O IPCA-15 de agosto,
divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com
uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.
Os itens dos preços
relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à
queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e
os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta
de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente
anterior.
Importa lembrar, embasado
nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do
teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa
forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem
travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da
política monetária.
Para quem não sabe o que é
uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da
inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto
prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que,
por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como
consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.
Por fim, a divulgação da
deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente
notícia!

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