Segundo
dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está
endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros,
apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são
referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se
de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a
capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.
Embora
exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do
governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de
brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de
devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do
período mencionado são de arrepiar.
São
vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro
foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo,
que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes,
os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é
inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada
pelo Banco Central do Brasil.
Portanto,
o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação
para se lamentar.
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