Blog do Zé Alves Neto
quinta-feira, 28 de maio de 2026
O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026
O
gráfico acima apresenta os valores dos royalties de maio de 2026, comparando e
apurando o crescimento percentual do mês de maio em relação a abril de 2026.
Como não poderia deixar de ser, Maricá, da Bacia de Santos, lidera o ranking de
recebimento, seguida por Macaé, da Bacia de Campos, e Niterói, também da Bacia
de Santos.
Destaque
para outro município: Saquarema, da Bacia de Santos, que registrou o maior
crescimento de arrecadação em maio de 2026 em relação ao mês anterior, chegando
ao patamar de 74%, conforme os dados exibidos no gráfico.
Nesse
contexto de fartura das rendas petrolíferas, cabe uma observação relevante.
Todos os municípios tiveram alta superior a 40% na arrecadação. O menor
crescimento registrado foi o de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, a
cidade onde o progresso é uma realidade, com 43% em relação a abril.
Por
fim, ressalta-se que essa elevação no repasse dos royalties referentes a maio,
promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), decorre do conflito
geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, uma guerra desnecessária na atual
conjuntura, que impulsionou o barril de petróleo tipo Brent para o patamar
acima de cem dólares. Esse cenário representa alto risco inflacionário para a
economia mundial, dado que o petróleo é insumo estratégico sob o ponto de vista
econômico. Nos Estados Unidos, o Fed já sinaliza a possibilidade de elevar a
taxa básica de juros com o objetivo de conter a aceleração dos preços na
economia doméstica.
Aproveita-se
o ensejo para uma retificação: ficaram faltando, na arte do gráfico, os valores
de dois municípios. O de Campos que recebeu
R$ 54,1 milhões, o que representa um crescimento de 46,9% em relação a abril. E
o de Rio das Ostras que recebeu R$ 21,0
milhões, registrando variação positiva de 59,3%.
Como
sempre costumamos afirmar: dinheiro há, para os prefeitos investirem em
benefício da população. Resta saber se farão bom proveito dessa elevação das
rendas do petróleo, investindo pesado em políticas públicas e no bem-estar da
sociedade.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Brasil avança de 0,744 para 0,805 e alcança o maior índice de desenvolvimento humano da história
O
PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, publicou ontem o IDHM do Brasil, um importante
indicador que mensura a qualidade de vida da população, medindo as variáveis
renda, longevidade e educação. O Brasil deu um salto significativo do ano de
2012 para 2024, quando avançou de 0,744 para 0,805, sendo classificado pela
metodologia do índice na categoria Muito Alto. Abaixo apresentamos as variações
das dimensões avaliadas.
Apenas
mais um detalhe: para os críticos do programa Bolsa Família do governo federal,
no quesito renda ele gerou um impacto expressivo, juntamente com os reajustes
reais do salário mínimo, e melhorou sobremaneira a qualidade de vida dos
beneficiários e dos trabalhadores, que passaram a acessar bens e serviços aos
quais antes não tinham condições financeiras de alcançar.
1.
Educação — o motor mais forte O IDHM Educação foi a
dimensão que mais avançou no período (de 0,623 para 0,770 — elevação de
+0,147). O percentual de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de
59,5% para 71,4% entre 2012 e 2024. Crescimento médio anual de 1,35%.
2.
Recuperação da longevidade pós-pandemia A expectativa de
vida recuou em 2020 e 2021 em razão da Covid-19, mas se recuperou integralmente
e atingiu o maior patamar da série histórica em 2024. Mulheres: 79,9 anos.
Homens: 73,3 anos.
3.
Transferência de renda e valorização do salário mínimo O
Bolsa Família ampliado e os reajustes reais do salário mínimo elevaram a renda
domiciliar per capita, especialmente nas faixas mais vulneráveis. O IDHM Renda
cresceu de 0,670 para 0,712.
4.
Redução da desigualdade racial O IDHM da população negra
avançou 10,3% no período, quase o dobro do registrado entre brancos (5,5%). A
distância entre os grupos recuou de 14% para 9%.
5.
Avanço das regiões metropolitanas do Nordeste 7
das 9 regiões metropolitanas nordestinas atingiram o patamar de Muito Alto em
2024 — algo inédito. A Grande Teresina chegou a 0,809. Natal e João Pessoa
lideraram as conquistas. Esse desempenho puxou a média nacional para cima.
6.
Superação do choque pandêmico O IDHM recuou em 2020 e
2021. A retomada foi consistente: 0,788 em 2022 → 0,798 em 2023 → 0,805 em
2024. O Brasil não apenas recuperou o que perdeu — superou todos os patamares
anteriores. A fonte desses dados é o IBGE e o PNUD.
Portanto,
o Brasil segue caminhando com melhorias nas áreas econômica, social e na
qualidade de vida da sua população, e não pretende retornar ao passado do
governo de extrema direita que atravessamos recentemente. Além disso, o
candidato da extrema direita à Presidência da República, na atual conjuntura
brasileira, não goza de credibilidade, dado o seu histórico controverso. Basta
que os leitores recorram ao episódio recente em que esse candidato solicita
recursos ao banqueiro dono do Banco Master, protagonista do maior escândalo financeiro do
país. E viva o Brasil!
terça-feira, 26 de maio de 2026
Campos cresce 16% no ISS, mas segue lanterninha: a menor arrecadação entre os municípios produtores da Bacia de Campos
O
gráfico acima demonstra os dados da arrecadação do ISS de janeiro e fevereiro
de 2025 e de 2026 dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos.
Como
se observa pelos valores arrecadados, Campos registrou elevação de 16,37%,
Macaé apresentou retração de 3,77%, Rio das Ostras avançou 38,92% e São João da
Barra aumentou 34,97%. Em termos absolutos, o total arrecadado pelos quatro
municípios saltou de R$ 279,9 milhões em 2025para R$ 300,0 milhões em 2026, crescimento agregado de R$ 20,1 milhões no
período.
Contudo,
diante desse cenário, um aspecto precisa ser ressaltado. No primeiro bimestre
de 2025 e de 2026, em termos absolutos, a arrecadação do ISS de Campos segue
sendo a menor entre os quatro municípios. Isso se explica pelo fato de a
economia campista estar assentada em atividades de serviços de baixo valor
agregado e de baixa remuneração dos trabalhadores, ao contrário dos demais
municípios: Macaé abriga a base operacional da Petrobras; Rio das Ostras conta
com a Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra sedia o Porto do
Açu, um dos maiores complexos portuários e industriais em operação na América
Latina.
Vale
acrescentar que a participação de Macaé no total regional recuou de 68% no
valor agregado de 2025 para 62% do agregado de 2026 em apenas um ano, enquanto
São João da Barra e Rio das Ostras ampliaram suas fatias.
Por
fim, apenas para registrar: a economia campista, em razão de sua fragilidade econômica,
continua segurando a lanterna no quesito arrecadação de ISS entre os municípios
produtores da Bacia de Campos. O que é preocupante.


