sexta-feira, 28 de abril de 2023

Emprego no estado do Rio de Janeiro em março de 2023 aumentou 67,03%

 

Saldo líquido do emprego da economia do estado do Rio de Janeiro de março de 2022 e de 2023 segundo o CAGED



Segundo a pesquisa sobre o mercado de trabalho do CAGED, no estado do Rio de Janeiro, o saldo líquido do mês de março de 2023 ficou em 19.427 empregos formais. Neste mesmo mês de 2022 ele totalizou o quantitativo de 11.631 postos de trabalho. O crescimento da empregabilidade observada neste recorte de tempo foi de 67,03%.

O segmento econômico que deixou a curva da empregabilidade de março, tanto em 2023 como também em 2022 com os números positivos foi o de prestação de serviços. Já o comércio, nos dois períodos analisados apresentou números negativos.

Por fim, pode-se afirmar que, a economia do estado do Rio Janeiro, está retomando o seu crescimento econômico, alavancada pelo setor de serviços.  Isso é muito bom.




Economia brasileira e a de Campos abriram mais empregos formais em março de 2023

 

Saldo líquido do emprego da economia brasileira e  do município de Campos dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED



Segundo os dados do CAGED publicado no dia de ontem, sobre o mercado de trabalho, a economia brasileira abriu em março de 2023 o quantitativo de 195,17 mil empregos com a carteira assinada. Enquanto isso, no mesmo período de 2022 a abertura de vagas atingiu o patamar de 98, 79 mil trabalhadores. O crescimento em março de 2023 em relação a março de 2022 foi de 97,6%.

Agora, conforme os números do gráfico, no caso da economia de Campos, no mês de março de 2023 o saldo líquido ficou em 784 empregos formais decorrentes dos segmentos econômicos, de prestação de serviços, da agropecuária e da indústria. Ao contrário de março de 2022, quando a criação total de postos de trabalho ficou negativa em 53 vagas.

Portanto, em face desse cenário, pode-se dizer que, tanto a economia brasileira como a de Campos no CAGED de março de 2023 apresentou um bom resultado. O que é excelente para todos nós.   

 


Três mil empregos com a carteira assinada na região Norte Fluminense por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

Emprego formal acelera na região Norte Fluminense e atinge 3.000 vagas em março

O emprego formal acelerou na região Norte Fluminense, atingindo 3.000 vagas em março. O crescimento foi de 52,4% em relação ao mês anterior e 542,3% acima das vagas geradas em março do ano passado. Macaé criou 1.524 vagas puxadas pela indústria e construção civil; Campos dos Goytacazes criou 784 vagas puxadas pelo setor de serviços e São João da Barra criou 648 vagas, basicamente na construção civil.

No acumulado do trimestre foram criadas 6.013 vagas na região, equivalentes a 18% de todo emprego gerado no estado. Macaé liderou com 59,0% do total, seguido por São João da Barra com 26,0% das vagas criadas e Campos dos Goytacazes com 15,0% do total.

Setorialmente, a construção civil lidera com 2.811 vagas criadas nos principais munícipios geradores de emprego na região (Campos, Macaé, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), seguida pelas atividades de serviços com 2.078 vagas e do setor industrial com 1.348 vagas criadas. O setor agropecuário criou 126 vagas e o comércio eliminou 328 vagas no trimestre.

O estado do Rio de Janeiro criou 33.380 vagas de emprego no primeiro trimestre do ano e o país criou 526.173 no mesmo período.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Juros do cartão rotativo e a prévia da inflação de abril

 



Segundo a divulgação do Banco Central no dia de ontem, os juros do cartão de crédito rotativo chegaram ao ano no Brasil, ao patamar absurdo de 430%. É o maior percentual desde 2017.

Essa taxa é aquela que os agentes econômicos utilizam para financiar as suas compras de bens e serviços, no momento em que eles não conseguem pagar a fatura do cartão, dentro do mês de vencimento.

No ensejo, merece destaque também a prévia da inflação de abril, calculada pelo IBGE, o denominado IPCA-15, que ficou em 0,57% e em 12 meses em 4,16%, abaixo da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,75% em 2023.

Portanto, em face dessas duas informações, podemos afirmar que, os juros do cartão de crédito no país, são pornográficos, e o pior, eles estão financiados pelo Banco Central, com a Selic de 13,75% ao ano. E, ainda, esperamos que o COPOM possa reduzir na próxima reunião a Selic, pois a prévia da inflação de abril, já sinaliza que os preços em 12 meses, encontram-se abaixo da meta inflacionária deste ano. Vamos aguardar.


quarta-feira, 26 de abril de 2023

Contas públicas superavitárias

 

Superávit da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro e fevereiro de 2022 e de 2023 - em valores nominais - (R$ em Milhões)



O superávit das contas da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ) do primeiro bimestre de 2023, comparado ao mesmo período de 2022, aumentou 14,51%, conforme os dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) encaminhado ao TCE-RJ, registrado no gráfico.

Demonstrando, com isso, que a saúde financeira da Prefeitura campista anda muito boa. O que é para o município, uma excelente notícia se a sobra financeira, obviamente, for bem investida. Perfeito.


Livro Economia Brasileira – Cap. 2 – Os ciclos econômicos

 



 ·        A produção açucareira

 

O primeiro ciclo econômico do Brasil ocorreu no período de XVI a XVIII, baseado na produção açucareira, quando este se transformou no eixo econômico da economia colonial. Antes havia ocorrido a exploração econômica do pau-brasil. 

Assim que chegaram ao Brasil, os portugueses tiveram que estimular os colonos a produzirem na agricultura. Em face da necessidade de superar as dificuldades da zona tropical, era necessário lhes oferecer grandes propriedades de terra, como recompensa pelo grande sacrifício.

A produção açucareira era realizada através da mão de obra escrava proveniente da África, por ser mais produtiva ela substituiu a mão de obra nativa. Tal fenômeno ocorreu de forma mais rápida na região Nordeste, principalmente, na Bahia e Pernambuco, onde se deu as primeiras produções. O açúcar fabricado nessa região se destinavam as exportações para o continente europeu. 

Com a entrada no mercado internacional do açúcar produzido na América Central e nas Antilhas no século XVII, o mercado do açúcar ficou mais competitivo, comprometendo, a produção brasileira do império.

O que obrigou os produtores locais a diversificarem a produção canavieira que até, então, constituía-se numa monocultura. A partir dessa conjuntura começa-se a produzir tabaco baiano em função da sua grande receptividade no mercado europeu e por ser um produto aceito no escambo de escravos. A sua decadência ocorreu no século XIX em função da proibição do tráfico negreiro.

 

·       O Ciclo do Ouro

 

Com a derrocada do ciclo do açúcar ganha corpo uma outra atividade na economia colonial brasileira, a do ouro na região de Minas Gerais. Responsável por atrair pessoas em busca desse precioso metal, juntamente com a classe dominante. Logo de imediato, quem descobriu essas riquezas foram os espanhóis.

O ouro acabou ocupando o lugar da economia açucareira, no período de dois séculos, principalmente, no XVIII. Entretanto, importa salientar, a despeito da importância da produção aurífera, ela não produzia o montante igual ao do ciclo anterior. 

A mão de obra utilizada ainda era a de escravos. Porém, havia diferença a respeito dela quando comparado aos escravos do ciclo do açúcar. Eles agora passariam a ter pequenas regalias, como por exemplo, juntar riquezas em ouro para conquistar a sonhada liberdade, junto ao governo imperial.

A exploração das riquezas das reservas mineiras aumentavam todos os dias e nesta esteira crescia também o controle dos colonizadores, através de regramentos, regimentos decorrente da Intendências de Minas, uma espécie de administração especial da Coroa.  Com isso, surgiu a elevação dos impostos cobrados dos produtores, o denominado quinto sobre a quantidade de ouro produzido.

Em face dessa escorchante taxação, surgiu no contexto, o movimento denominado de Inconfidência Mineira, composto de colonos inconformados com a apropriação da renda da extração do ouro, pelos portugueses.

Chega-se, então, a decadência da mineração brasileira no século XVIII. Apesar de uma atividade efêmera ela ocupou papel de destaque na história da colônia, enquanto perdurou virou o foco das atenções e expandiu em detrimento de outras atividades. No período a população mineira aumentou e outras atividades econômicas assessórias emergiram como a pecuária e a agricultura, no Centro-Oeste de Minas Gerais.  Apenas a guisa de informação final, “uma outra preciosidade explorada a época foram os diamantes. O brasil tomou o lugar antes ocupado pela Índia como grande produtor de diamantes, para, posteriormente, perdê-lo para a África do Sul, onde ocorreriam descobertas de grandes jazidas dessa pedra." (Economia Brasileira, pg. 20, 2000)   

 

·       O Renascimento agrícola

 

Com o florescimento da mineração a agricultura atravessou uma fase de decadência, como vimos anteriormente. Fenômeno oposto ocorreu no século XVIII, eis que com o advento da revolução industrial a agricultura voltou ao cenário de relevância, agora, no que tange  produção de algodão.  

Por conta da dificuldade da China em atender a demanda do mercado de produção de tecido e a aliança entre Portugal e a Inglaterra, este último sede da revolução industrial. O Brasil foi favorecido nessa conjuntura em decorrência das suas vastas terras ociosas e virgens.

Surge, assim, a oportunidade da economia brasileira de produzir algodão e expandir o comércio exterior  retornando, ao mercado internacional. No ensejo, importa salientar que, o algodão tem sua origem nos Estados Unidos.

Em face dessa nova realidade histórica, do Pará ao Paraná, passando por Goiás, chegando até o  Rio Grande do Sul, tais regiões se transformaram em grandes produtoras de algodão.   

Outras mercadorias, também voltaram a ter importância econômica, como por exemplo, o açúcar no Nordeste e o cacau na Bahia. E se insere   nesse contexto a região de São Paulo.

Por fim, ressalta-se, todavia, o café proveniente da Abissínia, e tendo ainda, irrelevância econômica no país, devido ao protagonismo do açúcar, passou na segunda metade do século XVIII, a ser o grande produto da pauta de exportação nacional. Com os Estados Unidos assumindo a posição de nosso maior comprador.

Como discorre abaixo Caio Prado Jr. :

 

Os Estados Unidos, grandes consumidores de café, voltar-se-ão (...) para os novos produtores (...). Em particular o Brasil, favorecido além do mais, com relação a eles pela sua posição geográfica. A produção cafeeira encontrará nos Estados Unidos um dos seus principais mercados; em meados do século, quando o café se torna grande artigo de exportação brasileira, aquele país absorverá mais de 50% dela. E esta porcentagem ainda crescerá com o tempo.   

 

·       Entraves à consolidação do capitalismo

 

Um dos grandes problemas da economia capitalista diz respeito à formação do mercado interno. Foi exatamente o que deixou de acontecer na economia colonial brasileira açucareira. Não conseguimos formar um mercado interno, que possibilitasse a criação de uma base industrial.

O açúcar produzido na colônia era direcionado ao mercado externo ou internacional. A renda auferida da venda dessa relevante commodities retornava a Europa, agora, através da importação de bens e serviços industrializados.   

Essa relação de retorno da renda acabou enriquecendo, ainda mais, o seleto grupo de colonizadores e comerciantes. E o pior, a economia brasileira não logrou êxito substantivo que fossem responsáveis por inaugurar uma nova era e criar uma relativa independência econômica da Europa.

Ao contrário, entramos e saímos dos ciclos econômicos, com a marca de uma economia subordinada aos centros hegemônicos do capital. Mantendo, em face desse cenário, uma massa humana na sua maioria escravizada e sem a capacidade de formar um mercado consumidor que pudesse montar uma base capitalista interna, nos moldes das grandes economias desenvolvidas da época.

No ensejo, destaca-se, por sua vez, a economia mineira no contexto colonial foi a mais propícia no que tange a formação de um mercado interno local. A despeito, do ciclo do ouro ter sido menos lucrativo do que o do açucareiro. O simples fato de Minas Gerais está afastado do litoral, permitia a produção de alguns bens que eram supridos em outras regiões da colônia, pelos produtos importados.                                                                                                                                                                 

Com isso, o Brasil adentrou no século XIX, na condição de economia da periferia do capitalismo, incapaz de aproveitar os três ciclos econômicos de riquezas gerados na colônia e convertê-los em desenvolvimento econômico e social. Sua passagem de uma era para outra – de colônia para estado- nação, seria carimbado pela permanência do atraso estrutural vivido pelo maior país do continente sul- americano.

Registra-se, também, no século XIX chegou ao Brasil à família real portuguesa em fuga, por conta das guerras napoleônicas. Antes deste episódio histórico, Portugal perdeu a sua hegemonia política para a Espanha, e ocorreu sucessivamente, o seu enfraquecimento econômico, onde até a presente conjuntura ele dividia com os holandeses no território brasileiro, as vantagens financeiras do ciclo açucareiro.

Por derradeiro e sem mais delonga, devido ao seu enfraquecimento político no âmbito internacional, Portugal, se vê obrigado a se aliar a Inglaterra. E o Brasil, em face dessa aliança experimentou novamente, uma nova sangria das suas riquezas, doravante, pelos ingleses através da família real, já instalados no território brasileiro.      

 

·       Referências bibliográficas: 

 

1-   Lacerda, Antônio Correa et al. Economia Brasileira. São Paulo.  Editora Saraiva 2000.

 

terça-feira, 25 de abril de 2023

Prefeituras petro-rentistas com o caixa recheado de royalties

 

Rendas dos royalties de abril de 2023 dos municípios petro-rentistas do estado do Rio de Janeiro (RJ) em valores nominais - (R$ - em Milhões)



A Agência Nacional de Petróleo (ANP) depositou no dia de hoje, a parcela dos royalties dos municípios petro-rentistas do estado do Rio de Janeiro (RJ) de abril de 2023.

E, os que receberam a maior quantia foram os municípios pertencentes à Bacia de Santos, como Maricá e Niterói, a despeito de Saquarema também fazer, parte dela, os seus valores são pequenos. Porque, a faixa do litoral de Saquarema contemplado é de pouca expressão, no que diz respeito à produção petrolífera.

Portanto, os municípios tanto da Bacia de Campos (Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra), como da de Santos, não podem reclamar da falta de dinheiro. Os caixas estão cheios.