Ainda
sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de
trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em
relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho
local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.
Como
se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor
industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho
de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações
das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia
local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente
saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra.
Senão, elas não moem.
A
agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de
empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em
junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até
setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória
de desaceleração pelo final da safra da cana.
No
que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos
empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na
economia, também por conta da safra da cana.
Já
o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da
renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo
líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de
2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços
encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.
Por
fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano,
saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo
para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira
assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na
construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política
pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem
ganhando. Isso é muito bom!

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