sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Participação especial de 2026: Maricá e Niterói lideram enquanto Bacia de Campos encolhe

Entrou hoje na conta das prefeituras petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro a primeira participação especial de 2026 referente aos poços de maior produtividade, repassada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Como se observa no gráfico, as prefeituras situadas na Bacia de Santos, cujo óleo é extraído do pré-sal, como ocorre em Maricá e Niterói, receberam uma verdadeira fortuna, evidenciando a força produtiva dessa bacia.

Por sua vez, os municípios da Bacia de Campos, em trajetória descendente de produtividade após quase cinquenta anos de exploração petrolífera, receberam valores irrisórios quando comparados aos da Bacia de Santos.

No caso de São João da Barra, na Bacia de Campos, e de Saquarema, na Bacia de Santos, cidades que sempre analisamos quanto às respectivas receitas do petróleo, nesta primeira participação de 2026 ficaram a ver navios. Não houve repasse algum hoje para esses municípios.

Assim, os números de Maricá e Niterói confirmam de forma inequívoca a desigualdade na distribuição das rendas petrolíferas entre os municípios brasileiros. Situação semelhante à vivida por Campos dos Goytacazes (RJ) na década de 2000, quando recebíamos receitas abundantes que foram literalmente desperdiçadas por sucessivos gestores públicos. E agora? O recurso escasseou por aqui, como também escasseará em Maricá. É apenas uma questão de tempo. Os equívocos cometidos em Maricá repetem os mesmos erros praticados pelos prefeitos que administraram Campos. Aqui, chegou-se ao ponto de financiar a escola de samba Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro para que a primeira-dama e um pequeno grupo de socialites campistas desfilassem na Marquês de Sapucaí; em Maricá, recentemente, o prefeito patrocinou a escola de samba Viradouro, de Niterói. É assim que a banda toca. E viva o Carnaval!

 

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