Blog do Zé Alves Neto
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes
Este
infográfico compara a execução orçamentária, através da despesa liquidada, da
Função Agricultura de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos,
Macaé e Rio das Ostras.
Como
se observa pelos dados, em Campos foram aplicados pouco mais de R$ 523 mil no
primeiro semestre de 2025, e no primeiro semestre de 2026 esse valor
ultrapassou os R$ 4 milhões; por conta dessa discrepância, a variação
percentual foi de 759,8%. Nada mais do que isso.
É
importante ressaltar que os valores de 2025 foram aplicados na gestão do então
prefeito Wladimir Garotinho,que, como os números mostram, tinha pouco respeito
e consideração pela agricultura local. Já os valores de 2026 foram aplicados na
gestão de Frederico Paes, vice-prefeito do titular anterior, que assumiu os
destinos do município a partir de abril. Como toda a cidade sabe, e é redundante repetir, o vice que chegou ao
comando é oriundo do segmento agropecuário; em razão disso, deve estar
priorizando a agricultura logo no início de sua gestão.
Inclusive,
apenas para ilustrar: o atual prefeito Frederico Paes, na abertura do rodeio da
Exposição Agropecuária de Campos, se empolgou, imagino eu, e disse que a
economia campista é sustentada pelo agronegócio. Acho que ele fez uma piada,
pois todos sabem que a agropecuária de Campos enfrenta uma profunda decadência,
com duas usinas em grave crise financeira, inclusive a usina dele, e sem matéria-prima
(cana-de-açúcar) para moer. O município hoje é sustentado pelas rendas geradas
pela Petrobras, que está em Macaé, e pelo Porto do Açu, em São João da Barra,
ou não?
Já
na economia do petróleo de Macaé, os investimentos na agricultura se elevaram,
nos primeiros seis meses de 2026, em 31,7%, em uma economia que depende
majoritariamente da Petrobras. Em Rio das Ostras, a agricultura perdeu
relevância há algum tempo; o município hoje é sustentado pela Zona Especial de
Negócios (ZEN), razão pela qual foram aplicados na agricultura R$ 10 mil entre
janeiro e junho de 2025, e apenas R$ 5 mil no mesmo período de 2026.
Portanto,
em face desses números, pode-se dizer que no primeiro semestre de 2026 a
agricultura foi prestigiada em Campos e em Macaé, e em 2025 somente em Macaé.
Em Rio das Ostras, como falamos acima, a agricultura perdeu sua relevância.
Esse é o quadro dos investimentos na agricultura da região Norte Fluminense e
Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos
O
infográfico mostra a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026,
das prefeituras de Campos e de Macaé, no que diz respeito aos investimentos
realizados por cada um deles, cujos dados foram retirados do TCE-RJ.
Enquanto
Campos, uma economia de serviços de baixo valor agregado, elevou os
investimentos em mais de 95% no período analisado, Macaé, a economia do
petróleo em função da pujança da Petrobras implantada em seu território,
aumentou os investimentos públicos em 13%. Porém, em termos absolutos, os
investimentos de Macaé superaram, e muito, os de Campos.
Portanto,
em função dos dados acima, pode-se dizer que, em obras e investimentos nos
primeiros seis meses de 2026, Macaé, também pela robustez do seu orçamento
total para 2026, que ultrapassa a cifra de R$ 5,8 bilhões, teve um expressivo
investimento público do ponto de vista nominal. Ainda assim, é em Campos que o
salto percentual mais chama atenção — sinal de que a cidade começa, embora
tardiamente, a acelerar sua própria execução orçamentária.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra
O
infográfico acima retrata a dinâmica do emprego no comércio dos municípios de
Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no mês de junho de 2026 em
relação a junho de 2025. Os dados revelam contrastes acentuados entre cidades
que expandiram suas vagas e aquelas que sofreram retrações severas, como
veremos abaixo.
Em
Campos, ocorreu uma expansão de 21,1% em junho de 2026 em relação a junho de
2025. O mês de junho é importante para a economia de Campos, porque é quando
ela é irrigada com as rendas do setor sucroalcooleiro, em função da safra
sazonal da cana, que termina, o mais tardar, em setembro. Então, via de regra,
a atividade comercial é beneficiada, como se observou através dos dados da
empregabilidade.
Em
Macaé, numa conjuntura bem atípica, ocorreu uma queda de 95,8% dos postos de
trabalho em junho de 2026. Estranhamente, Macaé, que tem uma renda local
sustentada pela Petrobras, presente em seu território, o emprego teve um
comportamento, que chama muita atenção e merece uma investigação mais
detalhada.
Rio
das Ostras teve uma expansão de 68,8%, o que não é uma novidade do ponto de
vista econômico, pois lá existe a Zona Especial de Negócios (ZEN), que dá
sustentabilidade, a médio e longo prazo, ao sistema econômico local e bem-estar
social à população local.
E
São João da Barra, a despeito do megainvestimento do Porto do Açu, o comércio
sempre teve muita dificuldade para criar empregos formais. A verdade tem que
ser dita: o setor comercial da economia de São João da Barra funciona muito
informalmente. O que é um aspecto negativo a se ressaltar, pois todos perdem,
do trabalhador ao setor público, que perde arrecadação de impostos. Por essas e
outras razões, o comércio encolheu 33,3% no que diz respeito ao emprego.
Portanto,
aí estão os dados do mercado de trabalho dos municípios evidenciados no
infográfico.


