O CAGED divulgou ontem as
estatísticas de emprego de agosto de 2026 para o mercado de trabalho de Campos
dos Goytacazes. Ao comparar o mês com o mesmo período de 2025, verificamos uma
inversão preocupante: enquanto no ano passado a economia campista gerou 421
postos de trabalho, neste ano foram destruídos 263 empregos formais. Já são os
reflexos do final da safra do setor sucroalcooleiro.
E o tropeço de agosto não
é um caso isolado. É o terceiro mês em que a economia de Campos perde empregos
no intervalo de janeiro a agosto de 2026: em janeiro, o saldo total ficou
negativo em 430 postos; em julho, recuou 153; e agora, em agosto, fechou com 263
vagas a menos.
Em 2025, o segmento que
mais abriu vagas foi o de serviços; um ano depois, os que mais demitiram foram
a agropecuária, seguida da construção civil. O cenário da empregabilidade,
portanto, deixou a desejar em agosto de 2026.
Vale olhar para o que
sustentava esses números. O saldo de Campos vinha apoiado quase inteiramente
nos serviços: em agosto do ano passado, o setor respondia sozinho por 425 vagas,
praticamente todo o resultado positivo
da cidade (+421), ao passo que os demais ramos quase se anulavam entre si. Doze
meses depois, os serviços despencaram para −49 e, sem esse motor, o município
escorregou para o campo negativo (−263). Ou seja, não se trata apenas de vários
setores piorando ao mesmo tempo: a economia campista se equilibrava sobre uma
única perna, e foi justamente ela que dobrou. Não à toa, o avanço de 57% da
indústria pouco muda o quadro, significa apenas 12 vagas a mais, diante das 474
perdidas nos serviços. Essa é a dura realidade campista!

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