Por fim, temos Macaé que, apesar de ter o menor índice de pobreza dos quatro municípios analisados, 37,80%, também é um município de oportunidades de emprego por abrigar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e mesmo assim se verifica uma vulnerabilidade muito grande. Com isso, pode-se dizer que os números continuam revelando um cenário deplorável no Norte Fluminense do Rio de Janeiro, no que tange ao aspecto social. Que dura realidade!

 

Obs: O índice de pobreza de Macaé é de 37,80% e não de 37,30% como está na arte do gráfico.

 


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5% - Análise realizada por IA


 

Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5%

 

No que diz respeito a Campos, uma economia de serviços e com um setor industrial que sobrevive a duras penas, com duas usinas em profunda dificuldade financeira. No mês de maio de 2025, como em 2026, os empregos na indústria aumentaram e se mantiveram dentro de uma curva de sustentabilidade relativa, em função da safra sazonal da cana-de-açúcar, que se inicia no mês e vai, no mais tardar, até setembro. Após esse período, a indústria passa a patinar e a desempregar. Essa é a dura realidade de Campos. E quem sustenta a economia local é o Porto do Açu e a Petrobras.

Já no que diz respeito a Rio das Ostras, o percentual de criação de empregos na indústria deu um salto de 200%. Se olharmos em termos absolutos, o município que abriga a Zona Especial de Negócios (ZEN) criou somente três empregos em 2025 e nove em 2026. Pela estrutura industrial que possui, o município, é muito pouco.

Já Macaé, a terra da Petrobras, e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, dois motores de crescimento econômico regional, a decepção foi grande. Em Macaé, os empregos recuaram 59,5%, e em São João da Barra, 127,0%, sendo que o pior é que o saldo líquido é negativo em maio de 2026 na economia sanjoanense.

Portanto, aí está o cenário dos empregos na indústria numa região que possui uma das maiores rendas per capita do Brasil. Ou seja, a indústria local em maio patinou!

 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio - Análise realizada por IA

 


Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio

 

O petróleo tipo Brent voltou a subir no dia de ontem por conta do aumento da tensão entre os EUA e o Irã, em função da ameaça do presidente Trump de cobrar pedágio sobre as embarcações que passarem pelo Estreito de Ormuz. Sempre ele.

Nesse local passa uma boa parte do petróleo do Oriente Médio, cerca de 20%, para irrigar a maioria das economias do mundo capitalista. O barril chegou a atingir US$ 87,00 e aumentou 16% no acumulado do mês de julho; porém, logo depois, o presidente americano, mantendo o seu comportamento vacilante de fazer política, desistiu da ideia, e o preço do petróleo no mercado internacional recuou, mas se manteve num patamar ainda alto, o que deixa de ser positivo para as economias como um todo.

Tal comportamento do chefe de Estado e de Governo dos Estados Unidos tem provocado muita volatilidade nas economias: as Bolsas sobem e outras são derrubadas, e o preço do dólar também sofre com aumento e diminuição, o que provoca instabilidade nos agentes econômicos que vivem das exportações e importações. Apenas um registro: após a posse do presidente americano, o mundo não é o mesmo. O risco dos negócios elevou-se significativamente.

Outro aspecto: com a elevação do preço do barril do petróleo, as exportações da Petrobras se elevam; como decorrência, entram mais divisas no país, e a consequência direta, entre outros fatores que também pressionam o câmbio, foi a cotação do dólar chegar a R$ 5,07, o que, de certa forma, favorece o combate à inflação no Brasil, pois, com o dólar mais barato, a tendência é entrar no Brasil mais produtos importados. Esse movimento aumenta a concorrência interna e os preços caem, compensando de certa forma a alta do barril do petróleo.

Mas, de qualquer forma, a majoração do barril do petróleo, no que diz respeito ao custo de vida, sempre é uma preocupação devido ao seu forte impacto nas cadeias de produção, sobretudo nos alimentos, eis que esse item é o que pesa mais na cesta de consumo das famílias de baixa renda. Ou seja, encarece o arroz e o feijão na mesa do trabalhador.

O lado bom do aumento do barril do petróleo é o aumento das receitas dos royalties e das participações especiais, que vêm ocorrendo há algum tempo, fazendo, com isso, a alegria dos prefeitos dos municípios produtores de petróleo que pertencem à Bacia de Campos e à Bacia de Santos, do pré-sal. Um chora e outro sorri.

Portanto, a vida funciona assim: o que é bom para um pode não ser para o outro. E assim caminha a humanidade.