O gráfico acima
apresenta o crédito das parcelas dos royalties realizado hoje pela Agência
Nacional do Petróleo (ANP) aos municípios petrorentistas das Bacias de Campos e
de Santos.
Na Bacia de
Santos, o líder de recebimento é Maricá, ocupando o primeiro lugar do ranking.
Já na Bacia de Campos, Macaé foi o maior beneficiado e aparece em segundo no
gráfico. Logo atrás vêm Niterói (3º), Campos dos Goytacazes (4º) e, fechando a
lista, Rio das Ostras.
Além disso,
é relevante salientar a inversão histórica que se desenha no atual mapa do
petróleo fluminense. Maricá, sozinha, arrecadou em abril/26 mais do que Macaé e
Campos somados (R$ 114,8 mi contra R$ 101,8 mi). O número materializa, com
clareza, o deslocamento da produção da Bacia de Campos para o pré-sal da Bacia
de Santos (Campo de Jubarte e zonas confrontantes).
Os
"novos ricos do petróleo", ou a nova rota da fortuna, vêm
consolidando posição. Os municípios que não capitalizarem esse movimento em
fundo soberano municipal, infraestrutura e diversificação produtiva tendem a
repetir o erro clássico cometido por Campos a partir de 2000: dependência fatal
de uma receita que, por definição, é finita.
Portanto,
cabe aos prefeitos da Bacia de Santos observar com cautela esses números e o
exemplo negativo deixado por Campos e
outros municípios da Bacia de Campos, a fim de não incorrerem no mesmo
equívoco. Embora Maricá já disponha de um robusto Fundo Soberano, até quando
ele bastará após o fim das rendas petrolíferas para sustentar a cidade, ninguém
sabe.