quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Terra do petróleo, gente na pobreza: 200 mil campistas e 100 mil macaenses no CADÚNICO. Cadê o dinheiro?

 

Os dados do CADÚNICO do governo federal sobre pessoas em situação de vulnerabilidade social mostram um contraste claro: São João da Barra apresenta o maior índice de pobreza da amostra de 74,55% e, ao mesmo tempo, o maior PIB per capita R$ 382.417,42, puxado pelo Porto do Açu. Rio das Ostras registra o menor índice de 18,41%, município  da Zona Especial de Negócios (ZEN). Campos dos Goytacazes o índice ficou em 41,44%, uma economia de serviços e Macaé a economia do petróleo o índice foi de 38,51%, estas duas últimas cidades ficam no patamar intermediário.

Já neste infográfico, observa-se que, entre outubro de 2025 e outubro de 2026, os quatro municípios somados passaram de 363.890 para 376.126 pessoas no CADÚNICO, uma alta de 3,36%. Nenhum deles reduziu o número de inscritos. Acende-se, com isso, a luz amarela. Isso é muito grave!

Em Macaé, a variação foi de +6,62%: saltou de 95.403 para 101.723, um aumento de 6.320 pessoas. Maior crescimento da amostra, em termos absolutos e relativos. A economia do petróleo produzindo contradições econômicas e sociais.

Em São João da Barra, o avanço foi de +4,95%: saiu de 27.047 para 28.387, uma majoração de 1.340 pessoas em um ano. Segundo maior crescimento percentual. Na terra do Porto do Açu!

Em Rio das Ostras, a alta foi de +4,81%: saltou de 29.531 para 30.950, com elevação de 1.419 pessoas. Terceiro maior crescimento percentual, acima da média regional +3,36%. O que é preocupante!

Em Campos dos Goytacazes, o aumento foi de +1,49%: de 211.909 para 215.066, ou seja, 3.157 pessoas. Menor crescimento percentual, mas maior contingente da região: sozinho supera os outros três somados. São mais de duzentos mil campistas em situação de vulnerabilidade social.

Os dois municípios com menor população, São João da Barra e Rio das Ostras, cresceram proporcionalmente mais que Campos. O aumento do CADÚNICO no Norte Fluminense não se concentra na cidade grande é importante lembrar : é mais intenso, em termos relativos, nos municípios do entorno do petróleo e do porto. O que demonstra claramente que o modelo de desenvolvimento baseado em enclave econômico é concentrador de renda e produtor de pobreza.

Portanto, essa é a triste realidade das cidades ricas em petróleo do Norte Fluminense, onde há um grande conflito entre a riqueza e a pobreza. É a velha máxima: a riqueza concentrada produz pobreza. Até quando aceitaremos esta conjuntura?

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário