quinta-feira, 7 de março de 2019

Na véspera da folia de momo, o IBGE divulgou as estatísticas do comportamento rastejante da atividade econômica, já pelo segundo ano consecutivo e após uma recessão que reduziu em 10% a renda per capita, entre 2014 e 2016. Inacreditável!







O BODE NA SALA


                                                      O BODE NA SALA

Afinal o que está acontecendo, o Brasil está ao contrário e ninguém reparou? Ou as idéias não correspondem aos fatos? Daí que, que em pleno carnaval diversas Escolas de Samba (a campeã Mangueira) e blocos de rua resolveram escancarar as críticas necessárias que a mídia nativa busca esconder, em relação à histórica incapacidade de nossa nação satisfazer as necessidades básicas da maioria da população. Tudo isso, num dos países mais desiguais do planeta, com uma pobreza (material/cultural) totalmente evitável, que reduz a expectativa de vida de milhões de pessoas.

Na véspera da folia de momo, o IBGE divulgou as estatísticas do comportamento rastejante da atividade econômica, já pelo segundo ano consecutivo e após uma recessão que reduziu em 10% a renda per capita, entre 2014 e 2016. Inacreditável!

O “desenvolvimento” econômico tupiniquim baseado na depredação ambiental (vide Brumadinho) e no escravismo foi, historicamente, perverso e exacerbou as desigualdades regionais. O desempenho medíocre, inacreditavelmente, fortalece o controle da elite sobre os recursos naturais e as instituições políticas (monopolizadas pela plutocracia do dinheiro). Daí o nível, a composição e a distribuição do investimento, da geração de empregos, do comércio exterior, das finanças (públicas e privadas) e do produto nacional. O capital fictício/especulativo comanda a orquestra. Lembra os minutos finais do Titanic, onde o barco já afundava e ninguém percebia.

Sob o manto do carnaval e do verniz da integração e da cordialidade supostamente presentes na cervejinha, no samba e no futebol perdura a exclusão e a violência cotidiana. Outra estatística do IBGE revela um contingente de desempregados de quase 13 milhões de chefes de família e um salário médio recebido por quem ainda está empregado equivalente à metade do salário mínimo necessário para uma família de quatro membros - calculado pelo DIEESE.

A onda de ataque aos direitos sociais (CLT e Previdência Social) limita a expansão da cidadania e escancara a lógica excludente, Deteriora as condições de vida e do trabalho da maioria e fomenta ainda mais a concentração da renda, em nome da “austeridade” e do pagamento, rigorosamente em dia, dos encargos da dívida pública.

Abstraindo-se cada vez mais de seu papel transformador, o Estado brasileiro (cada dia mais conservador) garante apenas as relações de dominação - reproduzindo o modo de exploração e preservação dos padrões de desigualdade de renda, riqueza e privilégio - independente do desempenho econômico da oitava economia em escala planetária.

Daí que nossa elite dirigente não consegue planejar de forma adequada a expansão da capacidade produtiva, a infraestrutura econômica, social e ambiental, ou desenvolver novas vantagens competitivas e nem garantir o financiamento de longo prazo suficiente para sustentar o necessário crescimento acelerado, perfeitamente possível mediante nosso mercado interno e nossas riquezas naturais. Uma tragédia. Reagir é a senha.

                                                            Ranulfo Vidigal – economista.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Indústria de transformação foi o setor que mais gerou empregos com a carteira assinada em janeiro de 2019, na economia de Campos. Parabéns!



Mercado de trabalho da indústria de transformação de janeiro de 2019/2018
Fonte: CAGED

A indústria de transformação do município, o setor que mais gerou empregos com a carteira assinada em janeiro de 2019, apresenta números satisfatórios, segundo o CAGED. Em janeiro de 2019 foram 153 vagas a mais contra 64 a menos em 2018. Parabéns! 

O setor da construção civil de Campos aumentou a contratação com a carteira assinada em janeiro do ano de 2019. Uma boa notícia para a economia local!



Mercado de trabalho da construção civil em Campos de janeiro de 2019/2018

Fonte; CAGED

A construção civil do nosso município inicia o mês de janeiro do  ano de 2019 , segundo o último CAGED, com 66 empregos formais a mais, contra menos 45 vagas no mesmo período do ano de 2018. Uma boa notícia para a economia local. 

O setor de prestação de serviços em janeiro do ano de 2019 gerou 105 vagas de empregos. Que bom!



Mercado de trabalho do setor de serviços em Campos de janeiro de 2019/2018

Fonte: CAGED

O mercado de trabalho do setor de prestação de serviços da economia campista reage em janeiro do ano de 2019, em relação a janeiro do ano de 2018, segundo o último CAGED. Em 2019 foram 105 postos de trabalho a mais e em 2018 foram 43 a menos. Talvez seja o bafejo das movimentações econômicas por conta das atividades do Porto do Açu, neste relevante setor da nossa economia. Vamos observar a sua movimentação ao longo do ano.     

Mercado de trabalho do comércio local entrou no ano de 2019 perdendo 232 vagas com a carteira assinada. Situação delicada do comércio campista!




Mercado de trabalho do comércio em Campos de janeiro de 2019/2018

Fonte: CAGED

De acordo com os números do último CAGED, o segmento comercial de Campos, continua patinando, no que tange a geração de empregos. Em janeiro do ano de 2019 o comércio local eliminou 232 empregos e em 2018, no mesmo período, foram 237 vagas a menos com a carteira assinada. A situação do comércio local continua delicada.


Economia de Campos entrou em janeiro do ano de 2019 gerando 142 postos de trabalho contra a destruição de 375 empregos formais no mesmo período do ano de 2018. O mercado de trabalho local reagiu!



Mercado de trabalho da economia de Campos de janeiro de 2019/2018
Fonte: CAGED

A economia do município de Campos dos Goytacazes entra em janeiro do ano de 2019, gerando 142 empregos formais, enquanto neste mesmo período relativo, ao ano de 2018, a destruição de empregos com a carteira assinada, totalizava o patamar de menos 375 trabalhadores.

Os setores responsáveis pelo saldo líquido do emprego formal em 2019 foram o da indústria de transformação com mais 153, o da construção civil com mais 66, o segmento de serviços com mais 105 e o da agropecuária com mais 63. Agora, aqueles que eliminaram postos de trabalho em janeiro de 2019, estão o comércio com menos 232 e o de serviços de utilidade pública, com menos 7 empregos.

Já em relação ao ano de 2018, os segmentos econômicos que puxaram o saldo líquido para menos 375 empregos formais, estão a atividade  comercial com menos 237, a atividade de prestação de serviços com menos 45 e a indústria de transformação, com menos 64 empregos. A geração de empregos em janeiro de 2018, decorreu, apenas, da agropecuária com mais 3 empregos e da extração mineral com mais 16 postos de trabalho.

Diante dessa conjuntura positiva, no que tange a empregabilidade da economia local, pode-se afirmar que, o mercado de trabalho em janeiro do ano de 2019, apresentou números significativamente, melhores, quando se comparado a janeiro de 2018. Vamos torcer para que o crescimento do emprego no município se consolide ao longo deste ano.   


Por Alcimar das Chagas Ribeiro





Campos gera superávit fiscal em 2018, mas investimento é pífio.




A execução orçamentária de Campos dos Goytacazes fechou com superávit de 3,75% em 2018. As receitas correntes realizadas cresceram 21,91% nominalmente em relação a 2017, enquanto as despesas correntes cresceram 15,02% no mesmo período. A conta de pessoal e encargos cresceu 7,97% e outras despesas correntes cresceram 25,99% no mesmo período. A conta de custeio total (pessoal mais outras despesas correntes) que em 2017 representou 99,63% das receitas correntes, caiu para 94,06%, em função do aumento das receitas correntes, Entretanto o município apresentou dificuldade de investimento. Mesmo melhorando em relação a 2017, a taxa de investimento ficou em 1,31% das receita correntes, o que demonstra a ausência de projetos estruturantes. A visão de longo prazo não está presente em um contexto em que o município tem superavit de R$75,8 milhões e investimento de R$25,3 milhões em 2018.