terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Royalties, Participações Especiais e ICMS



 Royalties, Participações Especiais e ICMS- Valores Correntes - (Em Milhões)


Fonte: Orçamento da PMCG
                                                                                   OBS: Os valores de 2015 até novembro.















O gráfico acima demonstra a ascensão e queda das três fontes de receitas que estão intimamente relacionadas, sobretudo, as respectivas quedas a partir do ano de 2014, quando as três curvas iniciam uma inflexão negativa impactadas pela redução do preço do barril de petróleo no mercado internacional de commodities.  

A fonte de receita denominada de ICMS, imposto de arrecadação privativa do Estado, cuja incidência ocorre sobre o valor agregado da atividade econômica, obedece a simetria das demais curvas explicitadas no gráfico, em razão da obrigatoriedade da Petrobrás, por força de lei entregar a Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, o documento denominado de  DECLAN-IPM – Declaração Anual para o IPM. A DECLAN - IPM é o documento que se destina à apuração do valor adicionado nas operações de circulação e prestações de serviços sujeitos à incidência do ICMS, realizadas no Estado.

Por conta do município de Campos não possuir um setor produtivo expressivo, que traduza em um Índice de Participação municipal significativo no total da arrecadação fiscal do ICMS do Estado, através das entregas das DECLANS pelo empresariado local. A DECLAN que a Petrobrás entrega ao Estado, ainda constitui uma relevante alavanca para a arrecadação do ICMS transferido ao município, em mais de 50%.


Por derradeiro observa-se através do gráfico e da tabela, que a arrecadação dos royalties do ano de 2015, sofreu uma queda de 41,34% em relação ao ano de 2014. As participações especiais arrecadada em 2015  também seguem uma trajetória de redução de 68,81% em relação ao ano fiscal de 2014. Ocorrendo o mesmo em relação a receita do ICMS, cuja queda de arrecadação foi de 19,01%. 


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

INFLAÇÃO MÊS A MÊS DE 2015 PELO IPCA



INFLAÇÃO MÊS A MÊS DE 2015  PELO IPCA



















O gráfico acima retrata a inflação de 2015 pelo IPCA mês a mês. A anualizada terminou o ano em 10,67%, sendo os seus vilões a alta dos preços dos combustíveis, a tarifa de energia elétrica e os preços dos alimentos que vem atordoando a vida dos consumidores brasileiros. Tudo indica que esta semana o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM),  eleva mais uma vez a taxa de juros básica da economia, a SELIC, desacelerando ainda mais, a demanda  agregada dos bens e serviços.

INFLAÇÃO de 2002 a 2015



INFLAÇÃO ANUAL DE 2002 a 2015  



Fonte: IBGE





















O gráfico acima retrata a inflação medida pelo IPCA referente a cada ano desde o período de 2002 a 2015.  A inflação de 2015, extrapola mais uma vez a meta fixada pelo Banco Central de 4,5% ao ano. Os vilões das altas dos preços em 2015 foram os alimentos, as tarifas de energia elétrica e os combustíveis. 

PROGRAMA CHEQUE CIDADÃO



PROGRAMA CHEQUE CIDADÃO EM VALORES CORRENTES DE 2010 A 2015 (EM MILHÕES)  



Fonte: Orçamento da PMCG
                                                                                   OBS: Os valores do ano de 2015 até novembro



Evolução dos gastos financeiros efetuados em cada ano fiscal acima registrado, do programa de transferência de renda municipal denominado de Cheque Cidadão.

No ano de 2014, ano eleitoral, o incremento financeiro dos repasses às famílias cadastradas, sofrem uma variação percentual positiva de 67,21% em relação ao ano de 2013.  Em termos absolutos  o valor  atinge ao patamar de R$ 20.991.700,00.

 Quando se observa o ano subsequente de 2015, percebe-se que  os repasses ao aludido programa,  sofre uma variação percentual negativa de -58,36%.  Ou seja, em termos absolutos ocorre uma redução dos repasses de R$ 30.480.700,00.

Dentro deste contexto, salienta-se, todavia, à guisa de maiores esclarecimentos a sociedade campista, que de 2010 a novembro de 2015, as transferências totalizaram o valor de R$ 194.015.450,55.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ESTUDO REALIZADO PELO PROFESSOR ALCIMAR DAS CHAGAS RIBEIRO



Reflexos da queda da previsão de investimento da Petrobrás na região Norte Fluminense


Os municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense, assim como os outros da Bacia de Campos, terão mais dificuldades em relação as receitas de royalties e participações especiais nos próximos anos. A previsão de investimento da Petrobrás para o quinquênio 2014-2018 era de US$220,6 bilhões. Com o agravamento da crise generalizada, associada a corrupção, valorização cambial e queda internacional do preço do petróleo, a petroleira atualizou a previsão de investimento no quinquênio 2015-2019 para US$130,3 bilhões. Esta semana, em função da falta de perspectivas, o valor do investimento previsto caiu ainda mais para US$98,4 bilhões, uma queda de 24,5%  do valor estimado inicialmente para esse quinquênio e um queda de 55,4% em relação ao quinquênio anterior. Esse quadro mostra que a Petrobrás perdeu a metade do seu valor de mercado nesta década.
Devemos esperar impactos profundos, já que a petroleira responde por 8,8% dos investimentos do país. Quanto ao estado do Rio de Janeiro, sua riqueza medida pelo PIB, concentra uma parcela importante de 30% nas atividades de petróleo e gás. Em função desse quadro, a queda das rendas de petróleo e ICMS tendem a se agravar. 
Vejam no gráfico, a acentuada queda das rendas de petróleo nos municípios produtores da região Norte Fluminense em 2015 com base em 2014. Campos foi o Município mais afetado com perda de 46,7% da renda, seguido por Quissamã com perda de 39,7%, Carapebus com perda de 38,5%, Macaé com perda de 34,2% e São João da Barra com perda de 29,4% no último ano.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

COMUNICAÇÃO SOCIAL GASTOU R$ 72, 204 MILHÕES ENQUANTO A AGRICULTURA GASTOU R$ 22, 062 MILHÕES!





VALORES PAGOS ENTRE O ANO DE 2009/2015 PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA E DE COMUNICAÇÃO SOCIAL -VALORES CORRENTES


Fonte: Orçamento municipal da PMCG
                                                                          Obs: Valores de 2015 até novembro.  




















Ao analisar de forma comparativa os gastos financeiros da Secretaria de Agricultura e o da Secretaria de Comunicação Social, no período de 2009, verifica-se que o governo municipal, gastou   2,8 vezes  mais com a imagem do governo do que com o segmento da agricultura. Como prova a execução financeira da  própria  Secretaria de Comunicação Social, que foi de R$ 4,234 milhões, enquanto o da  Secretaria de Agricultura foi de R$ 1,507 milhões.

No ano de 2010 os gastos da  Secretaria de Comunicação Social, continuaram crescendo muito acima do gasto da Secretaria de Agricultura. Neste ano a Comunicação Social teve o seu gasto financeiro realizado em R$ 14,718 milhões e a Secretaria de Agricultura ficou apenas com R$ 2,039 milhões. O gasto financeiro da Secretaria de Comunicação Social representou 7,22 vezes o gasto realizado da Secretaria de Agricultura.

Em 2011 os gastos financeiros da Secretaria de Comunicação Social, representou em relação aos gastos financeiros da Secretaria de Agricultura, 9,8 vezes, quase 10 vezes a mais do que o gasto realizado da Secretaria de Agricultura. Enquanto esta teve um gasto financeiro apenas de R$ 1,320 milhões a Comunicação Social gastou em 2011, 12,954 milhões.

Em 2012 a diferença de gastos entre as duas Secretarias sofre redução, a Secretaria de Comunicação Social teve um gasto financeiro de R$ 11,115 milhões, enquanto a Secretaria de Agricultura gastou R$ 6,340 milhões. Mesmo assim os gastos realizados neste ano pela  Secretaria de Comunicação Social, foram  1,75 vezes superiores aos gastos realizados com a Secretaria de Agricultura.

Em 2013 os gastos com a Secretaria de Comunicação Social foram expressivos, assemelhando-se aos gastos dos anos de 2010 e 2011. A prefeitura neste ano gastou com a Secretaria de Comunicação Social  R$ 14,819 milhões, enquanto os gastos com a Secretaria de Agricultura foram de R$ 2,090 milhões. Os gastos da Secretaria de Comunicação Social foram maiores do que os gastos da Secretaria de Agricultura em 7,09 vezes.

Em 2014 a diferença diminui. A Secretaria de Comunicação Social gastou R$ 11,656 milhões, enquanto a Secretaria de Agricultura gastou o quantitativo financeiro de R$ 7,746 milhões. A Secretaria de Comunicação Social gastou mais 1,5 vezes do que a Secretaria de Agricultura.

No ano de 2015 até o mês de novembro os gastos financeiros da Secretaria de Comunicação Social totalizaram R$ 2,704 milhões, enquanto os gastos da Secretaria de Agricultura chegaram a R$ 1,017 milhões. Ou seja, a Secretaria de Comunicação Social gastou 2,66 vezes mais do que a Secretaria de Agricultura..

Diante do exposto e com base nos dados financeiros acima, chega-se a rápida e objetiva conclusão, de que o governo da prefeita Rosinha, não possui políticas públicas exequíveis para a Agricultura, paradoxalmente, em um município de vocação ainda agrícola. Ou talvez os membros do governo municipal, estejam mais preocupados com a imagem do governo em detrimento do setor que gera significativos empregos anuais, reduzindo assim, o passivo social municipal, como  a agricultura?

OBS: Secretaria de Agricultura gastou de 2009 a 2015 R$ 22.062.232,01 e a Secretaria de Comunicação Social R$ 72.204.438,16, 3, 27 vezes do que a Secretaria de Agricultura. 
     
      

ENDIVIDAMENTO CRESCENTE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS!




                         JUROS PAGOS PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS
                                                        VALORES CORRENTES




           
               


O processo de endividamento da prefeitura municipal de Campos, constitui-se em um verdadeiro escândalo do ponto de vista administrativo e gerencial das finanças públicas.


Em novembro de 2014, ano eleitoral para encerrar o exercício fiscal,  a prefeita Rosinha recorreu ao Banco do Brasil, e contraiu um empréstimo de  R$ 250.000.000,00 ( duzentos e cinquenta milhões de reais), o capital, pagando antecipadamente o valor de R$ 54.000.000,00 (cinquenta e quatro milhões de reais) referente a parcela dos juros.

No ano de 2015, especificamente em dezembro, 13 meses após recorrer ao primeiro empréstimo, a prefeita recorre doravante, a Caixa Econômica Federal e contrai outro empréstimo, desta vez no valor de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) o capital, o custo financeiro desta operação de crédito ficou em  R$ 107.910.677,61 (cento e sete milhões, novecentos e dez mil, seiscentos e setenta reais e sessenta e um centavos), ou seja a parcela do juros, Blog Zé Paes Neto.

Para quem ainda não conseguiu visualizar ou entender a astronômica cifra  representativa dos  juros pagos  pelo Governo Rosinha, dar-se-á, um pequeno exemplo através de um caso concreto.    R$ 54.000.000,00 + R$ 107.910.677,61 = R$ 161.910.677,61 de juros, equivalem  a 80% da maior parcela do pagamento do Programa Morar Feliz, pago até agora, que se refere a do ano de 2010, cujo valor representou R$ 201.707.703,78 ( duzentos e um milhões, setecentos e sete mil, setecentos e três reais e setenta e oito centavos.

Ao observar a atual conjuntura, tudo indica que algo de errado e muito estranho ocorre no atual Governo Rosinha, onde se percebe claramente através dos dados do exemplo acima, um expressivo descontrole das finanças públicas, com o governo, infelizmente, empurrando o lixo para debaixo do tapete, sem querer encarar de frente a realidade dura dos fatos, como o imperativo de se iniciar rapidamente uma austera e verdadeira reforma administrativa, adequando o tamanho da máquina pública a presente realidade financeira em que vive hoje a prefeitura. Não é responsável e muitos menos aceitável, endividar o município comprometendo seriamente as futuras política públicas ou a justiça intergeracional, em nome de um projeto de poder. Isto certamente constitui uma forma pequena de pensar e governar uma cidade. O povo de Campos não merece o que está passando. Sem Saúde de Qualidade, sem Educação de Qualidade, sem Transporte Público digno no presente, que dirá no futuro! Lamentável!