quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Sessenta e quatro por cento dos fornecedores da Petrobrás são de outros países segundo Mauro Osório
É preocupante a situação das compras de bens e serviços da Petrobrás
O economista
Mauro Osório da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), na sua
apresentação no Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro,
intitulado de Geração de emprego e renda pós-covid, no dia 03/08/2020.
Mostrou
uma pesquisa realizada por ele em 2017, considerando os contratos de dez milhões de reais da Petrobrás, com os seus
fornecedores de bens e serviços, que corrrespondem a 93% do valor total contratado pela aludida estatal.
Desses
dez milhões, pasmem os senhores, o quantitativo de 64% dos fornecedores, são de
aquisições de bens e serviços decorrentes das empresas localizadas no exterior,
20% é adquirido das instaladas no Rio de janeiro e 16% em demais estados brasileiros.
Como
se vê, diante desse quadro, as rendas oriundas da exploração de petróleo na
nossa região, estão gerando riquezas em outros rincões, sobretudo em outros países.
Com isso,
chega-se a seguinte conclusão: realmente faz falta no Brasil, uma política
industrial de conteúdo nacional. No sentido de ancorar a evasão absurda das divisas
brasileiras, cujo poder de geração de emprego e renda ocorre na sua maior parte
em outras nações. O que é lamentável.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
ROYALTIES E PARTICIPAÇÃO ESPECIAL X RECEITA PRÓPRIA DOS PRIMEIROS TRÊS ANOS DO GOVERNO RAFAEL DINIZ
O gráfico apresenta o comportamento da receita dos royalties e da participação especial, em relação à receita própria municipal (IPTU e ISS), em valores reais, pelo INPC até fevereiro de 2020, dos primeiros três anos do governo Rafael Diniz.
A fonte de receita royalties e a participação especial de 2019 comparado ao ano de 2017 teve uma queda no período de 9%. E, no mesmo período, a receita do IPTU cresceu em 40% e a do ISS reduziu em 11%.
Com isso,
de acordo com os dados acima, a receita que exibiu o melhor desempenho no
recorte de tempo analisado, foi a do IPTU. Já, a do ISS, vem sofrendo, os impactos
negativos, do baixo crescimento econômico do país desde 2017, cujos impactos no
ritmo da atividade econômica municipal, foram maiores. Devido à redução do fluxo
de renda do petróleo, a partir do ano de 2014, com a queda do preço
internacional do barril petróleo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
COMÉRCIO DE CAMPOS PERDEU NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2020 QUASE MIL TREZENTOS E CINQUENTA EMPREGOS COM A CARTEIRA ASSINADA
MERCADO DE TRABALHO DO COMÉRCIO DA ECONOMIA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ) - DE JANEIRO A JUNHO DE 2019 E DE 2020 - SEGUNDO O CAGED
O mercado
de trabalho da atividade comercial do município de Campos dos Goytacazes (RJ),
segundo o último CAGED, no primeiro semestre do ano de 2020 apresentou um saldo
líquido negativo de 1.345 empregos com a carteira assinada. Com a admissão de 2.562
e a demissão de 3.907 trabalhadores.
Já,
no ano de 2019, neste mesmo período, o comércio da economia campista teve um
desempenho melhor, se comparado ao deste ano. Contratou
3.607 e demitiu 3.881 trabalhadores, restando, com isso, o quantitativo
negativo de 274 empregos formais.
De acordo
com o cenário acima, pode-se dizer que, o comércio campista, vem sofrendo muito
com os efeitos da pandemia que assola na atual conjuntura o mundo e a economia
brasileira. Inclusive, é o segmento econômico que mais eliminou vagas de
emprego, no primeiro semestre de 2020. É uma triste realidade para a economia
local.
quinta-feira, 30 de julho de 2020
MERCADO DE TRABALHO DA ECONOMIA DE SÃO JOÃO DA BARRA É VULNERÁVEL AS CRISES ECONÔMICAS DO BRASIL E DO MUNDO
SALDO LÍQUIDO (SL) = CONTRATAÇÕES MENOS DEMISSÕES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2014 A 2020 DE SÃO JOÃO DA BARRA (RJ) - SEGUNDO O CAGED - CONSTRUÇÃO CIVIL E SERVIÇOS
Na série história dos dados da empregabilidade do município de São João da Barra, segundo o CAGED, relativo ao período de janeiro a junho de 2014 a 2020, dos segmentos econômicos da construção civil e de serviços, ambos, ligados fortemente, ao grande investimento do Porto do Açu.
Verifica-se, dentro desse contexto que, as contratações de trabalhadores com a carteira assinada no recorte de tempo analisado, os primeiros seis meses do ano, o setor da construção civil, apresentou uma grande instabilidade nas contratações.
No que se refere agora, ao setor de serviços, praticamente, o comportamento é simétrico, ao do mercado da construção civil, os dois dependentes, do aquecimento das atividades portuárias no município. A atividade de prestação perdeu vagas de empregos, no ano de 2014, no ano de 2015 e no ano de 2020. E abriu empregos formais em 2017, em 2018 e em 2019.
Com isso, chega-se a conclusão que, os investimentos do porto encontram-se, bastante sensíveis, às intempéries econômicas da economia nacional e mundial. No caso da conjuntura brasileira, tivemos recessão econômica em 2015, em 2016 e agora em 2020, uma recessão nacional e mundial, por conta da pandemia.



