De acordo
com os dados da renda média mensal dos trabalhadores formais em salário mínimo
do setor privado, dos municípios registrados no gráfico, referentes aos anos de
2023 e 2024, segundo o IBGE, pode-se observar que, no caso de Campos, em 2024 ocorreu uma
expansão de 4,76%. Em Macaé, neste mesmo período, houve uma pequena retração de
1,75%. Em Rio das Ostras a renda permaneceu estável, e em São João da Barra
ocorreu um aumento de 4,26%.
Todavia,
quando se compara em termos absolutos o número de salários mínimos pagos pelas
empresas dos municípios aqui analisados, constata-se que, em Macaé, as
empresas, por conta da economia do petróleo, pagam os maiores salários da
região. Em segundo lugar vem a economia de São João da Barra, com as empresas
vinculadas à estrutura logística do Porto do Açu remunerando os trabalhadores
com quase cinco salários mínimos nos dois anos analisados. Em terceiro lugar,
Rio das Ostras, com as empresas da Zona Especial de Negócios (ZEN), remunerando
os trabalhadores do setor produtivo local com quase quatro salários mínimos. E
segurando a lanterninha está a economia de Campos, estruturada em cima de uma
indústria em decadência, que é a sucroalcooleira, e de uma indústria de
cerâmicas que, mal ou bem, ainda tem um bom desempenho, além da atividade
comercial e de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos
trabalhadores. Esses dados demonstram claramente o que a gente discute há
alguns anos: a fragilidade da economia de Campos.
Por fim,
ressalta-se que os municípios que possuem economias com grandes investimentos,
como Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, têm renda média elevada. Como a
economia de Campos é de atividades de baixo valor econômico, a renda média é
pequena. É simples assim!

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