Os dois gráficos
apresentam, de forma comparativa, as rendas nominais provenientes dos royalties
do petróleo e da participação especial recebidas pelos municípios relacionados,
no período de janeiro a dezembro de 2024 e 2025, tanto os pertencentes à Bacia de
Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto aqueles
vinculados à Bacia de Santos, como Maricá, Niterói e Saquarema.
Ao
observar o gráfico das rendas de royalties, verifica-se que a Prefeitura de
Maricá lidera o ranking de arrecadação, seguida por Saquarema, Macaé, Niterói, Campos,
São João da Barra e Rio das Ostras. O que chama a atenção nessa relação é que o
pequeno município de Saquarema, com quase 100 mil habitantes, recebeu mais
royalties em 2024 e 2025 do que Macaé, Niterói e Campos e as demais cidades,
configurando uma verdadeira abundância financeira.
No
que se refere ao gráfico da participação especial incidente sobre os poços mais
produtivos, Maricá e Niterói ocupam as primeiras posições, seguidos por Campos,
Rio das Ostras, São João da Barra e Macaé. Já Saquarema não registrou
recebimentos no período, em razão de os poços situados em sua área de
influência não apresentarem elevada produtividade.
Merece
comentário à parte o município de Campos dos Goytacazes, que aparece na quinta
colocação em royalties e na terceira posição em participação especial. Ao
comparar as rendas recebidas por Campos no período analisado, que ainda
representam parcela expressiva do orçamento municipal, sendo a maior receita,
chega-se à conclusão de que a prefeitura enfrenta dificuldades para equilibrar
suas contas. As despesas atuais são elevadas e, ao que tudo indica, o prefeito
Wladimir deverá deixar o cargo para disputar outro pleito, transferindo ao
vice-prefeito o desafio do equilíbrio fiscal, numa conjuntura de escassez de dinheiro.
Portanto, em poucos dias
poderemos assistir a mais um desentendimento político na cidade. A ruptura
entre o prefeito, sua família e o vice parece praticamente certa. É simples
assim.
A Região Norte Fluminense gerou um saldo de 82 empregos em janeiro, se recuperando em relação ao saldo negativo de dezembro do ano anterior, mas desacelerando forte em relação a janeiro de 2025. São João da Barra e Macaé puxaram o saldo para cima com a atuação do setor de serviços. São João da Barra gerou o maior saldo de 211 empregos, seguido por Macaé com um saldo 175 empregos no mês. Com um resultado insatisfatório, Campos dos Goytacazes eliminou 314 empregos no mesmo mês.
Na avaliação setorial, observando o comportamento dos principais municípios geradores de emprego na região (Macaé, Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), as atividade de serviços ocuparam a liderança com a geração de 351 empregos, seguido pelas atividades de construção civil com a geração de 58 empregos no mês.
As atividades comerciais se mostraram bastante frágil no primeiro mês do ano com a eliminação de 204 vagas de empregos e as atividades industrias eliminaram 101 vagas de emprego no mês. Seguindo esta trajetória de fragilidade a agropecuária eliminou 42 emprego em janeiro deste ano.
O estado do Rio de janeiro eliminou 13.009 vagas de emprego, enquanto o país gerou um saldo positivo de 112.334 novos empregos no mês.