quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Mais de oitocentos milhões aplicados na Saúde Pública de Campos

 

Gastos da Saúde Pública do município de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a outubro de 2022 e 2023 em valores nominais - (R$ - em Milhões) 


De acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) publicado hoje no Diário Oficial do município de Campos dos Goytacazes (RJ), os gastos da Saúde Pública totalizaram de janeiro a outubro de 2023 o valor de R$ 813,533 milhões. E, no mesmo período do ano passado eles foram de R$ 815,487 milhões, com isso, observa-se uma pequena queda na aplicação financeira de 0,24%, conforme os dados do gráfico.


quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A região Norte Fluminense gerou 17,3 mil empregos de janeiro a outubro deste ano

 

A região Norte Fluminense gerou 708 empregos em outubro, saldo menor 57,45% em relação ao saldo de setembro. Campos dos Goytacazes puxou a desaceleração com a eliminação de 238 vagas e São Francisco do Itabapoana com a eliminação de 84 vagas de emprego no mês, reflexo do final de safra da cana-de-açúcar. No acumulado do ano, foram geradas 17.298 vagas de emprego na região. Macaé lidera com a geração de 8.642 ou 49,96% do total, seguido por Campos dos Goytacazes com 4.895 vagas geradas ou 28,30% e São João da Barra com 2.985 vagas ou 17,26% do total. 

Setorialmente, as atividades de serviço lideram o processo com 6.658 vagas geradas no ano, considerando os principais municípios (Campos, Macaé, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana), seguido pelas atividades de construção civil com 4.854 vagas, atividades industriais com 3.458 vagas, atividades de comércio com 1.381 vagas e atividades agropecuária com 546 vagas geradas nos munícipios selecionados no ano.

O estado do Rio de Janeiro gerou um saldo 141.981 vagas, enquanto o país gerou 1.784.695 vagas no período de janeiro a outubro.

Empregos do comércio salvou a economia de Campos do desemprego em maior escala no mês de outubro de 2023

 

CAGED: saldo líquido de emprego do mês de outubro de 2022 e de 2023


Segundo os números do CAGED de outubro publicado no dia de ontem, a economia do município de Campos, destruiu 238 empregos com a carteira assinada. No igual período do ano passado, o saldo líquido também ficou negativo em 133 trabalhadores. O que não é uma boa notícia para a cidade.

Os segmentos econômicos que mais demitiram em outubro de 2023 foram: a agropecuária, o setor de serviços e a indústria, por conta obviamente, do final da safra sazonal do setor canavieiro. Enquanto isso, o comércio em função das festas natalinas abriu 279 postos de trabalho, salvando, assim, a economia local de um tombo maior no que diz respeito ao quantitativo de empregos.

Já, em outubro de 2022 o comportamento do mercado de trabalho da economia campista foi semelhante ao deste ano. Inclusive, importa salientar, a conjuntura da empregabilidade ficou melhor, pois ocorreram menos demissões, conforme se pode verificar no gráfico.

Portanto, a despeito de existir no nosso município um agronegócio em crescente decadência, com duas usinas em processo de recuperação judicial. Ele ainda tem uma relevância relativa do ponto de vista social e é um setor que possui uma cadeia produtiva, estruturada. Quando a safra termina os indicadores econômicos e sociais são claramente afetados.


terça-feira, 28 de novembro de 2023

Indústria de Campos e de São João da Barra demitem trabalhadores com a carteira assinada

 

CAGED:  saldo líquido do emprego da indústria do mês de setembro de 2022 e de 2023


Segundo o CAGED, no mês de setembro de 2022 e de 2023 o mercado de trabalho da indústria dos municípios de Campos e de São João da Barra, destruíram postos de trabalho. Demonstrando, assim, a fragilidade desse relevante segmento econômico nessas duas cidades.

Enquanto isso, no mesmo período, a indústria macaense e a de Rio das Ostras, ambas ligadas diretamente ao setor de petróleo, criaram empregos formais. Refletindo, com isso, o aquecimento da indústria petrolífera na nossa região.

Portanto, o desempenho satisfatório da atividade industrial de Macaé e de Rio das Ostras, compensaram as perdas dos empregos da indústria de Campos, devido ao processo de finalização da safra do setor sucroalcooleiro e em São João da Barra, em função da reduzida empregabilidade do Porto do Açu.      


segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Já está na conta os royalties de novembro de 2023

 

Royalties de outubro e novembro de 2023 em valores nominais - (R$ - em Milhões) 


A Agência Nacional de Petróleo (ANP) depositou hoje na conta dos municípios petro-rentistas do estado do Rio de Janeiro, a parcela dos royalties referente ao mês de novembro de 2023. Todos os valores aumentaram em relação ao mês de outubro de 2023.

Na Bacia de Campos, em termos absolutos Macaé teve o maior volume financeiro creditado. Enquanto isso na Bacia de Santos, Maricá auferiu o maior quantitativo. Ou seja, a festa das rendas petrolíferas continua em alto estilo, mudando apenas o endereço.

Portanto, podemos dizer que, o dinheiro não está faltando no caixa desses municípios. É aquela velha máxima: dinheiro tem!


sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

 

Contribuições para a atualização da discussão sobre Desenvolvimento Local / Regional

 

 

O processo evolutivo da metade do século passado, com foco na revolução verde, mostrou que o problema na agricultura perpassava a capacidade de produção, e ia ao encontro das dificuldades de distribuição e acesso das pessoas aos alimentos produzidos. Identificou-se, então, a falta de uma visão sistêmica em relação ao processo, além da falta de capacidade técnica e econômica dos países não desenvolvidos.

Joseph Schumpeter, em 1942, já observava que os negócios entravam numa fase de transição pela via das inovações, através de alterações nos processos de produção, mudança de mercado, diferenciações de matérias primas e modernos tipos de organização. Este ambiente decretava o processo de destruição criadora com predominância dos mais fortes, característica da competição darwiniana no mercado – “só os maiores, mais fortes e mais eficientes sobrevivem”.

O avanço do debate orientou para a incapacidade dos modelos de intervenção governamental keynesiano e neoliberal de mercado, na solução do problema de redução da desigualdade socioeconômica.

Consequentemente, as experiências empíricas das últimas décadas deixaram um aprendizado importante sobre estratégias de reorganização produtiva com base no paradigma institucional, a exemplo dos Distritos Industriais Marshallianos, Triple Helix, Desenvolvimento Regional Endógeno, dentre outros.

O aprendizado oriundo dessa trajetória é importante para uma melhor análise das ações públicas no âmbito do território fluminense, em direção a evolução da dinâmica econômica local/regional. Mais especificamente, sobre as notícias de captação e aplicação de recursos públicos para a construção de um Centro de Abastecimento de Produtos Agropecuário em Campos dos Goytacazes-RJ. A expectativa é de que a infraestrutura disponibilizada se caracterizará em um elemento motivador do investimento com segurança para o produtor rural.

Observando a trajetória agrícola do município nos últimos dez anos (2012 – 2022), pode-se identificar uma retração de 37,55% na área colhida de lavoura temporária e permanente e um leve crescimento monetário real de 7,71% do valor da produção no mesmo período.

Na atividade pecuária observa-se um crescimento de 11,15% no estoque de rebanho de corte e uma queda de 45,12% no plantel de vacas ordenhadas, enquanto a produção leiteira apresenta uma retração 11,53% no mesmo período. Apesar do avanço da produtividade, com o município atingindo uma produção de 1.313,83 litros vaca / ano em 2022, o mesmo volume ficou abaixo da média de produção da região Norte Fluminense que atingiu 1.325,72 litros / vaca no mesmo ano.

De forma evidente o setor tem dificuldades no campo competitivo, já que apresenta uma estrutura composta por pequenas propriedades, cujos obstáculos são reais em termos de investimento, escala, crédito, tecnologia, comercialização, gestão, etc. A organização microeconômica predominante é um complicador não observado pelos gestores.

Esses elementos levam a uma leitura crítica de que, ainda hoje, predomina uma visão econômica já questionada há mais de meio século. A infraestrutura pública é fundamental, mas não pode ser tratada isoladamente, e sim, integrada a outros elementos no contexto do planejamento estratégico para o desenvolvimento socioeconômico.

Desta forma, o pensamento sobre a evolução do setor agropecuário exige considerar os apontamentos dispostos no inicio desse texto. É necessário fomentar o avanço na estrutura de capital social, condição essencial para a cooperação e reciprocidade, assim como, formular planos para a ampliação da oferta agregada. Esta, por sua vez, depende de informações confiáveis sobre a demanda, da competência da governança instituída, do comprometimento do gestor público e, de sua participação efetiva, no processo de integração com a universidade e o agente produtivo na construção do arranjo institucional.

Conclusivamente, é importante ratificar que ações isoladas, como as experiências presentes, são frágeis e dificultam os resultados exitosos que exigem, por sua vez, planejamento participativo, visão sistêmica e efetivo comprometimento dos agentes envolvidos.

 

Professor Alcimar das Chagas Ribeiro, economista e Diretor do NUPERJ – UENF

 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Orçamentos recheados pelas rendas do petróleo

 

Receita total de janeiro a agosto de 2023 dos municípios petro-rentistas do estado do Rio de Janeiro

O gráfico demonstra a arrecadação total (receitas próprias e de transferências) realizadas no período de janeiro a agosto de 2023, dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos e de Santos.

Apenas para lembrar: Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, pertencem a Bacia de Campos e Maricá, Niterói e Saquarema da Bacia de Santos, cujos poços de petróleo são do pré-sal.

Importa salientar no ensejo, a maior parte da receita total apresentada aqui de cada ente federativo, decorrem das rendas do petróleo, exceto no caso de Macaé e Niterói.  

Por fim, podemos dizer que, Maricá e Niterói da Bacia de Santos, estão na atual conjuntura com as maiores arrecadações, no ano de 2023.