Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha
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O infográfico apresenta a
arrecadação do ISS, de janeiro a agosto, nos exercícios de 2025 e 2026, nos
municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra,
segundo dados extraídos do TCE-RJ.
Nesse contexto, ao
confrontar o intervalo de janeiro a agosto de 2026 com igual etapa de 2025,
verifica-se que a receita cresceu 9,85% em Macaé, 25,08% em Rio das Ostras e
32,28% em São João da Barra. No caso de Campos, os oito meses de 2025 não
figuram no portal do TCE-RJ, o que inviabilizou o cálculo; ainda assim, em
termos absolutos, a cidade arrecadou apenas R$ 127,13 milhões em 2026.
Portanto, enquanto São
João da Barra alcançou quase duzentos milhões e Rio das Ostras R$ 154,76
milhões entre janeiro e agosto de 2026, Campos ficou restrita a R$ 127,13
milhões, e Macaé, território que abriga a base da Petrobras, somou R$ 844,96
milhões. O contraste aponta para uma economia campista de baixo valor agregado
em serviços, distinta das demais localidades, impulsionadas por grandes
investimentos.
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Segundo a execução
orçamentária de janeiro a agosto de 2025 e de 2026, encaminhada pelas
prefeituras de Campos, de Macaé e de Rio das Ostras ao TCE-RJ, de janeiro a
agosto de 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, os gastos da
Cultura de Campos reduziram 42,64%, os de Macaé aumentaram 35,08% e os de Rio
das Ostras, 31,96%.
Com isso, pode-se afirmar,
embasado nesse cenário, que a área da Cultura de Campos anda sem prestígio com
o atual chefe do Poder Executivo local. O que está ocorrendo? O dinheiro não
está faltando. A arrecadação de Campos está num patamar bastante interessante,
sobretudo a derivada do barril do petróleo.
A prefeitura de Campos arrecadou R$ 2,35 bilhões em oito meses, de janeiro a agosto de 2026, investiu apenas 2,21% dessa receita, parcela que se converte em investimentos
públicos (obra, equipamento, infraestrutura). Macaé, com uma arrecadação 58%
maior, aplica proporcionalmente mais que o dobro de Campos, 4,90%. São duas formas de olhar o mesmo dado: em
termos proporcionais, Macaé investe 2,2 vezes mais que Campos (4,90% contra
2,21% da receita); em valores absolutos, a diferença sobe para 3,5 vezes (R$
182,18 milhões contra R$ 52,03 milhões), mesmo Macaé não dispondo de um
orçamento nessa mesma proporção.
Um município como Campos, que aplica apenas 2% da
receita arrecadada, demonstra que está gastando quase tudo em custeio (folha,
manutenção, serviços correntes), o que de certa forma explica por que a cidade
“arrecada e não deslancha”.
Portanto, em oito meses de 2026, a cidade de Campos
ficou devendo muita coisa à sociedade local.