O infográfico retrata o
fluxo de royalties do petróleo do sistema de partilha e de concessão recebidos
no dia de hoje pelas prefeituras, tanto da Bacia de Campos quanto da de Santos,
referente ao mês de agosto de 2026 comparado a julho de 2025. Importa ressaltar
que a cor azul da escala do infográfico representa as rendas do mês de julho de
2025, e o vermelho, os repasses de agosto de 2026.
Como se observa no
infográfico, todas as prefeituras tiveram redução dos repasses agora em agosto
em relação a julho de 2025. A maior queda dos repasses foi a de Campos dos
Goytacazes (RJ), que perdeu, no período considerado, 19,9%, ou quase 20%. O
que, à primeira vista, sugeriria baixa produtividade dos poços da Bacia de
Campos. Contudo, um olhar mais atento aos números desmonta essa hipótese: os
municípios da Bacia de Santos, como Niterói (-18,1%), tiveram quedas muito
próximas às da Bacia de Campos, e Saquarema, também do pré-sal, registrou a
menor retração do grupo todo (-14,7%). Ou seja, o recuo generalizado tem cara
de efeito conjuntural, cotação do barril, volume de produção do mês de
referência, e não de esgotamento específico dos poços campistas. Aliás, não
há dúvidas de que, na atual conjuntura de queda dos valores nominais dos
municípios pertencentes à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e
São João da Barra, comparado aos municípios da Bacia de Santos que estão no
infográfico, como Maricá, Niterói e Saquarema, a produção de petróleo do país
deslocou seu eixo para os poços do pré-sal da Bacia de Santos.
Portanto, esse é o cenário
das rendas petrolíferas do mês de agosto de 2026 dos municípios petrorentistas
do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Dinheiro tem ou alguém tem dúvidas?

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