terça-feira, 6 de outubro de 2026

Comércio em queda livre: as quatro cidades saem de 243 para 61 vagas em um ano

Segundo o CAGED, a geração de postos de trabalho no comércio de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra teve uma desaceleração na comparação entre agosto de 2026 e agosto de 2025, como se pode observar no infográfico — com destaque para Rio das Ostras, que passou a registrar saldo negativo. Para essas cidades, isso não constitui uma notícia agradável, já que esse segmento econômico tem grande capacidade de geração de empregos no mercado local.

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Agricultura tem vez em Campos: Frederico Paes aplica quase R$ 8 milhões, 15 vezes mais que a gestão Wladimir



 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha 



 

Agricultura tem vez em Campos: Frederico Paes aplica quase R$ 8 milhões, 15 vezes mais que a gestão Wladimir

O infográfico apresenta a execução orçamentária da agricultura nos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras, no período de janeiro a agosto de 2025 e de 2026. Somados os gastos dos três municípios e comparado o acumulado de janeiro a agosto de 2026 ao mesmo período de 2025, as despesas elevaram-se em 79,3%.

Apenas com o objetivo de demonstrar a destinação dos recursos de cada prefeitura:

Em Campos dos Goytacazes (RJ), nos oito meses de 2025, foram aplicados R$ 523.914,85. Em 2026 o valor saltou para R$ 7.988.546,84, uma variação de +1.424,8%. Quanto ao destino: em 2025, 100% em Abastecimento; em 2026 o jogo virou, o Abastecimento zerou e o grosso migrou para Promoção da Produção Agropecuária (R$ 6.308.565,00, 79%), seguida de Extensão Rural (R$ 954.033,79) e Administração Geral (R$ 725.948,05).

Em Macaé, temos outra realidade na alocação dos recursos. Em 2025 foram R$ 11.270.426,64 e, em 2026, R$ 13.160.358,08, uma variação de +16,8%. O dinheiro concentrou-se em Extensão Rural nos dois anos (R$ 6.850.867,73 em 2025 e R$ 8.329.468,77 em 2026, cerca de 62%), seguida de Administração Geral (R$ 4.212.375,00 e R$ 4.359.284,64). O restante aparece como resíduo em Abastecimento e, em 2026, um pouco em Promoção da Produção Agropecuária.

Em Rio das Ostras, os números são tímidos. Em 2025 somaram R$ 10.000,00 e, em 2026, R$ 16.000,00, uma variação de +60,0%. Ali, a verba foi direcionada 100% à Promoção da Produção Agropecuária nos dois anos.

Com isso, pode-se afirmar, no comparativo da gestão do prefeito Wladimir Garotinho, que deixou o cargo em abril de 2026, quando assumiu o seu vice, Frederico Paes, “usineiro” e ex-presidente da Coagro, ligado à agroindústria local, que a agricultura em Campos aumentou os seus gastos em quase 1.500% de janeiro a agosto de 2026 ante o mesmo período de 2025. Basta olhar o infográfico: enquanto sob Wladimir se destinou pouco mais de R$ 523 mil, sob o seu sucessor, ligado às atividades de agronegócio do município, chegou-se a quase R$ 8 milhões. Parece-me que agora a agricultura em Campos tem vez!

 

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Despesas com Saúde Pública em Campos, Macaé e Rio das Ostras ultrapassam R$ 1,65 Bilhão em oito meses


 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha





 

Despesas com Saúde Pública em Campos, Macaé e Rio das Ostras ultrapassam R$ 1,65 Bilhão em oito meses

 

Segundo a execução orçamentária da saúde das prefeituras de Campos, Macaé e Rio das Ostras, de janeiro a agosto de 2025 e 2026, cuja fonte dos dados é o TCE-RJ, as despesas com a saúde pública municipal, somados os três municípios, totalizaram R$ 1,65 bilhão (mais de um bilhão e meio de reais) nos primeiros oito meses de 2026. Frente ao mesmo período de 2025, isso representa uma expansão de 16,17%. O avanço nominal superou o IPCA de 5%, o que indica ganho real nos investimentos. Uma coisa extraordinária.

No recorte individual, e no mesmo intervalo, o crescimento de Macaé foi de 23,41%, o de Campos, de 10,94%, e o de Rio das Ostras, de 11,96%. Todos, portanto, com variação acima do IPCA de 5% registrado no ano, o que demonstra, em tese, que as demandas da saúde vêm sendo contempladas pelos prefeitos.

Por fim, diante desse cenário, em que, ao menos no papel, o dinheiro não falta a um segmento tão relevante da Administração Pública, resta saber se a população está, de fato, sendo atendida. Afinal, sabe-se muito bem que os serviços prestados, via de regra, não primam pela qualidade. Cabe, então, ao cidadão fiscalizar. Dinheiro tem!

 


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Fim da safra derruba o campo, serviços perdem força: Campos fecha agosto no vermelho



  Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha




 

Fim da safra derruba o campo, serviços perdem força: Campos fecha agosto no vermelho

O CAGED divulgou ontem as estatísticas de emprego de agosto de 2026 para o mercado de trabalho de Campos dos Goytacazes. Ao comparar o mês com o mesmo período de 2025, verificamos uma inversão preocupante: enquanto no ano passado a economia campista gerou 421 postos de trabalho, neste ano foram destruídos 263 empregos formais. Já são os reflexos do final da safra do setor sucroalcooleiro.

E o tropeço de agosto não é um caso isolado. É o terceiro mês em que a economia de Campos perde empregos no intervalo de janeiro a agosto de 2026: em janeiro, o saldo total ficou negativo em 430 postos; em julho, recuou 153; e agora, em agosto, fechou com 263 vagas a menos.

Em 2025, o segmento que mais abriu vagas foi o de serviços; um ano depois, os que mais demitiram foram a agropecuária, seguida da construção civil. O cenário da empregabilidade, portanto, deixou a desejar em agosto de 2026.

Vale olhar para o que sustentava esses números. O saldo de Campos vinha apoiado quase inteiramente nos serviços: em agosto do ano passado, o setor respondia sozinho por 425 vagas,  praticamente todo o resultado positivo da cidade (+421), ao passo que os demais ramos quase se anulavam entre si. Doze meses depois, os serviços despencaram para −49 e, sem esse motor, o município escorregou para o campo negativo (−263). Ou seja, não se trata apenas de vários setores piorando ao mesmo tempo: a economia campista se equilibrava sobre uma única perna, e foi justamente ela que dobrou. Não à toa, o avanço de 57% da indústria pouco muda o quadro, significa apenas 12 vagas a mais, diante das 474 perdidas nos serviços. Essa é a dura realidade campista!