terça-feira, 23 de junho de 2026

Do IPCA + 4% ao juro zero: o novo acordo da dívida do Rio com a União

 

A dívida do estado do Rio de Janeiro com a União foi renegociada no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG), ontem, com a assinatura do termo pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, e pelo presidente da República, Lula.

A dívida do estado é hoje de R$ 210 bilhões e, pelas novas regras, o Rio pagará a parcela mensal atualizada pelo IPCA, com juros zero. Ao contrário do antigo pacto, regido pelo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o ente pagava a correção pelo IPCA acrescida de juros de 4%. O que o governo federal fez foi acabar com a agiotagem da União na cobrança da dívida por meio dos juros. Porém, a contrapartida que o estado assumirá agora é aplicar 1% do valor total devido em educação, infraestrutura e segurança pública. Uma excelente medida!

O acordo atual valerá até 2056, enquanto o anterior tinha vigência até 2052. Acrescenta-se, ainda, que o Rio terá de investir na área social R$ 900 milhões apenas neste ano, como condicionante para a adesão, e R$ 2 bilhões em 2027. Um bom passaporte, diga-se de passagem. O estado carece de muitos aportes nesse campo.

Por fim, é importante deixar claro que, se não fosse a boa articulação do atual governador com o governo federal, este acordo não sairia. É apenas uma lembrança!

 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Em abril, o setor de serviços de Campos cria mais empregos que Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras

No mês de abril de 2026, o mercado de trabalho da prestação de serviços do município de Campos dos Goytacazes liderou a criação de postos de trabalho. Superou a economia do petróleo de Macaé, a atividade portuária de São João da Barra e Rio das Ostras, que possui a Zona Especial de Negócios (ZEN). Tais números demonstram a dinâmica econômica do setor de serviços campista. Isso é muito bom!

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026 -Análise realizada por IA

 


Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026

 

No mês de abril de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os dados de emprego do CAGED apontam que a atividade comercial encerrou o intervalo com saldo negativo em todos os municípios analisados neste post. O cenário diverge do ano passado, quando todas as cidades registraram saldo líquido positivo, à exceção de Rio das Ostras, sede da Zona Especial de Negócios (ZEN) da região Norte Fluminense. Portanto, não foi um bom resultado para a região.


terça-feira, 2 de junho de 2026

Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta - Análise realizada por IA

 


Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta

 

Segundo os dados da execução orçamentária extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito à Assistência Social dos municípios de Campos dos Goytacazes e de Macaé, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, surge um paradoxo interessante: numa conjuntura em que os royalties e as participações especiais se encontram em trajetória altista, impulsionados, entre outros fatores, pelo conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, os dois municípios cortaram investimentos na área social.

Os prefeitos, ao invés de ampliarem a cobertura social, reduziram recursos justamente onde a necessidade é maior. Campos possui 40,9% de sua população inscrita no CadÚnico, mais de 212 mil pessoas, enquanto Macaé registra 37,2%. São exatamente os municípios que deveriam expandir a proteção social, e não enxugá-la.

A título de exemplo, Campos retirou R$ 9,95 milhões da área social, queda de 26% em doze meses. Macaé cortou R$ 3,66 milhões, recuo de 10%. Juntos, os dois municípios subtraíram R$ 13,6 milhões da assistência social no período analisado, evidenciando um descaso com a função social do orçamento num momento em que a arrecadação municipal cresceu, conforme salientado anteriormente.

Uma pergunta, portanto, não quer calar: para onde foram destinados os recursos retirados da área social? Será que as administrações municipais estão cortando no social para honrar o pagamento de dívidas? As autoridades devem uma explicação à população, sobretudo à parcela mais pobre, que é sempre a primeira a sofrer em momentos de contenção de despesa pública.

No caso de Campos, a hipótese fiscal tem respaldo nos dados da própria LDO 2027 de Campos dos Goytacazes, encaminhada pelo governo Frederico Paes à Câmara Municipal. O documento prevê, para 2026, R$ 108,7 milhões em amortização de dívida e R$ 39,7 milhões em juros, total de R$ 148,4 milhões só em dívida e serviço da dívida, valor que supera em mais de dez vezes o corte realizado na assistência social no período analisado. A pressão do endividamento municipal sobre o orçamento social, portanto, não é retórica: é verificável nos próprios documentos oficiais.