Blog do Zé Alves Neto
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra
No
panorama dos gastos com Assistência Social de janeiro a junho de 2025 e de
2026, segundo a execução orçamentária das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das
Ostras e São João da Barra, de acordo com o TCE-RJ.
Eles
tiveram uma queda de 17,28% na despesa social de Campos, uma redução de 5,20%
na despesa de Macaé, ocorreu uma elevação de 12,87% em Rio das Ostras e tiveram
uma queda de 2,35% em São João da Barra, a terra do Porto do Açu.
Portanto,
ao observar os números, verifica-se que a maior diminuição dos gastos na
política social no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano
passado foi a de Campos, de 17,28%. E o único município que teve aumento da
despesa da área social foi o de Rio das Ostras, de 12,87%.
Importante
lembrar que todos estes municípios destacados neste post são produtores de
petróleo e possuem grandes orçamentos públicos municipais sustentados pelos
royalties do petróleo, que, nessa conjuntura, aumentam a arrecadação por
conta do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã. Um outro aspecto
que deve ser salientado: todos os municípios do infográfico apresentam alto
índice de pobreza em seus respectivos territórios. Então, é inaceitável que os
prefeitos reduzam o dinheiro da Assistência Social!
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025
O
IBGE divulgou ontem a inflação do mês de julho de 2026. Ela ficou em 0,07%, o
que representa uma redução de 0,19 ponto percentual frente ao índice de julho
de 2025, que estava no patamar de 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação
ficou em 4,44%, e no ano de 2026, em 3,44%.
Tivemos
queda nos itens alimentação e bebidas, de 0,67%, e vestuário, com redução de
0,66%. Já o item habitação e energia elétrica registrou respectivamente uma
alta de 0,99% e 3,09%.
Com
isso, o Banco Central já pode pensar em reduzir mais uma vez a taxa de juros na
próxima reunião do Copom.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada
Primeiramente
apresentaremos o quantitativo dos empregos somados dos quatro municípios, de
janeiro a junho de 2025 que totalizou 9.907 vagas e o do mesmo período de 2026
que atingiu o patamar de 7.829 vagas, o que culminou numa queda de 20,97%.
Agora
na apresentação de forma individualizada, a economia de Campos de janeiro a
junho de 2025 criou 2.690 empregos e em 2026 gerou 3.213 vagas, no mesmo
intervalo uma elevação de 19,44%.
Enquanto
isso, Macaé teve uma queda de 50,76%, no ano de 2025 analisado onde criou 5.292
vagas e de janeiro a junho de 2026 somente 2.606 empregos formais. E olha que
Macaé tem a economia ancorada na Petrobras. Então, o resultado de seis meses da
empregabilidade de 2026 de Macaé é sofrível.
Já
Rio das Ostras, assim como Macaé, os empregos encolheram em 40,43%. De janeiro
a junho de 2025 foram criados 1.363 postos de trabalho e em 2026, no mesmo
recorte de tempo, foram 812 vagas. Muito pouco para uma economia que possui uma
expressiva Zona Especial de Negócios (ZEN) com a maioria de empresas multinacionais
do mundo do petróleo.
Em
São João da Barra, assim como Campos, teve crescimento nos empregos de 113,17%.
Porém, quando se observa em termos absolutos os valores, a quantidade de
emprego em 2025 foi de um saldo líquido total de 562 e em 2026, de janeiro a
junho, de 1.198 postos de trabalho. Uma quantidade pequena para uma economia
que hospeda o megainvestimento do Porto do Açu.
Portanto,
resumo da ópera, as duas economias que tiveram crescimento da empregabilidade
no espaço de tempo analisado em termos relativos foram Campos e São João da
Barra, e em termos absolutos foi Campos em 2026 e Macaé em 2025. Um detalhe que
não podemos esquecer de ressaltar: o primeiro semestre analisado, em se
tratando de Campos, está com as cifras dos empregos gerados pela safra sazonal
do setor sucroalcooleiro, que, no segundo semestre de 2026, os trabalhadores
contratados serão demitidos, e tudo indica que o resultado do segundo semestre
será menor do que o do primeiro. A conferir futuramente.


