terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Cultura no Norte Fluminense movimenta cifras milionárias em 2025

 

De acordo com a execução orçamentária das prefeituras de Macaé, Campos e São João da Barra na área da Cultura, setor com relevante potencial de geração de emprego e renda, os recursos foram destinados às rubricas Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico; Difusão Cultural; e Administração Geral.

No período de janeiro a dezembro de 2025, Macaé apresentou o maior volume de investimentos nessa importante política pública, seguido por Campos e, posteriormente, São João da Barra.

No caso de Rio das Ostras, a prestação de contas referente ao período ainda não foi encaminhada ao TCE-RJ, o que impede uma análise comparativa mais ampla.

Diante desses números, observa-se que a Cultura na região Norte Fluminense contou, em 2025, com orçamentos expressivos, especialmente em Macaé e Campos. Recursos existem, o desafio é avaliar a efetividade desses investimentos.

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Discurso em Campos, investimento em Macaé: R$ 17 milhões contra apenas R$ 4 milhões

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da Secretaria de Agricultura no período de janeiro a dezembro de 2025 nos municípios de Macaé, Campos e São João da Barra, conforme dados do TCE. No caso de Rio das Ostras, a administração municipal ainda não encaminhou a prestação de contas à referida Corte.

O que nos chama a atenção nesses dados é o volume aplicado por Macaé no setor rural, embora sua economia esteja predominantemente vinculada à atividade petrolífera. Os recursos destinados foram muito superiores aos de Campos, cujo governo atual sustenta o discurso de que o campo será a base da retomada do crescimento econômico local.

Diante disso, fica a pergunta: como e quando isso ocorrerá? Porque, ao que indicam os números de 2025, se depender das autoridades municipais, dificilmente haverá avanço. Basta observar o montante executado pela secretaria ao longo do ano.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Participação especial de 2026: Maricá e Niterói lideram enquanto Bacia de Campos encolhe

Entrou hoje na conta das prefeituras petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro a primeira participação especial de 2026 referente aos poços de maior produtividade, repassada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Como se observa no gráfico, as prefeituras situadas na Bacia de Santos, cujo óleo é extraído do pré-sal, como ocorre em Maricá e Niterói, receberam uma verdadeira fortuna, evidenciando a força produtiva dessa bacia.

Por sua vez, os municípios da Bacia de Campos, em trajetória descendente de produtividade após quase cinquenta anos de exploração petrolífera, receberam valores irrisórios quando comparados aos da Bacia de Santos.

No caso de São João da Barra, na Bacia de Campos, e de Saquarema, na Bacia de Santos, cidades que sempre analisamos quanto às respectivas receitas do petróleo, nesta primeira participação de 2026 ficaram a ver navios. Não houve repasse algum hoje para esses municípios.

Assim, os números de Maricá e Niterói confirmam de forma inequívoca a desigualdade na distribuição das rendas petrolíferas entre os municípios brasileiros. Situação semelhante à vivida por Campos dos Goytacazes (RJ) na década de 2000, quando recebíamos receitas abundantes que foram literalmente desperdiçadas por sucessivos gestores públicos. E agora? O recurso escasseou por aqui, como também escasseará em Maricá. É apenas uma questão de tempo. Os equívocos cometidos em Maricá repetem os mesmos erros praticados pelos prefeitos que administraram Campos. Aqui, chegou-se ao ponto de financiar a escola de samba Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro para que a primeira-dama e um pequeno grupo de socialites campistas desfilassem na Marquês de Sapucaí; em Maricá, recentemente, o prefeito patrocinou a escola de samba Viradouro, de Niterói. É assim que a banda toca. E viva o Carnaval!

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Agricultura de Campos amplia execução orçamentária em quase 40% em 2025


A Secretaria de Agricultura do município de Campos dos Goytacazes (RJ) gastou, de janeiro a dezembro de 2025, 39,39% a mais quando comparado ao mesmo período de 2024, conforme demonstra o gráfico, com base nos dados extraídos do site do TCE-RJ.

Importa destacar que 68,15% do valor executado no orçamento de 2025 da referida secretaria foi destinado à Promoção da Produção Agropecuária, e o restante à rubrica Abastecimento. Apenas isso, sem qualquer detalhamento adicional, é o que consta no relatório de execução orçamentária.

Portanto, se quase 70% do orçamento da Secretaria foi direcionado à promoção ou ao incentivo da produção, justamente o principal gargalo econômico de Campos, já que a produção agrícola local é bastante limitada e importamos a maior parte dos produtos que consumimos, é de se esperar que, dentro de poucos meses, o antigo CEASA, que já não é mais mencionado, saia do papel. Inclusive, existe uma Secretaria específica, com estrutura administrativa e dotação orçamentária próprias, para implantá-lo. Será que agora acontecerá? Vamos aguardar esse sonho.

  

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

IPCA de janeiro de 2026 registra 0,33%, aponta IBGE

O gráfico apresenta a comparação do índice de inflação medido pelo IPCA do IBGE entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Como se observa, a inflação de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, superior à registrada em janeiro de 2025, em razão do aumento dos combustíveis, que subiram, em média, 2% no mês. O que conteve uma elevação maior do indicador foram os preços da energia elétrica e dos alimentos, que permaneceram comportados.

Em 12 meses, o índice avançou de 4,24% para 4,44%, aproximando-se do teto da meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ainda assim, trata-se de um dado positivo, pois a renda na economia brasileira aumentou, a massa salarial se expandiu e o poder aquisitivo do trabalhador foi ampliado.

Portanto, os indicadores econômicos do país permanecem dentro de um cenário de perspectivas otimistas. Resta apenas que o Banco Central inicie a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15%, e tudo indica que, a partir de março, esse movimento poderá começar. Vamos aguardar.

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ISS em 2025 evidencia a força econômica de Macaé e São João da Barra e a estagnação de Campos

 

Segundo o relatório da execução orçamentária encaminhado pelas prefeituras, a receita do ISS de Macaé, infinitamente maior do que a dos demais municípios aqui analisados em função das empresas prestadoras de serviços da economia do petróleo, cresceu 16,28% em 2025 em relação ao ano de 2024. Pode-se dizer que é uma economia forte.

A economia portuária de São João da Barra, como se pode observar no gráfico, teve a receita do ISS superior à de Campos e cresceu em 2025 12,62% em relação ao período de janeiro a dezembro de 2024, influenciada totalmente pelas atividades econômicas do Porto do Açu.

Já a receita do ISS de Campos, que perde para a de São João da Barra, importa salientar , o que não é novidade para ninguém, aumentou apenas 0,04% em 2025. Isso demonstra a fragilidade do setor de serviços da economia campista, composto por empresas de prestação de serviços de baixo valor agregado. Ou seja, a economia de Campos segue patinando. Inclusive, apenas para não deixar passar, fechou recentemente uma grande loja tradicional de móveis no bairro da Pelinca, em Campos, uma filial. Essa loja pertence a um dos assessores do prefeito Wladimir. Por que fechou, prefeito? Continua aberta na Rua Sete de Setembro, a antiga matriz.

Por fim, temos Rio das Ostras, que ainda não encaminhou os dados da prestação de contas ao TCE-RJ e, por isso, o valor de 2025 está zerado. É isso aí. Quando a economia tem investimentos fortes, o dinheiro aparece. É o caso de Macaé e São João da Barra.

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Enquanto a região perde vagas, a construção civil de Macaé segue gerando empregos em 2025

 

Segundo os dados do emprego anual do CAGED, a construção civil nos municípios de maior densidade econômica do Norte Fluminense, no período de janeiro a dezembro de 2025 em relação a 2024, apresentou retração na geração de postos de trabalho.

A economia de Campos, por exemplo, em 2025 perdeu 599 empregos formais, enquanto em 2024 havia registrado saldo líquido positivo. Em Rio das Ostras, foram eliminadas 319 vagas com carteira assinada, uma perda menor do que a observada em 2024. Já em São João da Barra, em 2025, o município reduziu significativamente as perdas de empregos formais, após ter registrado quase três mil postos eliminados em 2024. Nesse cenário, apenas Macaé apresentou saldo líquido positivo nos dois anos analisados, o que demonstra que o segmento da construção civil permanece aquecido na economia macaense, ao contrário das demais economias analisadas neste post.

Portanto, no que se refere aos números da construção civil, acende-se uma luz amarela, pois trata-se de um setor que emprega um contingente expressivo de trabalhadores na região Norte Fluminense, que possui muita mão de obra de baixa qualificação. Cabe destacar que o mercado de trabalho da construção civil na região ainda depende fortemente desse segmento, especialmente diante da elevada parcela de trabalhadores que permanece sem qualificação profissional, infelizmente.