segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Economia de Campos dos Goytacazes (RJ) em dezembro de 2021 destruiu 292 empregos com a carteira assinada

 Saldo líquido do emprego do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de dezembro de 2020 e 2021 segundo o CAGED



Segundo os dados do CAGED que saíram hoje pela manhã. O município de Campos dos Goytacazes (RJ), no mês de dezembro de 2021 destruiu 292 empregos com a carteira assinada. E o segmento econômico que mais demitiu foi o de prestação de serviços, com menos 283 postos de trabalho.

Já no mesmo período de 2020, o cenário do desemprego em Campos, era desalentador, em função da pandemia do Covid-19, conforme está no gráfico. O saldo líquido relativo aos desligamentos atingiu o quantitativo de 1.162 trabalhadores e o setor de serviços também foi àquele que perdeu o maior número de vagas.

Diante desse cenário indesejado, pode-se dizer que, se não fossem as contratações temporárias por conta das festas natalinas, a conjuntura tanto de dezembro de 2020 como a de 2021, seria bem pior. Pois foi o comércio que impediu o agravamento do desemprego na economia local.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

PIB americano de 5,7% em 2021

 


       

O PIB da economia americana de 2021 cresceu 5,7%, depois que o Estado resolveu injetar na economia cerca de US$ 1,75 trilhões no pacote de infraestrutura. Tal indicador foi divulgado no dia de ontem pelo Departamento de Comércio.

E, ainda importa salientar que o socorro financeiro dado ao mercado pelo governo Joe Biden, foi uma solicitação dos agentes econômicos que atuam em Wall Street na Bolsa de Nova York.

Portanto, se por acaso o Estado americano se mantivesse indiferente à crise econômica e ao alto desemprego do país, sem oferecer os estímulos fiscais necessários para induzir a demanda efetiva, do sistema econômico, certamente, o mercado sozinho, não teria a capacidade para retirar a economia da crise causada pela pandemia do Covid-19. É simples assim!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Gastos do Poder Legislativo

Gastos do Poder Legislativo de janeiro a outubro de 2020 e 2021 dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra segundo o TCE- RJ



O gráfico traz os gastos do Poder Legislativo da nossa região no período de janeiro a outubro de 2020 e 2021.

Como se observa, no caso de Campos, de janeiro a outubro de 2021 em relação ao mesmo período de 2020 eles aumentaram 5,81%.

Agora, em relação à Macaé, no recorte de tempo analisado acima os gastos reduziram 10,86% em 2021 em relação aos de 2020.

No que diz respeito ao Poder Legislativo de Rio das Ostras, também ocorreram elevação das despesas em 5,75%.

E, por fim, nós temos a Câmara municipal sanjoanense, cujas despesas foram majoradas em 2021 em 23,77% em relação a janeiro a outubro de 2020.

Diante desses números pode-se, concluir que, no ano de 2021 o Poder Legislativo de Macaé teve o maior orçamento em termos absolutos e o de São João da Barra, foi o que mais elevou os gastos em termos relativos, quando comparado aos de 2020.  


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Apenas em Campos e Macaé ocorreu recuperação dos empregos da construção civil em 2021

Saldo líquido do emprego da construção civil dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra de janeiro a novembro de 2020 e 2021



Em face dos dados divulgados pelo último CAGED, a respeito do mercado de trabalho da construção civil na nossa região, de janeiro a novembro de 2020 e 2021.

Pode-se observar no gráfico que, o aludido segmento econômico nos primeiros onze meses de 2020, por conta da pandemia do Covid-19, foi devastado, no que tange a destruição de empregos nas quatro cidades analisadas neste estudo.

Somente o munícipio de São João da Barra, demitiu 2.698 trabalhadores em 2020, em função da retração das obras civis no Porto do Açu e o município de Macaé também seguiu a mesma trajetória, eliminando no ensejo 1.776 postos de trabalho com a carteira assinada, assim como, Campos e Rio das Ostras, perderam, respectivamente, 125 e 1.258 vagas.

Todavia, de janeiro a novembro de 2021, verificou-se, uma retomada do crescimento das contratações da construção civil em Campos e em Macaé, ao contrário de Rio das Ostras e São João da Barra, onde elas ainda, não se soergueram.

Portanto, diante desse cenário, temos que torcer para que a construção civil volte a contratar com força neste ano, onde tudo indica que o desemprego pode aumentar por conta da majoração da taxa Selic pelo Banco Central do Brasil.

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Emprego da indústria se recuperou de janeiro a novembro de 2021

Saldo líquido do emprego de janeiro a novembro de 2020 e 2021 de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra



Aumentou as contratações do mercado de trabalho da indústria na nossa região segundo o CAGED, de janeiro a novembro de 2021 comparado ao mesmo período de 2020 segundo o gráfico acima.

Apenas o município de Macaé, teve destruição expressiva dos empregos no ano de 2020, impactado pela pandemia, e ainda não conseguiu se recuperar totalmente das perdas.

Portanto, os números estão bastante favoráveis aos municípios aqui analisados.


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A difícil tarefa da defesa do reingresso do estado do Rio de Janeiro ao Plano de Recuperação Fiscal do Governo Federal

No momento crítico de fortes questionamentos sobre o Plano de Recuperação Fiscal do estado do Rio de Janeiro por parte do Tesouro e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, vale a pena observar outros pontos de vista. Apesar de estar na torcida para que o estado consiga se inserir no programa, apresento nesse documento resultados realmente preocupantes da investigação de alguns indicadores no período de 2014 a 2020.

Quero adiantar que não se trata de nenhuma crítica a gestão atual que tem demonstrado um esforço grandioso em torno do equilíbrio das contas públicas do estado. Também é importante observar algumas situações complicadoras ao longo do período, tais como: a crise internacional do petróleo na segunda metade de 2014, a recessão consequente em 2015 e 2916 no país, as gestões atrapalhadas do governo estadual que culminaram em afastamentos e prisões de muitos políticos e, finalmente, a instalação da pandemia do Coronavírus em 2020.

Em relação ao problema fiscal, podemos afirmar que nesse período o estado implementou um bom esforço para reduzir as despesas correntes (de custeio). Em termos reais (IPCA-IBGE) as despesas correntes liquidadas apresentaram uma queda média anual de 5,29%, enquanto as receitas correntes apresentaram uma queda de 3,27%, portanto menor, com participação importante do ICMS que apresentou uma queda média 2,49% no período.

Importante observar a movimentação que ocorreu entre as contas de salário e outras despesas correntes em 2017, a qual dificulta um maior aprofundamento somente pela avaliação dos demonstrativos contábeis. Veja o gráfico a seguir.

 

Figura 1: Evolução nominal dos salários e outras despesas correntes no RJ

Fonte: Elaboração própria com base no Portal da Transparência do RJ

 

No ano de 2017 a conta de outras despesas correntes – de custeio – caiu abruptamente 35,49% em termos nominais, enquanto a conta de salário subiu 94,04% nominalmente, não voltando ao estágio anterior. De qualquer forma, o conjunto de despesas correntes caiu a uma taxa acima da taxa de queda das receitas, conforme já relatado.

Entretanto, a eficiência considerada no movimento de queda das despesas correntes não invalida a constatação quanto ao patamar elevado do mesmo grupo de despesas. Essa tese é explicada pela velocidade da desaceleração do investimento público (despesa de capital). No mesmo período analisado, o investimento apresentou uma queda média 20,31%, portanto muito superior a queda das receitas. Veja a evolução nominal do ICMS e investimento no estado.

 

Figura 2: Evolução do ICMS e gastos em investimento

Fonte: Elaboração própria com base no SEFAZ-RJ.

 

Um maior fluxo de alocação em custeio em detrimento ao investimento é uma questão de escola que nesse caso compromete o futuro. É inegável essa ocorrência e, quando esse quadro é projetado para o futuro, as expectativas em relação a aceleração das receitas empurrada pelo investimento acabam gerando muitas dúvidas.

Olhando para o ano de 2021 até o quinto bimestre, podemos afirmar que as receitas correntes (desconsiderando o aumento nominal de 67,34% por influência da receita patrimonial no quarto bimestre em relação ao bimestre anterior), não serão muito diferentes das receitas correntes do ano anterior em termos nominais.

Entretanto, em relação a conta de investimento a situação parece piorar em 2021. A média nominal de investimento por bimestre em 2020 atingiu R$143,0 milhões que deve superar a média bimestral de 2021 em 13,0%. Portanto, não dá para ignorar a fuga de receitas para custeio, já que a alocação em investimento requer outros elementos mais complexos.

Se na função fiscal as dificuldades são latentes, na economia real a situação não é diferente. A opção por negligenciar o investimento público contribuiu para internalização de resultados frágeis na evolução do Valor Adicionado Fiscal (VAF) e na evolução do estoque de emprego ao longo do período analisado. A taxa média anual de crescimento do VAF em termos reais, atingiu somente 0,27% no período de 2014 a 2020. Um crescimento insuficiente para a necessidade de equilíbrio fiscal, enquanto a taxa média de evolução do emprego formal caiu 3,40% ao ano no mesmo período.

Quanto ao emprego formal, o estoque no estado em 2020 apresentou uma queda de 18,84% em relação a 2014, além da concentração em torno de 45,3% dos vínculos no setor de serviços. Quando os serviços são densos em tecnologia, com salários elevados e fixados no estado alcançamos o melhor dos mundos, porém não é esse o caso.

Com o êxito do programa de vacinação da Covid-19 e reanimação da economia, especialmente comércio e serviços, o emprego começou a dar sinais de evolução. A expectativa é de que o estoque de emprego cresça 6,8% em 2021 com base em 2020, porém ainda sem recuperar a perda do período anterior analisado.

Enfim, esse é um quadro preocupante que não embasa as expectativas do Plano de Recuperação Fiscal do estado no futuro próximo. Programas de mudanças mais substanciais precisam ser discutidos, inclusive com desenhos estratégicos de projetos que possam viabilizar a criação de novos negócios de base em conhecimento. É fundamental o mapeamento dos recursos representativos das vantagens comparativas nas mesorregiões do estado e a reformulação da estrutura produtiva sinalizada por utilização de novas metodologias.

 

Alcimar das Chagas Ribeiro (economista, professor da UENF e diretor do NUPERJ)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Endividamento das famílias brasileiras

 



Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o índice de endividamento das famílias brasileiras em 2021 foi de 70,9%, o que é profundamente negativo para a economia brasileira.

A causa do aumento da curva do endividamento reside na alta da inflação do país, onde ela já ultrapassou os dois dígitos, provocando, assim, a redução da renda do consumidor. O que obriga a ele a buscar crédito no mercado financeiro com altas taxas de juros, tanto no cartão de crédito, como também no cheque especial, no sentido de tentar manter o nível de consumo de bens e serviços que tinha anteriormente.

Em face desse quadro pode-se afirmar que, no ano de 2022 a tendência será o consumo das famílias retraírem ao longo do ano, porque elas estão sem espaço no orçamento doméstico para gastarem, com impactos negativos sobre o crescimento econômico, pois as famílias representam mais do que 60% do agregado do PIB nacional.  Isso é grave.