terça-feira, 12 de maio de 2026

IPCA de abril fica em 0,67% e perde força após susto de março

 

O IBGE divulgou hoje a inflação de abril de 2026, que ficou em 0,67%, abaixo da inflação do mês anterior, que ficou em 0,88%. A inflação em 12 meses caiu (de 5,53% em abr/2025 para 4,39% em abr/2026).

A maior pressão no índice veio dos preços dos alimentos e bebidas, que tiveram uma variação de preço de 1,34%, a despeito de ele ter ficado abaixo da variação de preços do mês de março, em que esse grupo variou 1,17%. Embora a gasolina tenha desacelerado de 4,59% para 1,86%, seguiu sendo o item de maior impacto individual no mês.

Os alimentos no domicílio tiveram alta de 1,64%, puxada pelo aumento dos preços da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, tiveram quedas o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).

Toda essa pressão inflacionária na alimentação, principalmente, está diretamente relacionada ao conflito geopolítico entre EUA e Irã, que está criando uma imensa instabilidade econômica na economia mundial, com possibilidades de um recrudescimento da espiral inflacionária no mundo como um todo. Acarreta prejuízos incalculáveis para os agentes econômicos, além de frear os investimentos que geram emprego e renda na economia.

Portanto, a conjuntura macroeconômica do Brasil e do mundo exige muita prudência na hora da tomada de decisões do mundo corporativo. A torcida é grande para que haja um acordo de paz entre EUA e Irã. E tem que ser urgente!

Por fim, mais um detalhe: a Selic em 14,75% com IPCA de 4,39% em 12 meses, juro real de quase 10%, um dos maiores do mundo. E o mercado já projeta o IPCA fechando 2026 em 4,86% (Focus), acima da banda superior da meta (4,5%). É esse o pano de fundo que está travando qualquer corte mais agressivo do Copom. É desse jeito.

 

  


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