segunda-feira, 17 de julho de 2017

ECONOMIA MACAENSE REDUZ O NÍVEL DE DESEMPREGO EM MAIO DE 2017


SALDO LÍQUIDO DO EMPREGO POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA - MAIO DE 2017/2016- MUNICÍPIO DE MACAÉ 

Fonte: MTE/CAGED
Através dos dados da evolução do emprego por atividade econômica do município de Macaé, publicado, pelo Ministério do Trabalho e do Emprego/CAGED, no dia 20 de junho de 2017.

Verifica-se, ao se comparar o mês de maio de 2017 em relação ao mês de maio de 2016, redução significativa do nível de desemprego na economia macaense. Este comportamento favorável da dinâmica do mercado de trabalho, indica claramente, a recuperação do nível de atividade econômica local. Os diversos segmentos econômicos do município começam a retomar as contratações de mão de obra. Uma boa notícia para a região do Norte Fluminense.

A guisa de esclarecimento, conforme a tabela acima, no mês de maio do ano de 2016, a destruição total de empregos alcançou o quantitativo de 1.116 trabalhadores, detentores de carteira assinada. Importa salientar, o segmento econômico que mais desempregou foi o de serviços, figurando na estatística com o saldo negativo de menos 500 trabalhadores.

Já no ano de 2017, no mesmo período, o mês maio, o saldo líquido da empregabilidade, embora esteja ainda negativo, pode-se afirmar que os números melhoraram. O patamar de desemprego total restringiu-se a casa dos 465 trabalhadores formais. Bem abaixo do ano passado. O segmento econômico que mais contribuiu para que a curva de desemprego se mantivesse negativa, foi o da extração mineral. As demissões neste setor atingiram a 175 trabalhadores formais.


Agora, diante destes números, resta torcer para que eles se consolidem numa tendência de recuperação da atividade econômica, não seja apenas, um aquecimento da demanda agregada de forma pontual. 

domingo, 16 de julho de 2017

NOSSO ARTIGO ESCRITO COM O PROFESSOR JOSÉ LUIS VIANNA DA CRUZ



PARA UM DIÁLOGO COM O GOVERNO MUNICIPAL

Escrevemos este artigo com o espírito de quem não só torce como quer contribuir para tudo dar certo, através da opinião independente e qualificada. A crise no orçamento municipal é real e é grave. Grave demais para ser enfrentada pelo Governo somente. É preciso pactuar com os diversos segmentos sociais, principalmente os que mais perdem, que são os grupos mais pobres. A definição de prioridades tem que ser social, econômica, política e, nos casos de crise, acima de tudo humanista. Ela não é tão óbvia, envolve pontos de vista, interesses e valores. Daí porque gera tanta polêmica. Onde cortar? Quanto cortar? Onde investir? Quanto investir? Ou seja, para quem deve ser direcionado o Orçamento? Na definição de prioridades entra, de um lado, a força do povo e, e de outro, a força da influência financeira, econômica, social e política da classe média e das elites; aí o povo perde de lavada. Se a crise exige sacrifício, como deve ser esse sacrifício/ Seguem os valores aproximados, em reais, de alguns itens do Orçamento de Campos.
Deficit mensal da Prefeitura: aproximadamente 34 milhões
Despesas. Câmara de Vereadores (25 vereadores): em torno de 32 milhões
Servidores Municipais (em torno de 20 mil pessoas): cerca de 550 milhões
Programas Sociais (200 mil pessoas): 34 milhões (30 da Prefeitura; 4 do Governo federal)
Alguns recursos que a Prefeitura tem a receber. Dívida Ativa (total do que é devido à Prefeitura): próximo de 554 milhões.
FUNDECAM (dívida a receber): mais de 150 milhões  
Diante disso, onde cortaram mais? Nos programas sociais. E as outras despesas? E as fontes de receita? Boas medidas seriam um REFIS bem desenhado, que a Prefeitura já está cuidando; uma contribuição da Câmara de Vereadores cortando mais gastos; um novo corte de cargos comissionados e terceirizados, fora das áreas estratégicas. Que tal implantar o IPTU progressivo, previsto no Plano Diretor? Façam as contas e verão que podem dispensar os cortes nos programas sociais. Uns dizem: “em Campos só não tem emprego quem não quer?” Ora, até as pedras sabem que o país, o estado e o município estão em crise; estamos no maior nível de desemprego das últimas décadas. A cana desempregou mais de 10 mil, só nos últimos 20 anos; o petróleo está desempregando. O Açu emprega 4 mil, o mesmo que os assentamentos de reforma agrária de Campos. As cooperativas de catadores podem empregar 500 pessoas. Outros dizem: “o que as políticas públicas trouxeram de bom?” Ora, leiam as pesquisas, visitem as famílias, conversem com os comerciantes. Elas deram um grande impulso ao comércio e serviços, através do consumo das famílias, gerando emprego e renda. Portanto, deu resultado econômico, além do social. Na verdade, a crise exige que os sacrifícios sejam orientados pela solidariedade. Quais os sacrifícios que a classe média e as elites estão dispostas a fazer? É mais fácil gerar fome e miséria do que praticar solidariedade? Não dá para aceitar cortes sem negociação. Garanto que o povo aceitaria parte do sacrifício, e teria ideias ótimas, como em Quissamã, com a prefeita Fátima. Cada um é que sabe onde dói o calo! Precisamos de Humanismo e Solidariedade para contrabalançar a “fria e insensível” lógica tecnocrática dos números, com base em valores privados, de mercado!
José Luis Vianna da Cruz
José Alves de Azevedo Neto

PUBLICADO NO JORNAL TERCEIRA VIA-16/07/2017 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Finalmente, não custa nada lembrar. A prefeitura de Campos deixou de ser a “vaca profana de divinas tetas” há muito tempo.



CAPACIDADE DE INVESTIMENTO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES DE JANEIRO A ABRIL DO ANO DE 2014 A 2017
Fonte: Orçamento da PMCG

O gráfico acima registra a capacidade de investimento da Prefeitura Municipal de Campos, do ano de 2014 ao ano de 2017, referente ao primeiro quadrimestre.

Como se observa, a capacidade de investimento da PMCG de janeiro a abril de 2014 atingiu o patamar de 17,25%. Neste período, a possibilidade da crise financeira, decorrente da queda do preço do barril de petróleo, ainda não havia. O preço médio do barril neste recorte de tempo analisado estava em 100 dólares. Vivia-se no município tempos de prosperidade. Quando a partir do mês de setembro do ano de 2014, o preço do barril de petróleo iniciou a sua trajetória de queda abaixo dos 100 dólares.

Como conseqüência direta desta mudança de cenário no mercado mundial de commodities, sobretudo o de petróleo, em virtude da elevação da oferta da produção americana de óleo, o preço médio do petróleo de janeiro a abril de 2015 ficou em 59, 37 dólares. Os seus efeitos foram devastadores sobre a curva de investimento da PMCG, conforme se verifica no gráfico. Neste período a PMCG investiu apenas 3,89% da sua receita total.

O mesmo ocorrendo de janeiro a abril de 2016, quando o preço médio do barril do petróleo estava em 39,61 dólares, os investimentos continuaram em queda chegando, todavia, a 2,84% da receita total, comportamento que evidencia a extrema dependência das rendas do extrativismo do petróleo, por parte do município.

Como nada na vida é tão ruim que não se possa piorar, ao analisar a capacidade de investimento da PMCG, no período de janeiro a abril de 2017, o investimento, por parte do poder público municipal não consegue fôlego financeiro suficiente, para atingir a 1% da receita total municipal. Isto se deve também ao início do governo Rafael Diniz,  obrigado a tomar várias medidas de cunho administrativo, dentre elas, estavam à suspensão dos pagamentos das obras e serviços. 
 
Infelizmente, a realidade da conjuntura atual da prefeitura, de escassez de receita pública combinado a alta despesa corrente, exigirá do seu gestor, precisão cirúrgica, no sentido de atacar os gastos excessivos e desnecessários da máquina administrativa, caso contrário, a sua administração será inviabilizada do ponto de vista financeiro.

Finalmente, não custa nada lembrar. A prefeitura de Campos deixou de ser a “vaca profana de divinas tetas” há muito tempo.

terça-feira, 11 de julho de 2017

SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO HUMILHADO



Pagamento do Servidor Público do Estado do Rio de Abril de 2017




O Governo do Estado resolve finalmente pagar aos Servidores Públicos do Estado, os seus salários referentes ainda ao mês de abril de 2017, a partir de amanhã.

Num flagrante desrespeito aos servidores públicos, o Governador Pezão, através da sua política de pagamento de salários, seleciona algumas categorias em detrimento das outras. Alega o ilustre primeiro mandatário do estado, ser a única alternativa encontrada por ele e o seu Secretário de Fazenda. Até se concluir as negociações do plano de recuperação fiscal, junto, ao governo federal. Será?

Em razão desta postura segregadora, por parte do governador, vários servidores, principalmente, os aposentados e os pensionistas, encontram-se endividados na rede bancária ou no sistema financeiro nacional, impiedoso, na cobrança das taxas de juros.

O que é pior, os aludidos servidores ficam privados de adquirirem simplesmente, os bens e serviços de primeira necessidade. Como por exemplo, a alimentação, o remédio, o pagamento dos serviços de saúde e outros bens afins.

O governador Pezão promove atualmente em relação aos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, verdadeira falta de respeito e humilhação ao ser humano. Até quando governador?   

terça-feira, 4 de julho de 2017

PREÇO MÉDIO DO BARRIL DE PETRÓLEO TIPO BRENT DE JAN. A JULHO DE 2017 51,06 DÓLARES



PREÇO DO BARRIL DO PETRÓLEO TIPO BRENT DE JUNHO E JULHO DE 2017
FONTE: Investing.com

Como se pode observar no gráfico acima, o preço do barril de petróleo do tipo Brent, encerra o mês de junho em 48, 1 dólares e inicia o mês de julho no valor de 49,5 dólares.

A causa desta queda do preço do barril do petróleo abaixo dos 50 dólares reside, na alta produção petrolífera dos Estados Unidos, produzindo, assim, a elevação da oferta de óleo no mercado. A despeito da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), programar o prolongamento dos cortes da produção.

Importante ressaltar, de janeiro a julho de 2017 o preço médio do barril de petróleo, encontra-se no patamar de 51,06 dólares. O que é pior, sem nenhuma previsão otimista até o final deste ano. Esta conjuntura de preço na casa dos 50 dólares constitui-se num cenário negativo, para os municípios da Bacia Petrolífera de Campos, cuja dependência da extração do petróleo ainda é evidente. Infelizmente!   
  





segunda-feira, 3 de julho de 2017

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE JAN. A JUNH. DE 2017/2016




Arrecadação da Participação Especial de Janeiro a Junho de 2017/2016 de Campos, de Macaé, de R. das Ostras e de S. João da Barra- Valores Correntes
Fonte: Agência Nacional do Petróleo

O gráfico acima retrata os valores financeiros da participação especial trimestral, sobre os poços de petróleo detentores de maior produtividade, recebidos, pelos principais municípios da Bacia Petrolífera de Campos, no período circunscrito, a janeiro a junho de 2017/2016.

Em relação ao ano de 2016, os valores registrados no gráfico dizem respeito ao arrecado no primeiro, no segundo e no terceiro trimestre do ano, de cada município.

No que tange ao ano de 2017, os valores financeiros do gráfico, são relativos ao quarto trimestre do ano de 2016 e do primeiro trimestre do ano de 2017.

A guisa de esclarecimentos, a participação especial, ingressa no caixa dos municípios produtores, trimestralmente. A última participação trimestral do ano, via de regra, entra no exercício financeiro subseqüente, como no caso, por exemplo, do valor relativo ao quarto trimestre de 2016, cujos valores foram creditados em fevereiro do ano de 2017. Infelizmente, os recursos decorrentes da extração do petróleo na região, já não são tão atraentes.
     

Arrecadação dos Royalties de janeiro a junho de 2017/2016



Arrecadação dos Royalties de Janeiro a Junho de 2017/2016 dos municípios de Campos, de Macaé, de R. das Ostras e de S. João da Barra- Valores Correntes 
OBS: No ano de 2017 os valores referem-se a janeiro a maio.
Fonte; Agência Nacional do Petróleo

Arrecadação dos royalties recebidos pelos principais municípios da Bacia Petrolífera de Campos, do ano de 2017 comparado ao ano de 2016.  
Importa ressaltar, os valores registrados no gráfico do ano de 2016 referem-se ao período de janeiro a junho. No ano de 2017, os valores são de janeiro a maio. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), não informou ainda, os valores creditados na conta dos municípios do mês de junho.