terça-feira, 28 de abril de 2026

Maricá supera Macaé e Campos somados em royalties: R$ 114 milhões contra R$ 101 milhões

O gráfico acima apresenta o crédito das parcelas dos royalties realizado hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) aos municípios petrorentistas das Bacias de Campos e de Santos.

Na Bacia de Santos, o líder de recebimento é Maricá, ocupando o primeiro lugar do ranking. Já na Bacia de Campos, Macaé foi o maior beneficiado e aparece em segundo no gráfico. Logo atrás vêm Niterói (3º), Campos dos Goytacazes (4º) e, fechando a lista, Rio das Ostras.

Além disso, é relevante salientar a inversão histórica que se desenha no atual mapa do petróleo fluminense. Maricá, sozinha, arrecadou em abril/26 mais do que Macaé e Campos somados (R$ 114,8 mi contra R$ 101,8 mi). O número materializa, com clareza, o deslocamento da produção da Bacia de Campos para o pré-sal da Bacia de Santos (Campo de Jubarte e zonas confrontantes).

Os "novos ricos do petróleo", ou a nova rota da fortuna, vêm consolidando posição. Os municípios que não capitalizarem esse movimento em fundo soberano municipal, infraestrutura e diversificação produtiva tendem a repetir o erro clássico cometido por Campos a partir de 2000: dependência fatal de uma receita que, por definição, é finita.

Portanto, cabe aos prefeitos da Bacia de Santos observar com cautela esses números e o exemplo negativo deixado por  Campos e outros municípios da Bacia de Campos, a fim de não incorrerem no mesmo equívoco. Embora Maricá já disponha de um robusto Fundo Soberano, até quando ele bastará após o fim das rendas petrolíferas para sustentar a cidade, ninguém sabe.

 

 

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