Após o ataque dos Estados
Unidos e Israel contra a nação iraniana, a conjuntura econômica mundial entrou
em um compasso de expectativas negativas, em função do aumento do preço do
barril de petróleo, que já rompeu a casa dos US$ 100,00. Este fato é muito perigoso
devido à forte possibilidade do retorno da inflação na economia mundial e da
elevação da taxa de juros nas diversas economias do planeta. Como consequência
econômica de curto e médio prazo, poderá ocorrer a redução do crescimento, a
destruição de empregos e a diminuição da renda.
Era
tudo que o mundo não precisava agora: mais uma guerra, além da já existente
entre Rússia e Ucrânia. O que o furacão Donald Trump fez foi assassinar um
líder político e religioso chamado Ali Khamenei, chefe supremo do Irã. Quando a
religião se envolve, o sarrafo é mais baixo, como está acontecendo neste
momento. Autoridades iranianas já declararam que não irão se render e que o
conflito continuará, sabe Deus até quando.
Trump,
em sua cabeça doentia, pensou que estava lidando com a Venezuela, onde Maduro foi
traído por seus próprios correligionários, principalmente pelos generais
venezuelanos, que entregaram de bandeja a sua cabeça aos americanos. E o regime
chavista continua a todo vapor, a despeito de Trump ter se apossado de forma
ilícita do petróleo venezuelano. Ele feriu todas as normas do direito
internacional. Viva o ditador Trump.
No
caso do Brasil, a possibilidade de retorno da inflação é muito grande, e o
Banco Central, que havia prometido reduzir a taxa Selic na próxima reunião do
COPOM, certamente voltará atrás, e o crescimento econômico e social no país
ficará comprometido por conta desse gesto tresloucado do presidente da
República americana.
Por
fim, resta torcer para que a guerra não se prolongue, pois a conta chegará em
breve. Isso é muito duro.

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