Blog do Zé Alves Neto
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%
O IPCA-15 de agosto,
divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com
uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.
Os itens dos preços
relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à
queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e
os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta
de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente
anterior.
Importa lembrar, embasado
nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do
teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa
forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem
travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da
política monetária.
Para quem não sabe o que é
uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da
inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto
prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que,
por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como
consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.
Por fim, a divulgação da
deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente
notícia!
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026
Os investimentos públicos
de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro
semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores
absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram
76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.
No que diz respeito à
amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em
2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no
período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida
registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da
Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e
encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo
para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o
município não pagou juros e encargos.
Portanto, esse é o quadro
do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores
orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU
O infográfico apresenta a
arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos,
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo os dados do site do TCE-RJ.
São João da Barra, a terra
do Porto do Açu, foi o município que mais elevou a receita do IPTU no primeiro
semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, em termos
relativos, ficando em 64,45%. Já Campos dos Goytacazes é o que possui a maior arrecadação
em termos absolutos, conforme os números levantados. Portanto, dinheiro tem!
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Dinheiro não falta: na região do petróleo, vereador custa caro
O infográfico faz uma
análise comparativa da execução orçamentária dos Poderes Legislativos ou
Câmaras municipais de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra do
primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.
Em Campos, não se pode
calcular a variação percentual, tendo em vista, talvez, um erro na hora de se
confeccionar o relatório de execução orçamentária do ano de 2025, cujo valor
executado pela Câmara local foi de apenas R$ 54.744,66. Porém, o valor do
primeiro semestre de 2026 foi de R$ 17,7 milhões.
Em Macaé, os gastos com os
vereadores aumentaram 22,85%; os de Rio das Ostras cresceram 18,99%; e os de
São João da Barra, 12,29%. É importante o contribuinte ter conhecimento dessas
despesas, porque quem paga essa conta é a sociedade e os vereadores. Os edis
dessas cidades estão custando muito caro ao erário. Precisamos saber se eles
estão realmente cumprindo as suas atribuições constitucionais. Ou estão apenas
fazendo figuração.
Por fim, é importante
lembrar que o orçamento das Câmaras é limitado pelo art. 29-A da Constituição
Federal, que fixa o teto de despesa do Legislativo Municipal conforme a
população de cada cidade: 7% para municípios com até 100 mil habitantes, caso
de São João da Barra; 6% para os que têm entre 100 mil e 300 mil habitantes,
caso de Macaé e Rio das Ostras; e 4,5% para os que ultrapassam 500 mil
habitantes, caso de Campos dos Goytacazes, o menor teto entre os quatro. Esse percentual
incide sobre a receita tributária própria e as transferências constitucionais
arrecadadas pelo Executivo no exercício anterior, repassada à Câmara em
duodécimos mensais, os royalties do petróleo, por serem receita patrimonial,
ficam de fora dessa conta. É por isso que Macaé, mesmo empatada com Rio das
Ostras no teto de 6%, tem o maior orçamento executado entre os quatro: o ISS e
a cota-parte do ICMS do município, ambos inflados pela intensa atividade de
serviços ligada à indústria offshore, elevam sua base de cálculo muito acima da
dos vizinhos.



