Blog do Zé Alves Neto
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Macaé lidera em investimento, Campos lidera em dívida: o retrato fiscal do Norte Fluminense em quatro meses de 2026
O
infográfico apresenta os dados sobre a amortização da dívida, os juros e
encargos da dívida e os investimentos das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das
Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026,
segundo o TCE-RJ.
No
caso de Campos, o pagamento dos juros aumentou 59,45% em 2026, a amortização no
mesmo período recuou 21,39% e os investimentos se elevaram 48,67%.
Em
Macaé não existe dívida no período analisado, e o município investiu, em termos
absolutos, mais de R$ 71 milhões nos primeiros quatro meses de 2026.
Em
Rio das Ostras, os investimentos cresceram mais de 4 mil por cento de janeiro a
abril de 2026, numa ilusão estatística, pois a cidade teve, em 2025, apenas um
pouco mais de R$ 36 mil em investimento público municipal; não pagou juros, e a
amortização da dívida teve um leve aumento de 6,67%.
Já
São João da Barra teve retração de 77,80% nos investimentos no primeiro
quadrimestre de 2026; os juros e encargos, no mesmo período, somaram um pouco
mais de R$ 269 mil, ante zero em 2025; e a amortização da dívida se elevou
16,40%.
Portanto,
diante desse cenário de dívida e investimentos nos municípios produtores de
petróleo, com orçamentos públicos bilionários, podemos dizer que a melhor saúde
fiscal é a de Macaé: sem dívida e com investimentos consideráveis em termos
absolutos, tanto em 2025 quanto em 2026. Ou seja, a dívida é sempre uma ameaça
aos investimentos.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa
Segundo
dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está
endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros,
apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são
referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se
de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a
capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.
Embora
exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do
governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de
brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de
devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do
período mencionado são de arrepiar.
São
vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro
foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo,
que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes,
os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é
inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada
pelo Banco Central do Brasil.
Portanto,
o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação
para se lamentar.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio
O
gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos
municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada
Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em
comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos,
como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que
pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.
Todos
os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado,
não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá
(-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu
(-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo
ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma
questão específica de cada prefeitura.
Cabe
ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre
junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os
efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo
conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos
repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma,
é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste
post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro
proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o
petróleo.

