quarta-feira, 30 de maio de 2018

PIBINHO DO GOVERNO TEMER




CRESCIMENTO DO PIB DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018 



O IBGE acaba de divulgar o resultado do produto interno bruto (PIB) da economia brasileira do primeiro trimestre de 2018. O resultado veio positivo em 0,4%, se comparado ao ultimo trimestre de 2017. 

Quando a base de comparação passa a ser o primeiro trimestre do ano de 2017, ou seja, janeiro a março, o crescimento econômico chega a 1, 2%.

Se a economia continuar nesta trajetória de crescimento até ao final do ano, tudo indica que a expansão do PIB referente ao ano de 2018, ficará em 1,6%, bem abaixo dos 3% projetado pela equipe econômica do governo federal, no início deste ano. 

Desempenho dos setores da economia:


Fonte:IBGE
                                                                                                Fonte: IBGE

Como se pode verificar no primeiro gráfico, a agropecuária foi à grande responsável pelo resultado positivo do PIB do 1º trimestre de 2018, ao se comparar ao último trimestre de 2017.

Já no segundo gráfico quando o PIB fica positivo em 1,2%, o investimento aparece com o melhor desempenho. A economia continua patinando.





terça-feira, 29 de maio de 2018

SEM CONCEDER AUMENTO DE SALÁRIOS AOS SERVIDORES FOLHA DA PREFEITURA CRESCEU NO 1º BIMESTRE DE 2018/2017 17,13%

DESPESA DE PESSOAL X INVESTIMENTOS DE JANEIRO E FEVEREIRO DE 2018/2017
Fonte: PMCG

No primeiro bimestre do ano de 2018 comparado ao primeiro bimestre do ano de 2017, segundo os dados da execução orçamentária do Município de Campos.

A folha de pagamento e os encargos sociais, a maior despesa corrente do orçamento, cresceram 17,13%, saíram do patamar de R$ 157, 326 milhões para atingir o valor de R$ 184, 272 milhões.

No que tange aos investimentos, a majoração representou 461,58% no período de 2018/2017, por conta, todavia, do insignificante aporte financeiro nesta despesa no bimestre do ano de 2017, cujo valor ficou em apenas R$ 240, 411 mil. Já no bimestre do ano de 2018 os investimentos atingiram o quantitativo de R$ 1, 350 milhão.

Por fim, urge necessário salientar, a média mensal dos gastos referentes à folha de pagamento do bimestre de 2017 foi de R$ 78, 663 milhões, enquanto, a do bimestre de 2018 representou o quantitativo absoluto de R$ 92, 136 milhões. Isso sem conceder aumento salarial aos servidores no mês de maio do ano passado. Infelizmente!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

MELHORA NA ARRECADAÇÃO DAS PRINCIPAIS RECEITAS


EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DE JANEIRO A FEVEREIRO DE 2018/2017  DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS REFERENTE AS PRINCIPAIS RECEITAS

Fonte: PMCG

De acordo com os dados da execução orçamentária da Prefeitura Municipal de Campos do primeiro bimestre do ano de 2018, comparado ao mesmo período do ano de 2017, percebe-se, todavia, elevação de todas as principais receitas, como registrado no gráfico e na tabela.

O IPTU cresceu 5,6%, o ISS 0,87%, o ITBI 90,38% devido, obviamente, a prorrogação do REFIS, concedido pelo atual governo no ano de 2017, o FPM 7,19%, o ICMS 14,88%, o IPVA 1,31% e os royalties e as participações especiais 12,75%. Vamos aguardar, agora, a execução orçamentária referente aos meses de março e abril de 2018.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

REAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO EM ABRIL DE 2018



SALDO LÍQUIDO DO EMPREGO EM ABRIL DE 2018/2017
Fonte: CAGED
O levantamento dos dados sobre o mercado de trabalho do mês de abril, publicado pelo CAGED nos últimos dias, demonstra a melhora da empregabilidade, tanto no cenário nacional, como no estadual e no municipal, ao se comparar ao mesmo período do ano passado.  

Como se observa no gráfico e na tabela, no ano passado a economia brasileira gerou 59.856 postos de trabalho. Agora, no mês de abril de 2018, o saldo líquido do emprego ficou positivo em 115.898 empregos formais.

No caso do estado do Rio, no ano passado, encerrou o mês de abril com o seu saldo líquido negativo em menos 2.554 trabalhadores. Este ano a curva da empregabilidade se inverte. Os números apresentados na pesquisa do Ministério do Trabalho são satisfatórios e alentadores, visto que o estado volta a gerar 7.320 empregos.

Em relação ao município de Campos, os números também são favoráveis. Em abril de 2018 foram 69 empregos gerados. Em abril de 2017 por conta das contratações do setor sucroalcooleiro, chegaram a 770 postos de trabalho. Este ano a safra agrícola da economia local sofreu pequeno adiamento para o início do mês de junho. Tudo indica que os números do emprego, referentes ao mês de maio serão bem melhores do que os relativos ao mês de abril de 2018.

O município vizinho de Macaé, infelizmente, no mês de abril ficou negativo tanto em 2017 com o quantitativo de 883 empregos destruídos, como em 2018, com 110 postos de trabalho a menos.

No que tange aos municípios de Rio das Ostras e o de São João da Barra, ambos, recuperaram os postos de trabalho perdidos em abril de 2017. Como se vê na tabela e no gráfico, terminaram o mês de abril de 2018 com o saldo líquido positivo, respectivamente em 158 e 138 empregos com a carteira assinada.

Dentro desta realidade dos números do emprego formal, pode-se afirmar que o mês de abril de 2018, se encerra produzindo sinais de possibilidades de recuperação da economia, tanto no nível nacional, como no estadual e no municipal, a despeito da economia macaense ter ficado no vermelho. Que bom!


segunda-feira, 21 de maio de 2018

ABRIL DE 2018, O SETOR DE SERVIÇOS APRESENTA O MELHOR DESEMPENHO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM CAMPOS



SALDO LÍQUIDO POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA 2018/2017
Fonte: CAGED

De acordo com os dados do mercado de trabalho do mês de abril de 2018, divulgados pelo CAGED, verifica-se ao se comparar ao mês de abril de 2017, que o desempenho da empregabilidade do ano passado ficou melhor do que neste ano. Tal comportamento reside, obviamente, na contratação do setor sucroalcooleiro que teve inicio logo no mês de abril, ao contrário deste ano, como indicam os números.

O setor de extração mineral no ano passado não teve nenhuma contratação, já em abril de 2018, ocorre apenas uma.

No caso da indústria de transformação, entram neste segmento os trabalhadores contratados para trabalharem no processo de produção das usinas. Em abril de 2017, 330 trabalhadores já estavam contratados, no mês de abril de 2018, segundo os dados do gráfico foram destruídos 25 empregos formais.

No que tange aos serviços de utilidade pública, como no caso das concessionárias como ENEL e outras, em abril de 2018 o segmento demitiu oito trabalhadores e em abril de 2017 o saldo líquido das ficou positivo em 33 empregos.

Em relação ao setor da construção civil, pode-se dizer que ainda continua com pouco fôlego nas contratações. No mês de abril de 2017 foram 33 trabalhadores, agora, em abril de 2018 ,apenas, 15 empregos formais foram gerados.

O segmento econômico do comércio, neste mês de abril, eliminou 72 empregos, no mês de abril de 2017 o saldo líquido das contratações ficou positivo em 61 trabalhadores com a carteira assinada.

O setor de serviços grande empregados da economia local encerra o mês de abril de 2018, com o seu nível de contratação positivo em 154 empregos, ao contrário de abril de 2017, cujo saldo ficou negativo em 137.

A administração continua sem contatar tanto em abril do ano passado como neste ano.

O setor da agropecuária, cujas perspectivas de geração de empregos neste período são grandes, continua na sua inércia. Como se observa no gráfico encerra o mês de abril de 2018 com quatro trabalhadores contratados. Em abril de 2017, 565 trabalhadores já estavam trabalhando no campo.

Por derradeiro importa salientar, o segmento econômico de prestações de serviços, foi o que mais gerou emprego neste mês de abril de 2018, contribuindo, significativamente, para que o saldo total da empregabilidade de abril de 2018 ficasse positivo em 69 trabalhadores com a carteira assinada. Vamos aguardar os próximos meses.  

quinta-feira, 17 de maio de 2018

RECEITAS MENORES NA LDO DE 2019


RECEITAS DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS DE 2019 DO MUNICÍPIO DE CAMPOS 

FONTE: LDO

O gráfico e a tabela retratam a comparação entre as principais receitas do orçamento do ano de 2018 em execução pelo Poder Executivo municipal, em relação às receitas do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano de 2019, encaminhado à Câmara dos Vereadores. O projeto será discutido em Audiência Publica e depois votado no plenário do Poder Legislativo.

Como se verifica no orçamento do ano de 2018, a previsão da receita do IPTU ficou em R$ 43, 481 milhões. A do ano que vem ficará em R$ 49, 771 milhões. O aumento representa 14,46%.

O ITBI, ao contrário do IPTU, sofrerá redução na sua arrecadação de 20,86%. No orçamento deste ano a arrecadação prevista deste tributo será de R$ 17, 944 milhões. A previsão do ano de 2019, segundo a LDO, será de R$ 14, 201 milhões.

No que tange ao comportamento da receita do ISS em 2018, a previsão na Lei Orçamentária está em R$ 88, 061 milhões enquanto o valor previsto pela LDO de 2019 ficou em R$ 81, 103 milhões, resultará, assim, numa queda de 7,90%.

No caso da Contribuição da Iluminação Pública, contribuição bastante polêmica, os valores recolhidos pelo contribuinte atualmente na conta de luz, terá recuo na arrecadação de 48,08% ou de quase 50%. No ano fiscal em curso, a sua previsão está em R$ 10, 419 milhões e no ano que vem ficará em R$ 5, 409 milhões.

As receitas referentes aos royalties e as participações especiais, ainda figuram juntas como as maiores receitas do orçamento, também, reduzirão, como se observa no gráfico e na tabela. Este ano a arrecadação prevista está em R$ 725, 505 milhões e em 2019 a previsão da LDO traz o valor de R$551, 157 milhões. A queda será de 24,03%. 
  
No que diz respeito ao ICMS, a sua arrecadação de acordo com o previsto na LDO, cairá. No ano de 2018, tudo indica que chegará ao valor de R$ 282, 454 milhões e no ano que vem ao quantitativo de R$ 249, 074 milhões. Segundo a LDO de 2019 a diminuição da arrecadação ficará em 11,82%.

O IPVA, não segue a mesma trajetória do ICMS, ocorrerá pequena elevação da sua arrecadação. Em 2018 o previsto para se arrecadar será de R$ 30, 592 milhões e em 2019 o valor poderá atingir R$ 31, 370 milhões. Ou seja, o aumento chegará a 2,54%.

Outra fonte de receita relevante para o município, o FPM, infelizmente, ficará negativa. Em 2018 o previsto está em R$ 65, 305 milhões. Em 2019 a previsão será de R$ 53, 401. A redução será de 18,23%.

Por fim, os números acima constituem o quadro da arrecadação das principais receitas, tanto do orçamento de 2018, como do ano de 2019, segundo a LDO entregue ao Poder Legislativo pela gestão atual da prefeitura. Vamos aguardar, agora, a elaboração da LOA, para se verificar se efetivamente o quadro de receita apresentado na LDO se confirma.




terça-feira, 15 de maio de 2018

FOLHA DE PESSOAL ULTRAPASSA A UM BILHÃO E O INVESTIMENTO REDUZ EM 96,04% EM RELAÇÃO A LOA DE 2018, SEGUNDO A LDO DE 2019




ORÇAMENTO DE 2018 X LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS DE 2019 DO GOVERNO RAFAEL DINIZ
FONTE: PMCG

O gráfico traz a comparação da receita total, da folha de pessoal, dos encargos sociais e dos investimentos, da Lei Orçamentária do ano de 2018 (LOA) atualmente em execução, com a Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano de 2019 (LDO), encaminhada à Câmara Municipal. Esta lei constitui-se em instrumento jurídico, relevante, no que diz respeito, ao estabelecimento das diretrizes orçamentárias, na elaboração do orçamento fiscal relativo ao exercício financeiro do ano de 2019. Nela estarão condensadas as políticas públicas do ano que vem, seja na área da saúde, da educação, da mobilidade urbana, do desenvolvimento econômico, da ciência e tecnologia e outras.

Devido a sua importância do ponto de vista social, será discutida em audiência publica pela sociedade civil organizada, posteriormente, votada em plenário pelos vereadores, autorizando, assim, ao poder executivo à elaboração do orçamento do ano de 2019.

Todavia, verifica-se, no gráfico e na tabela a receita total do ano de 2018 no valor de R$ 2, 039 bilhões, em execução no orçamento deste ano. Para o ano de 2019, segundo a (LDO), a receita total ficará em R$ 1, 820 bilhão, uma redução no seu valor em relação ao orçamento de 2018 de 10,75%.

No item da despesa relacionado à folha de pessoal e os seus encargos, constata-se, a majoração de 21,04%, ou seja, no ano de 2018 em curso, a folha está projetada para encerrar o exercício fiscal em R$ 874, 978 milhões. Já no ano de 2019 a projeção ficará segundo a (LDO) em R$ 1, 059 bilhões.

No que diz respeito, agora, aos investimentos neste ano de 2018, poderá chegar ao patamar de R$ 130, 852 milhões, enquanto, o valor previsto referente ao ano de 2019 será de apenas R$ 5, 175 milhões. Um recuo significativo de 96,04%. 

Nos próximos dias analisaremos outros aspectos relativos a LDO de 2019.