quinta-feira, 23 de julho de 2026

Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio


 

O gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.

Todos os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado, não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá (-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu (-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma questão específica de cada prefeitura.

Cabe ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma, é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o petróleo.

 

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