segunda-feira, 6 de julho de 2026

ISS de São João da Barra ultrapassa Campos e Rio das Ostras — só fica atrás de Macaé

Segundo os dados da arrecadação do ISS de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com fonte no TCE-RJ, o levantamento contempla as prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

A arrecadação aumentou em todos os municípios analisados nesta postagem. Em termos absolutos, a menor arrecadação foi a de Campos, em função da fragilidade econômica da atividade de serviços. A de Macaé é a maior, por conta das atividades de serviços ligadas à Petrobras; em Rio das Ostras, o crescimento se deu em função da Zona Especial de Negócios; e em São João da Barra, a elevação foi puxada pelo Porto do Açu.

Por fim, vale o registro: a arrecadação de São João da Barra superou tanto a de Campos quanto a de Rio das Ostras, ficando atrás apenas da de Macaé. São os efeitos do Porto do Açu.

 

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Recorde de 15 anos: inadimplência do crédito chega a 4,7% em maio

No mês em que o governo federal lança o terceiro Desenrola Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas sobre a taxa de inadimplência do Brasil, referentes ao mês de maio de 2026: a inadimplência geral do crédito (livre e direcionado) ficou em 4,7%, patamar recorde desde o início da série histórica, em março de 2011. Já entre as pessoas físicas no crédito livre, o índice chegou a 7,6%.

O grande problema do perfil do endividamento está nas pessoas físicas, quando envolve a modalidade de crédito do cheque especial, onde a taxa de juros praticada pelos bancos gira em torno de 138%, o cartão de crédito rotativo, onde a taxa ultrapassa os 439%, e o empréstimo a pessoa física, onde a taxa de juros também é astronômica.

Outro aspecto que o consumidor esquece e não leva em consideração é que a taxa de juros do Brasil, na atual conjuntura, é uma das maiores do mundo: a Selic está em 14,25% ao ano.

Portanto, resumo da ópera: o Brasil se transformou em um verdadeiro cassino financeiro, com os bancos sendo os maiores protagonistas. Durma com um barulho desses!

 

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos- Análise realizada por IA

 


Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos

 

Segundo os números de emprego do CAGED, publicados ontem, a economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) aumentou o volume de contratações líquidas de trabalhadores, saltando de 1.530 empregos em maio de 2025 para 1.799 em maio de 2026, em termos relativos, o crescimento foi de 17,58%.

Essa elevação foi puxada pelo início da safra sazonal da cana de açúcar na economia local, pelas duas usinas ainda existentes, que se encontram em profundas dificuldades financeiras. Inclusive, circulou na mídia local, no final do ano passado, que uma das usinas, por estar soterrada em dívidas e devido à pouca matéria-prima (cana de açúcar) existente na região, não iria moer neste ano. O que foi uma surpresa para a gente é que ela está funcionando ainda nesta safra que se inicia.

Agora vamos aos números: a agropecuária em maio de 2025 criou 885 empregos, em maio de 2026 foram 1.061; o comércio criou 76 vagas em maio de 2025 e em maio de 2026 perdeu 39; a construção civil experimentou uma recuperação, pois em maio de 2025 ficou com o saldo de -160 e agora em maio de 2026 o saldo foi de 127 postos de trabalho formais; a indústria está em ascensão em função da safra da cana, de acordo com o CAGED, em maio de 2025 foram 386 vagas e em maio de 2026 foram 541 postos de trabalho; o setor de serviços em maio de 2025 criou 343 empregos e em maio de 2026 ocorreu uma retração, ficando com 109 empregos com carteira assinada.

Por fim, é importante lembrar aos leitores que a economia campista, a partir de maio até, no mais tardar, o mês de setembro, terá um pouco mais de dinheiro circulando e alimentando os segmentos econômicos de serviços e comércio da cidade, dos quais os lojistas tanto reclamam da falta de dinheiro. Um outro aspecto que não podemos esquecer de informar a todos é que a atual conjuntura agora é de sazonalidade e de tempo curto, pois o que mantém a economia de Campos atualmente são os investimentos da Petrobras em Macaé e o Porto do Açu em São João da Barra. Mas, de qualquer forma, temos sim que comemorar a geração de emprego e renda. É isso que queremos sempre. Trabalhador empregado é consumo certo na economia local!

 


terça-feira, 30 de junho de 2026

Os prefeitos gastam mais com saúde em 2026; falta saber se o atendimento melhorou

 

Nos quatro primeiros meses de execução orçamentária de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os recursos aplicados na saúde pública dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra aumentaram 9,40% em Campos; 25,41% em Macaé; 21,77% em Rio das Ostras; e 16,47% em São João da Barra.

Como se pode observar pelos números, o dinheiro destinado à saúde local pelos prefeitos de cada cidade analisada nesta postagem só se elevou no quadrimestre de 2026. Agora resta saber se os serviços prestados pelas Secretarias de Saúde são efetivamente de qualidade, pois, via de regra, a população costuma reclamar muito do atendimento oferecido pelas prefeituras nessa área. Não sei exatamente se é o caso desses municípios.

Portanto, com a palavra a população, porque, segundo o levantamento, os aportes de cada cidade são volumosos. O dinheiro não está faltando!

 


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Royalties de junho: Campos embolsa R$ 61,9 milhões de uma vez

Dinheiro na conta dos municípios petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) depositou hoje as rendas do petróleo dos municípios da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, e dos da Bacia de Santos, do pré-sal, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema. Os valores que estão faltando no gráfico de Campos e de São João da Barra, respectivamente, são: R$ 61.901.718,54 e R$ 23.468.063,07. Portanto, dinheiro tem!