Blog do Zé Alves Neto
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Campos lidera a queda nos royalties, mas Maricá embolsa quase R$ 300 milhões — dinheiro tem!
Campos lidera a queda nos royalties, mas Maricá embolsa quase R$ 300 milhões — dinheiro tem!
O infográfico retrata o
fluxo de royalties do petróleo do sistema de partilha e de concessão recebidos
no dia de hoje pelas prefeituras, tanto da Bacia de Campos quanto da de Santos,
referente ao mês de agosto de 2026 comparado a julho de 2025. Importa ressaltar
que a cor azul da escala do infográfico representa as rendas do mês de julho de
2025, e o vermelho, os repasses de agosto de 2026.
Como se observa no
infográfico, todas as prefeituras tiveram redução dos repasses agora em agosto
em relação a julho de 2025. A maior queda dos repasses foi a de Campos dos
Goytacazes (RJ), que perdeu, no período considerado, 19,9%, ou quase 20%. O
que, à primeira vista, sugeriria baixa produtividade dos poços da Bacia de
Campos. Contudo, um olhar mais atento aos números desmonta essa hipótese: os
municípios da Bacia de Santos, como Niterói (-18,1%), tiveram quedas muito
próximas às da Bacia de Campos, e Saquarema, também do pré-sal, registrou a
menor retração do grupo todo (-14,7%). Ou seja, o recuo generalizado tem cara
de efeito conjuntural, cotação do barril, volume de produção do mês de
referência, e não de esgotamento específico dos poços campistas. Aliás, não
há dúvidas de que, na atual conjuntura de queda dos valores nominais dos
municípios pertencentes à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e
São João da Barra, comparado aos municípios da Bacia de Santos que estão no
infográfico, como Maricá, Niterói e Saquarema, a produção de petróleo do país
deslocou seu eixo para os poços do pré-sal da Bacia de Santos.
Portanto, esse é o cenário
das rendas petrolíferas do mês de agosto de 2026 dos municípios petrorentistas
do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Dinheiro tem ou alguém tem dúvidas?
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%
O IPCA-15 de agosto,
divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com
uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.
Os itens dos preços
relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à
queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e
os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta
de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente
anterior.
Importa lembrar, embasado
nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do
teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa
forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem
travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da
política monetária.
Para quem não sabe o que é
uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da
inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto
prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que,
por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como
consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.
Por fim, a divulgação da
deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente
notícia!
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026
Os investimentos públicos
de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro
semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores
absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram
76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.
No que diz respeito à
amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em
2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no
período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida
registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da
Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e
encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo
para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o
município não pagou juros e encargos.
Portanto, esse é o quadro
do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores
orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.


