sexta-feira, 31 de julho de 2026

Campos lidera geração de empregos em junho de 2026, mas ainda sente falta de indústria sustentável

 

No panorama do emprego industrial entre os meses de junho de 2025 e 2026, segundo os dados do CAGED, separamos os dois municípios que tiveram expansão na empregabilidade no mês de junho de 2026 em relação ao mês de junho de 2025, e os dois que tiveram retração.

Como é o caso de Campos, que teve um crescimento de 472,50%, saltando de 40 postos de trabalho em junho de 2025 para 229 postos em junho de 2026, obviamente por conta do efeito sazonal da safra do setor sucroalcooleiro. Esse comportamento demonstra claramente a força das duas usinas em decadência financeira na economia local. Por outro lado, tal conjuntura reacende o debate a respeito da industrialização da economia de Campos. O que me deixa à vontade para dizer: que falta faz a Campos um setor industrial que tivesse sustentabilidade no médio e no longo prazo. Não se pode esquecer jamais que oportunidade para industrializar a economia de Campos não faltou em anos recentes de muita fartura de dinheiro dos royalties, com a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDECAM), cuja experiência da prefeitura local, em governos passados antes do atual, foi frustrante por diversas razões que o povo campista está cansado de saber, e é desnecessário salientar aqui para não sermos redundantes e cansativos. Com isso, quem paga pela inoperância dos gestores campistas do passado é realmente a população que não tem empregos formais. Agora não adianta chorar o leite derramado.

Já em Rio das Ostras, os postos na indústria cresceram 573,33%, subindo de 15 postos em junho de 2025 para 101 postos em junho de 2026. Porém, quem observa apenas a variação percentual de Rio das Ostras pode achar que a indústria da Zona Especial de Negócios (ZEN) está num eldorado econômico. Os números absolutos refutam totalmente o absurdo estatístico dos números relativos.

Do lado da retração, Macaé teve uma redução de 53,44%, saindo em junho de 2025 de 262 empregos e caindo para 122 em junho de 2026, a despeito de existir no território macaense a base da Petrobrás. Realmente, a economia macaense em junho ficou devendo.

A outra foi São João da Barra, terra do porto do Açu, onde os empregos industriais encolheram 177,22%, constituindo assim um cenário crítico, pois saiu de um saldo positivo de 79 empregos em junho de 2025 para um saldo negativo de 61 em junho de 2026. Uma pergunta não quer calar: cadê os empregos do porto? É uma conjuntura muito estranha!

Por fim, vale ressaltar que os dois cenários de menos empregos em junho de 2026 foram registrados em duas cidades do Norte Fluminense que hospedam dois megainvestimentos: em Macaé, a base econômica da Petrobrás; e em São João da Barra, a estrutura econômica e logística do Porto do Açu.

 


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia-Análise realizada por IA


 

Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia

 

Ainda sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.

Como se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra. Senão, elas não moem.

A agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória de desaceleração pelo final da safra da cana.

No que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na economia, também por conta da safra da cana.

Já o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.

Por fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano, saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem ganhando. Isso é muito bom!


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua - Análise realizada por IA


 

Oceano de oportunidades, maré de pobreza: em Macaé, Rio das Ostras e SJB, vulnerabilidade social sobe enquanto Campos recua

 

JULHO de 2025 e 2026

Segundo o Panorama da Vulnerabilidade Social, elaborado com base nos registros do CADÚNICO do governo federal para os municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, é possível comparar o crescimento e a variação do número de pessoas cadastradas entre julho de 2025 e julho de 2026, ou seja, em um intervalo de 12 meses.

Pode-se constatar que a única cidade a apresentar uma leve redução da pobreza, no período analisado, foi a economia de serviços de Campos. Enquanto isso, na economia do petróleo de Macaé, onde está implantada a base da Petrobras e existem muitas oportunidades de emprego e renda, a pobreza elevou-se em 6,11%, sendo esse, inclusive, o maior índice de variação percentual entre as cidades do presente estudo. Em Rio das Ostras, outro município com boas oportunidades de emprego por conta das empresas multinacionais da Zona Especial de Negócios (ZEN), a vulnerabilidade social também cresceu, com variação de 3,78%. Já em São João da Barra, terra do Porto do Açu e de um oceano de prosperidade e vagas de emprego, a pobreza aumentou 4,61%.

Portanto, os números da vulnerabilidade social, ou da pobreza, levantados nesta pesquisa, neste comparativo de 12 meses, mostram uma realidade dura e contraditória. Os municípios ricos em função da extração do petróleo e dos grandes investimentos em seus respectivos territórios, como são os casos de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, tiveram elevação no número de cadastrados no CADÚNICO em julho de 2026. Já Campos, com sua economia de prestação de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos trabalhadores, teve uma pequena redução. Para isso, existem vários argumentos possíveis. Um deles está relacionado ao modelo capitalista concentrador de renda e fábrica de exclusão social. Essa seria a primeira e mais objetiva explicação, lembrando sempre que existem outras.

 


terça-feira, 28 de julho de 2026

Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023 - Análise realizada por IA


 

Alimentos derrubam IPCA-15 para 0,06% — menor prévia desde 2023

Mais uma vez, a queda dos preços dos alimentos protagoniza a redução da inflação no Brasil, pois, no dia de hoje, o IBGE divulgou o IPCA-15 de julho, que é a prévia da inflação. O índice ficou em 0,06%, 0,35 ponto percentual abaixo do índice de junho, que foi de 0,41%, o que contraria todas as previsões dos agentes de mercado, que apostavam todas as fichas em um IPCA-15 de 0,22%. Apenas para ressaltar, é o menor IPCA-15 desde julho de 2023, quando ele caiu 0,07%. No acumulado do ano, o índice é de 3,51%, e no acumulado de 12 meses ele ficou em 4,52%.

O grupo responsável por puxar o resultado para baixo este mês foi o dos alimentos, como salientamos acima. A alimentação no domicílio teve recuo de 1,14% em julho, refletindo quedas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já no lado das altas, ficaram a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). O IPCA-15 só não foi menor porque a energia elétrica subiu 3,03%.

Portanto, o cenário dos preços da economia brasileira é favorável à redução da taxa de juros Selic pelo Banco Central do Brasil. A taxa de juros alta do país está estrangulando a atividade econômica, e muitos empresários têm reclamado, pois o crédito no Brasil está muito caro na atual conjuntura.