quarta-feira, 31 de julho de 2024

Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

Trajetória do emprego formal em Campos dos Goytacazes em 2024


As figuras acima mostram a evolução dos saldos de emprego formal em Campos dos Goytacazes em 2024. A trajetória do emprego total evidencia a sazonalidade da atividade sucroalcooleira que inicia com a colheita de cana de açúcar e avança com o produção de açúcar e álcool.  O processo tem início em maio/junho, onde atinge o pico para desacelerar nos meses seguintes.

Importante que a cadeia estimula uma melhor dinâmica na atividade industrial e no setor de serviços em um menor nível. Apesar da importância do setor, a sazonalidade é um problema que deveria ser pensada no contexto de um planejamento de longo prazo através da interação universidade - governo e unidades de produção.

 


Mais empregos com carteira assinada na economia brasileira e em Campos

 

CAGED: saldo líquido de emprego de junho de 2023 e 2024 no Brasil e em Campos dos Goytacazes (RJ)


Nos dados da pesquisa de emprego do CAGED publicados ontem, a economia brasileira encerrou o mês de junho de 2024 com um saldo líquido de emprego (admissões menos demissões) de 201.705 postos de trabalho com carteira assinada. Enquanto isso, no mês de junho de 2023, o saldo líquido foi positivo em 155.695 empregos formais, resultando em um aumento de 29,55% nas vagas em junho deste ano. Isso mostra claramente que a política macroeconômica do governo federal está no caminho certo para a retomada do crescimento econômico, e a confiança da classe empresarial no Brasil se confirma a cada dia, como constatou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em sua última sondagem sobre o Índice de Confiança (IC) do setor produtivo.

No que tange à economia de Campos dos Goytacazes (RJ), a geração de empregos cresceu 18,69% em junho de 2024 em relação a junho de 2023, com o setor de serviços puxando positivamente a curva da empregabilidade. Apenas para ilustrar, o saldo de empregos em junho de 2023 totalizou 872, e em junho de 2024 ficou em 1.035 vagas, conforme indicado no gráfico.

Por fim, pode-se dizer que a economia campista encontra-se alinhada à trajetória expansionista de geração de emprego e renda da economia brasileira. É importante considerar, no caso dos empregos de Campos, o efeito da sazonalidade da safra do setor sucroalcooleiro, que impacta de forma positiva a presente conjuntura econômica local.


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A região Norte Fluminense criou 8,1 mil vagas de emprego no primeiro semestre do ano

 



A região Norte Fluminense gerou 2.068 novas vagas de emprego em junho, com leve desaceleração de 7,22% em relação a maio. Macaé gerou 1.100 vagas, Campos gerou 1.035 vagas e São Francisco de Itabapoana gerou 279 vagas no mês. São João da Barra eliminou 386 vagas, mesmo com a presença do porto do Açu.

No acumulado do semestre a região gerou 8.133 vagas de emprego, com destaque para Campos dos Goytacazes com um saldo 4.429 empregos, seguido por Macaé com um saldo de 3.395 empregos e São Francisco de Itabapoana com um saldo de 979 empregos criados no período. São João da Barra é o destaque negativo com a eliminação de 859 empregos no período.

Setorialmente, considerando os municípios de Campos, Macaé, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, sobressaíram as atividades de serviços com a geração de 4.958 vagas de emprego, seguido pelas atividades industriais com um saldo de 1.535 vagas, atividades agropecuárias com um saldo de 1.510 vagas e das atividades comerciais com um saldo de 101 vagas. As atividades de construção civil eliminaram um saldo de160 vagas no período.

O estado do Rio de Janeiro criou 90.857 vagas de emprego no semestre, enquanto o país criou 1.300.044 vagas no mesmo período.

Fonte: Caged

 


terça-feira, 30 de julho de 2024

No primeiro semestre do ano eleitoral de 2024, os gastos com saúde em Campos aumentaram quase 20%

 

Gastos com saúde do município de Campos dos Goytacazes (RJ) - Valores Nominais -R$ em Milhões)


Nos primeiros seis meses do ano eleitoral de 2024, comparado ao mesmo período de 2023, o governo Wladimir Garotinho elevou os gastos com a saúde pública em 19,98%, segundo a execução orçamentária publicada hoje no Diário Oficial do município. Isso não é pouco.

Para esclarecer a sociedade campista, em 2023 os valores aplicados nessa importante área da Administração Pública totalizaram R$ 444,260 milhões, e em 2024 eles chegaram ao patamar de R$ 533,030 milhões. Esses quantitativos financeiros são expressivos e não podemos deixar de ressaltar.

Inclusive, nos primeiros seis meses de 2024, a saúde municipal teve à disposição mais de meio bilhão de reais, conforme indicado no gráfico. Isso mostra claramente a preocupação do prefeito com o segmento.

Portanto, diante dessa significativa destinação de recursos para a saúde, uma pergunta não quer calar: será que o serviço prestado no atendimento aos usuários da saúde de Campos, que não possuem plano de saúde, é de qualidade ou a população está sofrendo nas filas para ser respeitosamente atendida? Pois, como estamos vendo, dinheiro não está faltando.

 


segunda-feira, 29 de julho de 2024

Economia de Macaé contrata mais trabalhadores com curso superior

 

CAGED: saldo líquido por grau de instrução na economia de Macaé (RJ) em 2023


O gráfico demonstra o saldo líquido do mercado de trabalho de Macaé estratificado por grau de instrução, segundo a pesquisa do CAGED no ano de 2023. Para oferecer um melhor esclarecimento e entendimento aos leitores deste blog, destacamos de forma objetiva e comparativa as estatísticas das contratações no mercado de trabalho relacionadas à economia de Campos e São João da Barra, especificamente para trabalhadores com nível superior.

Enquanto a economia de Campos perdeu 32 vagas de emprego para trabalhadores com curso superior em 2023 e São João da Barra criou apenas 21 vagas, no mesmo período a economia macaense gerou 1.083 postos de trabalho para trabalhadores com curso superior.

Conclui-se, então, que, diante do cenário apresentado, a economia que mais absorve trabalhadores formados nas instituições de ensino superior do polo universitário de Campos e de outras regiões é o município de Macaé, no Norte Fluminense. Isso se deve à exigência da indústria petrolífera por uma mão de obra com maior valor agregado em termos de conhecimento.



quinta-feira, 25 de julho de 2024

Análise da criação de empregos em Campos dos Goytacazes (RJ)

 

CAGED: saldo líquido dos primeiros cinco meses de 2021, 2022, 2023 e 2024


Segundo as estatísticas do emprego publicadas pelo CAGED sobre o mercado de trabalho do município de Campos dos Goytacazes (RJ), o saldo líquido acumulado de postos de trabalho criados de janeiro a maio de 2021, 2022, 2023 e 2024 é crescente e positivo. Observa-se, então, dentro desse contexto, um aumento na geração de vagas de emprego no período analisado, exceto em 2023, onde se verifica uma pequena redução.

Em face dessa realidade, é importante salientar, de forma que não paire dúvidas, que no recorte de tempo considerado, a empregabilidade da economia campista nos primeiros cinco meses de cada ano indicado no gráfico está impactada pelo início da safra do setor sucroalcooleiro. Essa conjuntura econômica, que via de regra, eleva o quantitativo das contratações de trabalhadores com carteira assinada, ocorre em virtude do crescimento do fluxo de renda no município.

Portanto, em função desses dados, podemos afirmar que o cenário dos empregos no período considerado é muito satisfatório.

 


quarta-feira, 24 de julho de 2024

Avenida Arthur Bernardes está sendo destruída pelos caminhões e as nossas autoridades nada fazem

 

Enquanto os caminhões carregados de equipamentos, peças para maquinários, minérios de ferro e outros produtos saem da estrada BR-101 e entram pela Avenida Arthur Bernardes, no shopping Estrada, em direção ao Porto do Açu, estão literalmente destruindo essa importante avenida dentro do perímetro urbano da nossa cidade e incomodando os moradores do bairro do IPS e adjacências. Isso ocorre porque eles estão impossibilitados de trafegar pela Estrada dos Ceramistas, uma vez que as obras de melhoramento dessa estrada, iniciadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro leia-se, governador Claudio Castro, estão paralisadas e ninguém sabe exatamente quando serão retomadas e concluídas.

O pior é que os correligionários do governador Claudio Castro, como o Prefeito de Campos, o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ) e o Presidente da Câmara dos Vereadores de Campos, parecem estar indiferentes a toda essa problemática e nada fazem para reverter à situação, o que é muito grave e lamentável.

Diante desse contexto, é preciso tomar as providências cabíveis antes que os caminhões acabem de uma vez por todas com a Avenida Arthur Bernardes. Inclusive, se for oportuno, cobrar do Porto do Açu o ressarcimento ao erário público pelos danos causados ao asfalto, bem como pela poluição sonora em relação aos moradores que residem ao longo dessa avenida, que, além de várias residências, abriga um grande polo gastronômico e diversas lojas comerciais que pagam altos impostos ao poder público.

Por fim, se nada for feito rapidamente pelas ilustres autoridades municipais e estaduais, chegaremos à conclusão de que a sociedade campista está órfã de lideranças políticas. Espero que esse dia nunca chegue!