segunda-feira, 5 de junho de 2023

Empregabilidade do comércio de abril de 2023

 

Saldo líquido dos empregos no comércio dos municípios de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra em abril de 2022 e de 2023  



Segundo o último CAGED, o mercado de trabalho da economia de Macaé e de Campos, dos municípios analisados no gráfico, foram os únicos em que a atividade comercial no mês de abril de 2023 em relação a abril de 2022, ampliou as contratações de trabalhadores.

No que diz respeito a Rio das Ostras, ocorreu destruição de empregos e em São João da Barra, encerrou o mês de abril de 2023 com retração das vagas.

Portanto, esse foi o cenário da empregabilidade da atividade comercial dos municípios acima.

 


sexta-feira, 2 de junho de 2023

Geração de empregos na economia do estado do Rio de Janeiro reduziu 27,77% em abril de 2023

 

Saldo líquido do emprego no estado do Rio de Janeiro de abril de 2022 e de 2023 segundo o CAGED 



De acordo com os números do último CAGED, a geração de empregos na economia do estado do Rio de Janeiro, encolheu 27,77% no mês de abril de 2023 em face de abril de 2022.

No ano passado, segundo o gráfico, o saldo líquido total chegou ao patamar de 25.077 e neste ano, ele ficou em 18.114 trabalhadores.

Agora, importa salientar, o setor de serviços foi o que mais criou vagas, tanto em abril de 2022 como em abril de 2023.

Portanto, essa é a realidade do mercado de trabalho do nosso estado.

 


Ibovespa em alta

 


A Bolsa de Valores brasileira abriu  em alta e o dólar cotado abaixo de R$ 5,00, nesta sexta-feira, refletindo, com isso, as boas notícias do cenário internacional.

Por conta dos dados da empregabilidade nos Estados Unidos, onde foram abertas em maio de 2023 o total de  339.000 vagas. A despeito da taxa de desemprego ter subido para 3,7% quando comparada a de  abril, que ficou em 3,4%.

Outro fator relevante, responsável pelo bom desempenho do IBOVESPA de hoje, está relacionado a prorrogação do teto da dívida americana concedida pelo Congresso Nacional, afastando, assim, a possiblidade de uma crise bancária na maior economia do mundo.  Que bom!  


quinta-feira, 1 de junho de 2023

PIB de janeiro a março de 2023

 


Impactado em 21,6% pelo setor da agropecuária, o PIB do primeiro trimestre do primeiro ano do governo Lula, cresceu 1,9% quando comparado ao quarto trimestre do ano passado. Segundo a divulgação de hoje pela manhã dos dados pelo IBGE.

Demonstrando, assim, que a despeito da taxa de juros Selic de 13,75% ao ano, do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, a economia do país, segue gerando riquezas e empregos. Uma excelente notícia para o Brasil.

 


Setor de serviços liderou a criação de empregos na economia de Campos em abril de 2023

 

Saldo líquido do emprego do mercado de trabalho da economia de Campos dos Goytacazes(RJ) de abril de 2022 e 2023 segundo o CAGED



O mercado de trabalho da economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ), no mês de abril de 2023 em relação a abril de 2022, no que diz respeito ao saldo líquido total, apresentou redução de 54,25% na geração de postos de trabalho. Em abril de 2022 foram criados 1.154 empregos formais e em abril de 2023, o quantitativo atingiu o patamar de 528 trabalhadores.

O segmento econômico, em abril de 2023 responsável pelo maior quantitativo de vagas, foi o setor de serviços, cujo saldo líquido totalizou o numerário de 305 empregos. Acompanhado, da indústria, da agropecuária, no caso desses dois setores, já por conta do início da safra sucroalcooleira, e o comércio.

Portanto, em face dos dados do CAGED, o mês de abril tanto, do ano passado, como deste ano, o setor de prestação de serviços, liderou a criação de empregos na economia campista.


Livro economia Brasileira - Cap. 4 - Origens da indústria

 

 


·      CONSOLIDAÇÃO DAS CONDIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

 

A transição de uma economia agrária como a brasileira para a de viés capitalista, encontrou algumas dificuldades, incomuns, quando se trata de economias consideradas avançadas para época.

Um dos grandes problemas enfrentados no nosso rincão, para transformação da economia do Brasil em capitalista, estava relacionado à dificuldade de contratação de mão de obra remunerada. Pois, a imensa maioria da população vivia no campo no final do século XIX.

O mercado de trabalho nessa conjuntura acabou piorando, do ponto de vista da oferta de mão de obra, em razão da chegada ao país, dos imigrantes europeus. Eles possuíam melhores qualificações e disciplina no que tange a atividade laboral.  Essa vantagem comparativa em relação à mão de obra local facilitava as contratações dos europeus em detrimento dos trabalhadores brasileiros.

A construção da estrada de ferro nos idos de 1852 desempenhou papel fundamental, uma vez que incorporou várias zonas que anteriormente eram rurais. E, os trabalhadores imigrantes assalariados contribuíram positivamente para a elevação da demanda agregada de bens e serviços, produzidos pelo sistema capitalista incipiente. Por fim, verificou-se elevada oferta monetária. Enquanto em 1851 a massa de moeda em circulação era igual a 7 mil réis (0,85 da libra esterlina por habitante), em 1889 este índice subiu para 15 mil réis (1,65 libras esterlinas por habitante), demonstrando, com isso, uma maior circulação mercantil, no período em tela.

Outro ponto merece destaque, o relativo ao pequeno mercado interno existente e a tímida economia financeira, pois asseguravam condições mínimas para o início da produção capitalista, mas insuficiente para abrir caminho ao seu desenvolvimento sustentável.

E, ainda, no momento da derrocada do império a circulação do papel moeda era de igual a 211 milhões de mil réis (cerca de 23 milhões de libras esterlinas) valor 2,4 vezes inferior a fluxo de renda mercantil do mercado externo. Tal valor era insuficiente para se fomentar agora uma economia que saiu do modelo escravagista e entrar numa economia com base assalariada.

Então, o governo republicano empossado, identificando, tal anomalia, resolveu emitir moeda e privilegiar a criação de bancos e da bolsa de valores de São Paulo. Esse comportamento acabou criando uma forte inflação no final do século XIX.

Acrescenta-se ao contexto, a entrada de capital estrangeiro direcionada a obras de infraestruturas, no final do século XIX. “No período de 1860 a 1889, por exemplo, foram concedidas licenças para abertura de 137 companhias estrangeiras, 111 das quais eram inglesas. A maioria esmagadora das empresas foi criada na esfera financeira – bancos, companhias de seguros – e de serviços – estradas de ferro, navegação, transporte urbanos, abastecimento de gás – e, mais raramente, na indústria mineira” (Economia Brasileira, pg. 46, 2000).

 

·       A FORMAÇÃO DA INDÚSTRIA

 

    A formação da indústria nacional se deu efetivamente no último quartel do século XIX. O fator determinante para que desencadeasse na economia interna, o modelo capitalista foi à chegada em massa dos imigrantes e sua remuneração, através de salários. Ou seja, de mão de obra escrava passa-se a partir dessa conjuntura, a existir os trabalhadores assalariados.

O setor agrário nacional, no primeiro momento se insurgiu contra a industrialização no país, uma boa parte dos fazendeiros.

Entretanto, com o advento da crise econômica mundial de 1875 e a crise de superprodução do café de 1880-1886, quando vários fazendeiros e empresários do ramo rural faliram. Eles mudaram de ideia e avaliaram a relevância do Brasil se transformar numa economia industrial e com relativa autonomia, em face do mundo. Tal situação também reduzira a nossa dependência, no que tange a produção e exportação de apenas um produto, no caso o café.  

Importa salientar no ensejo, no início da montagem da estrutura capitalista industrial e com algumas famílias ricas se interessando em criar indústria. Principalmente, após o governo implementar uma política fiscal restritiva e protecionista, através da majoração dos impostos alfandegários fixados acima dos que foram estabelecidos, no acordo assimétrico com a Inglaterra, cuja alíquota era de 15%. Uma pequena parte dessa indústria não era considerada ainda capitalista, eis que os meios de produção utilizados eram primitivos e a mão de obra não tinha remuneração, portanto, o regime era de escravidão.

Por fim, a argumentação a favor do desenvolvimento da indústria era a seguinte:

“O império graças a ela (indústria) não só obteria a independência econômica, mas resolveria alguns de seus problemas, pois atrairia braços e capitais estrangeiros, ocuparia uma população urbana desocupada que poderia suscitar uma questão social, livraria a nação de sua vulnerabilidade de uma economia monocultora e, abastecendo o mercado interno, diminuiria a importação, aliviando a balança comercial”. (Economia Brasileira, pg. 48, 2000)  

 

·       A CLASSE INDUSTRIAL

 

A classe empresarial brasileira na sua imensa maioria advém de origem estrangeira e é oriunda de proprietários de latifúndios. Ela nasceu no final do século XIX e começo do XX.

Decorriam dos comerciantes importadores e exportadores de bens e serviços, onde eles acumulavam recursos financeiros com suas atividades comerciais, e destinavam tal acumulação de capital para criar suas indústrias.

Os primeiros ramos de negócios surgiram na área têxtil, sobretudo, na região algodoeira de Itu em São Paulo. Depois, os imigrantes se enveredaram para o nordeste do país, abrindo refinarias de açúcar, em substituição aos antigos engenhos.

Varias fábricas de cervejas, foram inauguradas no começo do século XX, tanto a da cervejaria Antártica como a da Brahma. Demonstrando, com isso, o ímpeto dos industriais à época.

Ainda nesse contexto, uma boa parte dos segmentos industriais emergiram neste período, via de regra, tais empreendimentos apresentavam interesses de bancos estrangeiros interessados em expandirem suas atividades negociais no Brasil, juntamente, com outros grandes grupos econômicos também de índole internacional.

Por derradeiro, ressalta-se, todavia, dentro dessa realidade econômica, nasceu, então, a estrutura industrial do nosso país.   

 

·       AS INDÚSTRIAS MATARAZZO

 

Francisco Matarazzo chegou ao Brasil em 1881 e se instalou em Sorocaba (SP) e começou sua vida de empresário criando e vendendo toucinhos. Nove anos depois já havia acumulado um capital de 4,5 mil libras esterlinas.

Com o sucesso da sua atividade empresarial mudou-se para São Paulo, onde ampliou a sua frende de negócios. Criou, então, uma empresa comercial de importação de farinha de trigo e toucinho.

Nos dez anos subsequentes, ampliou ainda mais o seu patrimônio, sobretudo, após conseguir uma grande linha de crédito no Britsh Bank of South America, quando nessa oportunidade construiu o primeiro moinho a vapor em São Paulo.

Em 1904, Matarazzo fundou uma fábrica têxtil, para satisfazer sua própria necessidade de tecidos para saco. E, assim, iniciou sua trajetória vitoriosa construindo uma fortuna que se assemelhava ao orçamento do Estado de São Paulo.

Por conta disso, destacaremos a guisa de exemplo a seguinte ilustração: “É fora de dúvida (...) que o conde Matarazzo, financeira e economicamente, é o segundo ‘estado de São Paulo”, lia-se em um jornal brasileiro da época. 


·       O GRUPO VOTORANTIM

 

Nasceu através do português António Pereira Ignácio que era retalheiro, nos idos de 1892.

Com o apoio de dois comerciantes importadores do Rio de Janeiro, fundou uma pequena empresa de beneficiamento de algodão.

Depois se deslocou para os Estados Unidos para aprofundar os seus estudos em beneficiamento de algodão. Ao retornar ao Brasil ampliou em 1902 ainda mais sua rede de empresas.

Lucrando bastante com essa atividade, utilizou esses recursos, na aquisição de fábrica de cimento, uma companhia telefônica e uma pequena central elétrica.

No período da primeira guerra mundial ocorreu uma grande falta de matéria-prima, no caso em tela o algodão. Pedro Ignácio se aproveitou desse momento e comprou quatro algodoarias que estavam enfrentando dificuldades financeiras, juntamente, com o imigrante italiano Nicolau Scarpa.

Em 1917, Pedro Ignácio e Scarpa, aproveitaram a falência do Banco União para adquirir em leilão a empresa têxtil Votorantim, segunda empresa do ramo em São Paulo, pagando por ela apenas a oitava parte do seu valor.

Nesse mesmo ano, Pedro Ignácio compra a cota parte de Scarpa, e se torna proprietário sozinho do grupo Votorantim e a empresa passa a ter 17% do mercado das algodoarias.

Em 1925, o genro de Pedro Ignácio J. Ermírio de Moraes tornou-se diretor-gerente da Companhia Votorantim, e depois seu único proprietário.

 

·       OUTROS GRANDES GRUPOS INDUSTRIAIS

 

 Outros grupos industriais foram surgindo no limiar do século XIX e XX. Os avós dos maiores capitalistas do extremo sul do Brasil fundaram várias indústrias, como por exemplo, a Renner abriu no rio Grande Sul um matadouro, a Eberle inaugurou uma oficina mecânica em 1896 e a Gerdau criou uma pequena oficina de fundição.

Foi fundado no Rio de Janeiro o Moinho Fluminense, a primeira filial da companhia argentino-alemã Bunge y Born. Depois a Bunge y Born abriu em Santos uma empresa moageira e muitas outras companhias comerciais, industriais, de crédito e finanças em São Paulo, Rio de Janeiro e no Nordeste.

Eram estrangeiras também as grandes empresas de calçados, como a fábrica São Paulo Apargatas, fundada em 1907 por capital anglo-americano.

Importa salientar por derradeiro, foi nesse período que se ampliaram os investimentos estrangeiros no nosso país. Como por exemplo, a Companhia canadense de energia elétrica Brazilian Traction, Light and Power. 

 

·       APROFUNDAMENTO DA CRISE DA ECONOMIA TRADICIONAL 

 

O modelo de desenvolvimento econômico adotado pela classe dominante no período até 1930, os latifundiários, acabaram atrasando, a transformação da economia pré-capitalista ou semi-feudal no Brasil.

A economia nacional até esse momento foi estruturada para atender a demanda do mercado externo de bens e serviços.

A moeda nacional sofreu várias desvalorizações para que os nossos produtos ficassem mais baratos, em face da economia mundial. Tal conjuntura contribuía para o aumento da competitividade dos produtos nacionais, no exterior.

Quando a economia mundial crescia, o fluxo de renda na economia doméstica melhorava, e com isso, a elite hegemônica do país, pagava melhores salários aos seus trabalhadores.

A economia brasileira nessa época se mantinha dentro do contexto de exportação de produtos primários e a camada mais aquinhoada da sociedade, satisfazia sua necessidade de consumo, no que diz respeito, aos bens mais sofisticados através das importações.

Enquanto isso, as classes de menor poder aquisitivo sustentava o capitalismo industrial nacional, formado de empresas de baixo valor agregado. Como, por exemplo, no caso da indústria têxtil, de cervejas e outras.

Por fim, a grande depressão econômica mundial, atingiu frontalmente a economia cafeeira do país, principalmente, a do estado de São Paulo, região que tinha o grande predomínio dessa atividade açucareira. Os preços da saca do café no mercado externo despencaram o que inviabilizou a produção desse importante produto da pauta de exportação brasileira. Como decorrência desse episódio de ordem mundial, os fazendeiros produtores do interior paulista amargaram imensos prejuízos e posterior falência.

 

·       Referências bibliográficas: 

 

1-  Lacerda, Antônio Correa et al. Economia Brasileira. São Paulo.  Editora Saraiva 2000.

 

 

 

Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A região Norte Fluminense gerou 2.057 emprego em abril

Emprego formal na região Norte Fluminense desacelerou e gerou um saldo de 2.057 vagas em abril. Macaé liderou com 1.131 vagas, seguido por Campos dos Goytacazes com 528 vagas e São João da Barra com 281 vagas geradas no mês.

No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, a região gerou 8.056 vagas concentradas em 58,0% em Macaé; 22,9% em São João da Barra e 17,6% em Campos dos Goytacazes.

Na avaliação setorial, considerando os principais munícipios geradores de emprego (Campos, Macaé São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), a liderança ficou com o setor de construção civil que gerou 3.056 vagas no período, concentradas em Macaé e São João da Barra.

O setor de serviços surge a seguir com a geração 2.785 vagas concentradas em Campos e Macaé, enquanto a indústria gerou 1.965 vagas concentradas em Macaé. A agropecuária gerou 233 vagas concentradas em Campos e São Francisco de Itabapoana e o comércio eliminou 40 vagas concentradas em Campos dos Goytacazes.