O
PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, publicou ontem o IDHM do Brasil, um importante
indicador que mensura a qualidade de vida da população, medindo as variáveis
renda, longevidade e educação. O Brasil deu um salto significativo do ano de
2012 para 2024, quando avançou de 0,744 para 0,805, sendo classificado pela
metodologia do índice na categoria Muito Alto. Abaixo apresentamos as variações
das dimensões avaliadas.
Apenas
mais um detalhe: para os críticos do programa Bolsa Família do governo federal,
no quesito renda ele gerou um impacto expressivo, juntamente com os reajustes
reais do salário mínimo, e melhorou sobremaneira a qualidade de vida dos
beneficiários e dos trabalhadores, que passaram a acessar bens e serviços aos
quais antes não tinham condições financeiras de alcançar.
1.
Educação — o motor mais forte O IDHM Educação foi a
dimensão que mais avançou no período (de 0,623 para 0,770 — elevação de
+0,147). O percentual de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de
59,5% para 71,4% entre 2012 e 2024. Crescimento médio anual de 1,35%.
2.
Recuperação da longevidade pós-pandemia A expectativa de
vida recuou em 2020 e 2021 em razão da Covid-19, mas se recuperou integralmente
e atingiu o maior patamar da série histórica em 2024. Mulheres: 79,9 anos.
Homens: 73,3 anos.
3.
Transferência de renda e valorização do salário mínimo O
Bolsa Família ampliado e os reajustes reais do salário mínimo elevaram a renda
domiciliar per capita, especialmente nas faixas mais vulneráveis. O IDHM Renda
cresceu de 0,670 para 0,712.
4.
Redução da desigualdade racial O IDHM da população negra
avançou 10,3% no período, quase o dobro do registrado entre brancos (5,5%). A
distância entre os grupos recuou de 14% para 9%.
5.
Avanço das regiões metropolitanas do Nordeste 7
das 9 regiões metropolitanas nordestinas atingiram o patamar de Muito Alto em
2024 — algo inédito. A Grande Teresina chegou a 0,809. Natal e João Pessoa
lideraram as conquistas. Esse desempenho puxou a média nacional para cima.
6.
Superação do choque pandêmico O IDHM recuou em 2020 e
2021. A retomada foi consistente: 0,788 em 2022 → 0,798 em 2023 → 0,805 em
2024. O Brasil não apenas recuperou o que perdeu — superou todos os patamares
anteriores. A fonte desses dados é o IBGE e o PNUD.
Portanto,
o Brasil segue caminhando com melhorias nas áreas econômica, social e na
qualidade de vida da sua população, e não pretende retornar ao passado do
governo de extrema direita que atravessamos recentemente. Além disso, o
candidato da extrema direita à Presidência da República, na atual conjuntura
brasileira, não goza de credibilidade, dado o seu histórico controverso. Basta
que os leitores recorram ao episódio recente em que esse candidato solicita
recursos ao banqueiro dono do Banco Master, protagonista do maior escândalo financeiro do
país. E viva o Brasil!

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