quarta-feira, 1 de julho de 2026

Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos- Análise realizada por IA

 


Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos

 

Segundo os números de emprego do CAGED, publicados ontem, a economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) aumentou o volume de contratações líquidas de trabalhadores, saltando de 1.530 empregos em maio de 2025 para 1.799 em maio de 2026, em termos relativos, o crescimento foi de 17,58%.

Essa elevação foi puxada pelo início da safra sazonal da cana de açúcar na economia local, pelas duas usinas ainda existentes, que se encontram em profundas dificuldades financeiras. Inclusive, circulou na mídia local, no final do ano passado, que uma das usinas, por estar soterrada em dívidas e devido à pouca matéria-prima (cana de açúcar) existente na região, não iria moer neste ano. O que foi uma surpresa para a gente é que ela está funcionando ainda nesta safra que se inicia.

Agora vamos aos números: a agropecuária em maio de 2025 criou 885 empregos, em maio de 2026 foram 1.061; o comércio criou 76 vagas em maio de 2025 e em maio de 2026 perdeu 39; a construção civil experimentou uma recuperação, pois em maio de 2025 ficou com o saldo de -160 e agora em maio de 2026 o saldo foi de 127 postos de trabalho formais; a indústria está em ascensão em função da safra da cana, de acordo com o CAGED, em maio de 2025 foram 386 vagas e em maio de 2026 foram 541 postos de trabalho; o setor de serviços em maio de 2025 criou 343 empregos e em maio de 2026 ocorreu uma retração, ficando com 109 empregos com carteira assinada.

Por fim, é importante lembrar aos leitores que a economia campista, a partir de maio até, no mais tardar, o mês de setembro, terá um pouco mais de dinheiro circulando e alimentando os segmentos econômicos de serviços e comércio da cidade, dos quais os lojistas tanto reclamam da falta de dinheiro. Um outro aspecto que não podemos esquecer de informar a todos é que a atual conjuntura agora é de sazonalidade e de tempo curto, pois o que mantém a economia de Campos atualmente são os investimentos da Petrobras em Macaé e o Porto do Açu em São João da Barra. Mas, de qualquer forma, temos sim que comemorar a geração de emprego e renda. É isso que queremos sempre. Trabalhador empregado é consumo certo na economia local!

 


terça-feira, 30 de junho de 2026

Os prefeitos gastam mais com saúde em 2026; falta saber se o atendimento melhorou

 

Nos quatro primeiros meses de execução orçamentária de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os recursos aplicados na saúde pública dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra aumentaram 9,40% em Campos; 25,41% em Macaé; 21,77% em Rio das Ostras; e 16,47% em São João da Barra.

Como se pode observar pelos números, o dinheiro destinado à saúde local pelos prefeitos de cada cidade analisada nesta postagem só se elevou no quadrimestre de 2026. Agora resta saber se os serviços prestados pelas Secretarias de Saúde são efetivamente de qualidade, pois, via de regra, a população costuma reclamar muito do atendimento oferecido pelas prefeituras nessa área. Não sei exatamente se é o caso desses municípios.

Portanto, com a palavra a população, porque, segundo o levantamento, os aportes de cada cidade são volumosos. O dinheiro não está faltando!

 


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Royalties de junho: Campos embolsa R$ 61,9 milhões de uma vez

Dinheiro na conta dos municípios petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) depositou hoje as rendas do petróleo dos municípios da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, e dos da Bacia de Santos, do pré-sal, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema. Os valores que estão faltando no gráfico de Campos e de São João da Barra, respectivamente, são: R$ 61.901.718,54 e R$ 23.468.063,07. Portanto, dinheiro tem!

 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desemprego fecha maio em 5,6%, o menor para o mês desde 2012 - Análise realizada por IA

 


Desemprego fecha maio em 5,6%, o menor para o mês desde 2012

 

O IBGE divulgou hoje a taxa de desemprego da economia brasileira, e ela ficou em 5,6% no trimestre terminado em maio; foi de 6,1% no encerrado em março e de 5,8% no de abril. É a menor taxa para o mês de maio desde 2012, e se encontra no "piso histórico". Em maio de 2025, a taxa de desocupação ficou em 6,2%, ou seja, recuo de 0,6 p.p. em doze meses.

No que diz respeito à renda do trabalho, ela ficou em R$ 3.726,00; na comparação com maio de 2025, ocorreu um crescimento de 4,0%, o que é uma boa notícia para a economia do Brasil.

Assim, se levarmos em conta a política monetária do Banco Central, na qual se pratica uma taxa de juros de 14,5% ao ano, esta conjuntura do mercado de trabalho parece contraditória, pois, via de regra, o juro elevado tende a arrefecer a atividade econômica e, como consequência, ampliar o desemprego. O que se observa na prática é exatamente o contrário. Talvez o que esteja aquecendo a economia sejam os estímulos fiscais que o governo federal atualmente vem fazendo através de programas sociais e de algumas isenções tributárias, ou não?

Portanto, fica essa pergunta no ar.

 


Macaé concentra a geração de empregos industriais do Norte Fluminense - Análise realizada por IA