Blog do Zé Alves Neto
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5%
No
que diz respeito a Campos, uma economia de serviços e com um setor industrial
que sobrevive a duras penas, com duas usinas em profunda dificuldade
financeira. No mês de maio de 2025, como em 2026, os empregos na indústria
aumentaram e se mantiveram dentro de uma curva de sustentabilidade relativa, em
função da safra sazonal da cana-de-açúcar, que se inicia no mês e vai, no mais
tardar, até setembro. Após esse período, a indústria passa a patinar e a
desempregar. Essa é a dura realidade de Campos. E quem sustenta a economia
local é o Porto do Açu e a Petrobras.
Já
no que diz respeito a Rio das Ostras, o percentual de criação de empregos na
indústria deu um salto de 200%. Se olharmos em termos absolutos, o município
que abriga a Zona Especial de Negócios (ZEN) criou somente três empregos em
2025 e nove em 2026. Pela estrutura industrial que possui, o município, é muito
pouco.
Já
Macaé, a terra da Petrobras, e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, dois
motores de crescimento econômico regional, a decepção foi grande. Em Macaé, os
empregos recuaram 59,5%, e em São João da Barra, 127,0%, sendo que o pior é que
o saldo líquido é negativo em maio de 2026 na economia sanjoanense.
Portanto,
aí está o cenário dos empregos na indústria numa região que possui uma das
maiores rendas per capita do Brasil. Ou seja, a indústria local em maio
patinou!
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio
O
petróleo tipo Brent voltou a subir no dia de ontem por conta do aumento da
tensão entre os EUA e o Irã, em função da ameaça do presidente Trump de cobrar
pedágio sobre as embarcações que passarem pelo Estreito de Ormuz. Sempre ele.
Nesse
local passa uma boa parte do petróleo do Oriente Médio, cerca de 20%, para
irrigar a maioria das economias do mundo capitalista. O barril chegou a atingir
US$ 87,00 e aumentou 16% no acumulado do mês de julho; porém, logo depois, o
presidente americano, mantendo o seu comportamento vacilante de fazer política,
desistiu da ideia, e o preço do petróleo no mercado internacional recuou, mas
se manteve num patamar ainda alto, o que deixa de ser positivo para as
economias como um todo.
Tal
comportamento do chefe de Estado e de Governo dos Estados Unidos tem provocado
muita volatilidade nas economias: as Bolsas sobem e outras são derrubadas, e o
preço do dólar também sofre com aumento e diminuição, o que provoca
instabilidade nos agentes econômicos que vivem das exportações e importações.
Apenas um registro: após a posse do presidente americano, o mundo não é o
mesmo. O risco dos negócios elevou-se significativamente.
Outro
aspecto: com a elevação do preço do barril do petróleo, as exportações da
Petrobras se elevam; como decorrência, entram mais divisas no país, e a
consequência direta, entre outros fatores que também pressionam o câmbio, foi a
cotação do dólar chegar a R$ 5,07, o que, de certa forma, favorece o combate à
inflação no Brasil, pois, com o dólar mais barato, a tendência é entrar no
Brasil mais produtos importados. Esse movimento aumenta a concorrência interna
e os preços caem, compensando de certa forma a alta do barril do petróleo.
Mas,
de qualquer forma, a majoração do barril do petróleo, no que diz respeito ao
custo de vida, sempre é uma preocupação devido ao seu forte impacto nas cadeias
de produção, sobretudo nos alimentos, eis que esse item é o que pesa mais na
cesta de consumo das famílias de baixa renda. Ou seja, encarece o arroz e o feijão
na mesa do trabalhador.
O
lado bom do aumento do barril do petróleo é o aumento das receitas dos
royalties e das participações especiais, que vêm ocorrendo há algum tempo,
fazendo, com isso, a alegria dos prefeitos dos municípios produtores de
petróleo que pertencem à Bacia de Campos e à Bacia de Santos, do pré-sal. Um
chora e outro sorri.
Portanto,
a vida funciona assim: o que é bom para um pode não ser para o outro. E assim
caminha a humanidade.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Enquanto Macaé lidera investimentos no Norte Fluminense, São João da Barra despenca quase 80%
O
gráfico apresenta a comparação dos investimentos públicos em obras e
equipamentos (ativo permanente) de janeiro a abril de 2025 e de 2026, cujos
dados foram retirados do TCE-RJ, em relação às prefeituras de Campos, Macaé,
Rio das Ostras e São João da Barra.
Como
se observa, na economia do petróleo de Macaé os investimentos aumentaram, em
2026, 11,35%, eles saíram de R$ 64,54 milhões em 2025 para R$ 71,87 milhões em
2026. É importante ressaltar que dentre os municípios analisados é o maior
valor absoluto. Em função também do grande orçamento público municipal, que
Macaé possui, mais de R$ 4 bilhões ao ano.
Em
Campos, a economia de serviços do Norte Fluminense, os investimentos se
elevaram 48,67% nos primeiros quatro meses de 2026 em relação ao mesmo período
de 2025. Será que o vice-prefeito de Wladimir Garotinho, que assumiu a
prefeitura em abril de 2026, já tem participação neste montante investido em
Campos pela prefeitura, ou ainda é a última digital do Wladimir que permanece
nestes investimentos públicos? Quem se habilita a responder tal pergunta?
Em
Rio das Ostras, a economia da Zona Especial de Negócios (ZEN), os investimentos
superaram os quatro mil por cento de janeiro a abril de 2026. Não estamos
diante de uma expansão extraordinária dos investimentos públicos em Rio das
Ostras. No quadrimestre de 2025 eles só investiram R$ 36,5 mil. Por conta
disso, ocorreu essa aberração dos números no comparativo.
Já
São João da Barra, a economia do Porto do Açu, confirma apenas o que nós
sabemos há muito tempo: a prefeitura historicamente investe muito pouco. No
primeiro quadrimestre de 2026, ocorreu uma significativa retração dos
investimentos públicos de 77,80%. Na verdade, a prefeita sanjoanense atual e os
antecessores são fortes em elevar a despesa corrente com a máquina pública.
Eles têm muitas dificuldades no que tange aos investimentos.
Por fim, encerramos dizendo que Macaé lidera os investimentos, seguido por Campos. São os dois maiores orçamentos da região Norte Fluminense. O que não é uma novidade para ninguém

