Blog do Zé Alves Neto

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Orçamento do Poder Legislativo campista

 

Orçamento da Câmara Municipal de Campos de 2021 e 2022 - em valores nominais - (R$ em Milhões)



O orçamento da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ) aumentará no ano que vem 0,33%, conforme está registrado no gráfico.

Ele será votado até o dia 20 de dezembro de 2021 na egrégia Casa de Lei campista. Perfeito!


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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Chinelo de lambreta

 

28.11.21 - Teresópolis, Rio de Janeiro / Brasil - Alfredo Soares


CRÔNICA

Por C. Alfredo Soares

 

– [ ] Lembro- me que, quando eu era criança, meu bisavô usava sandálias feitas de pneu de carros. Seu Nelo, um vizinho que trabalhava com arreios de cavalo, fabricava as sandálias sob encomenda. Vô João Mundica – o nome derivava da sua mãe que se chamava Raimunda – pedia pra fazer um par de lambretas de borracha. As vezes era preciso levar o pneu velho para que ele tivesse como fabricá-las. Não cheguei a usar uma, era muito criança, mas acompanhava Vô João e vô Zé até a oficina onde tais sandálias eram feitas. Antes delas usavam tamancos de madeira com tiras de couro. Normalmente na lida diária. Aquilo machucava entre os dedos do pé até sangrar. Eu, moleque, gostava de ver aqueles homens, já de cabeças brancas, conversando sobre a vida enquanto esperavam suas sandálias. Falavam de coisas banais. Discutiam também. Implicavam um com o outro. As palavras eram truncadas e reduzidas em meio às seguidas risadas. Nunca presenciei um tema político, por exemplo. Eram homens simples dedicados ao trabalho. Seu Nelo, sentado num banco, costurava na sua máquina Singer preta. Além de sandálias era famoso com seus arreios e chicotes feitos com tiras de couro curtido. O ambiente tinha cheiro de cola de sapateiro. Entre uma costura e outra, ele ainda rezava com folhas quem aparecesse precisando… rezava torcicolo e torção. Não cobrava por isso. Cerzia uma linha num talo fino de plumagem e a gente saia curado. Era assim mesmo.

– [ ] Vô João, que não era de reza, gostava das sandálias para ir no mato buscar lenha para acender o fogão no final da tarde e fazer seu próprio café. Pegava seu facão e foice e ia, as vezes voltava com uma gambá pendurada no cabo da foice, garantido, pra ele, tão somente, a carne preferida. Também fazia roçados pra quem precisasse e pagasse. Cobrava uns tostões pelo serviço. Quando resfriávamos era a” dele a missão de buscar no mato a planta certa pra vovó Vita fazer o xarope. Sabia o nome de todas as ervas e para que serviam.

– [ ] Em frente a casa, onde ele morava, tinha um pequeno curral com uma porca na engorda e um pé de café. Dali ele colhia o fruto, secava, torrava e coava – A porca ele cuidava para sacrificar no final do ano – O café era o mais forte da vizinhança. Servia numa caneca de ágata ruída, após convocar a família aos gritos de “o gole está pronto!”

– [ ] Vô Zé trabalhava quebrando pedra numa empresa chamada Pedratex. Era um homem carinhoso, disso me lembro bem. Tinha mãos grossas e grandes, calejada pelo trabalho pesado. Seu afago arranhava a gente. Adorava Marcinha, minha irmã caçula. Estava sempre a disposição de minha vó Vitalina, a verdadeira chefe de todos.

– [ ] Na medida que fomos crescendo eles foram partindo. Vô Zé partiu primeiro. A lida forçou demais seu nobre coração.

– [ ] Vô João dizia que tinha mais de 100 anos, mas ele mesmo não sabia sua idade. Não fora registrado ao nascer, quando morreu não achamos seus documentos. Dizia-se que morreu de velho. Só existia o registro de batismo feito pela igreja. Somente depois deles adultos veio o cartório e a obrigação de registro dos filhos.

– [ ] Vovô não era cristão, nem era outra coisa. Vivia do que era permitido a um homem negro retinto a menos de 100 anos da abolição. Seus luxos eram um cachimbo velho com um bom fumo de rolo. No pé calejado uma lambreta de pneu, na cabeça um chapéu de feltro furado. Não ansiava mais nada, por isso zombava da nossa cara quando tentávamos contar as novidades. Tinha visto de um tudo. Seu senso de humor único era seu escudo pra tamanhas mazelas. Não nos contava nada de concreto sobre seu passado, talvez não valesse a pena contar. Mas gargalhava das coisas do presente, pois tinha plena noção do tempo. Vô Zé e Vô João mundica existiram e resistiram aqueles tempos difíceis.

– [ ] Bem, as lambretas de pneu, de tão resistentes, duravam mais do que o proprietário. Com o passar do tempo passamos a calçar sandálias que víamos no comercial de tv. Elas não dão cheiro e nem deformam, mas também não deixam marcas.


Fonte: https://www.pressenza.com/pt-pt/2021/11/chinelo-de-lambreta/
(Crédito da Imagem Pixabay License)

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Barril do petróleo em queda no mercado futuro

 


O preço do barril do petróleo tipo Brent, no mercado futuro, está sendo cotado no dia de hoje, em aproximadamente US$ 74,00. Refletindo, assim, a possiblidade do fechamento de algumas economias da Europa neste ano e no ano que vem em razão do surgimento da nova variante Ômicron do coronavírus, no continente de muita pobreza e miséria, que é a África do Sul, onde a maioria da população não foi ainda vacinada.

Diante desse contexto, a tendência será o consumo mundial de derivados de petróleo reduzir significativamente, e o mercado, já sinaliza com os preços dessa importante commodities, em queda. Claro que tal comportamento afetará as economias petro-rentista do estado do Rio de Janeiro (RJ), com menos repasses de rendas da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aos municípios produtores.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Orçamento da Secretaria de Educação crescerá 19,15% em 2022

Orçamento da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, do município de Campos dos Goytacazes (RJ) - (R$ - Milhões)



O orçamento da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, do município de Campos dos Goytacazes (RJ), crescerá no ano de 2022 em relação ao ano de 2021, 19,15%.

Exatamente, num momento relevante onde os pais de alunos estão sendo obrigados a tirarem os seus filhos da escola privada, por conta das altas mensalidades e também por eles estarem perdendo os seus empregos.

Portanto, esperamos, com isso, que o aumento do orçamento para o ano que vem se transforme, numa política pública mais eficiente da educação campista.  


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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Inflação de novembro continua em alta

                                                                             




O IBGE divulgou agora pela manhã o Índice de Preço do Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro, que representa a prévia do índice oficial da inflação da economia brasileira. Ele ficou em 1,7% abaixo 0,3%, quando comparado ao de outubro que foi de 1,20%.

O maior aumento ocorreu em Transportes influenciados pela alta dos preços dos combustíveis que, no ano aumentou 44,83% e em 12 meses já está em 48%.

Diante desse cenário preocupante, é torcer para que a política monetária do Banco Central faça realmente efeito sobre o combate da inflação no país, que está corroendo a renda disponível das famílias brasileiras.


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Orçamento da Secretaria de Obras reduzirá 57,51% em 2022

 

Orçamento da Secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ) de 2021 e 2022 - (R$ em Milhões)



O Orçamento da Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrura da Prefeitura de Campos, que será votado pelo Poder Legislativo campista até o final deste ano, sofreu uma redução de 57,51%, quando comparado ao orçamento do ano de 2021, conforme está registrado no gráfico.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Contribuição ao debate sobre a economia fluminense

 Por Jorge Natal e José L. Vianna da Cruz|24/11/21|Acadêmico, Artigo, Economia, Primeira Página

Estado das artes da reflexão: um antigo problema

Entre os estudiosos da temática economia fluminense, do passado e do presente, há pelo menos um consenso: nunca se conseguiu estabelecer uma massa crítica com ela mais longevamente envolvida. Sem negar o que veio de ser assinalado, observe-se que essa assertiva não implica negar que pesquisadores isolados (ou mesmo dadas instituições) não tenham se dedicado a essa temática; porém, quando isso ocorreu, eles o fizeram ‘apenas’ em tempos relativamente curtos. Logo, pode-se dizer que uma das principais marcas da reflexão sobre a economia fluminense é a descontinuidade.

Para melhor esclarecimento dessa démarche desde logo dois fatos mais aparentemente devem ser considerados:

  • O desmonte ou a irregularidade temporal das fontes públicas de mapeamento e estatísticas que, quando existiram, não estiveram disponibilizados de forma fácil e ampla aos usuários;
  • As iniciativas empresariais, notadamente as sediadas na FIRJAN, posto elas terem se voltados basicamente para as suas demandas conjunturais (privadas), bem como sido orientadas estritamente para a criação de ambientes expectacionais favoráveis aos seus negócios. Não fora bastante, regra geral, vale aduzir que essas iniciativas alhearam tanto a problemática realidade do país e da sociedade fluminense quanto os devidos suportes técnicos para efeito da elaboração das suas análises e propostas.

Para efeito do esclarecimento acima referido ainda merece registro um terceiro fato: em alguns estados brasileiros se consolidaram ao longo do tempo instituições ‘tipo IBGEs’ regionais, como são os casos da FEE (RS), IPARDES (PR), Fundação João Pinheiro (MG) etc., o que infelizmente não aconteceu, em termos de constância institucional, no ERJ – em que pese os esforços envidados, como ilustração, no âmbito da Fundação CIDE e, depois, no CEPERJ. Por conseguinte, trivial afirmar que essa limitação igualmente problematizou os estudos sobre a economia (e sociedade) fluminense.

Isto posto, cumpre assinalar que três razões mais de fundo explicam esse comportamento/problema:

  • a) O fato de o Rio de Janeiro ter sido capital por 197 anos (de 1763 até o início de 1960 – isto é, desde o Brasil Colônia, passando pelo período Imperial, até o Republicano) plasmou na ‘região’, em especial na então capital do país, um olhar, e não apenas na academia, mais atento sobre as questões nacionais, inclusive as econômicas, do que (sobre) as locais; e isso,
  • b) De par com uma visão idealizada, superficial e equivocada sobre a natureza da expansão econômica da renda e do emprego verificada a traços largos desde o último quartel do século XIX até os anos 1970 – notadamente no domínio político-administrativo hoje definido como município Rio de Janeiro na medida em que o antigo estado do Rio jamais apresentou performance a destacar na cena nacional (com as exceções que confirmam a regra, a saber: a da produção de café entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, a da cana no Norte Fluminense também desde o final do século retrasado até meados do século XX, e a de algumas indústrias de base e de bens de consumo final, como a CSN, a FNM, a REDUC, em especial na segunda metade do século XX – sublinhe-se, no entorno da própria antiga capital federal); e,
  • c) Seja por razões econômicas seja pela dificuldade mesmo em formar a tal massa crítica no interior do estado, no limite, ela não existiu nesse domínio territorial ou, em existindo, acabou atendo-se de maneira precípua ao seu espaço propriamente dito ou ao seu entorno mais imediato – no mais das vezes sem ter em conta a necessária transescalaridade. Do ponto de vista político importante salientar que as demandas por recursos fiscais sempre se mostraram envoltas em arcabouço patrimonial e de cooptação política junto ao governo estadual e federal, o que mais uma vez reforçou o problema em tela (o do reconhecimento da necessidade de uma produção intelectual condizente com o tamanho e a gravidade dos problemas econômicos existentes).

Por conseguinte, inevitável dizer que esse conjunto de fatos históricos, dos mais aparentes aos mais amplos, e seus respectivos olhares, obscureceram o entendimento dos problemas estruturais, tanto da economia carioca quanto da fluminense como um todo.

Se é possível fazer uma síntese, por fim, diríamos que quatro aspectos negativos devem ser sublinhados (e.g., contributivos para a negação da ‘região’ como um todo enquanto objeto de estudo nesse longo intervalo histórico-estrutural):

  • a) a crença de que ao sediar o Estado ele ‘era (até 1960) do Rio’;
  • b) a crença correlata de que bastava considerar o crescimento da renda e do emprego para analisar/entender a economia (no caso, a carioca, para dizê-la simplista e erroneamente com bom desempenho);
  • c) o alheamento do ‘atraso’ da (economia) situada do ‘outro lado da baía’ (olhando-se esse fenômeno a partir da Cidade do Rio de Janeiro), graças pelo menos aos fatores já apontados – ou seja, sua pouca importância econômica, institucional e reflexiva vis a vis à ex-capital nacional;
  • d) o descaso com a divisão territorial do trabalho estabelecida a partir do último quartel do século XIX, polarizada em São Paulo, e que atingiu profundamente todas as economias regionais do país, incluindo a antiga capital federal (ao longo do tempo) e o também antigo estado do Rio de Janeiro (desde a sua emergência).

Um grave e derivado problema: o eterno adiamento de uma efetiva fusão

Tudo isso jogou água no moinho histórico do abismo econômico existente entre a capital (que polariza os municípios satélites da antiga Baixada Fluminense, hoje ampliada para Região Metropolitana do Rio de Janeiro) e a economia estadual como um todo.

No caso da Cidade do Rio de Janeiro, assine-se que as suas históricas fragilidades estruturais foram reiteradamente ignoradas. Uma das expressões mais marcantes desse processo diz respeito ao que podemos denominar de práxis escalar isolacionista. Explicando: o Rio se voltou principalmente para a escala nacional ao tempo que deixava de lado o seu entorno mais imediato, bem como, em adição, a divisão territorial do trabalho estabelecida – como apontado um pouco antes – desde o último quartel do século XIX definido pela emergência da moderna e pujante economia paulista. Por conseguinte, numa espécie de corolário, não surpreende que com a crise econômica nacional dos anos 1960, e mais marcadamente com a dos anos 1980, que as análises tenham sido caracterizadas por um traço distintivo: o da sua vitimização diante do governo federal por causa da transferência da capital para Brasília e, adiante, pela fusão do antigo estado da Guanabara com o igualmente antigo estado do Rio.

No caso do interior fluminense, três ilustrações podem ser aqui mencionadas (dentre tantas outras):

  1. A indústria extrativa do petróleo da Bacia de Campos mostrou-se ao longo do tempo, no Norte do estado, onde se instalou, uma espécie de enclave, posto que limitada a poucos municípios petrorentistas e dada a ausência de uma política abrangente de âmbito estadual que viabilizasse a captura das rendas petrolíferas em benefício da sustentabilidade de médio e longo prazos, como o fez, por exemplo, o estado do Espírito Santo, assim como os municípios da chamada Bacia de Santos/SP;
  2. A perpetuação da política do ‘interior-cliente’ de corte assistencial-eleitoral dos grupos de interesse e de poder ancorados na capital e, até mesmo, fora do estado e do país, aboletados na FIRJAN; e,
  3. O fato de existirem novos municípios petrorrentistas, como Niterói e Maricá, contemplados com as rendas do campo de Lula, dado o Pré-Sal da Bacia de Santos, não tem significado internalização da cadeia produtiva do petróleo – o desmonte da política nacional de conteúdo local sepultou de vez tal perspectiva –, o mesmo ocorrendo com a proposta da ALERJ de criação do Fundo Soberano do estado do Rio de Janeiro, que vem sendo discutido sob formato que (infelizmente) reforça a condição de interior-cliente.

Uma das consequências do que está ora em análise, aqui registrada apenas à guisa de aproximação analítica, é a permanência do passivo histórico da integração econômica do estado na medida em que se firma com certa hegemonia – ao nível das narrativas – uma combinação perversa, a saber: a do Rio Vítima (diante do poder central), a do Rio que deveria cuidar de si mesmo (localismo ingênuo e equivocado) e a do isolacionismo de iniciativas (de todos os entes federativos estaduais, no limite), uma vez que o enfrentamento desse desafio exigiria a articulação das diversas escalas englobadas pelas políticas e projetos de desenvolvimento. Ou seja: como ele não é efetivado a fusão continua sendo fundamentalmente apenas legal.

Por uma nova práxis e pelo fortalecimento institucional da pesquisa sobre a economia (e a sociedade) fluminense

Apesar do que foi analisado nos dois movimentos analíticos anteriores observamos com positividade os esforços atuais dos pesquisadores que buscam explicar e propor soluções para a crise econômica fluminense, em especial daqueles que se movem orientados pela busca de uma angulagem histórico-estrutural e com apelos para a necessidade da adoção de uma mirada transescalar e transdisciplinar – crise essa, aliás, manifesta gravosamente nos últimos anos, em particular a partir de meados dos anos 2010, de maneira extensa e dramática, dando seguimento assim aos seus muitos problemas de natureza histórico-estruturais.

À luz do que veio de ser alinhado, visando contribuir com o debate sobre a elaboração de diagnóstico e agenda consequente para o enfrentamento dos seus graves problemas, urge considerar articuladamente os sujeitos/interesses envolvidos, o que significa não perder de vista os papéis: da academia e da mídia dita especializada (produção reflexiva); dos governos, municipal, estadual e federal (questão federativa); e das frações do capital atuantes em seu espaço (dimensão estrutura econômica). Afinal, não há processo social sem sujeitos sociais.

Em especial, no que trata do papel da academia entendemos premente a ampliação expressiva do apoio institucional aos núcleos e pesquisadores ocupados com a temática em exame, bem como aos órgãos de fomento à pesquisa existente no estado, notadamente a antiga, tradicional e crucial FAPERJ para que a anotada massa crítica seja estimulada a ganhar mais ‘musculatura’ e possa ter uma vida definitivamente duradoura.

Por último, anotamos que para além do direcionamento que domina os atuais editais desta agência de apoio à pesquisa, cujas prioridades são pré-estabelecidas – ainda que pertinentes e sintonizadas com as grandes questões estaduais e nacionais – defendemos o fortalecimento dos editais abertos às mais diversas temáticas e propostas econômicas (e mesmo societárias) pelos grupos de pesquisa não restritos às prioridades pré-definidas a partir do olhar apenas carioca face à pujante vida acadêmica que atualmente vigora em alguns municípios interioranos do estado/fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em especial quando a referida mirada transescalar e transdisciplinar se fizer presente…

***
Os artigos representam a opinião dos autores e não necessariamente do Conselho Editorial do Terapia Política. 

Ilustração: Mihai Cauli 

Clique aqui para ler outros artigos de Jorge Natal.

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