quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Economia de Campos perde em outubro de 2018, 787 vagas de trabalho e em outubro de 2017 os números ficaram negativos em 2.065 vagas. O cenário da empregabilidade no município melhorou!





                   Saldo Líquido do Emprego do Município de Campos- outubro de 2018/2017


Fonte: CAGED

O mercado de trabalho do município de Campos, no mês de outubro do ano de 2018 comparado ao mesmo período do ano de 2017, apresentou melhoras em relação aos seus números, segundo o CAGED, a despeito deles estarem negativos, por conta do encerramento da safra do setor sucroalcooleiro, cujo término ocorreu na segunda quinzena do mês de novembro. Com isso, o mês de outubro do ano de 2018, totalizou o saldo líquido de menos 787 postos de trabalho, enquanto em setembro de 2017, os números do mercado de trabalho da economia campista, já amargavam o quantitativo de menos 2.065 empregos formais.

Assim, de acordo com o gráfico e a tabela, os segmentos econômicos que contribuíram significativamente para a redução da geração de empregos no mês de outubro de 2018, foram a indústria de transformação com menos 151 empregos e a agropecuária com menos 806 vagas. Agora, por outro lado, os setores que terminaram o mês de outubro de 2018 com o saldo líquido positivo, estão a construção civil com 22 empregos a mais, o comércio com 59 e o setor de serviços, com mais 87 vagas.

No que tange a destruição de postos de trabalho   relativos ao ano de 2017, destacam-se a indústria de transformação com menos 235 vagas, o setor de serviços de utilidade pública (Enel e afins) exibindo menos 314 empregos, a construção civil com menos 81 vagas e o segmento de prestação de serviços, com menos 151 empregos. 

Por fim, importa salientar, dentro do cenário da empregabilidade analisada pelos números da pesquisa do último CAGED, pode-se afirmar que, a economia local, perdeu menos empregos no mês de outubro do ano de 2018 quando comparado ao mês de outubro de 2017. O que para o nosso município constitui uma boa notícia. Vamos aguardar a partir de agora, já que o ano de 2018 caminha para o final e até o dia vinte de dezembro, a folha do décimo terceiro salário das empresas,  como a do estado do Rio de Janeiro e a da prefeitura de Campos terão o poder de aquecer as vendas natalinas, com os seus reflexos positivos sobre a curva do emprego municipal do mês de novembro e de dezembro de 2018, para alegria de todos.



ECONOMIA DE CAMPOS NO MÊS DE OUTUBRO DE 2018 PERDE 787 EMPREGOS - CAGED

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Governo Bolsonaro, o "museu de grandes novidades"!



Três ministérios para o DEM?







O futuro governo Jair Bolsonaro, tudo indica, obviamente, se nada mudar até a posse. Terá na condição de ministros três parlamentares do Democratas (DEM), como por exemplo, a pasta da Agricultura ficará entregue a deputada federal pelo estado do Mato Grosso, Tereza Cristina (DEM- MS), representante da bancada ruralista. Na pasta da Saúde, também, oriundo do Mato Grosso, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), indicação da bancada parlamentar da Saúde e na condição de Chefe da Casa Civil o todo poderoso, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), do Rio Grande do Sul.

Para quem se elegeu empunhando a bandeira da ética e da moralidade pública, soa muito estranho a escolha destes deputados do DEM, partido que nos últimos anos esteve submerso em um dos maiores escândalos de corrupção já visto na República brasileira, o “Mensalão do DEM”.

Pior, ainda, sobre as condutas de tais deputados pairam acusações que precisam ser elucidadas, antes da posse do dia primeiro de janeiro de 2019.
Afinal de contas, o presidente legitimamente eleito Jair Messias Bolsonaro, se autointitulou na campanha como o representante da nova política. E por enquanto, o que se assiste neste pequeno período de tempo antes da posse, é o retorno das velhas oligarquias ao poder.

Caso se mantenha, o atual viés oligárquico de futuras nomeações o governo Bolsonaro, poderá representar para o país nos próximos quatro anos um “museu de grandes novidades”, como dizia o poeta Cazuza. Assim não dá.    

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O Banco Central Bolsonariano será independente?



O que é autonomia do Banco Central?




Entrou na agenda econômica do futuro Governo Bolsonaro, a discussão sobre a independência do Banco Central, capitaneada pelo economista de estirpe liberal, o Doutor Paulo Guedes. Que nada mais é do que através de diploma legal, conceder a maior autoridade monetária do país, autonomia na implementação da gestão da política monetária, sem ingerência política, do Presidente da República.

O Banco Central, responsável pelo controle da inflação e estabelecimento das metas inflacionárias, agirá de forma independente na sua política de aumento e diminuição da taxa de juros SELIC, sem se preocupar com as conseqüências, seja de âmbito negativo ou positivo, no cenário político.

Assim, aquelas velhas práticas dos antigos governos que passaram pelo Planalto de obrigar o Banco Central, a emitir moeda com o propósito de financiar o déficit  das contas públicas, por conseguinte, alimentar e aumentar a espiral inflacionária, fica totalmente proibido.

Outro ponto que deve ser observado, o mandato do Presidente do Banco Central, via de regra, não coincidirá com o mandato do Presidente da República. È assim que ocorre o funcionamento nas maiores economias do mundo. Vamos aguardar para verificar o funcionamento do Banco Central, agora, na era Bolsonaro.



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

De 2016 a outubro de 2018, o município de Maricá e o de Niterói, são as novas vedetes das rendas bilionárias do segmento do petróleo


Royalties e P. E. em  Valores Reais Corrigidos pelo INPC de 2016 a Outubro de 2018 - Municípios Produtores de Petróleo 

Fonte: inforoyalties-UCAM


A tabela traz os respectivos recebimentos de royalties e as participações especiais, relativos aos municípios produtores de petróleo, tanto da Bacia de Campos, como também, os novos recebedores destas rendas,  o município de Maricá e o de Niterói. No recorte de tempo entre o ano de 2016, quando no mercado mundial de petróleo o preço médio anual do barril estava cotado a US$ 46,00,  no ano de 2017 o preço médio estava em US$ 55,71 e em 2018, o preço médio desta relevante commodities  de janeiro a outubro, chegava a  cotação de US$ 74,13.

Assim como se vê, nos registros dos números da tabela, o município de Campos em três anos recebeu em valores reais o quantitativo de R$ 825, 316 milhões, Macaé R$ 415, 579 milhões, Rio das Ostras R$ 342, 510 milhões, São João da Barra R$ 206, 332 milhões, Maricá R$ 2, 008 bilhões e Niterói R$ 1, 720 bilhão.

Diante destes dados, pode-se afirmar que, os municípios acima, a despeito da crise do petróleo que eclodiu no ano de 2014, impactando negativamente os preços, continuam sendo beneficiados pela  indústria extrativista mineral, sobretudo, o município de Maricá e o de Niterói.  


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Supremo Tribunal Federal na contra mão do Brasil!






Péssimo exemplo dado pelo Supremo Tribunal Federal






O aumento dos vencimentos dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), concedido pelo Senado Federal de 16%, representa uma falta de respeito profunda, a sociedade como um todo, sobretudo neste momento, em que o Brasil, vive submerso numa crise econômica e financeira.

São mais de doze milhões de brasileiros desempregados, sem contar aqueles trabalhadores que já perderam o ânimo de procurar emprego, os denominados pelo IBGE de desalentados.

O pior aspecto deste acinte contra a população, refere-se à elevação em cascata dos salários dos demais servidores públicos federais, inclusive os dos juízes estaduais. Numa conjuntura em que os estados amargam expressivo desequilíbrio das suas contas, que tudo indica, poderá se agravar caso, o Presidente da República, resolva sancionar esta medida estapafúrdia, cujos efeitos serão nefastos sobre o ajuste fiscal das contas da União e também dos estados.

Alegar que o orçamento do judiciário tem autonomia, no sentido de justificar esta aberração do ponto de vista financeiro e fiscal, simplesmente revela o cinismo por parte de algumas autoridades, compromissada apenas com os seus interesses pessoais.

Por outro lado, parece que os ilustres ministros da Corte Suprema esquecem, que a única fonte de recursos responsável pela remuneração dos régios salários do judiciário, advém simplesmente, dos impostos dos contribuintes, cuja carga tributária, atualmente, já atinge o patamar de 34% do PIB.

Com base no fato descrito acima, pode-se afirmar, a conta da perversidade das autoridades de Brasília, deverá recair mais uma vez sobre o andar de baixo da sociedade. Infelizmente.