quinta-feira, 30 de julho de 2026

Campos gera 844 vagas líquidas em junho — mas o motor é a safra, não a economia

 

Ainda sob o bafejo do setor sucroalcooleiro no que tange à criação de postos de trabalho com a carteira assinada, a economia de Campos, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, elevou a criação de empregos no mercado de trabalho local, segundo os números do CAGED que saíram no dia de ontem.

Como se observa em face do atual cenário da empregabilidade local, o setor industrial foi o principal motor de crescimento, saltando de 40 vagas em junho de 2025 para 229 vagas em junho de 2026. Tal ascensão decorre das contratações das duas usinas de açúcar que amargam profunda crise financeira na economia local. Mas, mesmo assim, elas encontram fôlego financeiro, por mais que a gente saiba que isso durará até setembro no máximo, para contratação de mão de obra. Senão, elas não moem.

A agropecuária, também sob a influência da safra canavieira, gerou 425% a mais de empregos em junho de 2026, saindo de 60 postos em junho de 2025 para 315 em junho de 2026. Esses também têm prazo de validade, no caso em tela, até setembro no máximo, é o mês em que a economia de Campos entra numa trajetória de desaceleração pelo final da safra da cana.

No que diz respeito ao comércio, essa elevação de 21,05% em junho de 2026 nos empregos pode-se dizer que está relacionada ao aumento do fluxo de renda na economia, também por conta da safra da cana.

Já o setor de serviços e a construção, segmentos que também dependem do aumento da renda na economia, ainda não reagiram. Embora os dois tenham ficado com saldo líquido positivo em junho de 2026, infelizmente, no comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, os dois segmentos perderam empregos: os serviços encolheram 67,90% e a construção civil, 53,85%.

Por fim, temos o saldo líquido total, que ampliou 18,37% no intervalo de um ano, saindo de 713 para 844 vagas líquidas —, o que, de qualquer forma, é motivo para se comemorar, pois trabalhadores empregados, ainda mais com a carteira assinada, significam mais dinheiro injetado no comércio, nos serviços e na construção civil, além de mais arrecadação para os governos fazerem política pública em benefício da sociedade. Moral da história: nesse cenário, todos saem ganhando. Isso é muito bom!


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