quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Ajuste ou desajuste fiscal de Ruas?

O novo governador eleito do estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, deputado estadual de 37 anos e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), anunciou fazer um ajuste fiscal nas contas públicas fluminenses, a partir de 6 de janeiro de 2027, quando será empossado.

Em razão dessa intenção do futuro mandatário, uma pergunta não quer calar: será um ajuste fiscal de fato ou um ajuste em cima das contas que o atual governador Ricardo Couto já arrumou quando assumiu o Palácio Guanabara, sucedendo o padrinho político de Ruas, Cláudio Castro, no começo deste ano?

Para quem não sabe ou já esqueceu, o desembargador, quando chegou ao poder, encontrou as finanças estaduais numa perfeita desordem, seja do ponto de vista administrativo, seja do fiscal. Quais foram as medidas que tomou na chegada?

Demitiu um volume expressivo de funcionários públicos fantasmas, inclusive ex-prefeitos e prefeitas, ex-deputados e deputadas e ex-vereadores que “mamavam nas tetas do estado” sem trabalhar, aparelhando a máquina pública com objetivos eleitorais. Renegociou a dívida fluminense com o governo federal e ampliou a arrecadação, revisou todos os contratos licitados por Cláudio Castro, órgão por órgão, identificou que vários deles estavam com sobrepreço, melhorando assim o fluxo de caixa da administração pública e, no final dessa hercúlea empreitada, ainda concedeu aumento ao servidor. Demonstrando que, quando se tem seriedade, idoneidade e boas intenções, sempre se encontram saídas para as dificuldades. E ainda disse em alto e bom som que o Rio de Janeiro tem saída!

Por fim, diante do anúncio do eleito do PL sobre o tal ajuste, como cidadão, gostaria de saber exatamente o que Ruas vai fazer, pois, ao verificar o que foi realizado por Ricardo Couto, acho que a casa está arrumada e bem arrumada. Espero apenas que ela não seja desarrumada pelas práticas políticas e administrativas nefastas adotadas pela cultura do coronelismo do PL, cuja fama vai longe, seja do ponto de vista ético, seja do moral. Como dizia um grande amigo, assistir a filme repetido não é nada agradável. Ainda mais quando se conhecem bem os protagonistas!

 

 

 

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