O
IBGE divulgou hoje a inflação de abril de 2026, que ficou em 0,67%, abaixo da
inflação do mês anterior, que ficou em 0,88%. A inflação em 12 meses caiu (de
5,53% em abr/2025 para 4,39% em abr/2026).
A
maior pressão no índice veio dos preços dos alimentos e bebidas, que tiveram
uma variação de preço de 1,34%, a despeito de ele ter ficado abaixo da variação
de preços do mês de março, em que esse grupo variou 1,17%. Embora a gasolina
tenha desacelerado de 4,59% para 1,86%, seguiu sendo o item de maior impacto
individual no mês.
Os
alimentos no domicílio tiveram alta de 1,64%, puxada pelo aumento dos preços da
cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate
(6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, tiveram quedas o café moído
(-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).
Toda
essa pressão inflacionária na alimentação, principalmente, está diretamente
relacionada ao conflito geopolítico entre EUA e Irã, que está criando uma
imensa instabilidade econômica na economia mundial, com possibilidades de um
recrudescimento da espiral inflacionária no mundo como um todo. Acarreta
prejuízos incalculáveis para os agentes econômicos, além de frear os
investimentos que geram emprego e renda na economia.
Portanto,
a conjuntura macroeconômica do Brasil e do mundo exige muita prudência na hora
da tomada de decisões do mundo corporativo. A torcida é grande para que haja um
acordo de paz entre EUA e Irã. E tem que ser urgente!
Por
fim, mais um detalhe: a Selic em 14,75% com IPCA de 4,39% em 12 meses, juro
real de quase 10%, um dos maiores do mundo. E o mercado já projeta o IPCA
fechando 2026 em 4,86% (Focus), acima da banda superior da meta (4,5%). É esse
o pano de fundo que está travando qualquer corte mais agressivo do Copom. É
desse jeito.

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