segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Economia de Campos encerrou o último mês do ano de 2018, perdendo 812 vagas com a carteira assinada, contra menos 534 vagas neste mesmo mês do ano de 2017. O agronegócio do município liderou as perdas no ano de 2018.





Mercado de trabalho do município de Campos em dezembro de 2018/2017  
Fonte: CAGED

Na última pesquisa sobre a empregabilidade promovida pelo CAGED do mês de dezembro do ano de 2018, verificou-se que, o saldo líquido total das contratações formais referentes ao mercado de trabalho no município de Campos dos Goytacazes, ficou negativo em 812 empregos, enquanto em dezembro do ano de 2017, o saldo líquido também negativo, ficou inferior ao de 2018, em 534 empregos com a carteira assinada.

Os principais setores por atividade econômica que puxaram a geração de empregos para baixo, em dezembro de 2018, foram à indústria de transformação com menos 129, a construção civil com menos 91, a atividade de prestação de serviços com menos 190 vagas e a agropecuária com menos 396 postos de trabalho.

Agora, em relação ao mês de dezembro de 2017, os segmentos que destruíram postos de trabalho foram à indústria de transformação com menos 119 empregos, a construção civil com menos 91 empregos, o setor de serviços com menos 288 empregos e a agropecuária com menos 25 empregos.

Diante desta conjunta negativa de geração de empregos com a carteira assinada, tanto no mês de dezembro do ano de 2017 como no mês de dezembro do ano de 2018, pode-se afirmar que o custo social da economia campista se elevou. Apenas, no ano de 2018, o agronegócio municipal, somando os dois segmentos, indústria de transformação (usinas) e a agropecuária eliminaram 525 vagas. Infelizmente.      


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Cresce o desemprego na economia de Campos no mês de novembro de 2018 comparado ao mês de novembro do ano de 2017. Infelizmente!


Saldo Líquido Total do Mercado de Trabalho de Novembro de 2081/2017 


fonte: CAGED

Segundo o CAGED de novembro do ano de 2018 a economia de Campos, no mês de novembro do ano de 2018, perdeu 1.532 vagas com a carteira assinada. Neste mesmo recorte de tempo, ou seja, em novembro de 2017, as perdas totalizaram 171 vagas. Reflexos ainda das demissões da economia canavieira.    

Mercado de trabalho de Campos no mês de novembro do ano de 2018, perdeu 1.532 empregos com a carteira assinada às vésperas do Natal, segundo o CAGED




Saldo líquido do Mercado de Trabalho do Mês de Novembro de 2018/2017

fonte: CAGED

Segundo a publicação da pesquisa sobre o mercado de trabalho da economia de Campos realizada pelo CAGED, do mês de novembro do ano de 2018, comparado ao mesmo período do ano de 2017. O saldo líquido total do mês de novembro de 2018 ficou em menos 1.532 empregos formais, enquanto em novembro de 2017, este número atingiu a destruição de 171 vagas.  Os números negativos de 2018 refletem, ainda, as demissões por parte do encerramento da safra do setor sucroalcooleiro, cujo final neste ano, ocorreu mais tarde.

Os segmentos econômicos que perderam postos de trabalho em 2018, foram o da indústria de transformação com menos 467 vagas, o da construção civil com menos 68 vagas e a agropecuária com menos 1.110 vagas. Agora, em novembro do ano de 2017, a indústria de transformação fechou 11 vagas, a construção civil eliminou 110 vagas e o segmento de prestação de serviços ficou sem 159 empregos formais.

Por fim, importa registrar que, apenas, no mês de novembro do ano de 2018, se somarmos os empregos perdidos da indústria de transformação que está ligada a parte fabril das usinas, aos empregos da agropecuária, o agronegócio de Campos, perdeu 1.577 empregos formais. Infelizmente.   


NO MÊS DE NOVEMBRO DE 2018 A ECONOMIA DE CAMPOS PERDE 1.532 EMPREGOS FOR...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Por Alcimar das Chagas Ribeiro




Campos dos Goytacazes perdeu a capacidade de investimento

A análise da gestão orçamentária nos últimos dois anos em Campos dos Goytacazes, não deixa dúvidas de que o município perdeu a capacidade de investimento. A primeira argumentação é porque a queda do preço de petróleo em 2014 e a gestão temerosa do governo anterior deixou sequelas profundas. Me parece que não é bem assim. Realmente a receita de royalties despencou 51,33% em 2015, com base em 2014. Podemos observar no gráfico uma redução do investimento nesse ano e recuperação e 2016, ano de forte crise e queda de mais 53,36% nas receitas de royalties em relação a 2015. Nos anos de 2017 e 2018 (até outubro) as receitas de royalties evoluíram em relação a 2016, mesmo não alcançando o patamar de 2014.
A questão é que o governo atual não conseguiu reduzir as despesas de custeio, mantendo-as no mesmo nível do governo anterior. Nesse caso, o sacrifício foi para o investimento que é a rubrica mais importante, já que garante infra estrutura social e econômica. Também não foi identificado nenhuma politica de médio e longo prazo em beneficio da economia local. O discurso sobre a agricultura não obterá sucesso, pois faltam disgnósticos mais qualificados, assim como, as discussões sobre apoio financeiro a pequenos negócios também são frágeis, já que estão concentradas em um contexto restrito. A visão do desenvolvimento endógeno exige o reconhecimento de certos fundamentos em um contexto amplo e uma visão sistêmica.
O médio prazo é complexo, já que as receitas de royalties não atingirão o patamar anterior a crise e, a ausência de programas efetivos de mudanças, inicializará o governo atual.

A REDUÇÃO DAS RENDAS DA EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO IMPACTA NEGATIVAMENTE O P...