terça-feira, 22 de setembro de 2026

Macaé, terra da Petrobras, lidera crescimento da pobreza no Norte Fluminense


 

Segundo os dados do CadÚnico do governo federal, o contingente de pessoas em situação de vulnerabilidade social cresceu na região Norte Fluminense, uma das regiões mais ricas do Brasil, porque nela temos a Petrobras em Macaé e o Porto do Açu em São João da Barra. O número de pessoas cadastradas como vulneráveis socialmente saltou: somando o contingente dos quatro municípios analisados aqui, foram 397.353 pessoas em agosto de 2025 para 411.590 cadastradas em agosto de 2026, ou seja, o crescimento foi de 3,58%.

De forma individual, em Campos o total de cadastrados aumentou 1,20%; em Macaé, 7,35%; em Rio das Ostras, 5,26%; e em São João da Barra, 5,17%. O que é inaceitável.

Por fim, apenas para ressaltar: Macaé lidera a expansão do contingente de vulneráveis na região. E olha que lá está a base da Petrobras. Tá danado!

OBS: em SJB em agosto de 2025 o número é de 26.796 no infográfico está errado.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Enquanto Campos, Rio das Ostras e SJB recuperam empregos na construção civil, Macaé perde mais de 100 vagas de janeiro a julho de 2026

 

No balanço do emprego da construção civil de janeiro a julho de 2025 e 2026, como se pode avaliar por meio do infográfico, São João da Barra, a terra do Porto do Açu, registra uma recuperação de 153 postos de trabalho no acumulado de 2026, deixando para trás o déficit de 625 trabalhadores com carteira assinada do mesmo período de 2025.

Campos, uma economia de serviços, saltou de um déficit de 286 trabalhadores em 2025 para um ganho de 245 vagas em 2026, no mesmo recorte de sete meses.

Em Rio das Ostras, a cidade da Zona Especial de Negócios (ZEN), o fenômeno se repetiu: a eliminação de 124 empregos formais em 2025 deu lugar a um avanço de 66 postos em 2026.

Por derradeiro, temos Macaé, que sofreu uma retração expressiva: passou de 666 vagas criadas na construção, em 2025, para a perda de 108 em 2026. Nem mesmo a indústria do petróleo local foi capaz de mitigar o prejuízo da economia macaense neste ano.

Portanto, segundo os números, apenas Macaé teve um cenário favorável na construção civil de janeiro a julho de 2025 e, no mesmo período de 2026, foi a única cidade a destruir empregos.

 


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Prévia do PIB recua pelo segundo ano seguido em julho — mas a queda perde força

 

O IBC-Br, a prévia do PIB do Banco Central, recuou 0,5% em julho de 2025 em relação ao mês anterior, assim como, agora, em julho de 2026, apresentou uma retração de 0,2% ante junho.

Em julho de 2026, os principais responsáveis pela queda mensal foram a agropecuária, que caiu 1,2%, a indústria, que cedeu 0,4%, e os serviços, que ficaram estáveis (0,0%).

Portanto, o que se observa é uma desaceleração menor do IBC-Br em julho de 2026 quando comparado a julho de 2025.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Emprego industrial desacelera em Macaé e Rio das Ostras, e desaba em Campos e São João da Barra



 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha


 

Emprego industrial desacelera em Macaé e Rio das Ostras, e desaba em Campos e São João da Barra

 

Segundo os dados do último CAGED, o emprego industrial de julho de 2026 em relação a julho de 2025 registrou uma queda de 65,8% na economia do petróleo de Macaé e de 8,6% em Rio das Ostras, a despeito de toda a base industrial existente no município por conta da Zona Especial de Negócios (ZEN).

Já no caso de Campos, em julho de 2026 o saldo da indústria ficou negativo em 99 empregos, ante um resultado positivo de 52 vagas formais em julho de 2025. Em São João da Barra, assim como em Campos, também houve destruição de postos de trabalho, porém em quantidade menor: o saldo líquido foi de -13 empregos com carteira assinada, contra um resultado positivo de 77 vagas em 2025.

Portanto, em função desse cenário da atividade industrial nos municípios de maior densidade econômica do Norte Fluminense, a empregabilidade recuou em todos eles — sendo que em Campos e São João da Barra a conjuntura do emprego ficou de fato negativa. E olha que São João da Barra tem o Porto do Açu.