Em
entrevista ao meu amigo Alfredo Soares na Band, o prefeito da capital do açúcar
deixou transparecer a baixa probabilidade do comércio local contar com as
rendas salariais do décimo terceiro salário do poder público local. Assim
sendo, nos 400 milhões que circulam, tradicionalmente, em dezembro o montante
de R$ 77 milhões da prefeitura não vão circular gerando retração na demanda
agregada natalina. A explicação para esse fato é razoável, dado que a perda de
arrecadação este ano, com a queda na produção petrolífera e o impacto da
pandemia retiraram cerca de 200 milhões de reais em receita fiscal da cidade.
Quanto ao RPA, bem como o aposentado e pensionista, muito provavelmente, o
poder público espere pagar com os recursos da última cota de royalties do ano
que bate na conta, por volta do dia 20 de dezembro. A conferir!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Décimo terceiro salário da Prefeitura de Campos e o comércio
Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras possuem os maiores salários da Região Norte Fluminense
Salário médio mensal dos trabalhadores formais de 2017 e 2018 segundo o IBGE de Macaé, de Campos dos Goytacazes, de Rio das Ostras, de São João da Barra, de Quissamã, de Conceição de Macabu e de Carapebus
O
gráfico traz de acordo com os dados do IBGE do período circunscrito ao ano de 2017
e de 2018, a realidade do salário médio mensal dos trabalhadores formais, da
maioria dos municípios da Região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.
O município
de Macaé, considerado a base da economia do petróleo na região, por conta das
instalações da Petrobrás no seu território, lidera o ranking com 6,4 salários
mínimos tanto em 2017 como também em 2018.
Em
segundo e terceiro lugar estão São João da Barra e Rio das Ostras, o primeiro
por conta das atividades operacionais e alguns investimentos do Porto do Açu e
o segundo em virtude do seu distrito industrial de base petrolífera, ao lado de
Macaé. Esses dois empreendimentos são responsáveis por pagarem maiores salários
aos seus trabalhadores, também.
Já,
os demais municípios, como por exemplo, Campos, Quissamã, Conceição de Macabu e
Carapebus, cujas economias, ainda são baseadas em atividades econômicas de
baixo valor agregado, como a agricultura, o setor de serviços, o comércio e uma
pequena ou nenhuma base industrial, os salários são menores. O que não é bom para a nossa região.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Leilão reverso na prefeitura do município do Rio de Janeiro
O prefeito
eleito Eduardo Paes herdará uma prefeitura extremamente endividada do seu
antecessor Marcelo Crivela. Só neste ano, o déficit fiscal poderá chegar a R$
10 bilhões.
Para
mitigar os problemas financeiros da herança maldita, a sua equipe de transição,
já anuncia a possibilidade de se utilizar a figura do leilão reverso, no que
tange aos principais fornecedores. Tentando, assim, abrir espaço no orçamento
fiscal, na intenção de permitir ao prefeito cumprir todas as suas promessas de
campanha. Como por exemplo, até a atualização da folha salarial dos servidores
públicos.
O
aludido leilão constitui-se na possiblidade do gestor público, priorizar os
pagamentos daqueles credores que oferecerem o maior desconto a Administração
Pública. E, além dessa medida arrojada, o prefeito também pensa em cortar de 40%
a 50% dos cargos comissionados e extinguir algumas empresas públicas.
Vamos
aguardar no sentido de verificar se o novo alcaide do município do Rio obterá êxito na sua
empreitada. Enquanto isso, o povo de Campos espera ansiosamente, o julgamento da
chapa Wladimir Garotinho e Frederico Paes, na quinta-feira, para saber
efetivamente se eles assumirão os destinos da nossa planície.
Macaé de janeiro a outubro de 2020 já perdeu quase dez mil empregos com a carteira assinada
Saldo líquido de emprego (SL) = contratações menos demissões de janeiro a outubro de 2019 e 2020 segundo o CAGED do município de Macaé (RJ)
O município
vizinho de Macaé sede da Petrobrás, abriu no mês de outubro de 2020 o
quantitativo de 1.049 vagas de emprego no seu total. Todavia, quando se analisa
o acumulado da geração de empregos a mais de janeiro a outubro, ele ainda continua
com o saldo líquido negativo de 9.989 trabalhadores. Ao contrário do ano
passado, em que no mesmo período, o saldo líquido era positivo em 2.307.
De acordo
com o gráfico acima, o segmento econômico que liderou a abertura de postos de
trabalho de janeiro a outubro de 2019 foi o setor de prestação de serviços, com
2.966 trabalhadores com a carteira assinada. E, em 2020 esse mesmo segmento até
outubro, apresentou o desligamento de 4.283 empregos formais.
Portanto,
a despeito da economia macaense no acumulado até outubro de 2020, permanecer ainda
no processo de destruição de vagas. Os números de outubro, já são positivos, mostrando
com isso, uma possível inversão da curva negativa da empregabilidade para os próximos meses. E, uma esperança
da retomada do aquecimento da atividade econômica petrolífera na região. O que
é muito bom para todos nós.
sábado, 5 de dezembro de 2020
Imposto sobre as grandes fortunas é hora de discuti-lo no Brasil
Enquanto o país vizinho à Argentina aprovou na
sexta-feira passada o IGF imposto sobre as grandes fortunas, para fazer face às
despesas de combate a pandemia do covid 19, onde a cobrança será apenas uma vez.
No Brasil, a equipe econômica de Paulo Guedes,
fica perdendo tempo com a discussão estéril da volta ou não da CPMF, cuja
incidência recairá sobre a classe média e àqueles que possuem rendas menores. Já
que os proprietários de grandes fortunas no Brasil movimentam muito pouco
dinheiro na rede bancária.
No caso da economia portenha, serão tributados
aqueles que declararam bens superiores a 200 milhões de pesos (R$ 12,67
milhões) com uma taxa progressiva de até 3, 5% sobre os bens na Argentina e até
5,25% sobre os bens fora do país.
E, no caso do Brasil, se houvesse interesse do
governo Bolsonaro, mancomunado, com os proprietários de grandes fortunas, como
por exemplo, os fazendeiros, os banqueiros e os grandes empresários, que pagam
muito pouco tributo ao Estado brasileiro, em cobrar o IGF. Bastaria apenas uma regulamentação,
pois ele já existe, na nossa Constituição Federal no art. 153, inciso VII,
demandando apenas uma lei complementar que não foi aprovada até os
dias de hoje.
Portanto, já passou da hora do Brasil, buscar discutir
o IGF, dentro de uma profunda reforma tributária, para conseguir, fontes de financiamentos
para as políticas públicas, no sentido de reduzir a crescente desigualdade e
desemprego, que tudo indica, no ano de 2021, elas aumentarão cobrando o preço a
população mais pobre.
Considerada a esperança do desenvolvimento regional, a economia de São João da Barra, destruiu quase dois mil empregos com a carteira assinada de janeiro a outubro de 2020
Mercado de trabalho da economia de São João da Barra (RJ) de janeiro a outubro de 2019 e 2020 segundo o CAGED
O município
de São João da Barra sede do Porto do Açu, de janeiro a outubro do ano de 2020
destruiu o total de 1.746 empregos com a carteira assinada. Enquanto nesse
mesmo período do ano passado a economia sanjoanense gerava a mais o quantitativo
de 3.025 empregos formais.
O segmento
econômico que contribui de forma negativa para a eliminação de vagas de emprego
de janeiro a outubro de 2020 foi à construção civil com menos 1.701 postos de
trabalho.
Já,
no ano de 2019 a construção civil, abria nesse mesmo recorte de tempo analisado
neste estudo, o numerário de 2.771 empregos, conforme está registra no gráfico.
Portanto,
embasado na pesquisa do emprego com a carteira assinada dos dados do CAGED, pode-se
afirmar que, o grande investimento do porto localizado, no Açu, anda sentindo
os efeitos nefastos da retração econômica, tanto a mundial como a da economia
brasileira, cujo PIB, poderá encolher até dezembro deste ano em torno de 5%.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Empresa municipal ou a estatal do cabidão de emprego?
O prefeito
eleito no último domingo, Wladimir Garotinho, em entrevista ontem pela manhã na
radio Folha FM, declarou que criará uma Empresa Municipal de contratação de mão
de obra, logo que for empossado no dia primeiro de janeiro de 2021. E, no seu
governo, “não terá lugar para cabide de emprego, espaço para malandro e de
pessoas ligadas a A, B, ou C. A prefeitura deve ser a indutora do desenvolvimento
econômico do município.”
Diante dessa colocação, o ilustre prefeito, já sinaliza, sobre a possiblidade, de formalizar alguns contratados por RPAs, a custa do dinheiro do contribuinte, numa conjuntura de escassez financeira. Repetindo, todavia, numa proporção, obviamente, menor e num modelo diferente, porém, na essência é a mesma coisa, o governo Rosinha. Que possuía inúmeras empresas terceirizadas de fora do município, que sangravam, o orçamento municipal, em detrimento dos concursos públicos. Além disso tudo e o mais grave, era o desrespeito acintoso, a forma constitucional de ingresso dos recursos humanos na Administração Pública. Já, que nessas unidades terceirizadas haviam também, algumas categorias de trabalhadores sujeitas ao imperativo do concurso.
E,
ainda, o governo da aludida prefeita, alegava a época, que a impossibilidade de
se realizar os concursos públicos, estava na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
em face do limite do índice de gasto com pessoal. O que na prática constituía-se,
numa forma disfarçada para se contratar as indicações políticas e os amigos do
poder, em razão da inexistência de DAS suficientes, para atender a todos os
interessados em participar do banquete público.
O
governo Wladimir Garotinho, de acordo com o seu discurso lançado na praça, sinaliza
que a sua gestão, não será nada diferente, do governo da sua mãe. Por ser, um
governo de centro-direita, trazendo no seu bojo, todos àqueles execráveis vícios
do passado. O que não é novidade para ninguém.
Na sua
própria entrevista sobre a criação da nova empresa, ele deixa claro, o seu viés
clientelista natural das velhas oligarquias paroquiais, sem antes de entrar na
prefeitura, no intuito de verificar os dados reais da máquina pública, em que o
prefeito Rafael Diniz, está negando o acesso. Para, depois, então, fazer um profundo
diagnóstico sobre as contas públicas, e com isso, programar, as medidas
cabíveis e necessárias de curto, médio e longo prazo, no sentido de mitigar a crise
fiscal, financeira e econômica do município. O que é lamentável.
Por
fim, quero dizer que esse filme é antigo, e acho que a futura estatal de mão de
obra, será o cabidão de emprego, institucionalizado do governo Wladimir Garotinho.
Vamos aguardar para conferir o final desse processo todo. E viva a nossa cidade!






