Segundo os dados estatísticos sobre a pobreza
que assola a região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro no mês de
junho de 2026, onde estão implantados a
Petrobras e o Porto do Açu e que, por conta disso, é um território com uma das
maiores rendas per capita do Brasil, cujos dados foram retirados do CadÚnico do
governo federal.
Pode-se
observar no infográfico acima que o maior índice de pobreza é do município de
São João da Barra, com 73,48%, que tem a menor população e a maior
vulnerabilidade social, onde aproximadamente três em cada quatro habitantes
sanjoanenses estão cadastrados no CadÚnico, na terra do Porto do Açu, que
supostamente possui maiores oportunidades de emprego e renda para a população.
Esses dados são estarrecedores, porque há muita gente numa cidade só em
vulnerabilidade social. Além do mais, a prefeitura tem um orçamento para este
ano de quase um bilhão de reais. Haja contraste!
No
caso de Campos, estão cadastradas no CadÚnico 213.688 pessoas em termos
absolutos, ou 41,17%, o que não é pouco, numa cidade onde a desigualdade social
historicamente é uma marca desde os tempos áureos do açúcar, passando pelo
ciclo do petróleo e chegando agora a uma economia que agoniza. Haja pobreza!
Em
Rio das Ostras, a pobreza também é uma aberração e chega a 40%, numa cidade que
tem muitas oportunidades de empregabilidade. Tal conjuntura é inexplicável!
Por
fim, temos Macaé que, apesar de ter o menor índice de pobreza dos quatro
municípios analisados, 37,80%, também é um município de oportunidades de
emprego por abrigar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e mesmo assim se verifica
uma vulnerabilidade muito grande. Com isso, pode-se dizer que os números
continuam revelando um cenário deplorável no Norte Fluminense do Rio de
Janeiro, no que tange ao aspecto social. Que dura realidade!
Obs:
O índice de pobreza de Macaé é de 37,80% e não de 37,30% como está na arte do
gráfico.

Nenhum comentário:
Postar um comentário