Os dados do CADÚNICO do governo federal sobre pessoas em situação de vulnerabilidade social mostram um contraste claro: São João da Barra apresenta o maior índice de pobreza da amostra de 74,55% e, ao mesmo tempo, o maior PIB per capita R$ 382.417,42, puxado pelo Porto do Açu. Rio das Ostras registra o menor índice de 18,41%, município da Zona Especial de Negócios (ZEN). Campos dos Goytacazes o índice ficou em 41,44%, uma economia de serviços e Macaé a economia do petróleo o índice foi de 38,51%, estas duas últimas cidades ficam no patamar intermediário.
Já neste
infográfico, observa-se que, entre outubro de 2025 e outubro de 2026, os quatro
municípios somados passaram de 363.890 para 376.126 pessoas no CADÚNICO, uma
alta de 3,36%. Nenhum deles reduziu o número de inscritos. Acende-se, com isso,
a luz amarela. Isso é muito grave!
Em Macaé, a variação foi de +6,62%:
saltou de 95.403 para 101.723, um aumento de 6.320 pessoas. Maior crescimento
da amostra, em termos absolutos e relativos. A economia do petróleo produzindo
contradições econômicas e sociais.
Em São João da Barra, o avanço foi de
+4,95%: saiu de 27.047 para 28.387, uma majoração de 1.340 pessoas em um ano.
Segundo maior crescimento percentual. Na terra do Porto do Açu!
Em Rio das Ostras, a alta foi de +4,81%:
saltou de 29.531 para 30.950, com elevação de 1.419 pessoas. Terceiro maior
crescimento percentual, acima da média regional +3,36%. O que é preocupante!
Em Campos dos Goytacazes, o aumento foi
de +1,49%: de 211.909 para 215.066, ou seja, 3.157 pessoas. Menor crescimento
percentual, mas maior contingente da região: sozinho supera os outros três
somados. São mais de duzentos mil campistas em situação de vulnerabilidade
social.
Os dois
municípios com menor população, São João da Barra e Rio das Ostras, cresceram proporcionalmente
mais que Campos. O aumento do CADÚNICO no Norte Fluminense não se concentra na
cidade grande é importante lembrar : é mais intenso, em termos relativos, nos
municípios do entorno do petróleo e do porto. O que demonstra claramente que o
modelo de desenvolvimento baseado em enclave econômico é concentrador de renda
e produtor de pobreza.
Portanto,
essa é a triste realidade das cidades ricas em petróleo do Norte Fluminense,
onde há um grande conflito entre a riqueza e a pobreza. É a velha máxima: a
riqueza concentrada produz pobreza. Até quando aceitaremos esta conjuntura?


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