No mês em que o governo federal lança o
terceiro Desenrola Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas sobre a taxa
de inadimplência do Brasil, referentes ao mês de maio de 2026: a inadimplência
geral do crédito (livre e direcionado) ficou em 4,7%, patamar recorde desde o início da
série histórica, em março de 2011. Já entre as pessoas físicas no crédito
livre, o índice chegou a 7,6%.
O
grande problema do perfil do endividamento está nas pessoas físicas, quando
envolve a modalidade de crédito do cheque especial, onde a taxa de juros
praticada pelos bancos gira em torno de 138%,
o cartão de crédito rotativo, onde a taxa ultrapassa os 439%, e o empréstimo
a pessoa física, onde a taxa de juros também é astronômica.
Outro
aspecto que o consumidor esquece e não leva em consideração é que a taxa de
juros do Brasil, na atual conjuntura, é uma das maiores do mundo: a Selic está
em 14,25% ao ano.
Portanto,
resumo da ópera: o Brasil se transformou em um verdadeiro cassino financeiro,
com os bancos sendo os maiores protagonistas. Durma com um barulho desses!
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