Blog do Zé Alves Neto
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Comércio perde força no Norte Fluminense: saldo de empregos cai 40% em um ano
Comércio perde força no Norte Fluminense: saldo de empregos cai 40% em um ano
Segundo os números do
último CAGED no que diz respeito aos empregos do comércio no Norte Fluminense
no mercado de trabalho dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São
João da Barra, importa salientar que o saldo líquido de empregos no comércio
caiu em três dos quatro municípios da região em julho de 2026 na comparação com
julho de 2025.
Em Macaé ocorreu uma queda
percentual mais acentuada de -54,0% e também a maior perda absoluta de -87
postos, logo na economia do petróleo da região, que tem a presença da Petrobras
no seu território.
No que tange a Campos e
Rio das Ostras, seguiram a mesma tendência de queda, com -47,1% e -39,1%,
respectivamente. Duas relevantes economias: Campos por ter a sua força motriz
no setor de serviços, e Rio das Ostras devido à Zona Especial de Negócios (ZEN)
e por acolher muitas empresas multinacionais do petróleo.
Já a economia portuária de
São João da Barra constitui-se numa exceção: saiu de um saldo negativo de -3
para um saldo positivo de +20, na contramão do restante da região.
Todavia, no agregado, a
região perdeu ritmo de geração de empregos no comércio: o saldo líquido total
caiu 40,6%, de 239 em julho de 2025 para 142 postos de trabalho em julho de
2026.
Portanto, somente a
economia do Porto do Açu tem uma melhora na atividade comercial conforme os
números do gráfico, o que é uma boa notícia!
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
IPCA de agosto cai 0,32% — deflação quase três vezes maior que a de 2025
O IBGE divulgou hoje o IPCA
de agosto de 2026: veio com uma deflação de 0,32%, puxada pela habitação, que
caiu 1,87%, impulsionada principalmente pela energia elétrica, com queda de
7,63%, e pelos alimentos, que tiveram uma redução de 0,34%. Para os meses de
agosto, foi a menor variação desde 2022, quando caiu 0,36%. É uma boa notícia
para a economia brasileira.
Com essa deflação, a
tendência agora é aumentar a pressão sobre o Banco Central para que ele reduza
ainda mais a taxa de juros Selic, a principal responsável pelo encarecimento do
crédito no Brasil.
A deflação é a queda
generalizada dos preços, ao contrário da inflação. Nesse cenário deflacionário,
ocorre uma recuperação do poder aquisitivo dos agentes econômicos, trabalhadores e empresários. Com mais recursos disponíveis, os trabalhadores
compram mais bens e serviços, e as empresas elevam a capacidade de
investimentos, gerando mais renda e emprego no sistema econômico.
Portanto, é um quadro
macroeconômico que interessa a todos. E viva a deflação!
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta
Selic nas alturas freia serviços: setor cresce, mas em marcha lenta
Segundo o IBGE, o setor de
prestação de serviços da economia brasileira se manteve estável (0,0%) em julho
de 2026 frente a junho de 2026, resultado mais fraco do que o de julho de 2025,
quando o setor havia crescido 0,3% frente a junho daquele ano. Já na comparação
direta entre os dois julhos, ano contra ano, houve alta de 0,9%. No acumulado
do ano de 2025, de janeiro a julho, a expansão foi de 2,4%; já no acumulado de
2026, ficou em 1,9%. No acumulado de doze meses, em 2025 a expansão foi de 2,9%
e, em 2026, de 2,4%, conforme o gráfico acima.
Apesar da desaceleração no
ritmo, a série de comparação interanual (mesmo mês, ano contra ano) segue
positiva há 28 meses consecutivos, sinal de que o setor não está encolhendo,
apenas crescendo mais devagar.
Setores que mais
impulsionaram o resultado de julho/2026: transportes (+0,4%) e serviços
profissionais, administrativos e complementares (+0,6%, recuperando parte da
queda de 1,3% observada em junho/2026). Em contrapartida, informação e
comunicação recuou 2,5% no mês.
Portanto, segue a economia
brasileira a sua trajetória com o setor de serviços desacelerando, ou seja,
crescendo em ritmo lento; porém, ele não está encolhendo, apenas avança menos.
Uma explicação objetiva: a taxa de juros Selic estratosférica é uma das causas
desse arrefecimento da atividade no Brasil.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Em sete meses, ICMS do Rio arrecada R$ 4,95 bilhões a mais que em 2025
O infográfico apresenta a
arrecadação do ICMS de janeiro a julho de 2024, 2025 e 2026 do Estado do Rio de
Janeiro em bilhões de reais.
Como se pode observar no
infográfico, quando se compara 2025 a 2024, o crescimento nominal foi de 12,4%;
e de 2026 em relação a 2025, foi de 15,8%. Agora, quando a comparação é de 2026
em relação a 2024, a variação percentual é de 30,2%.
Portanto, tem-se o ICMS,
a maior receita corrente do Estado do Rio de Janeiro (RJ), subindo em patamares
satisfatórios. O que é uma boa notícia para o nosso estado, que vive submerso
em um discurso de crise. Dinheiro tem, e os números demonstram isso. É uma
notícia e tanto!
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Macaé e Campos somam mais de R$ 4 bilhões em seis meses — e Rio das Ostras cresce 22%
Segundo os dados retirados
do TCE-RJ relativos à receita orçamentária realizada de janeiro a junho de 2025
e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.
Nos primeiros seis meses
de 2026 em relação ao semestre relativo de 2025, Campos e Macaé tiveram uma
receita realizada bilionária, conforme pode se observar no gráfico. A de Campos
se elevou 14,07% e a de Macaé, 10,58%.
Já as receitas realizadas
de Rio das Ostras e São João da Barra possuem volumes financeiros
significativos, porém, ainda esses dois municípios não têm orçamentos
bilionários. A receita de São João da Barra cresceu 11,15% e a de Rio das
Ostras, 22,58%.
Portanto, os municípios da
região Norte Fluminense e da Baixada Litorânea beneficiados pela produção de
petróleo estão nadando de braçada no que diz respeito ao dinheiro. Que beleza!
Os prefeitos estão rindo à toa.
É importante registrar que
os percentuais acima são variações nominais, sem desconto da inflação do
período, ou seja, refletem o crescimento bruto da arrecadação, não
necessariamente o ganho real de poder de compra dos municípios.




