quinta-feira, 30 de abril de 2026

Campos contraria Selic alta: construção civil e serviços lideram retomada do emprego

 

No CAGED de março de 2026, publicado no dia de hoje, a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) criou 337 empregos com carteira assinada, ao passo que em março de 2025 a redução foi de 413 postos de trabalho, segundo o saldo líquido mensal apresentado no gráfico.

Os dois segmentos que puxaram a recuperação foram a construção civil e o setor de serviços, que em março de 2026 geraram, respectivamente, 126 e 112 vagas formais. Os demais ramos tiveram um desempenho tímido.

Portanto, a despeito da taxa de juros elevada da economia brasileira, a construção civil e os serviços mostraram-se resilientes ao cenário macroeconômico nacional.

 


Segundo corte seguido leva Selic a 14,50%, mesmo com guerra EUA-Irã

 

O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu no dia de ontem reduzir a taxa de juros Selic, que norteia todas as taxas dos contratos de crédito da economia brasileira, de 14,75% para 14,50%. Foi uma redução tímida, entretanto, necessária para uma economia que ostenta uma das maiores taxas básicas de juros do planeta.

Embora a conjuntura econômica externa esteja em turbulência por conta da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, e a inflação no Brasil ameace se elevar, como se observou através do IPCA-15 de abril, o BACEN foi corajoso e assertivo em reduzi-la. Outro fator que contribuiu para essa diminuição foi a manutenção dos juros básicos americanos pelo Federal Reserve na mesma data.

Portanto, estamos diante de uma boa notícia e de uma esperança de melhora no desempenho dos indicadores econômicos e sociais do Brasil.

 


quarta-feira, 29 de abril de 2026

IPCA-15 dispara para 0,89% em abril e Selic mantida em 14,75% ameaça travar economia fluminense

 

O IBGE divulgou ontem o IPCA-15 de abril, que mais que dobrou em um único mês: o indicador foi de 0,89%, ficando 0,45 ponto percentual acima do resultado de março (0,44%). Em doze meses, acumula alta de 4,37%, já impactado pelo conflito geopolítico, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Quem foi o vilão? Alimentação e bebidas (1,46% e 0,31 p.p.) e Transportes (1,34% e 0,27 p.p.) responderam por 65% do índice do mês.

O choque de oferta agrícola foi puxado pela majoração da cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%), onerando com isso a cesta básica do trabalhador.

Já o choque de combustíveis veio da gasolina, que em março registrou recuo de 0,08% e em abril aumentou 6,23%, e o diesel saltou para 16%.

Por derradeiro, é importante lembrar que o mercado já projeta o IPCA de 2026, no fim do ano, em torno de 4,86%, acima da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Em face dessa conjuntura inflacionária, talvez hoje o BACEN se recuse a reduzir a taxa Selic, que se encontra em 14,75%, nível insuportável e que inviabiliza o crescimento econômico do país ao encarecer o crédito.

Apenas acrescentando ao contexto acima: no que diz respeito à Economia Fluminense, ao permanecer a Selic no atual patamar, teremos impactos negativos sobre a construção civil e o comércio local em virtude do custo elevado do dinheiro, piorando ainda mais a geração de empregos nesses dois segmentos econômicos.

 


terça-feira, 28 de abril de 2026

O maior salto dos royalties em abril/26 não foi de Maricá nem de Macaé — foi de São João da Barra

 

O gráfico apresenta o desempenho dos municípios pertencentes à Bacia de Campos, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, e os da Bacia de Santos, representados por Maricá, Niterói e Saquarema.

De acordo com os números, em termos relativos, São João da Barra foi quem mais ampliou seu recebimento na comparação com o mês anterior, superando todas as demais cidades do recorte. Apenas uma observação!


Maricá supera Macaé e Campos somados em royalties: R$ 114 milhões contra R$ 101 milhões

O gráfico acima apresenta o crédito das parcelas dos royalties realizado hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) aos municípios petrorentistas das Bacias de Campos e de Santos.

Na Bacia de Santos, o líder de recebimento é Maricá, ocupando o primeiro lugar do ranking. Já na Bacia de Campos, Macaé foi o maior beneficiado e aparece em segundo no gráfico. Logo atrás vêm Niterói (3º), Campos dos Goytacazes (4º) e, fechando a lista, Rio das Ostras.

Além disso, é relevante salientar a inversão histórica que se desenha no atual mapa do petróleo fluminense. Maricá, sozinha, arrecadou em abril/26 mais do que Macaé e Campos somados (R$ 114,8 mi contra R$ 101,8 mi). O número materializa, com clareza, o deslocamento da produção da Bacia de Campos para o pré-sal da Bacia de Santos (Campo de Jubarte e zonas confrontantes).

Os "novos ricos do petróleo", ou a nova rota da fortuna, vêm consolidando posição. Os municípios que não capitalizarem esse movimento em fundo soberano municipal, infraestrutura e diversificação produtiva tendem a repetir o erro clássico cometido por Campos a partir de 2000: dependência fatal de uma receita que, por definição, é finita.

Portanto, cabe aos prefeitos da Bacia de Santos observar com cautela esses números e o exemplo negativo deixado por  Campos e outros municípios da Bacia de Campos, a fim de não incorrerem no mesmo equívoco. Embora Maricá já disponha de um robusto Fundo Soberano, até quando ele bastará após o fim das rendas petrolíferas para sustentar a cidade, ninguém sabe.

 

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Comércio do Norte Fluminense desacelera; São João da Barra é a exceção

 

Segundo os dados do CAGED de fevereiro de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, o comércio nos municípios do Norte Fluminense e da Baixada Litorânea com maior densidade econômica, que estão contemplados no gráfico, fechou o segundo mês deste ano com saldo negativo no emprego, exceto São João da Barra, a terra do Porto do Açu, onde houve criação líquida de 34 postos de trabalho formais. O resultado positivo de São João da Barra reflete o ciclo de expansão do Porto do Açu, que vem atraindo empresas e mão de obra para a região.

Já no que diz respeito a fevereiro do ano passado, apenas Macaé e Rio das Ostras geraram vagas. Em Macaé foram 129; em Rio das Ostras, 142.

Portanto, diante desse cenário de empregabilidade, pode-se dizer que as contratações nesses territórios desacelerou, com pequena melhora apenas no município sede do Porto do Açu.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Sem dinheiro e sem gestão: crise fiscal e financeira da Prefeitura de Campos já afeta os mais pobres

 

Conforme os dados do gráfico da execução orçamentária da área da Assistência Social de janeiro e fevereiro de 2026 em relação a 2025, retirados do TCE-RJ, o governo municipal reduziu em quase 20% os aportes de recursos nesse relevante setor que atende à demanda daquelas pessoas deserdadas do ponto de vista social, os mais vulneráveis. Isso é preocupante, eis que o município de Campos ainda tem mais de 40% da sua população vinculada ao CADÚNICO. São pessoas que necessitam de algum tipo de suporte do poder público local para sobreviver de forma digna.

O que se percebe diante dessa redução de investimentos na área social, de quase 20%, e também de acordo com uma outra postagem deste blog na última quarta-feira, sobre os gastos da saúde pública campista, onde eles encolheram quase 10%, é que a crise fiscal e financeira da prefeitura local, pela queda de arrecadação e em razão da elevada despesa pública que se encontra sem controle, já afeta setores prioritários da Administração Pública, como é o caso da assistência social e da saúde pública.

Portanto, esta conjuntura de crise fiscal e financeira da prefeitura já está atingindo a população mais pobre do nosso município. Ou seja, a corda continua estourando no colo da população carente da cidade. É lamentável!