quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Fim da safra derruba o campo, serviços perdem força: Campos fecha agosto no vermelho

O CAGED divulgou ontem as estatísticas de emprego de agosto de 2026 para o mercado de trabalho de Campos dos Goytacazes. Ao comparar o mês com o mesmo período de 2025, verificamos uma inversão preocupante: enquanto no ano passado a economia campista gerou 421 postos de trabalho, neste ano foram destruídos 263 empregos formais. Já são os reflexos do final da safra do setor sucroalcooleiro.

E o tropeço de agosto não é um caso isolado. É o terceiro mês em que a economia de Campos perde empregos no intervalo de janeiro a agosto de 2026: em janeiro, o saldo total ficou negativo em 430 postos; em julho, recuou 153; e agora, em agosto, fechou com 263 vagas a menos.

Em 2025, o segmento que mais abriu vagas foi o de serviços; um ano depois, os que mais demitiram foram a agropecuária, seguida da construção civil. O cenário da empregabilidade, portanto, deixou a desejar em agosto de 2026.

Vale olhar para o que sustentava esses números. O saldo de Campos vinha apoiado quase inteiramente nos serviços: em agosto do ano passado, o setor respondia sozinho por 425 vagas,  praticamente todo o resultado positivo da cidade (+421), ao passo que os demais ramos quase se anulavam entre si. Doze meses depois, os serviços despencaram para −49 e, sem esse motor, o município escorregou para o campo negativo (−263). Ou seja, não se trata apenas de vários setores piorando ao mesmo tempo: a economia campista se equilibrava sobre uma única perna, e foi justamente ela que dobrou. Não à toa, o avanço de 57% da indústria pouco muda o quadro, significa apenas 12 vagas a mais, diante das 474 perdidas nos serviços. Essa é a dura realidade campista!

 

 

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