A Prefeitura do município de Campos dos
Goytacazes (RJ) encaminhou ao TCE-RJ o Balanço Orçamentário referente ao
exercício de 2025. A partir desse documento, utilizamos o valor do orçamento
realizado de 2025 e o comparamos com o mesmo período de 2024.
Observa-se,
contudo, sob a ótica da receita efetivamente arrecadada, que houve um aumento
nominal de 5,54%. Em outras palavras, a Prefeitura de Campos encerrou o
exercício fiscal de 2025 com um orçamento que ultrapassa a marca de três
bilhões de reais. Não se trata de um montante pequeno quando comparado ao de
milhares de municípios brasileiros, muitos dos quais sequer sonham em dispor de
um orçamento bilionário como esse.
Apesar
disso, a Prefeitura apresenta atualmente um volume elevado de despesas, inclusive
várias delas desnecessárias, destinadas apenas a atender interesses eleitorais
do grupo político do prefeito, com o objetivo de se manter no poder a qualquer
custo. Essas práticas existem, e não são
poucas.
Outro
ponto a ser destacado é a declaração do próprio prefeito, feita na reunião de
secretariado na última segunda-feira, ao admitir o fracasso nas áreas de
transporte e saúde. Trata-se de setores estratégicos das políticas públicas,
especialmente no que diz respeito ao atendimento da população mais pobre. Isso,
no entanto, não é novidade para ninguém. O que falta, prefeito, é exatamente
aquilo que o senhor sempre criticou em seu antecessor: gestão. Uma dificuldade
histórica da família Garotinho, cuja marca mais evidente sempre foi o
endividamento. É lamentável que esse histórico não seja lembrado pela população
no momento do voto.
Para
concluir, só resta dizer: viva o mangueirão de Farol de São Tomé. O povo
aprecia pão e circo há muito tempo, e nisso a família Garotinho é especialista.





