quinta-feira, 12 de julho de 2018

CAMPOS, RIO DAS OSTRAS E O ERJ CONTINUAM DESEMPREGANDO.




SALDO LÍQUIDO DO EMPREGO DE JANEIRO A MAIO DE 2018/2017 DO BRASIL, DO ESTADO DO RIO E MUNICÍPIOS DA REGIÃO

Fonte: CAGED

De acordo com os dados do último CAGED, divulgado no dia vinte de junho, sobre a empregabilidade no âmbito da economia nacional, da estadual e da municipal.

Observa-se, a substancial melhora no cenário do emprego formal a nível nacional. No período de janeiro a maio de 2017 foram gerados 25.233 empregos. Já nos primeiros cinco meses de 2018 o saldo líquido apurado atinge o quantitativo de 344.718 trabalhadores formais. Embora ainda exista muito trabalhador sem emprego no país.

No que diz respeito a economia fluminense, de janeiro a maio de 2017 o estado perdeu 60.675 trabalhadores, todavia, em 2018 como comprova a tabela e o gráfico, o desemprego reduz e encerra de janeiro a maio em menos 8.152.  

Em relação ao município de Campos, infelizmente, a economia local continua no seu processo de desemprego. No período de janeiro a maio de 2018 eliminou 310 empregos com a carteira assinada. No ano passado, neste mesmo recorte de tempo analisado, o saldo líquido era positivo em 1.349 empregos.

A economia de Macaé já consegue apresentar números positivos em 2018. De janeiro a maio de 2018 abriu 1.045 vagas no mercado de trabalho, ao contrário, do ano passado quando destruiu 3.453 empregos.

O município de Rio das Ostras perdeu de janeiro a maio de 2018, 85 empregos e o município de São João da Barra, abriu 451 vagas.

Dentro do contexto acima, pode-se afirmar que Campos e Rio das Ostras, seguem a sua trajetória de eliminação de vagas de emprego, assim, como o Estado do Rio de Janeiro. Importa ressaltar, esses entes federativos,  permanecem na contramão da economia brasileira, cujo ritmo de empregabilidade, se manteve nestes primeiros cinco meses do ano.    

quarta-feira, 11 de julho de 2018

SEM CONFIANÇA A ECONOMIA DESAQUECE!



                    Sistema Econômico sem confiança





Embora algumas das variáveis da economia brasileira, como por exemplo, a taxa de juros Selic no patamar de 6,5% ao ano, a inflação em 4,39% em doze meses de acordo com o IPCA, contribuam totalmente no sentido do crescimento econômico. O PIB deste ano continuará patinando, na triste trajetória de encerrar o ano de 2018, abaixo de 1,5%.

O motivo deste cenário pessimista e de incertezas, decorre simplesmente de uma relevante variável considerada intangível, o tão famoso ativo chamado de confiança. Quando o sistema econômico sofre desta carência, simplesmente, os negócios deixam de acontecer. Com isso menos empregos e rendas são gerados.

Não adianta o Banco Central entrar no circuito, reduzir a Selic, a inflação está sob controle, se o governo constituído seja na esfera federal, na estadual e na municipal oferecem desconfiança, certamente o setor produtivo deixará de investir os seus recursos, esperando, por sua vez, um cenário melhor. Tal fenômeno ocorre nos dias de hoje no nosso querido Brasil. Infelizmente.  

terça-feira, 10 de julho de 2018

PRECATÓRIOS X CURVA DE INVESTIMENTOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS




RETRATO DA CURVA DE INVESTIMENTOS DE JANEIRO A ABRIL DE 2018/2017 DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS EM VALORES CORRENTES  


Fonte: PMCG

Em face do bloqueio de R$ 22 milhões realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nas contas da Prefeitura Municipal de Campos, para pagamentos dos precatórios devidos e não pagos pelas gestões anteriores à atual.

Importa deixar claro, esta conduta do não pagamento de obrigações devidas e postergadas, possui o poder de prejudicar a população campista, no que tange, especialmente aos essenciais serviços públicos prestados pela prefeitura aos munícipes, atualmente, já tão comprometidos, como no caso da educação, da saúde e outros.

Numa conjuntura, segundo os dados do gráfico e da tabela acima, relativos ao primeiro quadrimestre do ano de 2018 comparado ao mesmo período de 2017, conforme o Balanço de Execução Orçamentária, publicado pela prefeitura, quando oportunamente demonstram a despeito de pequena, ainda, a recuperação da capacidade de investimentos da prefeitura, em relação ao mesmo período do ano passado.

Como por exemplo, se verifica no exercício fiscal de 2017 o investimento previsto era de R$ 92,855 milhões, foram empenhados no primeiro quadrimestre R$ 614,838 mil, liquidados R$ 345,892 mil e efetivamente pagos R$ 345, 892 mil.

Assim como no mesmo período de execução financeira, porém, agora relativos ao ano de 2018, como prova maior da recuperação da capacidade de investimentos do município. Os investimentos previstos aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018, pelo plenário da Câmara dos Vereadores, será de R$ 130.700 milhões, o empenhado no período de janeiro a abril de 2018, foi de R$ 12,701 milhões e o realizado neste recorte de tempo, atingiu ao valor de R$ 3,352 milhões. Neste quadrimestre o aporte de capital financeiro nos investimentos cresceram 869,10% se comparado ao mesmo período de 2017.

Infelizmente aparece agora o Tribunal de Justiça, apresentando a dolorosa fatura de R$ 22 milhões que certamente, obrigará a gestão municipal, a repensar todo o seu plano de investimentos para este ano. O que configura significativo retrocesso.

Diante deste fato pecuniário lesivo e prejudicial aos interesses da população campista, sobretudo, o da população miserável que paga e continuará a pagar a conta da retumbante irresponsabilidade da gestão temerária dos sacrossantos recursos públicos. Vergonhoso!

Obs.: Para melhores esclarecimentos dos estágios da despesa pública:

1-    Empenho: obrigação assumida pela administração pública;

2-    Liquidação: quando o processo da despesa sofre conferência por parte do setor competente, no sentido de se verificar toda a sua documentação, antecedendo ao pagamento;

3-    Despesa paga: quando se realiza efetivamente o pagamento ou execução financeira.  



segunda-feira, 9 de julho de 2018

CÂMBIO X INFLAÇÃO


Efeitos da taxa de câmbio desvalorizada sobre a 

inflação no Brasil





Desvalorização da taxa de câmbio provoca a elevação das exportações dos bens e serviços, em virtude dos produtos produzidos na economia interna, ficarem mais baratos nos mercados externos.  Tal movimento tem como condão, aumentar as vendas externas e no curto e médio prazo, gerar a redução na oferta de bens e serviços na economia doméstica, visto que mais produtos sendo exportados, terá como consequência, a majoração dos preços por parte do setor produtivo ou a inflação.

Na iminência da retomada do processo inflacionário, o Banco Central, via de regra, deverá aumentar a taxa de juros Selic, no intuito de arrefecer a demanda agregada dos agentes econômicos, decorrente do encarecimento do crédito no mercado financeiro, inviabilizando, assim, as suas respectivas aquisições de bens e serviços e os investimentos em máquinas e equipamentos.

No Brasil de hoje, por conta da excessiva taxa de desemprego acima dos 13% ou mais de treze milhões de pessoas desempregadas segundo o IBGE, a inflação, encontra-se dentro da meta prevista pelo BACEN de 4,5% ao ano. 
A causa desta baixa inflação, está na queda da renda dos trabalhadores ou falta de renda, culminando, por sua vez, no baixo consumo das famílias.

O recrudescimento da inflação do mês de junho de 2018 cujo índice fechou em 1,26%, medido pelo IPCA, decorre da greve dos caminhoneiros, ocorrida na segunda quinzena de maio. Considerada o ponto fora da curva ou evento excepcional.

Diante deste contexto, pode-se afirmar, a inflação no Brasil, está sob controle, não há motivos para se preocupar. A instabilidade do sistema econômico atualmente, advém da falta de credibilidade do governo federal e as sucessivas altas dos juros da economia americana, cujos reflexos impactam negativamente o dólar e deixa claro a possibilidade do Banco Central brasileiro de elevar os juros básicos, no segundo semestre que se avizinha.   

sexta-feira, 6 de julho de 2018

INVESTIMENTO DE JANEIRO A ABRIL DE 2018 DA PREFEITURA DE CAMPOS CRESCE 869,10% EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO DE 2017


1º QUADRIMESTRE  DE 2018/2017

FOLHA X INVESTIMENTOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS EM VALORES CORRENTES    


Fonte: PMCG


De acordo com o Balanço Orçamentário da Prefeitura Municipal de Campos, do primeiro quadrimestre do ano de 2018, comparado ao mesmo período de 2017.

Observa-se no gráfico e na tabela, crescimento da folha e dos seus encargos sociais de 8,72% no período de janeiro a abril de 2018/2017. Este aumento decorre do pagamento de parte do décimo terceiro do servidor público, no mês de fevereiro de 2018.

Agora, em relação aos investimentos, ocorre aumento expressivo de 869,10% no quadrimestre de 2018, tendo como período base o ano de 2017.

Assim, importa salientar, o investimento no quadrimestre de 2017, apresentou queda significativa, devido as medidas de ajuste fiscal implementada pelo atual governo municipal, quando assumiu a prefeitura no dia primeiro de janeiro de 2017.

Diante deste contexto, vamos aguardar os próximos números, para verificar se a curva de investimentos, continuará a sua trajetória ascendente.








quinta-feira, 5 de julho de 2018

RECEITA TOTAL DA PREFEITURA DE CAMPOS CRESCE 22,79% NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018 EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DE 2017.



1º QUADRIMESTRE

RECEITA TOTAL X DESPESA TOTAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES DE 2018/2017 EM VALORES CORRENTES

Fonte: PMCG

De acordo com o Balanço Orçamentário da Prefeitura Municipal de Campos, relativo ao primeiro quadrimestre do ano de 2018, comparado ao mesmo período de 2017. Constata-se, a elevação da receita total da prefeitura de janeiro a abril de 2018 de 22,79%, em relação ao ano de 2017 em valores correntes, como , também, da  despesa total em 10,83%.

O aumento da despesa decorre do pagamento da maior parte do décimo terceiro do ano de 2017,  no mês de fevereiro de 2018.  De qualquer forma pode-se dizer, que neste quadrimestre analisado, a melhora da receita da prefeitura,encontra-se, nos royalties e nas participações especiais, em função do aumento dos preços do barril do petróleo.  









terça-feira, 3 de julho de 2018

ESTUDO REALIZADO PELO ECONOMISTA ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO



Grandes Empresas, grandes projetos e baixa efetividade econômica local

As minhas investigações recentes sobre os reflexos econômicos dos grandes projetos de base em recursos naturais no Rio de Janeiro, especialmente petróleo e gás e infraestrutura portuária, confirmam hipóteses já levantadas sobre a sua incapacidade de resolver os problemas de subdesenvolvimento nos espaços envolvidas. Refiro-me a São João da Barra, sede do porto do Açu e produtor de petróleo; Campos dos Goytacazes, área de influência do porto do Açu e produtor de petróleo; Itaguaí sede do porto com o mesmo nome; Itaboraí, sede do Comperj e Macaé, sede do porto de acesso a Bacia de Campos e das empresas do setor de petróleo e gás.
A dura afirmação leva em consideração o substancial afluxo de recursos financeiros canalizados para esses espaços na última década. O porto do Açu, com investimento previsto de aproximadamente R$3,0 bilhões em 2007, chegou a investir R$15,0 bilhões até o ano passado. Veja o impacto para São João da Barra, município sede, cujas receitas correntes realizadas atingiram o equivalente a R$202,4 milhões em 2008. No caso de Itaguaí, onde as receitas correntes em 2008 atingiram R$246,9 milhões, o valor estimado para investimento da restruturação do porto de Itaguaí no mesmo ano era de R$16,0 bilhões. Finalmente, Itaboraí, sede do Comperj, com receitas correntes de R$208,3 milhões em 2008, teve como estimativa de investimento previsto o equivalente a R$18,0 bilhões no mesmo ano. No caso de Macaé, os investimentos no setor de petróleo já duram quarenta anos.
Em função desse contexto, a pesquisa buscou verificar a capacidade dos sistemas econômicos desses municípios se inserirem, positivamente, nesse ambiente de investimento. Devemos considerar que tal ocorrência se dá quando existe capacidade de absorção local, materializada nas habilidades das empresas de reconhecer o valor das novas informações, assimilá-las e aplicá-las para fins comerciais. Essas competências internas potencializam a capacidade de inovação e inserção local ao novo ambiente criado. Contrariamente, a ausência de capacidade de absorção exclui esses mesmos espaços dos benefícios da riqueza gerada pelos grandes projetos. Assim surgem os Enclaves econômicos.
A presente investigação lançou mão da técnica estatística de regressão múltipla para verificar o comportamento da produtividade do trabalho (variável dependente) frente as variáveis impactadas pelos investimentos, tais como: receitas tributárias, transferências correntes, investimento público, depósitos a vista, operações de crédito e remuneração média do salário (variáveis independentes).
Seguindo considerações de que os indícios de absorção estariam relacionados a forte correção entre variáveis independestes com características fixadoras, no caso investimento púbico e operações de crédito, com a produtividade, a modelagem mostrou que somente em Itaboraí foi possível tal verificação. Devemos considerar, entretanto, que a taxa média de crescimento da produtividade no município não apresentou compatibilidade com o forte volume de investimento.
Por outro lado, apesar de Campos e Macaé ter apresentado razoáveis taxas médias de produtividade do trabalho, não foi verificado indícios de absorção da riqueza, o que leva a indicação de fuga de parte relevante da mesma. Em 2006 a produtividade do trabalho em Campos representava 3,85 vezes a de 1996. Já em 2016 a produtividade representava somente 1,51 vezes a de 2006, o que parece ser uma contradição já que investimentos pesados ocorrem na última década. O mesmo aconteceu em Macaé, onde a produtividade em 2006 era 4,67 vezes a produtividade de 1996 e a de 2016 era 1,25 vezes a de 2006. O caso de São João da Barra foi emblemático, já a correlação entre a variável preditora receitas tributárias variou inversamente a produtividade. Média anual de -0,95% no período 1996/2016.
Dessa forma, pode-se avaliar que, seja na condição de atração de multinacionais para o contexto do desenvolvimento assistido ou do ingresso de investimentos exógenos motivados por grandes estoques de recursos naturais, é essencial tanto a geração, quanto o desenvolvimento de capacidades dinâmicas que favoreçam a concepção e a execução dos processos de gestão de aprendizagem, definindo os processos de absorção do conhecimento, o que não foi verificado no espaço analisado.
Nesse caso, é essencial um novo sistema de organização produtiva a partir da visão de redes, com predominância para a eficiência coletiva. No caso específico, as externalidades positivas, envolvendo tanto aspectos tangíveis como intangíveis, podem ser internalizadas a partir da cooperação entre os agentes e atores de interesse local. A interação entre universidade, governo e firmas deve ser idealizada e planejada para o fortalecimento do ambiente econômico fragilizado.