terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Queda do PIB de Campos de 2016 em quase cinquenta porcento, confirma, apenas, a dependência da economia municipal das rendas petrolíferas





Queda de quase 50 % no PIB de 2016 do município de Campos dos Goytacazes (RJ)




Com base na análise do professor Alcimar das Chagas Ribeiro, no seu site Coneflu, relativa aos números do produto interno bruto (PIB) dos municípios produtores e não produtores de petróleo da região, publicado recentemente pelo IBGE.

Pode-se, dizer especificamente, no que tange ao município de Campos, que a queda do PIB municipal de 2016, representou quase cinquenta por cento, quando comparado ao ano de 2014. Ano em que o preço do barril do petróleo, a partir do mês de setembro de 2014, inicia a sua trajetória de queda abaixo do preço de US$ 100 dólares.

Tal movimento confirma, apenas, o que já se havia discutido exaustivamente, nas universidades privadas e públicas, da região, que a partir da conjuntura de redução do preço do barril do petróleo, o PIB de Campos, certamente, sofreria impacto negativo no seu resultado, em razão da descontaminação por parte das rendas do petróleo agregado pelo IBGE, no que se refere ao segmento da indústria. Este fato deixa claro, que a economia de Campos constitui-se, simplesmente, numa economia rentista, ao contrário da economia macaense, que é verdadeiramente a economia do petróleo da região.

As rendas expressivas recebidas pelo município de Campos, no período circunscrito de 1999 a 2014, deixaram certamente de ser convertidas, numa base econômica que pudesse fortalecer a economia real municipal, dentro da perspectiva do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDECAM), para exatamente, a partir do momento, em que o petróleo perdesse fôlego ou escasseasse, a economia do município teria sustentabilidade, através da diversificação da atividade econômica local.

Infelizmente, os gestores públicos que passaram pela prefeitura no período salientado acima, interpretaram de forma diferente, a realidade econômica. Por conta disto e de outras questões inerentes ao processo de desenvolvimento econômico, o município de Campos, vem sofrendo com o seu esvaziamento econômico, responsável pelo alto desemprego de mão de obra e queda da renda agregada. Uma história que jamais será esquecida pela população campista de boa memória.  




Por Alcimar das Chagas Ribeiro



PIB se desmancha na região Norte Fluminense
O IBGE divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) municipal de 2016. Analisando os municípios da região Norte Fluminense, podemos confirmar que, como indicador de riqueza, o mesmo não é apropriado para entender a dinâmica econômica, especialmente, dos municípios produtores de petróleo. Na tabela acima, separamos os nove municípios da região em dois grupos: os produtores e os não produtores de petróleo. O primeiro ponto é a dimensão do valor, no primeiro grupo eles são contaminados pela atividade petrolífera que  não tem nenhuma relação com o sistema produtivo local, com exceção de Macaé, que é sede da estrutura empresarial voltada para o setor. No segundo grupo os valores são mais realísticos, por retratar a real movimentação das atividades tradicionais do sistema interno, por isso são extremamente menores.
Uma outra questão é a queda acentuada do PIB nos municípios produtores, em função da crise de 2014 no setor. A retração da atividade com os problemas de corrupção da Petrobras e da queda acentuada no preço do barril de petróleo, gerou um recuo do PIB em Campos de 41,01% em 2015 em relação a 2014 e uma queda de 49,49% em 2016 com relação a 2015. Nesses dois anos o país experimentou uma forte recessão. Os outros municípios (Carapebus, Quissama e São João da Barra) também tiveram fortes quedas.  Observem que as menores taxas de retração ficaram em Macaé. Poderíamos dizer que Macaé sofreu menos? Não, apesar da menor taxa de declínio, o município foi o que mais sofreu, exatamente, por sediar toda a estrutura que se desmanchou com a crise.
Já nos municípios não produtores, observamos uma evolução positiva em Cardoso Moreira em 2016 comparado com 2014, os resultados também são satisfatórios em Conceição de Macabu que cresceu 11,46% em 2015 e 9,68% em 2016.  São Francisco de Itabapoana, basicamente manteve a mesma estrutura, enquanto São Fidélis cresceu nos dois anos depois da crise de 2014.
Como última observação, São João da Barra foi atropelado pelo crise do petróleo em 2014, mas iniciou nesse mesmo ano a fase de operação do porto do Açu. Segundo os números, essa fase tão esperada não conseguiu reverter a situação do município que declinou o seu PIB em 17,13% em 2015 e potencializou a queda para 46,92% em 2016 com relação a 2015.  Difícil!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Da previsão orçamentária de R$ 130,929 milhões para o ano de 2018, o Governo Diniz, investiu de janeiro a outubro de 2018, apenas, R$ 16,365 milhões ou 12,5% do valor previsto. Para que este orçamento tão alto?





Folha de Pessoal X Investimentos da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes

fonte: PMCG

Os gastos da Prefeitura Municipal de Campos, com a sua folha de pagamento de janeiro a outubro do ano de 2018, atingiu o valor de R$ 808,851 milhões, sem o valor relativo da parcela do décimo terceiro de 2018, cujo pagamento, ocorreu no dia trinta de novembro. Todavia, importa salientar, neste quantitativo financeiro encontra-se a parcela do décimo terceiro, referente à última parcela do ano de 2017, pago em fevereiro de 2018. Já a folha de pessoal do ano de 2017, chegou ao valor de 727,807 milhões, em dez meses, também, sem o valor do décimo terceiro, que o Governo Diniz, começou a pagá-lo em dezembro de 2017. O crescimento da folha de 2018 em relação ao ano de 2017 foi de 11,14%.

Agora, no que tange a despesa de capital, especificamente os investimentos, de janeiro a outubro do ano de 2018, atingiu o valor de R$ 16,365 milhões, enquanto neste mesmo período de 2017, os aportes financeiros na rubrica investimento se restringiram, apenas, ao quantitativo de R$ 1,528 milhões.

Pode-se afirmar dentro deste contexto que, os investimentos por parte do poder público municipal, ainda continuam muito baixo, a despeito da previsão da curva de investimentos do orçamento do ano de 2018 está em R$ 130,929 milhões, o gestor municipal atual conseguiu investir, somente, 12,50%. Para que este orçamento tão alto?     

COPOM MANTÉM A SELIC EM 6,5% AO ANO. ECONOMIA BRASILEIRA CONTINUA PATINA...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

No ano de 2018 de janeiro a outubro a arrecadação da prefeitura de Campos melhora em relação a janeiro a outubro do ano de 2017. Que bom.



Arrecadação da Prefeitura Municipal de Campos de Janeiro a Outubro de 2018/2017



fonte: PMCG

O gráfico e a tabela trazem a arrecadação realizada pela Prefeitura Municipal de Campos, de janeiro a outubro de 2018, comparado ao mesmo período do ano de 2017.

Como se verifica, o IPTU cresceu em 2018 8,64%. O ISS aumentou a sua arrecadação em 4,74%. O ITBI elevou o quantitativo arrecadado em 17,85%. O IPVA apresentou queda de 2,86%. O ICMS cresceu no período analisado 10,49%. E o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) teve a sua arrecadação majorada em 5,49%.

Por fim, importa salientar, a arrecadação dos dez meses de outubro do ano de 2018, ficou acima dos valores arrecadados neste mesmo recorte de tempo do ano de 2017. Apenas, o IPVA, apresentou queda de arrecadação. Que bom.