quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Campos virou cidade dormitório de Macaé, de Rio das Ostras e de São João da Barra

 

Estoque de mão de obra x Remuneração real média de 2021 segundo a RAIS



Segundo os dados do estoque de empregos de trabalhadores celetistas e estatutários e a respectiva remuneração média do mercado de trabalho das economias de Campos, de Macaé, de São João da Barra retirados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do ano de 2021.

A menor remuneração média real dos trabalhadores encontra-se, na economia de Campos, conforme se observa no contexto do gráfico. Por ser uma economia de serviços de baixo valor agregado e de pequenos salários, em relação à de Macaé, a de Rio das Ostras e a de São João da Barra.

Porque, a de Macaé, tem no seu território a economia do petróleo, a de Rio das Ostras, possui a Zona Especial de Negócios (ZEN) e as suas empresas multinacionais e a de São João da Barra é impulsionada pelo Porto do Açu. Em função desses grandes investimentos, os salários pagos por elas estão num patamar superior quando comparados aos de Campos.

Portanto, a pequena remuneração e os empregos de baixa qualificação oferecidos pela economia campista de serviços têm levado ao longo dos anos os trabalhadores e principalmente, a juventude a buscarem empregos, em Macaé, em Rio das Ostras e em São João da Barra, e com isso, infelizmente, Campos se transformou numa cidade dormitório da região.  


terça-feira, 22 de agosto de 2023

Arrecadação do IPTU de São João da Barra no primeiro semestre de 2023 encolheu em quase 50%

 

Arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2022 e 2023 em valores nominais - (R$- em Milhões)



Segundo o relatório Resumido da Execução Orçamentaria (RREO), no que diz respeito à arrecadação do IPTU do primeiro semestre de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, dos municípios de Campos, de Macaé, de São João da Barra, exceto o de Rio das Ostras que ainda não encaminhou as contas ao TCE-RJ.

Observa-se, todavia, dentro do contexto do gráfico, que São João da Barra, no primeiro semestre de 2023 comparado a janeiro a junho de 2022, apresentou uma perda de 49,28% na receita corrente do IPTU.

Enquanto isso, a receita de Campos e de Macaé, aumentaram, respectivamente, 6,29% e 13,61%.

Portanto, apenas São João da Barra amargou queda da arrecadação no primeiro semestre de 2023.   

 


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

NUPERJ

 

Evolução da atividade agropecuária da microrregião Campos dos Goytacazes no período 2012 a 2021

 

 

Com objetivo de contribuir para um melhor entendimento da atividade agropecuária na microrregião Campos e, consequentemente, a formulação de políticas de competitividade setorial, analisamos um conjunto de indicadores fundamentais.

 

 

Observem que a área colhida de lavouras temporárias e permanentes da microrregião somou 108.651 hectares em 2012, representando 52,05% da área total do estado do Rio de Janeiro. Do total da microrregião, o município de Campos dos Goytacazes ocupou 56,61% e São Francisco de Itabapoana ocupou 35,88% do total.

Em 2021, dez anos depois, a área colhida na microrregião somou 64.196 hectares, caindo 40,92% em relação a 2012. Da nova área, Campos ocupou 63,45% e São Francisco ocupou 35,09%.

Ao longo de todo o período Campos dos Goytacazes apresentou uma dedicação quase que total a cana-de-açúcar com uma ocupação de 97,55% da área em 2012 e  98,20% em 2021. Já São Francisco de Itabapoana ocupou 59,0% da área com cana de açúcar em 2012 e 62,15% em 2021. Campos encolheu 33,78% de área colhida e São Francisco encolheu 42,21% em uma década.

Os outros municípios também perderam área colhida, porém concentraram a atividade em cultivo de maior valor. Em 2021, São João da Barra reduziu a área colhida em 83,12 em relação a 2012. Da nova área, colheu 57,25% em abacaxi, 16,10% em coco, 8,8% em mandioca e 4,20% em goiaba.

O município de Cardoso Moreira reduziu a área colhida em 96,17% em dez anos, concentrando as atividades em 64,94% no cultivo de cana de açúcar, 7,0% em feijão e 6,6% em milho e uva em 2021. Já São Fidélis encolheu a área colhida em 74,90% no mesmo período, concentrando as atividades em 57,90% no cultivo de cana de açúcar e 15,44% na produção de tomate em 2021.

Observando a produtividade através da receita monetária por hectare, ficou evidente que os municípios não dependentes ou com menor dependência do cultivo da cana de açúcar, alcançaram um maior valor. O destaque nesta análise ficou por conta de São João da Barra, cuja parcela relativa de 2,21% da área colhida foi com cana de açúcar e o restante distribuído em 57,25% com abacaxi, 16,6% com coco, 8,88% com mandioca e 4,2% com goiaba. A produtividade (R$/hac) no município foi de R$47.246,18 em 2021.

Inversamente, o município de Campos dos Goytacazes com 98,20% da área colhida concentrada na cana de açúcar, apresentou a segunda menor produtividade (R$/hac) de R$6.200,95 em 2021.

São Fidélis apresentou uma produtividade de R$28.374,52 puxada pelo cultivo de tomate e São Francisco com maior diversificação (açúcar, abacaxi, mandioca, etc.) atingiu uma produtividade de R$11.148,84 em 2021.

Todavia, chama a atenção a grande ociosidade de parte importante da terra agricultável e, fundamentalmente, a ausência de agroindústria, o que inibe a possibilidade de ampliação do produto, emprego e renda para a população local.

 

 

Sobre a atividade pecuária, pode-se observar na microrregião uma queda de 7,54% na produção de leite em 2021 com base em 2012 e uma queda de 33,24% no estoque de vacas ordenhadas no mesmo período. O município de Campos dos Goytacazes liderou a atividade com 36,5 milhões de litros de leite em 2021, seguido por São Francisco de Itabapoana com uma produção de 15,0 milhões de litros e São Fidélis com 12,0 milhões de litros no ano. Cardoso Moreira contabilizou uma produção de 8,0 milhões de litros e São João da Barra com 2,9 milhões de litro de leite em 2021.

Da retração do número de vacas ordenhadas na microrregião, Campos dos Goytacazes teve uma queda de 39,37%, São Francisco de Itabapoana uma queda de 33,24% e São Fidélis uma queda 39,94% no mesmo período.

Apesar da redução no número de vacas ordenhadas em 2021, melhores práticas de manejo e apoio tecnológico elevaram a produtividade leiteira na microrregião nesta década. São Francisco de Itabapoana atingiu a maior produtividade leiteira com 1.589,54 litros vaca em 2021, seguido por Cardoso Moreira com 1.586,99 litros e Campos dos Goytacazes com 1.399,99 litros/vaca no mesmo ano. São João da Barra, apesar de dobrar o número de vacas ordenhadas, atingiu a menor produtividade de 899,94 litros/vaca em 2021.

Assim como na atividade agrícola, a pecuária leiteira apresenta dificuldade competitiva e ausência de elos fundamentais da cadeia produtiva, o que fragiliza o setor e gera forte desânimo no meio rural. Fica evidente a ausência de políticas voltadas para o fomento ao aumento da competitividade do setor e, a consequente, melhoria de vida de quem dependente das mesmas atividades.

 

Professor Alcimar das Chagas Ribeiro, Diretor do NUPERJ

 

Gastos da Saúde Pública aumentaram na região

Gastos da Saúde Pública de janeiro a junho de 2022 e de 2023 - em valores nominais - ( R$ em Milhões) 


Os gastos da Saúde Pública dos municípios de Campos, de Macaé, de São João da Barra, aumentaram no primeiro semestre de 2023 em relação ao igual período de 2022.

No que diz respeito a Rio das Ostras, eles ainda não foram encaminhados ao TCE-RJ, portanto, não puderam ser analisados.

Agora, como se observa no gráfico, o município que aportou em termos relativos de janeiro a junho de 2023 em relação ao mesmo período do ano passado, mais recursos na Saúde Pública, foi o de São João da Barra e termos absolutos, o de Campos.

Por fim, pode-se dizer que, há dinheiro na Saúde Pública municipal. Resta saber, se os serviços são de qualidades e se eles satisfazem a demanda da população.


quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Rendas do petróleo com repasses menores

 

Terceira parcela (agosto) da participação especial de 2023 em valores nominais ( R$ - em Milhões)  



Já está depositado na conta dos municípios petro-rentistas do estado do Rio de Janeiro, o repasse das rendas petrolíferas da participação especial, sobre os poços de maior produtividade, referente à terceira parcela de 2023.

Elas vieram menores impactadas pela queda do preço do dólar nos últimos meses. E, especificamente, no caso de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras e de São João Barra pertencentes à Bacia de Campos, onde o petróleo é explorado há quase meio século. Os poços enfrentam o natural processo de exaustão produtiva e como consequência, tem-se uma baixa rentabilidade do ponto de vista financeiro.

No que diz respeito à generosa Bacia de Santos do pré-sal, cujos poços começaram a serem explorados há pouco tempo, a curva da produtividade é crescente. Como decorrência dessa conjuntura, Maricá e Niterói, considerados atualmente, a nova rota da fortuna, receberam valores astronômicos, como se pode observar no gráfico.  

Portanto, aí estão os números dos repasses realizados hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde eles revelam uma triste realidade, dos municípios da Bacia de Campos, o fim do ciclo do petróleo. E por outro lado, verifica-se a fartura do início do ciclo, por enquanto, em relação aos municípios da Bacia de Santos.


quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Setor de serviços tem o maior número de trabalhadores e a agropecuária o menor

 

Estoque de mão de obra da economia de Campos dos Goytacazes (RJ) de janeiro a junho de 2022 e de 2023



A tabela apresenta a quantidade de trabalhadores formais ou estoque de mão de obra, existente em cada segmento econômico da economia de Campos, de janeiro a junho de 2022 e de 2023.  

Como se observa, o número total de trabalhadores no primeiro semestre de 2023 cresceu em 6,18% em relação ao mesmo período de 2022. Os segmentos econômicos, com mais mão obra, tanto no semestre correspondente a 2022 e também no de 2023 é o setor de prestação de serviços. E aquele que possui o menor estoque é a agropecuária, em ambos os períodos.

Portanto, em face da presente realidade numérica, pode-se afirmar que, os setores de serviços e de comércio, são os maiores empregadores do nosso município. Enquanto isso, a agropecuária continua a reboque.


terça-feira, 15 de agosto de 2023

Gastos da Assistência Social no primeiro semestre de 2023

 

Gastos da Assistência Social de janeiro a junho de 2022 e de 2023 em valores nominais - (R$ - em Milhões)





Os gastos da Assistência Social do governo Wladimir Garotinho, no período de janeiro a junho de 2023 em relação ao mesmo recorte de tempo de 2022, aumentaram 69,46%, conforme o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, encaminhado ao TCE-RJ.

Demonstrando, assim, que a atual gestão anda preocupada com a política social, no sentido de tentar mitigar o sofrimento de quase 170 mil campistas que, hoje, encontram-se na extrema pobreza, segundo os dados do Ministério da Cidadania do Governo Federal.

Portanto, não basta apenas aportar recursos financeiros nesse importante segmento da Administração Pública. É necessário que os gastos tenham eficiência na sua aplicação.