Segundo os dados da execução orçamentária extraídos
do site do TCE-RJ, referentes ao período de janeiro a abril de 2025 e de 2026,
no que diz respeito aos investimentos na agricultura local, a Prefeitura de
Campos, no primeiro quadrimestre de 2026 e em relação ao mesmo intervalo de
2025, aplicou na agricultura 552,73% a mais. Importa salientar, contudo, que no
quadrimestre de 2025 o município havia destinado apenas R$ 523 mil, um valor
muito pequeno. Em função dessa realidade numérica, a variação percentual é
astronômica.
Já Macaé, território da economia do petróleo, com
forte dependência da Petrobras, aportou, em termos absolutos, mais do que
Campos, mantendo uma variação percentual dentro da razoabilidade, ao contrário
da vizinha. O aporte na agricultura de Macaé, nos quatro meses de 2026, foi de
R$ 4,55 milhões, enquanto o de Campos somou R$ 3,4 milhões. Campos, portanto,
continua devendo quando o confronto é com Macaé. E dizem por aí que a
agricultura campista ainda é forte. Pelos números, nem o próprio governo
municipal parece acreditar.
No que diz respeito a Rio das Ostras, os gastos com
o setor agrícola, no período analisado, permaneceram estáveis. Vale lembrar que
esse município hoje depende muito da Zona Especial de Negócios (ZEN), e não
mais da agricultura.
E São João da Barra, a terra do Porto do Açu, viu a
agricultura recuar 89,20% no primeiro quadrimestre de 2026.
Antes de encerrar, façamos um registro diante desse
contexto numérico dos investimentos na agricultura dos municípios do gráfico.
Estamos apenas iniciando o ciclo da execução orçamentária, e ainda é prematura
uma análise mais aprofundada dos números. São somente quatro meses de execução.
Aguardemos os próximos meses: o balanço semestral já oferecerá uma indicação
mais segura de qual município mais destinou recursos ao campo.
Por fim, apenas para reforçar: o governo de
Frederico Paes, atual prefeito de Campos, ampliou os gastos com a agricultura
de janeiro a abril de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, ao
contrário de seu antecessor, que entre janeiro a abril de 2025 havia investido
somente R$ 523 mil. Será que agora a agricultura de Campos sai do atoleiro?

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