terça-feira, 2 de junho de 2026

Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta - Análise realizada por IA

 


Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta

 

Segundo os dados da execução orçamentária extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito à Assistência Social dos municípios de Campos dos Goytacazes e de Macaé, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, surge um paradoxo interessante: numa conjuntura em que os royalties e as participações especiais se encontram em trajetória altista, impulsionados, entre outros fatores, pelo conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, os dois municípios cortaram investimentos na área social.

Os prefeitos, ao invés de ampliarem a cobertura social, reduziram recursos justamente onde a necessidade é maior. Campos possui 40,9% de sua população inscrita no CadÚnico, mais de 212 mil pessoas, enquanto Macaé registra 37,2%. São exatamente os municípios que deveriam expandir a proteção social, e não enxugá-la.

A título de exemplo, Campos retirou R$ 9,95 milhões da área social, queda de 26% em doze meses. Macaé cortou R$ 3,66 milhões, recuo de 10%. Juntos, os dois municípios subtraíram R$ 13,6 milhões da assistência social no período analisado, evidenciando um descaso com a função social do orçamento num momento em que a arrecadação municipal cresceu, conforme salientado anteriormente.

Uma pergunta, portanto, não quer calar: para onde foram destinados os recursos retirados da área social? Será que as administrações municipais estão cortando no social para honrar o pagamento de dívidas? As autoridades devem uma explicação à população, sobretudo à parcela mais pobre, que é sempre a primeira a sofrer em momentos de contenção de despesa pública.

No caso de Campos, a hipótese fiscal tem respaldo nos dados da própria LDO 2027 de Campos dos Goytacazes, encaminhada pelo governo Frederico Paes à Câmara Municipal. O documento prevê, para 2026, R$ 108,7 milhões em amortização de dívida e R$ 39,7 milhões em juros, total de R$ 148,4 milhões só em dívida e serviço da dívida, valor que supera em mais de dez vezes o corte realizado na assistência social no período analisado. A pressão do endividamento municipal sobre o orçamento social, portanto, não é retórica: é verificável nos próprios documentos oficiais.

 


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila - Análise realizada por IA

 


Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da saúde pública do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, cujos dados foram extraídos do site do TCE-RJ.

Como se pode observar pelos números, os gastos saltaram de R$ 311,5 milhões nos primeiros quatro meses de 2025 para R$ 340,8 milhões no mesmo recorte de 2026, crescimento de 9,40%, quase o dobro da inflação oficial (IPCA acumulado em 12 meses: 4,37%), acréscimo nominal de R$ 29,3 milhões em apenas quatro meses. Com 519 mil habitantes, Campos gastou R$ 656 por habitante em saúde nesse período. São cifras representativas e que demonstram volumosos investimentos neste setor estratégico do ponto de vista social da Administração Pública. O problema é que as queixas da população não diminuem.

Portanto, diante dessa realidade financeira, resta saber se os moradores de Campos estão recebendo serviços de qualidade do sistema de saúde local. Pelas informações que chegam até nós, as reclamações persistem: falta de medicamentos e filas imensas que dificultam o bom atendimento de quem recorre à rede pública.

 


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril - Análise realizada por IA

 


Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril

 


O gráfico apresenta o comportamento do mercado de trabalho da economia de Campos dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED, comparando abril de 2026 com abril de 2025.

No que diz respeito ao saldo líquido total mensal, ocorreu uma retração na geração de postos de trabalho de 30,2% em relação a abril do ano anterior.

Na construção civil, observou-se um aumento na criação de empregos de 45,9% em abril de 2026 frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços também expandiu suas contratações em 13,3%. O comércio, por sua vez, registrou expressiva queda da empregabilidade de 147,7%, a indústria encolheu a geração de vagas em 73,1% e a agropecuária experimentou recuo de 27,6%.

Diante dessa conjuntura, em que apenas a construção civil e os serviços ampliaram a criação de postos em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto os demais setores reduziram seus quantitativos ou fecharam no vermelho, como é o caso do comércio, pode-se afirmar que abril de 2026 exibiu uma piora na empregabilidade em Campos em relação ao período correspondente do ano passado. O que não é bom para a nossa cidade.

A queda de 147,7% no comércio merece atenção especial. Matematicamente, ela reflete a inversão do saldo, de +174 vagas em abril de 2025 para -83 em abril de 2026, o que significa que o setor passou a destruir empregos líquidos. Em um município cuja economia é majoritariamente terciária, esse movimento pode sinalizar retração do consumo local, possivelmente associada ao efeito da Selic elevada sobre o crédito e o poder de compra das famílias.

Outro ponto merece reflexão: a agropecuária e a indústria apresentaram redução nos empregos gerados em abril, quando, na verdade, já deveriam estar contratando os trabalhadores safristas. Abril é o mês que antecede o início da safra sucroalcooleira, que tradicionalmente começa a moer em maio. Essa conjuntura é motivo de preocupação, pois o setor, apesar de viver sua decadência econômica e financeira, ainda gera expressivo contingente de empregos na economia local. Trata-se de um comportamento bastante incomum.

A hipótese mais provável para a antecipação do recuo safrista é a deterioração financeira das duas usinas ainda em operação no município. Com dificuldades de caixa, é possível que o cronograma de contratações tenha sido adiado ou reduzido. Vale monitorar os dados de maio e junho, quando o CAGED deverá revelar se a safra de fato se confirma ou se o setor aprofunda a contração.

Por fim, o comportamento do mercado de trabalho de Campos em abril de 2026 demonstra o arrefecimento da atividade econômica no município neste mês.