quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Agricultura de Campos amplia execução orçamentária em quase 40% em 2025


A Secretaria de Agricultura do município de Campos dos Goytacazes (RJ) gastou, de janeiro a dezembro de 2025, 39,39% a mais quando comparado ao mesmo período de 2024, conforme demonstra o gráfico, com base nos dados extraídos do site do TCE-RJ.

Importa destacar que 68,15% do valor executado no orçamento de 2025 da referida secretaria foi destinado à Promoção da Produção Agropecuária, e o restante à rubrica Abastecimento. Apenas isso, sem qualquer detalhamento adicional, é o que consta no relatório de execução orçamentária.

Portanto, se quase 70% do orçamento da Secretaria foi direcionado à promoção ou ao incentivo da produção, justamente o principal gargalo econômico de Campos, já que a produção agrícola local é bastante limitada e importamos a maior parte dos produtos que consumimos, é de se esperar que, dentro de poucos meses, o antigo CEASA, que já não é mais mencionado, saia do papel. Inclusive, existe uma Secretaria específica, com estrutura administrativa e dotação orçamentária próprias, para implantá-lo. Será que agora acontecerá? Vamos aguardar esse sonho.

  

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

IPCA de janeiro de 2026 registra 0,33%, aponta IBGE

O gráfico apresenta a comparação do índice de inflação medido pelo IPCA do IBGE entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Como se observa, a inflação de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, superior à registrada em janeiro de 2025, em razão do aumento dos combustíveis, que subiram, em média, 2% no mês. O que conteve uma elevação maior do indicador foram os preços da energia elétrica e dos alimentos, que permaneceram comportados.

Em 12 meses, o índice avançou de 4,24% para 4,44%, aproximando-se do teto da meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ainda assim, trata-se de um dado positivo, pois a renda na economia brasileira aumentou, a massa salarial se expandiu e o poder aquisitivo do trabalhador foi ampliado.

Portanto, os indicadores econômicos do país permanecem dentro de um cenário de perspectivas otimistas. Resta apenas que o Banco Central inicie a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15%, e tudo indica que, a partir de março, esse movimento poderá começar. Vamos aguardar.

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ISS em 2025 evidencia a força econômica de Macaé e São João da Barra e a estagnação de Campos

 

Segundo o relatório da execução orçamentária encaminhado pelas prefeituras, a receita do ISS de Macaé, infinitamente maior do que a dos demais municípios aqui analisados em função das empresas prestadoras de serviços da economia do petróleo, cresceu 16,28% em 2025 em relação ao ano de 2024. Pode-se dizer que é uma economia forte.

A economia portuária de São João da Barra, como se pode observar no gráfico, teve a receita do ISS superior à de Campos e cresceu em 2025 12,62% em relação ao período de janeiro a dezembro de 2024, influenciada totalmente pelas atividades econômicas do Porto do Açu.

Já a receita do ISS de Campos, que perde para a de São João da Barra, importa salientar , o que não é novidade para ninguém, aumentou apenas 0,04% em 2025. Isso demonstra a fragilidade do setor de serviços da economia campista, composto por empresas de prestação de serviços de baixo valor agregado. Ou seja, a economia de Campos segue patinando. Inclusive, apenas para não deixar passar, fechou recentemente uma grande loja tradicional de móveis no bairro da Pelinca, em Campos, uma filial. Essa loja pertence a um dos assessores do prefeito Wladimir. Por que fechou, prefeito? Continua aberta na Rua Sete de Setembro, a antiga matriz.

Por fim, temos Rio das Ostras, que ainda não encaminhou os dados da prestação de contas ao TCE-RJ e, por isso, o valor de 2025 está zerado. É isso aí. Quando a economia tem investimentos fortes, o dinheiro aparece. É o caso de Macaé e São João da Barra.

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Enquanto a região perde vagas, a construção civil de Macaé segue gerando empregos em 2025

 

Segundo os dados do emprego anual do CAGED, a construção civil nos municípios de maior densidade econômica do Norte Fluminense, no período de janeiro a dezembro de 2025 em relação a 2024, apresentou retração na geração de postos de trabalho.

A economia de Campos, por exemplo, em 2025 perdeu 599 empregos formais, enquanto em 2024 havia registrado saldo líquido positivo. Em Rio das Ostras, foram eliminadas 319 vagas com carteira assinada, uma perda menor do que a observada em 2024. Já em São João da Barra, em 2025, o município reduziu significativamente as perdas de empregos formais, após ter registrado quase três mil postos eliminados em 2024. Nesse cenário, apenas Macaé apresentou saldo líquido positivo nos dois anos analisados, o que demonstra que o segmento da construção civil permanece aquecido na economia macaense, ao contrário das demais economias analisadas neste post.

Portanto, no que se refere aos números da construção civil, acende-se uma luz amarela, pois trata-se de um setor que emprega um contingente expressivo de trabalhadores na região Norte Fluminense, que possui muita mão de obra de baixa qualificação. Cabe destacar que o mercado de trabalho da construção civil na região ainda depende fortemente desse segmento, especialmente diante da elevada parcela de trabalhadores que permanece sem qualificação profissional, infelizmente.

 


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Com orçamento acima de R$ 3 bilhões em 2025, Campos está fora da realidade da maioria dos municípios brasileiros

 

A Prefeitura do município de Campos dos Goytacazes (RJ) encaminhou ao TCE-RJ o Balanço Orçamentário referente ao exercício de 2025. A partir desse documento, utilizamos o valor do orçamento realizado de 2025 e o comparamos com o mesmo período de 2024.

Observa-se, contudo, sob a ótica da receita efetivamente arrecadada, que houve um aumento nominal de 5,54%. Em outras palavras, a Prefeitura de Campos encerrou o exercício fiscal de 2025 com um orçamento que ultrapassa a marca de três bilhões de reais. Não se trata de um montante pequeno quando comparado ao de milhares de municípios brasileiros, muitos dos quais sequer sonham em dispor de um orçamento bilionário como esse.

Apesar disso, a Prefeitura apresenta atualmente um volume elevado de despesas, inclusive várias delas desnecessárias, destinadas apenas a atender interesses eleitorais do grupo político do prefeito, com o objetivo de se manter no poder a qualquer custo. Essas práticas existem,  e não são poucas.

Outro ponto a ser destacado é a declaração do próprio prefeito, feita na reunião de secretariado na última segunda-feira, ao admitir o fracasso nas áreas de transporte e saúde. Trata-se de setores estratégicos das políticas públicas, especialmente no que diz respeito ao atendimento da população mais pobre. Isso, no entanto, não é novidade para ninguém. O que falta, prefeito, é exatamente aquilo que o senhor sempre criticou em seu antecessor: gestão. Uma dificuldade histórica da família Garotinho, cuja marca mais evidente sempre foi o endividamento. É lamentável que esse histórico não seja lembrado pela população no momento do voto.

Para concluir, só resta dizer: viva o mangueirão de Farol de São Tomé. O povo aprecia pão e circo há muito tempo, e nisso a família Garotinho é especialista.

 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Serviços: Campos e Rio das Ostras perdem empregos, enquanto Macaé e São João da Barra lideram crescimento em 2025

O CAGED divulgou os dados do emprego no setor de prestação de serviços dos municípios com maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro referentes ao ano de 2025. Foi realizado um comparativo da empregabilidade no período de janeiro a dezembro de 2025 com o mesmo intervalo de 2024.

A partir dos números apresentados no gráfico, observa-se que, apesar do saldo líquido de postos de trabalho permanecer positivo em 2025, houve redução na geração de empregos de 12,56% em Campos e de 59,42% em Rio das Ostras. Em sentido oposto, ocorreu expansão na criação de vagas formais em Macaé (65,25%) e em São João da Barra (143,95%).

Por fim, é importante destacar que a economia campista, embora concentrada em atividades de serviços de baixo valor agregado, gerou, em termos absolutos, mais empregos formais do que Rio das Ostras, mesmo com a presença da Zona Especial de Negócios (ZEN), e do que São João da Barra. Isso chama ainda mais atenção quando se considera que a economia sanjoanense conta com a estrutura econômica do Porto do Açu.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Com mais de 45% da população em pobreza, Área Social de Campos sofre corte superior a 17% em 2025

 

Os investimentos na área social do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a dezembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, apresentaram uma redução de 17,17%. Em termos absolutos, em 2025 foram aplicados R$ 107,223 milhões, enquanto em 2024 o montante alcançou R$ 129,446 milhões, conforme dados da prestação de contas anual encaminhada ao TCE-RJ.

Causa estranheza essa queda em um município que ainda possui 211.734 pessoas inscritas no CADÚNICO em situação de vulnerabilidade social ou pobreza, o que representa pouco mais de 45% da população campista vivendo nessas condições. Um quadro extremamente grave.