quarta-feira, 9 de março de 2016

Programa Passagem Um Real – Campos Cidadão - mais de 184 milhões


Programa Passagem Um Real – Campos Cidadão

O adiamento do recadastramento do Cartão Campos Cidadão, por mais trinta dias, constitui numa clara manobra administrativa protelatória por parte do Governo Rosinha, com o único e evidente objetivo de ganhar tempo, em virtude da falta de dinheiro que ocorre hoje na prefeitura, fato que inviabiliza o pagamento dos benefícios do programa.

Este programa do ponto de vista financeiro, como já se sabe, não se sustenta no médio e longo prazo, devido ao seu alto custo de manutenção, como prova o gráfico abaixo. A prefeita ainda não teve a coragem de acabar com ele, obviamente, por conta das eleições municipais que se avizinha, eis que a sua extinção, prejudicaria os candidatos a prefeito, apoiados pela máquina municipal. A solução agora no curto prazo, já que o governo encontra-se nos seus estertores, será a protelação. Como estamos assistindo de camarote.

O prefeito que assumirá a prefeitura no dia primeiro de janeiro de 2017 terá que rapidamente e sem hesitar, repensá-lo ou certamente acabar com o programa, que constitui atualmente, numa bomba relógio de efeitos retardados, com fortes probabilidades de explodir sobre o novo Chefe do poder executivo municipal, que infelizmente, ficará com a pecha irremovível de acabar com um programa de expressivo, apelo social, criado na época da opulência dos royalties e das participações especiais.

Além do mais, terá que suportar as críticas ferozes, contundentes e ácidas, advindas do marido da prefeita, o senhor Garotinho, atuando na sua Rádio predileta, sem jamais dá o contraditório as pessoas que ele costuma criticar e destruir reputações, afirmando como sempre e de forma peremptória, que o Programa da Passagem R$ 1,00, foi criado pela melhor prefeita do Brasil, a Rosinha, e o prefeito em exercício, acaba de forma covarde com o grande beneplácito social.  Não poupará de fazer as suas críticas até mesmo, se o prefeito for do seu grupo quanto mais se for da oposição.


 Esta ópera bufa ou comédia pastelão, todos os campistas já assistiram e com certeza estarão prestes a assisti-la no ano que vem. Aguardemos, pois o comportamento dos Garotinhos é mais do que previsível ou não?          






                                 GASTOS FINANCEIROS/EXECUÇÃO FINANCEIRA
                                                      VALORES CORRENTES


PROGRAMA CAMPOS CIDADÃO/TARIFA SOCIAL – 1 REAL 
2010
2011
2012
2013
2014
2015
29.920.171,86

31.814.892,08


36.832.266,08

30.489.658,51

30.092.768,59

24.968.551,93

Fonte: Orçamento Municipal da PMCG
OBS: o valor de 2015 representa os pagamentos realizados até o mês de novembro
                   






terça-feira, 8 de março de 2016

Por : Ranulfo Vidigal - Economista

O DIA

Wilson Diniz: O que não foi dito do ‘Holocausto Campista’
As prioridades da prefeitura sempre foram de manter os mais pobres dependentes dos recursos do governo

Recentes publicações de organismos internacionais apontam que Campos está entre as 40 cidades mais violentas do mundo, equiparada à do México, a Campina Grande (PB) e a Maceió. Consequência direta da política imperiosa implantada pelo clã Garotinho com seu modelo ‘venezuelano populista’, que agora mantém reféns os menos favorecidos das classes D e E. Distribuem-se benefícios como vale-alimentação e tarifa de ônibus a R$ 1, em vez de fomentar o emprego e investir na Educação.

A crise econômica — aumento do desemprego, queda do preço do barril do petróleo, etc — tem sido a justificativa da prefeita para explicar o caos financeiro do município. Engana-se por não ter visão de que a crise era previsível, pois ciclos econômicos recessivos e de queda dos preços das commodities sempre estiveram aí há 50 anos.

O preço do barril do petróleo em 1974 custava US$ 1,80. Passou para US$ 10. No segundo choque do petróleo, em 1979, bateu US$ 20 e em 1990 foi cotado a US$ 45. Em 2005, US$ 70, chegando a US$ 100, atingindo pico de US$ 145; hoje? US$ 33.

A prefeita omite que, de 2008 a 2014, Campos teve receita acumulada de RS 18 bilhões, superando cidades como Niterói e Santos, que hoje apresentam indicadores econômicos e sociais bastante avançados.

As prioridades do governo campista sempre foram de manter os mais pobres dependentes dos recursos da prefeitura, tornando-os presa fácil do voto para perpetuação do poder nos últimos 30 anos. Os indicadores da Educação e os gastos na pasta deixam evidente que o governo Garotinho não prioriza o ensino. O pacto de classe entre o governo e as elites egoístas da cidade do setor da construção também fotografa o fracasso do governo venezuelano dos Garotinhos. Do PIB do município, metade está no mar e é repatriada para matrizes das empresas que exploram os poços do petróleo. A consequência é a queda real do IDH, que coloca a cidade em níveis de grotões do Maranhão.

A esperança são as eleições de 2016 para prefeito e que a oposição chegue a um consenso de mudança com o slogan “Acorda, Campos” para evitar o holocausto de gerações futuras da população campista no letal mundo do crime.

Wilson Diniz é economista e analista político


domingo, 6 de março de 2016

IDHM DE CAMPOS, VERGONHA , VERGONHA!



Índice de Desenvolvimento Humano

IDHM 2000
Campos do Goytacazes
0,62
Posição no Brasil
1220°
No Estado

36º
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013


Índice de Desenvolvimento Humano

IDHM 2010
Campos do Goytacazes
0,72
Posição no Brasil
1427°
No Estado

37º
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013


Ao analisar as duas tabelas acima, verifica-se que o IDHM de Campos, obteve uma melhora em dez anos de 16,13%, comparando 2010/2000, mas abaixo da média brasileira e estadual, a sua posição piorou, justamente no ciclo  do petróleo, ou na “era das rendas petrolíferas”. Demonstrando que as rendas do petróleo foram e são aplicadas sem eficácia alguma. Afinal de contas, só o município de Campos recebeu de 1999 a 2016, mais de 18 bilhões de reais. A guisa de esclarecimento, o IDHM, avalia para a sua composição a Renda, a Longevidade e a Educação.

Para um município que figurou entre os quinze maiores orçamentos do Brasil, considerando os municípios das capitais, até o ano de 2014, este IDHM, deveria ser motivo de vergonha para os gestores públicos municipais e formuladores de políticas públicas duvidosas.

Pelos bilhões de recursos financeiros aportados na cidade, em decorrência da exploração petrolífera, como já ressaltado acima, deveríamos ter uma Saúde Pública, uma Educação Pública e um Sistema de Mobilidade Urbana, exemplos para o país. Com  reflexos positivos sobre o IDHM, colocando o município de Campos no patamar do melhor IDHM do Brasil e não entre o 1427° lugar e o 37° do Estado. Vergonha, Vergonha!!!    
    







quinta-feira, 3 de março de 2016




                                             Preço Médio Anual  do Barril do Petróleo - 2014 a 2016


Fonte: http://br.investing.com/commodities/brent-oil-historical-data

O preço médio do barril de petróleo de 2015 em relação a 2014 sofre uma queda de 44,22%, deixando bastante preocupados, os gestores públicos do território das generosas rendas petrolíferas, que esqueceram de fazer o necessário dever de casa.  

Preço do Barril do Petróleo - Brent - 2014 a 02/2016



                                                   Preço do Barril do Petróleo - Brent


Fonte: : http://br.investing.com/commodities/brent-oil-historical-data



Os municípios petrorrentistas da bacia petrolífera de Campos sofrem profundamente, com a queda do preço do barril de petróleo, que a partir de setembro de 2014,  iniciou uma inflexão negativa na sua curva abaixo dos U$$ 100 dólares o barril. Esta trajetória declinante desenha cenários futuros nada promissores, devido a alta dependência, que esses entes federativos ainda experimentam em relação as rendas decorrentes das indenizações do petróleo, como os royalties e as participações especiais. 




quarta-feira, 2 de março de 2016

EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA EM MACAÉ 2015/2016




JANEIRO DE 2015

EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
ESTADO: RIO DE JANEIRO MUNICÍPIO: MACAÉ

SETORES
TOTAL ADMIS.
TOTAL DESLIG.
SALDO




EXTRATIVA MINERAL
11
56
-45




INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO
403
538
-135




SERV INDUST DE UTIL PÚBLICA
4
17
-13




CONSTRUÇÃO CIVIL
508
814
-306




COMÉRCIO
672
977
-305




SERVIÇOS
1.998
2.480
-482




ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
0
0
0




AGROPECUÁRIA
16
18
-2




TOTAL
3.612
4.900
-1.288
Fonte: MTE/CAGED 












A economia macaense sede da base da Petrobrás na região, sofreu fortes impactos no seu mercado de trabalho conforme retrata o gráfico e a tabela acima. As causas residem na queda do preço do barril do petróleo, juntamente, com as interrupções contratuais decorrentes  das paralisações das atividades das empreiteiras   prestadoras de serviços, envolvidas no escândalo de corrupção da estatal, investigado pela operação denominada de Lava-Jato.

Verifica-se, que em todos os segmentos econômicos o saldo líquido do emprego foi negativo. O segmento que mais desempregou em janeiro de 2015, foi o da atividade de prestações de serviços com o desligamento de 482 trabalhadores detentores de carteira assinada, por ser via de regra, um ramo altamente depende dos contratos com a Petrobrás.

 Acompanha a mesma trajetória de declínio no saldo dos empregos, os segmentos da construção civil, com o quantitativo a menos de 306 empregos e o da atividade comercial, com o saldo negativo em 305 empregos formais. Configurando, todavia, os reflexos do enfraquecimento da economia de Macaé. Importante ressaltar, que o mês de janeiro de 2015 se encerrou com o saldo líquido de emprego negativo em 1.288 empregos formais destruídos.


JANEIRO DE 2016

EVOLUÇÃO DO EMPREGO POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
ESTADO: RIO DE JANEIRO MUNICÍPIO: MACAÉ

SETORES
TOTAL ADMIS.
TOTAL DESLIG.
SALDO




EXTRATIVA MINERAL
213
105
108




INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO
279
381
-102




SERV INDUST DE UTIL PÚBLICA
2
5
-3




CONSTRUÇÃO CIVIL
242
553
-311




COMÉRCIO
452
687
-235




SERVIÇOS
1.639
1.936
-297




ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
0
0
0




AGROPECUÁRIA
15
9
6




TOTAL
2.842
3.676
-834

Fonte: MTE/CAGED 







Ao comparar o mês de janeiro de 2016 com o mês de janeiro de 2015, percebe-se, uma melhora no nível de empregabilidade da economia macaense. O saldo líquido de emprego de janeiro de 2016 encerra o mês, com o saldo líquido negativo total em 834 trabalhadores a menos. Este quantitativo está melhor do que o quantitativo total do mês de janeiro de 2015, indicando, uma melhora na dinâmica do mercado de trabalho, logo no início do ano.

Os segmentos econômicos que contribuíram para este desempenho, foram os das atividades de serviços  e o do comércio.  O primeiro com o saldo  líquido negativo de 297 desempregados, porém, menor do que   o de janeiro de 2015 que ficou em 482 desempregados desligados. O segundo com o saldo líquido de 235 desempregados, também, menor do que o saldo líquido de janeiro de 2015, cujo quantitativo ficou em 305 desempregos destruídos.

Agora, em relação ao quadro de desemprego da construção civil, constata-se, que não houve melhora em janeiro de 2016 em relação a janeiro de 2015, pelo contrário ocorre uma pequena piora. Em janeiro de 2016 o saldo líquido ficou em 311 desempregados com a carteira assinada, enquanto, em janeiro de 2015 o saldo líquido representou 306 empregos destruídos.