terça-feira, 30 de junho de 2026

Os prefeitos gastam mais com saúde em 2026; falta saber se o atendimento melhorou

 

Nos quatro primeiros meses de execução orçamentária de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os recursos aplicados na saúde pública dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra aumentaram 9,40% em Campos; 25,41% em Macaé; 21,77% em Rio das Ostras; e 16,47% em São João da Barra.

Como se pode observar pelos números, o dinheiro destinado à saúde local pelos prefeitos de cada cidade analisada nesta postagem só se elevou no quadrimestre de 2026. Agora resta saber se os serviços prestados pelas Secretarias de Saúde são efetivamente de qualidade, pois, via de regra, a população costuma reclamar muito do atendimento oferecido pelas prefeituras nessa área. Não sei exatamente se é o caso desses municípios.

Portanto, com a palavra a população, porque, segundo o levantamento, os aportes de cada cidade são volumosos. O dinheiro não está faltando!

 


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Royalties de junho: Campos embolsa R$ 61,9 milhões de uma vez

Dinheiro na conta dos municípios petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) depositou hoje as rendas do petróleo dos municípios da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, e dos da Bacia de Santos, do pré-sal, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema. Os valores que estão faltando no gráfico de Campos e de São João da Barra, respectivamente, são: R$ 61.901.718,54 e R$ 23.468.063,07. Portanto, dinheiro tem!

 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desemprego fecha maio em 5,6%, o menor para o mês desde 2012 - Análise realizada por IA

 


Desemprego fecha maio em 5,6%, o menor para o mês desde 2012

 

O IBGE divulgou hoje a taxa de desemprego da economia brasileira, e ela ficou em 5,6% no trimestre terminado em maio; foi de 6,1% no encerrado em março e de 5,8% no de abril. É a menor taxa para o mês de maio desde 2012, e se encontra no "piso histórico". Em maio de 2025, a taxa de desocupação ficou em 6,2%, ou seja, recuo de 0,6 p.p. em doze meses.

No que diz respeito à renda do trabalho, ela ficou em R$ 3.726,00; na comparação com maio de 2025, ocorreu um crescimento de 4,0%, o que é uma boa notícia para a economia do Brasil.

Assim, se levarmos em conta a política monetária do Banco Central, na qual se pratica uma taxa de juros de 14,5% ao ano, esta conjuntura do mercado de trabalho parece contraditória, pois, via de regra, o juro elevado tende a arrefecer a atividade econômica e, como consequência, ampliar o desemprego. O que se observa na prática é exatamente o contrário. Talvez o que esteja aquecendo a economia sejam os estímulos fiscais que o governo federal atualmente vem fazendo através de programas sociais e de algumas isenções tributárias, ou não?

Portanto, fica essa pergunta no ar.

 


Macaé concentra a geração de empregos industriais do Norte Fluminense - Análise realizada por IA


 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Macaé concentra a geração de empregos industriais do Norte Fluminense

 

O gráfico apresenta o quantitativo dos empregos do segmento industrial nos municípios com maior densidade econômica do Norte Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, entre abril de 2025 e abril de 2026.

A economia de Campos passou de 36 para 50 postos no mês que antecedeu o início da safra do setor sucroalcooleiro, um crescimento de 38,89%; Macaé subiu de 342 para 471 vagas, um aumento de 37,72%, o que demonstra a força da indústria do petróleo; Rio das Ostras, a despeito da Zona Especial de Negócios (ZEN), reduziu de 58 para 18 empregos, uma queda de 68,97%; e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, ficou com saldo líquido negativo, caindo de 60 para -63, o que não foi uma boa notícia para a região.

Por fim, esses são os dados do CAGED sobre o emprego da indústria no Norte Fluminense.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Paes investe seis vezes mais que Wladimir na agricultura em quatro meses- Análise realizada po IA

 


Paes investe seis vezes mais que Wladimir na agricultura em quatro meses

 

Segundo os dados da execução orçamentária extraídos do site do TCE-RJ, referentes ao período de janeiro a abril de 2025 e de 2026, no que diz respeito aos investimentos na agricultura local, a Prefeitura de Campos, no primeiro quadrimestre de 2026 e em relação ao mesmo intervalo de 2025, aplicou na agricultura 552,73% a mais. Importa salientar, contudo, que no quadrimestre de 2025 o município havia destinado apenas R$ 523 mil, um valor muito pequeno. Em função dessa realidade numérica, a variação percentual é astronômica.

Já Macaé, território da economia do petróleo, com forte dependência da Petrobras, aportou, em termos absolutos, mais do que Campos, mantendo uma variação percentual dentro da razoabilidade, ao contrário da vizinha. O aporte na agricultura de Macaé, nos quatro meses de 2026, foi de R$ 4,55 milhões, enquanto o de Campos somou R$ 3,4 milhões. Campos, portanto, continua devendo quando o confronto é com Macaé. E dizem por aí que a agricultura campista ainda é forte. Pelos números, nem o próprio governo municipal parece acreditar.

No que diz respeito a Rio das Ostras, os gastos com o setor agrícola, no período analisado, permaneceram estáveis. Vale lembrar que esse município hoje depende muito da Zona Especial de Negócios (ZEN), e não mais da agricultura.

E São João da Barra, a terra do Porto do Açu, viu a agricultura recuar 89,20% no primeiro quadrimestre de 2026.

Antes de encerrar, façamos um registro diante desse contexto numérico dos investimentos na agricultura dos municípios do gráfico. Estamos apenas iniciando o ciclo da execução orçamentária, e ainda é prematura uma análise mais aprofundada dos números. São somente quatro meses de execução. Aguardemos os próximos meses: o balanço semestral já oferecerá uma indicação mais segura de qual município mais destinou recursos ao campo.

Por fim, apenas para reforçar: o governo de Frederico Paes, atual prefeito de Campos, ampliou os gastos com a agricultura de janeiro a abril de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, ao contrário de seu antecessor, que entre janeiro a abril de 2025 havia investido somente R$ 523 mil. Será que agora a agricultura de Campos sai do atoleiro?


terça-feira, 23 de junho de 2026

Do IPCA + 4% ao juro zero: o novo acordo da dívida do Rio com a União - Análise realizada por IA

 


Do IPCA + 4% ao juro zero: o novo acordo da dívida do Rio com a União

 

A dívida do estado do Rio de Janeiro com a União foi renegociada no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG), ontem, com a assinatura do termo pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, e pelo presidente da República, Lula.

A dívida do estado é hoje de R$ 210 bilhões e, pelas novas regras, o Rio pagará a parcela mensal atualizada pelo IPCA, com juros zero. Ao contrário do antigo pacto, regido pelo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o ente pagava a correção pelo IPCA acrescida de juros de 4%. O que o governo federal fez foi acabar com a agiotagem da União na cobrança da dívida por meio dos juros. Porém, a contrapartida que o estado assumirá agora é aplicar 1% do valor total devido em educação, infraestrutura e segurança pública. Uma excelente medida!

O acordo atual valerá até 2056, enquanto o anterior tinha vigência até 2052. Acrescenta-se, ainda, que o Rio terá de investir na área social R$ 900 milhões apenas neste ano, como condicionante para a adesão, e R$ 2 bilhões em 2027. Um bom passaporte, diga-se de passagem. O estado carece de muitos aportes nesse campo.

Por fim, é importante deixar claro que, se não fosse a boa articulação do atual governador com o governo federal, este acordo não sairia. É apenas uma lembrança!

 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Em abril, o setor de serviços de Campos cria mais empregos que Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras

No mês de abril de 2026, o mercado de trabalho da prestação de serviços do município de Campos dos Goytacazes liderou a criação de postos de trabalho. Superou a economia do petróleo de Macaé, a atividade portuária de São João da Barra e Rio das Ostras, que possui a Zona Especial de Negócios (ZEN). Tais números demonstram a dinâmica econômica do setor de serviços campista. Isso é muito bom!

 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026 -Análise realizada por IA

 


Região do petróleo vê emprego no comércio desacelerar em abril de 2026

 

No mês de abril de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, os dados de emprego do CAGED apontam que a atividade comercial encerrou o intervalo com saldo negativo em todos os municípios analisados neste post. O cenário diverge do ano passado, quando todas as cidades registraram saldo líquido positivo, à exceção de Rio das Ostras, sede da Zona Especial de Negócios (ZEN) da região Norte Fluminense. Portanto, não foi um bom resultado para a região.


terça-feira, 2 de junho de 2026

Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta - Análise realizada por IA

 


Para onde foi o dinheiro? Campos e Macaé cortam R$ 13,6 milhões da assistência social com royalties em alta

 

Segundo os dados da execução orçamentária extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito à Assistência Social dos municípios de Campos dos Goytacazes e de Macaé, no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, surge um paradoxo interessante: numa conjuntura em que os royalties e as participações especiais se encontram em trajetória altista, impulsionados, entre outros fatores, pelo conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, os dois municípios cortaram investimentos na área social.

Os prefeitos, ao invés de ampliarem a cobertura social, reduziram recursos justamente onde a necessidade é maior. Campos possui 40,9% de sua população inscrita no CadÚnico, mais de 212 mil pessoas, enquanto Macaé registra 37,2%. São exatamente os municípios que deveriam expandir a proteção social, e não enxugá-la.

A título de exemplo, Campos retirou R$ 9,95 milhões da área social, queda de 26% em doze meses. Macaé cortou R$ 3,66 milhões, recuo de 10%. Juntos, os dois municípios subtraíram R$ 13,6 milhões da assistência social no período analisado, evidenciando um descaso com a função social do orçamento num momento em que a arrecadação municipal cresceu, conforme salientado anteriormente.

Uma pergunta, portanto, não quer calar: para onde foram destinados os recursos retirados da área social? Será que as administrações municipais estão cortando no social para honrar o pagamento de dívidas? As autoridades devem uma explicação à população, sobretudo à parcela mais pobre, que é sempre a primeira a sofrer em momentos de contenção de despesa pública.

No caso de Campos, a hipótese fiscal tem respaldo nos dados da própria LDO 2027 de Campos dos Goytacazes, encaminhada pelo governo Frederico Paes à Câmara Municipal. O documento prevê, para 2026, R$ 108,7 milhões em amortização de dívida e R$ 39,7 milhões em juros, total de R$ 148,4 milhões só em dívida e serviço da dívida, valor que supera em mais de dez vezes o corte realizado na assistência social no período analisado. A pressão do endividamento municipal sobre o orçamento social, portanto, não é retórica: é verificável nos próprios documentos oficiais.

 


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila - Análise realizada por IA

 


Saúde milionária, serviço precário: Campos gasta R$ 341 milhões em quatro meses e a população continua na fila

 

O gráfico apresenta a execução orçamentária da saúde pública do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, cujos dados foram extraídos do site do TCE-RJ.

Como se pode observar pelos números, os gastos saltaram de R$ 311,5 milhões nos primeiros quatro meses de 2025 para R$ 340,8 milhões no mesmo recorte de 2026, crescimento de 9,40%, quase o dobro da inflação oficial (IPCA acumulado em 12 meses: 4,37%), acréscimo nominal de R$ 29,3 milhões em apenas quatro meses. Com 519 mil habitantes, Campos gastou R$ 656 por habitante em saúde nesse período. São cifras representativas e que demonstram volumosos investimentos neste setor estratégico do ponto de vista social da Administração Pública. O problema é que as queixas da população não diminuem.

Portanto, diante dessa realidade financeira, resta saber se os moradores de Campos estão recebendo serviços de qualidade do sistema de saúde local. Pelas informações que chegam até nós, as reclamações persistem: falta de medicamentos e filas imensas que dificultam o bom atendimento de quem recorre à rede pública.