O
gráfico acima demonstra os dados da arrecadação do ISS de janeiro e fevereiro
de 2025 e de 2026 dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos.
Como
se observa pelos valores arrecadados, Campos registrou elevação de 16,37%,
Macaé apresentou retração de 3,77%, Rio das Ostras avançou 38,92% e São João da
Barra aumentou 34,97%. Em termos absolutos, o total arrecadado pelos quatro
municípios saltou de R$ 279,9 milhões em 2025para R$ 300,0 milhões em 2026, crescimento agregado de R$ 20,1 milhões no
período.
Contudo,
diante desse cenário, um aspecto precisa ser ressaltado. No primeiro bimestre
de 2025 e de 2026, em termos absolutos, a arrecadação do ISS de Campos segue
sendo a menor entre os quatro municípios. Isso se explica pelo fato de a
economia campista estar assentada em atividades de serviços de baixo valor
agregado e de baixa remuneração dos trabalhadores, ao contrário dos demais
municípios: Macaé abriga a base operacional da Petrobras; Rio das Ostras conta
com a Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra sedia o Porto do
Açu, um dos maiores complexos portuários e industriais em operação na América
Latina.
Vale
acrescentar que a participação de Macaé no total regional recuou de 68% no
valor agregado de 2025 para 62% do agregado de 2026 em apenas um ano, enquanto
São João da Barra e Rio das Ostras ampliaram suas fatias.
Por
fim, apenas para registrar: a economia campista, em razão de sua fragilidade econômica,
continua segurando a lanterna no quesito arrecadação de ISS entre os municípios
produtores da Bacia de Campos. O que é preocupante.

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