quarta-feira, 29 de abril de 2026

IPCA-15 dispara para 0,89% em abril e Selic mantida em 14,75% ameaça travar economia fluminense

 

O IBGE divulgou ontem o IPCA-15 de abril, que mais que dobrou em um único mês: o indicador foi de 0,89%, ficando 0,45 ponto percentual acima do resultado de março (0,44%). Em doze meses, acumula alta de 4,37%, já impactado pelo conflito geopolítico, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Quem foi o vilão? Alimentação e bebidas (1,46% e 0,31 p.p.) e Transportes (1,34% e 0,27 p.p.) responderam por 65% do índice do mês.

O choque de oferta agrícola foi puxado pela majoração da cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%), onerando com isso a cesta básica do trabalhador.

Já o choque de combustíveis veio da gasolina, que em março registrou recuo de 0,08% e em abril aumentou 6,23%, e o diesel saltou para 16%.

Por derradeiro, é importante lembrar que o mercado já projeta o IPCA de 2026, no fim do ano, em torno de 4,86%, acima da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Em face dessa conjuntura inflacionária, talvez hoje o BACEN se recuse a reduzir a taxa Selic, que se encontra em 14,75%, nível insuportável e que inviabiliza o crescimento econômico do país ao encarecer o crédito.

Apenas acrescentando ao contexto acima: no que diz respeito à Economia Fluminense, ao permanecer a Selic no atual patamar, teremos impactos negativos sobre a construção civil e o comércio local em virtude do custo elevado do dinheiro, piorando ainda mais a geração de empregos nesses dois segmentos econômicos.

 


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