quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta

 


                             Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha
 

Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta

 

Segundo o IBGE, o setor de prestação de serviços da economia brasileira se manteve estável (0,0%) em julho de 2026 frente a junho de 2026, resultado mais fraco do que o de julho de 2025, quando o setor havia crescido 0,3% frente a junho daquele ano. Já na comparação direta entre os dois julhos, ano contra ano, houve alta de 0,9%. No acumulado do ano de 2025, de janeiro a julho, a expansão foi de 2,4%; já no acumulado de 2026, ficou em 1,9%. No acumulado de doze meses, em 2025 a expansão foi de 2,9% e, em 2026, de 2,4%, conforme o gráfico acima.

Apesar da desaceleração no ritmo, a série de comparação interanual (mesmo mês, ano contra ano) segue positiva há 28 meses consecutivos, sinal de que o setor não está encolhendo, apenas crescendo mais devagar.

Setores que mais impulsionaram o resultado de julho/2026: transportes (+0,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,6%, recuperando parte da queda de 1,3% observada em junho/2026). Em contrapartida, informação e comunicação recuou 2,5% no mês.

Portanto, segue a economia brasileira a sua trajetória com o setor de serviços desacelerando, ou seja, crescendo em ritmo lento; porém, ele não está encolhendo, apenas avança menos. Uma explicação objetiva: a taxa de juros Selic estratosférica é uma das causas desse arrefecimento da atividade no Brasil.

 


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Em sete meses, ICMS do Rio arrecada R$ 4,95 bilhões a mais que em 2025

 


O infográfico apresenta a arrecadação do ICMS de janeiro a julho de 2024, 2025 e 2026 do Estado do Rio de Janeiro em bilhões de reais.

Como se pode observar no infográfico, quando se compara 2025 a 2024, o crescimento nominal foi de 12,4%; e de 2026 em relação a 2025, foi de 15,8%. Agora, quando a comparação é de 2026 em relação a 2024, a variação percentual é de 30,2%.

Portanto, tem-se o ICMS, a maior receita corrente do Estado do Rio de Janeiro (RJ), subindo em patamares satisfatórios. O que é uma boa notícia para o nosso estado, que vive submerso em um discurso de crise. Dinheiro tem, e os números demonstram isso. É uma notícia e tanto!

 


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Macaé e Campos somam mais de R$ 4 bilhões em seis meses — e Rio das Ostras cresce 22%

 


Segundo os dados retirados do TCE-RJ relativos à receita orçamentária realizada de janeiro a junho de 2025 e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

Nos primeiros seis meses de 2026 em relação ao semestre relativo de 2025, Campos e Macaé tiveram uma receita realizada bilionária, conforme pode se observar no gráfico. A de Campos se elevou 14,07% e a de Macaé, 10,58%.

Já as receitas realizadas de Rio das Ostras e São João da Barra possuem volumes financeiros significativos, porém, ainda esses dois municípios não têm orçamentos bilionários. A receita de São João da Barra cresceu 11,15% e a de Rio das Ostras, 22,58%.

Portanto, os municípios da região Norte Fluminense e da Baixada Litorânea beneficiados pela produção de petróleo estão nadando de braçada no que diz respeito ao dinheiro. Que beleza! Os prefeitos estão rindo à toa.

É importante registrar que os percentuais acima são variações nominais, sem desconto da inflação do período, ou seja, refletem o crescimento bruto da arrecadação, não necessariamente o ganho real de poder de compra dos municípios.

 


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 


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Enquanto Campos e Rio das Ostras demitem, Macaé dispara com 583 vagas em serviços

 

O gráfico apresenta os dados da empregabilidade do setor de serviços segundo o CAGED de julho de 2025 e de 2026, o mais recente.

Como pode-se observar, em julho de 2025 a economia de serviços de Campos abriu 157 empregos com carteira assinada e, em julho de 2026, o saldo líquido ficou negativo, o que é preocupante.

No que diz respeito a Macaé, a economia do petróleo, em julho de 2025 foram criados a mais 252 postos de trabalho e, em julho de 2026, o quantitativo de vagas saltou para 583, o que demonstra a dinâmica de uma economia puxada pelo setor de óleo e gás. Embora Macaé tenha perdido, no acumulado do ano, ou seja, de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período de 2025, mais de dois mil vínculos formais. Estou falando do saldo líquido total, segundo uma das últimas postagens que fizemos neste blog sobre o emprego na região Norte Fluminense.

A economia de Rio das Ostras, como se observa no gráfico, encerrou julho de 2026 com resultado líquido negativo de 120 vagas no segmento de serviços, ao contrário do ano passado, que fechou com números positivos.

E São João da Barra, a terra do megainvestimento do Porto do Açu, criou 60 vagas em julho de 2025 e, agora, em julho de 2026, gerou somente 13 postos de trabalho. O que podemos dizer é que é muito pouco em face dos grandes investimentos que ocorrem no território sanjoanense.

Portanto, em razão do atual cenário de empregos desses municípios, podemos dizer: somente Macaé é o destaque, com mais de 580 vínculos formais a mais.