Blog do Zé Alves Neto
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Brasil avança de 0,744 para 0,805 e alcança o maior índice de desenvolvimento humano da história
O
PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, publicou ontem o IDHM do Brasil, um importante
indicador que mensura a qualidade de vida da população, medindo as variáveis
renda, longevidade e educação. O Brasil deu um salto significativo do ano de
2012 para 2024, quando avançou de 0,744 para 0,805, sendo classificado pela
metodologia do índice na categoria Muito Alto. Abaixo apresentamos as variações
das dimensões avaliadas.
Apenas
mais um detalhe: para os críticos do programa Bolsa Família do governo federal,
no quesito renda ele gerou um impacto expressivo, juntamente com os reajustes
reais do salário mínimo, e melhorou sobremaneira a qualidade de vida dos
beneficiários e dos trabalhadores, que passaram a acessar bens e serviços aos
quais antes não tinham condições financeiras de alcançar.
1.
Educação — o motor mais forte O IDHM Educação foi a
dimensão que mais avançou no período (de 0,623 para 0,770 — elevação de
+0,147). O percentual de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de
59,5% para 71,4% entre 2012 e 2024. Crescimento médio anual de 1,35%.
2.
Recuperação da longevidade pós-pandemia A expectativa de
vida recuou em 2020 e 2021 em razão da Covid-19, mas se recuperou integralmente
e atingiu o maior patamar da série histórica em 2024. Mulheres: 79,9 anos.
Homens: 73,3 anos.
3.
Transferência de renda e valorização do salário mínimo O
Bolsa Família ampliado e os reajustes reais do salário mínimo elevaram a renda
domiciliar per capita, especialmente nas faixas mais vulneráveis. O IDHM Renda
cresceu de 0,670 para 0,712.
4.
Redução da desigualdade racial O IDHM da população negra
avançou 10,3% no período, quase o dobro do registrado entre brancos (5,5%). A
distância entre os grupos recuou de 14% para 9%.
5.
Avanço das regiões metropolitanas do Nordeste 7
das 9 regiões metropolitanas nordestinas atingiram o patamar de Muito Alto em
2024 — algo inédito. A Grande Teresina chegou a 0,809. Natal e João Pessoa
lideraram as conquistas. Esse desempenho puxou a média nacional para cima.
6.
Superação do choque pandêmico O IDHM recuou em 2020 e
2021. A retomada foi consistente: 0,788 em 2022 → 0,798 em 2023 → 0,805 em
2024. O Brasil não apenas recuperou o que perdeu — superou todos os patamares
anteriores. A fonte desses dados é o IBGE e o PNUD.
Portanto,
o Brasil segue caminhando com melhorias nas áreas econômica, social e na
qualidade de vida da sua população, e não pretende retornar ao passado do
governo de extrema direita que atravessamos recentemente. Além disso, o
candidato da extrema direita à Presidência da República, na atual conjuntura
brasileira, não goza de credibilidade, dado o seu histórico controverso. Basta
que os leitores recorram ao episódio recente em que esse candidato solicita
recursos ao banqueiro dono do Banco Master, protagonista do maior escândalo financeiro do
país. E viva o Brasil!
terça-feira, 26 de maio de 2026
Campos cresce 16% no ISS, mas segue lanterninha: a menor arrecadação entre os municípios produtores da Bacia de Campos
O
gráfico acima demonstra os dados da arrecadação do ISS de janeiro e fevereiro
de 2025 e de 2026 dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos.
Como
se observa pelos valores arrecadados, Campos registrou elevação de 16,37%,
Macaé apresentou retração de 3,77%, Rio das Ostras avançou 38,92% e São João da
Barra aumentou 34,97%. Em termos absolutos, o total arrecadado pelos quatro
municípios saltou de R$ 279,9 milhões em 2025para R$ 300,0 milhões em 2026, crescimento agregado de R$ 20,1 milhões no
período.
Contudo,
diante desse cenário, um aspecto precisa ser ressaltado. No primeiro bimestre
de 2025 e de 2026, em termos absolutos, a arrecadação do ISS de Campos segue
sendo a menor entre os quatro municípios. Isso se explica pelo fato de a
economia campista estar assentada em atividades de serviços de baixo valor
agregado e de baixa remuneração dos trabalhadores, ao contrário dos demais
municípios: Macaé abriga a base operacional da Petrobras; Rio das Ostras conta
com a Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra sedia o Porto do
Açu, um dos maiores complexos portuários e industriais em operação na América
Latina.
Vale
acrescentar que a participação de Macaé no total regional recuou de 68% no
valor agregado de 2025 para 62% do agregado de 2026 em apenas um ano, enquanto
São João da Barra e Rio das Ostras ampliaram suas fatias.
Por
fim, apenas para registrar: a economia campista, em razão de sua fragilidade econômica,
continua segurando a lanterna no quesito arrecadação de ISS entre os municípios
produtores da Bacia de Campos. O que é preocupante.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
No primeiro bimestre de 2026, Macaé concentrou 84% de todo o investimento da região
Segundo
os dados extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito aos investimentos
públicos dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos nos meses de
janeiro e fevereiro, a prefeitura de Campos ampliou, no primeiro bimestre de
2026 em relação ao mesmo período de 2025, os gastos em obras e equipamentos em
14,94%, e a de Macaé em 26,73%. É importante ressaltar que, em termos nominais,
os valores investidos por Macaé são muito superiores quando comparados aos de
Campos: R$ 19,3 milhões em 2026 contra R$ 3,7 milhões o que coloca Macaé sozinha com 83,7% de todo o
investimento regional no bimestre.
Já
Rio das Ostras e São João da Barra registraram recuos significativos nos
investimentos, de 97,67% e 97,32%, respectivamente, saindo de R$ 215 mil cada
para menos de R$ 6 mil no período.
Cabe,
contudo, uma justa observação: a presente análise abrange apenas dois meses do
início do exercício fiscal de 2025 e 2026, fase em que é natural que as
prefeituras invistam pouco, dado que a peça orçamentária ainda está sendo
aberta para execução ao longo do ano.
Portanto,
diante dos cenários apresentados pelos números, não surpreende que os
investimentos de Campos e Macaé sejam maiores quando comparados aos dos outros
dois municípios, uma vez que ambos dispõem de orçamentos fiscais
significativamente mais robustos, sustentados pelo fluxo de royalties do
petróleo.


