Blog do Zé Alves Neto
terça-feira, 26 de maio de 2026
Campos cresce 16% no ISS, mas segue lanterninha: a menor arrecadação entre os municípios produtores da Bacia de Campos
O
gráfico acima demonstra os dados da arrecadação do ISS de janeiro e fevereiro
de 2025 e de 2026 dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos.
Como
se observa pelos valores arrecadados, Campos registrou elevação de 16,37%,
Macaé apresentou retração de 3,77%, Rio das Ostras avançou 38,92% e São João da
Barra aumentou 34,97%. Em termos absolutos, o total arrecadado pelos quatro
municípios saltou de R$ 279,9 milhões em 2025para R$ 300,0 milhões em 2026, crescimento agregado de R$ 20,1 milhões no
período.
Contudo,
diante desse cenário, um aspecto precisa ser ressaltado. No primeiro bimestre
de 2025 e de 2026, em termos absolutos, a arrecadação do ISS de Campos segue
sendo a menor entre os quatro municípios. Isso se explica pelo fato de a
economia campista estar assentada em atividades de serviços de baixo valor
agregado e de baixa remuneração dos trabalhadores, ao contrário dos demais
municípios: Macaé abriga a base operacional da Petrobras; Rio das Ostras conta
com a Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra sedia o Porto do
Açu, um dos maiores complexos portuários e industriais em operação na América
Latina.
Vale
acrescentar que a participação de Macaé no total regional recuou de 68% no
valor agregado de 2025 para 62% do agregado de 2026 em apenas um ano, enquanto
São João da Barra e Rio das Ostras ampliaram suas fatias.
Por
fim, apenas para registrar: a economia campista, em razão de sua fragilidade econômica,
continua segurando a lanterna no quesito arrecadação de ISS entre os municípios
produtores da Bacia de Campos. O que é preocupante.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
No primeiro bimestre de 2026, Macaé concentrou 84% de todo o investimento da região
Segundo
os dados extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito aos investimentos
públicos dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos nos meses de
janeiro e fevereiro, a prefeitura de Campos ampliou, no primeiro bimestre de
2026 em relação ao mesmo período de 2025, os gastos em obras e equipamentos em
14,94%, e a de Macaé em 26,73%. É importante ressaltar que, em termos nominais,
os valores investidos por Macaé são muito superiores quando comparados aos de
Campos: R$ 19,3 milhões em 2026 contra R$ 3,7 milhões o que coloca Macaé sozinha com 83,7% de todo o
investimento regional no bimestre.
Já
Rio das Ostras e São João da Barra registraram recuos significativos nos
investimentos, de 97,67% e 97,32%, respectivamente, saindo de R$ 215 mil cada
para menos de R$ 6 mil no período.
Cabe,
contudo, uma justa observação: a presente análise abrange apenas dois meses do
início do exercício fiscal de 2025 e 2026, fase em que é natural que as
prefeituras invistam pouco, dado que a peça orçamentária ainda está sendo
aberta para execução ao longo do ano.
Portanto,
diante dos cenários apresentados pelos números, não surpreende que os
investimentos de Campos e Macaé sejam maiores quando comparados aos dos outros
dois municípios, uma vez que ambos dispõem de orçamentos fiscais
significativamente mais robustos, sustentados pelo fluxo de royalties do
petróleo.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Campos dispara 26,5% na arrecadação enquanto São João da Barra recua — o que os números revelam sobre o Norte Fluminense
No
comparativo bimestral de janeiro e fevereiro de 2026 em relação ao mesmo
período de 2025, no que diz respeito à receita realizada das prefeituras
destacadas no infográfico, conforme dados extraídos do portal do TCE-RJ, os
números são expressivos.
A
arrecadação de Campos registrou um salto de 26,51%, desempenho que vai muito
além da inflação do período e sugere causas estruturais, como a guisa de
exemplo, aumento nos repasses de royalties e possível regularização tributária.
Macaé avançou 5,73%, Rio das Ostras cresceu 4,25% e São João da Barra foi o
único a recuar, com retração de 5,76%, dado que merece atenção, dado o papel do
Porto do Açu na economia local.
Estamos
diante de orçamentos bilionários, e não se trata de valor irrisório, como os
próprios números deixam claro.
O
presente estudo demonstra, portanto, o montante efetivamente ingressado no
caixa de cada prefeitura. Não se trata de expectativas orçamentárias, mas de
receita concretamente realizada do ponto de vista financeiro. Os gestores
municipais, diante desse quadro, não têm como alegar escassez de recursos.
Dinheiro tem!


