terça-feira, 8 de setembro de 2026

Macaé e Campos somam mais de R$ 4 bilhões em seis meses — e Rio das Ostras cresce 22%

 


Segundo os dados retirados do TCE-RJ relativos à receita orçamentária realizada de janeiro a junho de 2025 e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

Nos primeiros seis meses de 2026 em relação ao semestre relativo de 2025, Campos e Macaé tiveram uma receita realizada bilionária, conforme pode se observar no gráfico. A de Campos se elevou 14,07% e a de Macaé, 10,58%.

Já as receitas realizadas de Rio das Ostras e São João da Barra possuem volumes financeiros significativos, porém, ainda esses dois municípios não têm orçamentos bilionários. A receita de São João da Barra cresceu 11,15% e a de Rio das Ostras, 22,58%.

Portanto, os municípios da região Norte Fluminense e da Baixada Litorânea beneficiados pela produção de petróleo estão nadando de braçada no que diz respeito ao dinheiro. Que beleza! Os prefeitos estão rindo à toa.

É importante registrar que os percentuais acima são variações nominais, sem desconto da inflação do período, ou seja, refletem o crescimento bruto da arrecadação, não necessariamente o ganho real de poder de compra dos municípios.

 


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 


                                  Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha



Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 

O gráfico apresenta os dados da empregabilidade do setor de serviços segundo o CAGED de julho de 2025 e de 2026, o mais recente.

Como pode-se observar, em julho de 2025 a economia de serviços de Campos abriu 157 empregos com carteira assinada e, em julho de 2026, o saldo líquido ficou negativo, o que é preocupante.

No que diz respeito a Macaé, a economia do petróleo, em julho de 2025 foram criados a mais 252 postos de trabalho e, em julho de 2026, o quantitativo de vagas saltou para 583, o que demonstra a dinâmica de uma economia puxada pelo setor de óleo e gás. Embora Macaé tenha perdido, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período de 2025, mais de dois mil vínculos formais. Estou falando do saldo líquido total, segundo uma das últimas postagens que fizemos neste blog sobre o emprego na região Norte Fluminense.

A economia de Rio das Ostras, como se observa no gráfico, encerrou julho de 2026 com resultado líquido negativo de 120 vagas no segmento de serviços, ao contrário do ano passado, que fechou com números positivos.

E São João da Barra, a terra do megainvestimento do Porto do Açu, criou 60 vagas em julho de 2025 e, agora, em julho de 2026, gerou somente 13 postos de trabalho. O que podemos dizer é que é muito pouco em face dos grandes investimentos que ocorrem no território sanjoanense.

Portanto, em razão do atual cenário de empregos desses municípios, podemos dizer: somente Macaé é o destaque, com mais de 580 vínculos formais a mais.

      


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Com R$ 2,2 bilhões em folha até junho de 2026, prefeituras da região bancam o comércio e os serviços locais

 


 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha





Com R$ 2,2 bilhões em folha até junho de 2026, prefeituras da região bancam o comércio e os serviços locais



O infográfico apresenta a execução da folha de pagamento e encargos sociais de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo os dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), enviado pelas prefeituras ao TCE-RJ.

No caso de Campos, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, a folha aumentou 9,23%; a de Macaé, 14,83%; a de Rio das Ostras, 8,51%; e a de São João da Barra, 7,03%. Essas elevações estão ligadas ao crescimento natural que elas possuem em cada ano, além de reajustes nominais aplicados aos servidores públicos. Importa salientar que está neste volume financeiro das folhas a primeira parcela relativa à metade do décimo terceiro que os prefeitos concedem antecipadamente, na primeira metade do ano, aos trabalhadores.

Por fim, como se observa através dos dados, elas são milionárias e têm uma função relevante na economia local, pois são essas despesas que movimentam, do ponto de vista econômico, o comércio e o setor de serviços implantados nestes municípios.

 

 

 




quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Macaé perde 2.548 vagas — mais do que o saldo positivo dos outros três municípios somados

Segundo os números recentes do CAGED no que diz respeito aos empregos com a carteira assinada das economias da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro, com a maior densidade econômica no período de janeiro a julho de 2026 em relação a julho de 2025, ou no acumulado do ano.

Os empregos da economia campista baseada na prestação de serviços aumentaram 4,13%, a economia do petróleo de Macaé perdeu 42,39% de postos de trabalho, a de Rio das Ostras, com toda a Zona Especial de Negócio (ZEN) presente e as suas empresas ligadas ao ramo do petróleo, destruiu 33,72% de empregos com a carteira assinada, e a economia portuária de São João da Barra elevou a criação de vagas formais em 122,91%, conforme os dados do gráfico.

Por fim, é relevante fazer uma observação em relação a Campos e São João da Barra. O número significativo de empregos criados em Campos no período em análise está relacionado aos dados da empregabilidade da safra sazonal da cana de açúcar no município, que não se sustentará no segundo semestre em virtude do desemprego natural que ocorre no final da safra. E no que tange à economia sanjoanense, embora tenha tido uma criação de empregos acima de 122% por conta do Porto do Açu, este grande empreendimento continua devendo à região. Pois Macaé, embora tenha perdido muitos empregos no recorte de tempo de um ano, ainda lidera a geração de empregos com a carteira assinada em termos absolutos na região, seguida por Campos.

Apenas para acrescentar, a economia regional, somando todos os postos de trabalho dos municípios do gráfico, em 2025 chegou ao total de 10.815 e, em 2026, chegou a 8.611, ou seja, ocorreu um encolhimento na criação de empregos de 20,38%, ou, em termos absolutos, foram 2.204 empregos formais a menos. E Macaé é o responsável por puxar a queda da empregabilidade, com a perda de 2.548 postos líquidos ou 42,4%. É muita coisa!