segunda-feira, 1 de junho de 2026

Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila - Análise realizada por IA

 


Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da saúde pública do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, cujos dados foram extraídos do site do TCE-RJ.

Como se pode observar pelos números, os gastos saltaram de R$ 311,5 milhões nos primeiros quatro meses de 2025 para R$ 340,8 milhões no mesmo recorte de 2026, crescimento de 9,40%, quase o dobro da inflação oficial (IPCA acumulado em 12 meses: 4,37%), acréscimo nominal de R$ 29,3 milhões em apenas quatro meses. Com 519 mil habitantes, Campos gastou R$ 656 por habitante em saúde nesse período. São cifras representativas e que demonstram volumosos investimentos neste setor estratégico do ponto de vista social da Administração Pública. O problema é que as queixas da população não diminuem.

Portanto, diante dessa realidade financeira, resta saber se os moradores de Campos estão recebendo serviços de qualidade do sistema de saúde local. Pelas informações que chegam até nós, as reclamações persistem: falta de medicamentos e filas imensas que dificultam o bom atendimento de quem recorre à rede pública.

 


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril - Análise realizada por IA

 


Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril

 


O gráfico apresenta o comportamento do mercado de trabalho da economia de Campos dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED, comparando abril de 2026 com abril de 2025.

No que diz respeito ao saldo líquido total mensal, ocorreu uma retração na geração de postos de trabalho de 30,2% em relação a abril do ano anterior.

Na construção civil, observou-se um aumento na criação de empregos de 45,9% em abril de 2026 frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços também expandiu suas contratações em 13,3%. O comércio, por sua vez, registrou expressiva queda da empregabilidade de 147,7%, a indústria encolheu a geração de vagas em 73,1% e a agropecuária experimentou recuo de 27,6%.

Diante dessa conjuntura, em que apenas a construção civil e os serviços ampliaram a criação de postos em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto os demais setores reduziram seus quantitativos ou fecharam no vermelho, como é o caso do comércio, pode-se afirmar que abril de 2026 exibiu uma piora na empregabilidade em Campos em relação ao período correspondente do ano passado. O que não é bom para a nossa cidade.

A queda de 147,7% no comércio merece atenção especial. Matematicamente, ela reflete a inversão do saldo, de +174 vagas em abril de 2025 para -83 em abril de 2026, o que significa que o setor passou a destruir empregos líquidos. Em um município cuja economia é majoritariamente terciária, esse movimento pode sinalizar retração do consumo local, possivelmente associada ao efeito da Selic elevada sobre o crédito e o poder de compra das famílias.

Outro ponto merece reflexão: a agropecuária e a indústria apresentaram redução nos empregos gerados em abril, quando, na verdade, já deveriam estar contratando os trabalhadores safristas. Abril é o mês que antecede o início da safra sucroalcooleira, que tradicionalmente começa a moer em maio. Essa conjuntura é motivo de preocupação, pois o setor, apesar de viver sua decadência econômica e financeira, ainda gera expressivo contingente de empregos na economia local. Trata-se de um comportamento bastante incomum.

A hipótese mais provável para a antecipação do recuo safrista é a deterioração financeira das duas usinas ainda em operação no município. Com dificuldades de caixa, é possível que o cronograma de contratações tenha sido adiado ou reduzido. Vale monitorar os dados de maio e junho, quando o CAGED deverá revelar se a safra de fato se confirma ou se o setor aprofunda a contração.

Por fim, o comportamento do mercado de trabalho de Campos em abril de 2026 demonstra o arrefecimento da atividade econômica no município neste mês.


quinta-feira, 28 de maio de 2026

O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026 - Análise realizada po IA


 

Livro sobre: O município de São João da Barra a partir do século XX - Alcimar das Chagas Ribeiro


 

O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026

 

O gráfico acima apresenta os valores dos royalties de maio de 2026, comparando e apurando o crescimento percentual do mês de maio em relação a abril de 2026. Como não poderia deixar de ser, Maricá, da Bacia de Santos, lidera o ranking de recebimento, seguida por Macaé, da Bacia de Campos, e Niterói, também da Bacia de Santos.

Destaque para outro município: Saquarema, da Bacia de Santos, que registrou o maior crescimento de arrecadação em maio de 2026 em relação ao mês anterior, chegando ao patamar de 74%, conforme os dados exibidos no gráfico.

Nesse contexto de fartura das rendas petrolíferas, cabe uma observação relevante. Todos os municípios tiveram alta superior a 40% na arrecadação. O menor crescimento registrado foi o de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, a cidade onde o progresso é uma realidade, com 43% em relação a abril.

Por fim, ressalta-se que essa elevação no repasse dos royalties referentes a maio, promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), decorre do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, uma guerra desnecessária na atual conjuntura, que impulsionou o barril de petróleo tipo Brent para o patamar acima de cem dólares. Esse cenário representa alto risco inflacionário para a economia mundial, dado que o petróleo é insumo estratégico sob o ponto de vista econômico. Nos Estados Unidos, o Fed já sinaliza a possibilidade de elevar a taxa básica de juros com o objetivo de conter a aceleração dos preços na economia doméstica.

Aproveita-se o ensejo para uma retificação: ficaram faltando, na arte do gráfico, os valores de dois municípios. O de  Campos que recebeu R$ 54,1 milhões, o que representa um crescimento de 46,9% em relação a abril. E o de  Rio das Ostras que recebeu R$ 21,0 milhões, registrando variação positiva de 59,3%.

Como sempre costumamos afirmar: dinheiro há, para os prefeitos investirem em benefício da população. Resta saber se farão bom proveito dessa elevação das rendas do petróleo, investindo pesado em políticas públicas e no bem-estar da sociedade.