segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Gastos da Secretaria de Agricultura do primeiro semestre de 2017 a 2022


Evolução dos gastos da Agricultura de janeiro a junho de 2017 a 2022 em valores reais - (R$ em Milhões) do município de Campos dos Goytacazes (RJ)



O gráfico apresenta a evolução dos gastos da Secretaria de Agricultura do município de Campos dos Goytacazes (RJ), de janeiro a junho de 2017 a 2022, segundo os dados da prestação de contas enviados pela Prefeitura ao TCE-RJ, em valores reais atualizados pelo IPCA do IBGE.

Como se observa em 2017 ele foi de R$ 87,568 mil, em 2018 de R$ 158,888 mil, em 2019 de 1.423 milhão, em 2020 de R$ 173,318 mil, em 2021 de 226,236 mil e em 2022 de R$ 2,449 milhões.

Com isso, ao se somar a execução orçamentária dos valores aplicados nesse relevante segmento econômico municipal, no que tange a geração de emprego e renda, de 2017 a 2020, pode-se afirmar dentro dessa conjuntura, que eles totalizaram o quantitativo financeiro de R$ 1, 842 milhões no período de quatro anos e de R$ 2,675 milhões no recorte de tempo de dois anos, relativos a 2021 e 2022.

Em face desse cenário, conclui-se, todavia, que a gestão Wladimir Garotinho em dois anos de execução orçamentária do primeiro semestre, destinou 45,19% a  mais de recursos ao setor agrícola campista, do que o seu antecessor, o prefeito Rafael Diniz, em quatro anos. É uma boa notícia para a cidade.


sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Setor de serviços de São João da Barra destruiu empregos com a carteira assinada em julho de 2022

 

Saldo líquido do emprego do setor de serviços dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra segundo o CAGED de julho de 2021 e de 2022



Segundo o último CAGED do mês de julho de 2022 comparado ao mesmo período do ano anterior. O setor de serviços dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra, em julho de 2022 apresentou retração no nível de contratações com a carteira assinada.

Inclusive, o município de São João da Barra teve saldo líquido negativo em julho de 2022, ao contrário de julho de 2021, quando a criação de vagas de emprego ficou em 34 trabalhadores.

Portanto, diante desse cenário, acende a luz amarela em relação ao mercado de trabalho de São João da Barra, sede do Porto Açu.  

 


Professor Alcimar das Chagas Ribeiro, Diretor do NUPERJ

 

 

Trajetória do emprego formal no estado do Rio de Janeiro em 2022

A trajetória do emprego formal no estado do Rio de Janeiro apresenta um quadro de instabilidade, combinando momentos de aceleração e desaceleração do saldo gerado, na comparação entre o mês referência e o mês imediatamente anterior. Depois do saldo ter avançado 13,33% em junho, com relação a maio, retraiu 41,39% em julho, comparativamente a junho do mesmo ano. A figura 1, a seguir, apresenta a evolução do saldo de emprego formal gerado nos meses de janeiro a julho de 2022.

 

Fonte: Elaboração própria, com base no CEGED

 

Em julho foram gerados 13.434 novas vagas de emprego no estado, com forte concentração na região metropolitana, responsável pela geração de 10.062 novas vagas, ou 74,90% do total. A capital foi responsável pela geração de 9.424 vagas de emprego no mês. Complementarmente, a região Norte Fluminense gerou 1.282 vagas; a região Noroeste gerou 228 vagas; a Centro Fluminense gerou 189 vagas; a região Sul Fluminense gerou 1.042 vagas e a região Baixadas Litorânea gerou 631 vagas no mês.

No acumulado de janeiro a julho o estado gerou 118.394 vagas de emprego, correspondentes a 7,58% do total gerado no país. A distribuição regional destas vagas concentrou 72,6% na região metropolitana. A região Norte Fluminense participou com 10,1% do total, seguida pela região Baixadas Litorânea com participação de 6,5%; região Sul Fluminense com participação de 4,8%; região Centro Fluminense com participação de 2,9% e, por último, a região Noroeste Fluminense com participação de 2,9% do total geral do estado, conforme figura a seguir 2, a seguir.

 

Fonte: Elaboração própria com base no CAGED.

 

Na avaliação setorial, o destaque ficou por conta das atividades de serviços que geraram 84.102 vagas ou 71,0% do total de vagas geradas no período. Sub setores como administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, foram responsáveis pela geração de 30.966 vagas; seguidos pelos subsetores de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a geração de 25.113 vagas; serviços de alojamento e alimentação com 13.202 vagas e outros serviços com a geração de 11.715 vagas no período.

Outros setores como construção civil gerou 22.659 vagas; a indústria gerou 16.761 vagas e a agropecuária gerou 2.485 vagas. O setor de comércio seguiu na contra mão e eliminou 7.613 vagas no período.

Conclusivamente, pode-se afirmar que elementos fundamentais da análise estão acentuados na evolução instável da geração de emprego formal no estado, especialmente no momento em que a pandemia perdeu força, em função do exitoso processo vacinal. O setor de serviços, que foi o mais afetado durante a fase drástica da pandemia, dá sinais de recuperação concentrando 71,0% do total de vagas geradas no acumulado do ano.  Entretanto, é preciso considerar que tradicionalmente muitas ocupações relacionadas a este setor apresentam um padrão de baixa remuneração. Segundo dados da Rais, em dezembro de 2020, a remuneração média do setor foi equivalente a R$3.469,26 enquanto a indústria de transformação registrou R$4.180,70 e a indústria extrativa registrou R$14.917,98 de remuneração média no mês.

Outra questão não menos importante foi o registro da forte retração do comércio que eliminou 7.613 vagas no período de janeiro a julho deste ano. Assim, a fragilidade econômica do estado pode ser identificada através deste quadro de destruição de emprego no comércio. Contrariamente, o país gerou um saldo positivo de 101.228 vagas de emprego formal no comércio, equivalentes a 6,5% do total de vagas no acumulado de janeiro a julho.

 

Professor Alcimar das Chagas Ribeiro, Diretor do NUPERJ

 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Municípios podem ter dificuldades para pagar o décimo terceiro em dezembro de 2022

 

Arrecadação do ICMS dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra de janeiro a junho de 2021 e de 2022 em valores nominais- (R$ em Milhões)



De acordo com os dados sobre a arrecadação do ICMS dos municípios registrados no gráfico, encaminhados ao TCE-RJ. A receita do ICMS do primeiro semestre de 2022 comparado ao mesmo período do ano anterior de todos eles sofreu redução.

No caso de Campos, a retração chegou a -11 30%, a de Macaé, foi de -2,51%, a de Rio das Ostras de -11,27% e a de São João da Barra de -17,03%.

Em razão desse cenário, acende o sinal amarelo, no que diz respeito a essa relevante receita de transferência dos aludidos entes federativos. Pois dentro desse recorte de tempo analisado neste estudo, não está ainda, sendo considerado, o período relativo ao da Lei Complementar 194, de 2022, que limita a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, sancionada pelo presidente Bolsonaro. Publicado no Diário Oficial da União do dia 23 de junho, onde tudo indica que ela afetará de forma negativa a receita corrente dos Estados e também dos municípios.

Além do mais, acrescenta-se também ao encolhimento da receita do ICMS, a isenção do IPI de vários produtos, que o governo federal está promovendo, atualmente, onde as consequências redundarão na diminuição das receitas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), cuja composição deles, decorre da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e dos Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI).

Portanto, diante dessa conjuntura de queda de receita do ICMS e do FPM, para o segundo semestre de 2022, os municípios, sobretudo, os menores que dependem muito do FPM, poderão ter dificuldades para saldar a folha do décimo terceiro em dezembro, tão importante para a economia local.

   

 

 

 


Comércio gerou emprego em julho de 2022

 

Saldo líquido do emprego do comércio dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra de julho de 2021 e de 2022 segundo o CAGED



Segundo o último CAGED, o segmento comercial dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra encerrou o mês de julho de 2022, criando postos de trabalho com a carteira assinada, assim como também, no mesmo período do ano passado.

O que é muito bom para a nossa região. São mais empregos e renda circulando.


terça-feira, 30 de agosto de 2022

Por Alcimar das Chagas Ribeiro


A região Norte Fluminense gerou 1.282 novas vagas de emprego formal em julho

A região Norte Fluminense gerou 1.282 novas vagas de emprego formal em julho, com desaceleração de 32,10% em relação a junho. Macaé liderou com 1.082 vagas, seguido por Campos dos Goytacazes com 128 vagas e São João da Barra com 90 vagas, criadas no mês. No acumulado do ano a região gerou 12.077 vagas concentradas em 42,96% em Macaé; 32,55% em Macaé; 12,01% em São Francisco de Itabapoana e 10,49% em São João da Barra.

Setorialmente a indústria se destacou nos principais munícipios da região com a geração de 4.317 vagas, seguido pelo setor de serviços com 3.759 vagas, pela construção civil com 2.528 vagas, da agropecuária com 2.312 vagas e do comércio com 285 vagas no acumulado do ano.

O estado do Rio de Janeiro gerou 118.394 vagas no ano e o Pais gerou 1.560.900 vagas de janeiro a julho. 



segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Mais empregos em Campos


Saldo líquido do emprego de julho de 2021 e de 2022 segundo o CAGED do município de Campos dos Goytacazes (RJ) 



No CAGED publicado hoje pela manhã, o município de Campos dos Goytacazes (RJ), ficou com o saldo líquido total positivo em julho de 2022 de 128 vagas de emprego e em julho do ano passado, eles eram de 551 empregos com a carteira assinada.

Em julho deste ano, os segmentos que mais abriram vagas foram o de prestação de serviços, o comércio e a construção civil. Enquanto isso, a agropecuária e a indústria destruíram empregos, conforme se pode observar no gráfico.

Portanto, esse é um bom resultado para a economia campista.