sexta-feira, 29 de maio de 2026

Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril - Análise realizada por IA

 


Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril

 


O gráfico apresenta o comportamento do mercado de trabalho da economia de Campos dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED, comparando abril de 2026 com abril de 2025.

No que diz respeito ao saldo líquido total mensal, ocorreu uma retração na geração de postos de trabalho de 30,2% em relação a abril do ano anterior.

Na construção civil, observou-se um aumento na criação de empregos de 45,9% em abril de 2026 frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços também expandiu suas contratações em 13,3%. O comércio, por sua vez, registrou expressiva queda da empregabilidade de 147,7%, a indústria encolheu a geração de vagas em 73,1% e a agropecuária experimentou recuo de 27,6%.

Diante dessa conjuntura, em que apenas a construção civil e os serviços ampliaram a criação de postos em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto os demais setores reduziram seus quantitativos ou fecharam no vermelho, como é o caso do comércio, pode-se afirmar que abril de 2026 exibiu uma piora na empregabilidade em Campos em relação ao período correspondente do ano passado. O que não é bom para a nossa cidade.

A queda de 147,7% no comércio merece atenção especial. Matematicamente, ela reflete a inversão do saldo, de +174 vagas em abril de 2025 para -83 em abril de 2026, o que significa que o setor passou a destruir empregos líquidos. Em um município cuja economia é majoritariamente terciária, esse movimento pode sinalizar retração do consumo local, possivelmente associada ao efeito da Selic elevada sobre o crédito e o poder de compra das famílias.

Outro ponto merece reflexão: a agropecuária e a indústria apresentaram redução nos empregos gerados em abril, quando, na verdade, já deveriam estar contratando os trabalhadores safristas. Abril é o mês que antecede o início da safra sucroalcooleira, que tradicionalmente começa a moer em maio. Essa conjuntura é motivo de preocupação, pois o setor, apesar de viver sua decadência econômica e financeira, ainda gera expressivo contingente de empregos na economia local. Trata-se de um comportamento bastante incomum.

A hipótese mais provável para a antecipação do recuo safrista é a deterioração financeira das duas usinas ainda em operação no município. Com dificuldades de caixa, é possível que o cronograma de contratações tenha sido adiado ou reduzido. Vale monitorar os dados de maio e junho, quando o CAGED deverá revelar se a safra de fato se confirma ou se o setor aprofunda a contração.

Por fim, o comportamento do mercado de trabalho de Campos em abril de 2026 demonstra o arrefecimento da atividade econômica no município neste mês.


quinta-feira, 28 de maio de 2026

O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026 - Análise realizada po IA


 

Livro sobre: O município de São João da Barra a partir do século XX - Alcimar das Chagas Ribeiro


 

O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026

 

O gráfico acima apresenta os valores dos royalties de maio de 2026, comparando e apurando o crescimento percentual do mês de maio em relação a abril de 2026. Como não poderia deixar de ser, Maricá, da Bacia de Santos, lidera o ranking de recebimento, seguida por Macaé, da Bacia de Campos, e Niterói, também da Bacia de Santos.

Destaque para outro município: Saquarema, da Bacia de Santos, que registrou o maior crescimento de arrecadação em maio de 2026 em relação ao mês anterior, chegando ao patamar de 74%, conforme os dados exibidos no gráfico.

Nesse contexto de fartura das rendas petrolíferas, cabe uma observação relevante. Todos os municípios tiveram alta superior a 40% na arrecadação. O menor crescimento registrado foi o de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, a cidade onde o progresso é uma realidade, com 43% em relação a abril.

Por fim, ressalta-se que essa elevação no repasse dos royalties referentes a maio, promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), decorre do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, uma guerra desnecessária na atual conjuntura, que impulsionou o barril de petróleo tipo Brent para o patamar acima de cem dólares. Esse cenário representa alto risco inflacionário para a economia mundial, dado que o petróleo é insumo estratégico sob o ponto de vista econômico. Nos Estados Unidos, o Fed já sinaliza a possibilidade de elevar a taxa básica de juros com o objetivo de conter a aceleração dos preços na economia doméstica.

Aproveita-se o ensejo para uma retificação: ficaram faltando, na arte do gráfico, os valores de dois municípios. O de  Campos que recebeu R$ 54,1 milhões, o que representa um crescimento de 46,9% em relação a abril. E o de  Rio das Ostras que recebeu R$ 21,0 milhões, registrando variação positiva de 59,3%.

Como sempre costumamos afirmar: dinheiro há, para os prefeitos investirem em benefício da população. Resta saber se farão bom proveito dessa elevação das rendas do petróleo, investindo pesado em políticas públicas e no bem-estar da sociedade.

 


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Brasil avança de 0,744 para 0,805 e alcança o maior índice de desenvolvimento humano da história - Análise realizada por IA


 

Brasil avança de 0,744 para 0,805 e alcança o maior índice de desenvolvimento humano da história

O PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento,  publicou ontem o IDHM do Brasil, um importante indicador que mensura a qualidade de vida da população, medindo as variáveis renda, longevidade e educação. O Brasil deu um salto significativo do ano de 2012 para 2024, quando avançou de 0,744 para 0,805, sendo classificado pela metodologia do índice na categoria Muito Alto. Abaixo apresentamos as variações das dimensões avaliadas.

Apenas mais um detalhe: para os críticos do programa Bolsa Família do governo federal, no quesito renda ele gerou um impacto expressivo, juntamente com os reajustes reais do salário mínimo, e melhorou sobremaneira a qualidade de vida dos beneficiários e dos trabalhadores, que passaram a acessar bens e serviços aos quais antes não tinham condições financeiras de alcançar.

1. Educação — o motor mais forte O IDHM Educação foi a dimensão que mais avançou no período (de 0,623 para 0,770 — elevação de +0,147). O percentual de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de 59,5% para 71,4% entre 2012 e 2024. Crescimento médio anual de 1,35%.

2. Recuperação da longevidade pós-pandemia A expectativa de vida recuou em 2020 e 2021 em razão da Covid-19, mas se recuperou integralmente e atingiu o maior patamar da série histórica em 2024. Mulheres: 79,9 anos. Homens: 73,3 anos.

3. Transferência de renda e valorização do salário mínimo O Bolsa Família ampliado e os reajustes reais do salário mínimo elevaram a renda domiciliar per capita, especialmente nas faixas mais vulneráveis. O IDHM Renda cresceu de 0,670 para 0,712.

4. Redução da desigualdade racial O IDHM da população negra avançou 10,3% no período, quase o dobro do registrado entre brancos (5,5%). A distância entre os grupos recuou de 14% para 9%.

5. Avanço das regiões metropolitanas do Nordeste 7 das 9 regiões metropolitanas nordestinas atingiram o patamar de Muito Alto em 2024 — algo inédito. A Grande Teresina chegou a 0,809. Natal e João Pessoa lideraram as conquistas. Esse desempenho puxou a média nacional para cima.

6. Superação do choque pandêmico O IDHM recuou em 2020 e 2021. A retomada foi consistente: 0,788 em 2022 → 0,798 em 2023 → 0,805 em 2024. O Brasil não apenas recuperou o que perdeu — superou todos os patamares anteriores. A fonte desses dados é o IBGE e o PNUD.

Portanto, o Brasil segue caminhando com melhorias nas áreas econômica, social e na qualidade de vida da sua população, e não pretende retornar ao passado do governo de extrema direita que atravessamos recentemente. Além disso, o candidato da extrema direita à Presidência da República, na atual conjuntura brasileira, não goza de credibilidade, dado o seu histórico controverso. Basta que os leitores recorram ao episódio recente em que esse candidato solicita recursos ao banqueiro dono do Banco Master,  protagonista do maior escândalo financeiro do país. E viva o Brasil!