Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha
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O gráfico apresenta os
dados da empregabilidade do setor de serviços segundo o CAGED de julho de 2025
e de 2026, o mais recente.
Como pode-se observar, em
julho de 2025 a economia de serviços de Campos abriu 157 empregos com carteira
assinada e, em julho de 2026, o saldo líquido ficou negativo, o que é
preocupante.
No que diz respeito a
Macaé, a economia do petróleo, em julho de 2025 foram criados a mais 252 postos
de trabalho e, em julho de 2026, o quantitativo de vagas saltou para 583, o que
demonstra a dinâmica de uma economia puxada pelo setor de óleo e gás. Embora
Macaé tenha perdido, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a julho deste ano
em relação ao mesmo período de 2025, mais de dois mil vínculos formais. Estou
falando do saldo líquido total, segundo uma das últimas postagens que fizemos
neste blog sobre o emprego na região Norte Fluminense.
A economia de Rio das
Ostras, como se observa no gráfico, encerrou julho de 2026 com resultado
líquido negativo de 120 vagas no segmento de serviços, ao contrário do ano
passado, que fechou com números positivos.
E São João da Barra, a
terra do megainvestimento do Porto do Açu, criou 60 vagas em julho de 2025 e,
agora, em julho de 2026, gerou somente 13 postos de trabalho. O que podemos
dizer é que é muito pouco em face dos grandes investimentos que ocorrem no
território sanjoanense.
Portanto, em razão do
atual cenário de empregos desses municípios, podemos dizer: somente Macaé é o
destaque, com mais de 580 vínculos formais a mais.
O
infográfico apresenta a execução da folha de pagamento e encargos sociais de
janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo os dados do Relatório Resumido da
Execução Orçamentária (RREO), enviado pelas prefeituras ao TCE-RJ.
No
caso de Campos, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, a folha
aumentou 9,23%; a de Macaé, 14,83%; a de Rio das Ostras, 8,51%; e a de São João
da Barra, 7,03%. Essas elevações estão ligadas ao crescimento natural que elas
possuem em cada ano, além de reajustes nominais aplicados aos servidores
públicos. Importa salientar que está neste volume financeiro das folhas a
primeira parcela relativa à metade do décimo terceiro que os prefeitos concedem
antecipadamente, na primeira metade do ano, aos trabalhadores.
Por
fim, como se observa através dos dados, elas são milionárias e têm uma função
relevante na economia local, pois são essas despesas que movimentam, do ponto
de vista econômico, o comércio e o setor de serviços implantados nestes
municípios.
Segundo os números
recentes do CAGED no que diz respeito aos empregos com a carteira assinada das
economias da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro, com a maior densidade
econômica no período de janeiro a julho de 2026 em relação a julho de 2025, ou
no acumulado do ano.
Os empregos da economia
campista baseada na prestação de serviços aumentaram 4,13%, a economia do
petróleo de Macaé perdeu 42,39% de postos de trabalho, a de Rio das Ostras, com
toda a Zona Especial de Negócio (ZEN) presente e as suas empresas ligadas ao ramo
do petróleo, destruiu 33,72% de empregos com a carteira assinada, e a economia
portuária de São João da Barra elevou a criação de vagas formais em 122,91%,
conforme os dados do gráfico.
Por fim, é relevante fazer
uma observação em relação a Campos e São João da Barra. O número significativo
de empregos criados em Campos no período em análise está relacionado aos dados
da empregabilidade da safra sazonal da cana de açúcar no município, que não se
sustentará no segundo semestre em virtude do desemprego natural que ocorre no
final da safra. E no que tange à economia sanjoanense, embora tenha tido uma
criação de empregos acima de 122% por conta do Porto do Açu, este grande
empreendimento continua devendo à região. Pois Macaé, embora tenha perdido
muitos empregos no recorte de tempo de um ano, ainda lidera a geração de
empregos com a carteira assinada em termos absolutos na região, seguida por
Campos.
Apenas para acrescentar, a
economia regional, somando todos os postos de trabalho dos municípios do
gráfico, em 2025 chegou ao total de 10.815 e, em 2026, chegou a 8.611, ou seja,
ocorreu um encolhimento na criação de empregos de 20,38%, ou, em termos
absolutos, foram 2.204 empregos formais a menos. E Macaé é o responsável por
puxar a queda da empregabilidade, com a perda de 2.548 postos líquidos ou
42,4%. É muita coisa!
O CAGED divulgado pelo
governo federal ontem mostra que a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) vinha
de uma trajetória de recuperação: depois de perder empregos em janeiro de 2026,
o município esteve em uma curva de geração de vagas entre fevereiro e junho. Na
atual conjuntura, em julho de 2026, esse cenário se inverteu, Campos voltou a
perder 124 postos de trabalho, o oposto do que havia ocorrido em julho do ano
passado, quando o saldo tinha sido de 159 empregos com carteira assinada.
Quando se olha o gráfico,
observa-se que a agropecuária e a indústria, em julho de 2026, foram os
segmentos econômicos que mais demitiram, e a construção foi a que mais gerou
postos de trabalho, seguida do comércio. Até mesmo o setor de prestação de serviços
destruiu vagas na economia campista.
Por fim, é importante
lembrar que o cenário da empregabilidade de julho de 2025 ficou melhor
posicionado. Outro ponto: será que a agroindústria decadente do ponto de vista
econômico do nosso município já iniciou o processo das demissões dos
trabalhadores, por falta de cana de açúcar para moer. É uma forte
possibilidade.