quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Só 2,21% viram investimento em Campos — o resto, a máquina pública consome

 

A prefeitura de Campos arrecadou R$ 2,35 bilhões em oito meses, de janeiro a agosto de 2026, investiu apenas 2,21% dessa receita, parcela que se converte em investimentos públicos (obra, equipamento, infraestrutura). Macaé, com uma arrecadação 58% maior, aplica proporcionalmente mais que o dobro de Campos, 4,90%. São duas formas de olhar o mesmo dado: em termos proporcionais, Macaé investe 2,2 vezes mais que Campos (4,90% contra 2,21% da receita); em valores absolutos, a diferença sobe para 3,5 vezes (R$ 182,18 milhões contra R$ 52,03 milhões), mesmo Macaé não dispondo de um orçamento nessa mesma proporção.

Um município como Campos, que aplica apenas 2% da receita arrecadada, demonstra que está gastando quase tudo em custeio (folha, manutenção, serviços correntes), o que de certa forma explica por que a cidade “arrecada e não deslancha”.

Portanto, em oito meses de 2026, a cidade de Campos ficou devendo muita coisa à sociedade local.

 


terça-feira, 13 de outubro de 2026

Campos perde fôlego: setor de serviços fecha agosto de 2026 no vermelho

 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha 


 

Campos perde fôlego: setor de serviços fecha agosto de 2026 no vermelho

O mercado de trabalho do setor de prestação de serviços no período de agosto de 2026, em relação a agosto de 2025, desacelerou no que diz respeito à criação de empregos. Macaé reduziu em 54% a geração líquida de vagas, mas ainda fechou agosto no positivo, com saldo de 380 empregos; São João da Barra reduziu o saldo em 38,1%; Campos foi o único município a ficar com saldo líquido negativo, em 49 empregos; e Rio das Ostras foi a única economia a elevar o saldo, em 73,2%.

Portanto, em agosto de 2026 o setor de prestação de serviços patinou quando o assunto é empregabilidade. Somados os quatro municípios, o saldo caiu de 1.405 para 472 empregos,  uma retração de 66%. Não é uma boa notícia para a região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Petróleo rico, assistência minguada: Campos liquida 16,02% a menos em programas sociais

 

Nos municípios da região Norte Fluminense, Campos, Macaé e Rio das Ostras, a riqueza produtiva das atividades econômicas contrasta com o alto índice de vulneráveis sociais. Os gastos da Assistência Social recuaram em Campos e Macaé e aumentaram significativamente em Rio das Ostras.

Talvez o orçamento da Assistência Social de Campos, que diminuiu nestes oito meses de 2026, esteja sendo aportado na agricultura local. Pois, como todos sabemos, o vice-prefeito que sucedeu Wladimir Garotinho tem ligações umbilicais com o agronegócio. Coincidência ou não, fica a lembrança.

Portanto, essa é a realidade dos municípios ricos do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Só falta São João da Barra, a terra do Porto do Açu, que ainda não encaminhou o Balanço Orçamentário ao TCE-RJ. O blog fica devendo essas informações.

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Comércio em queda livre: as quatro cidades saem de 243 para 61 vagas em um ano

Segundo o CAGED, a geração de postos de trabalho no comércio de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra teve uma desaceleração na comparação entre agosto de 2026 e agosto de 2025, como se pode observar no infográfico — com destaque para Rio das Ostras, que passou a registrar saldo negativo. Para essas cidades, isso não constitui uma notícia agradável, já que esse segmento econômico tem grande capacidade de geração de empregos no mercado local.

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Agricultura tem vez em Campos: Frederico Paes aplica quase R$ 8 milhões, 15 vezes mais que a gestão Wladimir



 Vídeo gerado com auxílio de IA, com edição minha 



 

Agricultura tem vez em Campos: Frederico Paes aplica quase R$ 8 milhões, 15 vezes mais que a gestão Wladimir

O infográfico apresenta a execução orçamentária da agricultura nos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras, no período de janeiro a agosto de 2025 e de 2026. Somados os gastos dos três municípios e comparado o acumulado de janeiro a agosto de 2026 ao mesmo período de 2025, as despesas elevaram-se em 79,3%.

Apenas com o objetivo de demonstrar a destinação dos recursos de cada prefeitura:

Em Campos dos Goytacazes (RJ), nos oito meses de 2025, foram aplicados R$ 523.914,85. Em 2026 o valor saltou para R$ 7.988.546,84, uma variação de +1.424,8%. Quanto ao destino: em 2025, 100% em Abastecimento; em 2026 o jogo virou, o Abastecimento zerou e o grosso migrou para Promoção da Produção Agropecuária (R$ 6.308.565,00, 79%), seguida de Extensão Rural (R$ 954.033,79) e Administração Geral (R$ 725.948,05).

Em Macaé, temos outra realidade na alocação dos recursos. Em 2025 foram R$ 11.270.426,64 e, em 2026, R$ 13.160.358,08, uma variação de +16,8%. O dinheiro concentrou-se em Extensão Rural nos dois anos (R$ 6.850.867,73 em 2025 e R$ 8.329.468,77 em 2026, cerca de 62%), seguida de Administração Geral (R$ 4.212.375,00 e R$ 4.359.284,64). O restante aparece como resíduo em Abastecimento e, em 2026, um pouco em Promoção da Produção Agropecuária.

Em Rio das Ostras, os números são tímidos. Em 2025 somaram R$ 10.000,00 e, em 2026, R$ 16.000,00, uma variação de +60,0%. Ali, a verba foi direcionada 100% à Promoção da Produção Agropecuária nos dois anos.

Com isso, pode-se afirmar, no comparativo da gestão do prefeito Wladimir Garotinho, que deixou o cargo em abril de 2026, quando assumiu o seu vice, Frederico Paes, “usineiro” e ex-presidente da Coagro, ligado à agroindústria local, que a agricultura em Campos aumentou os seus gastos em quase 1.500% de janeiro a agosto de 2026 ante o mesmo período de 2025. Basta olhar o infográfico: enquanto sob Wladimir se destinou pouco mais de R$ 523 mil, sob o seu sucessor, ligado às atividades de agronegócio do município, chegou-se a quase R$ 8 milhões. Parece-me que agora a agricultura em Campos tem vez!