Entrou
hoje na conta das prefeituras petrorrentistas do Estado do Rio de Janeiro a
primeira participação especial de 2026 referente aos poços de maior
produtividade, repassada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Como
se observa no gráfico, as prefeituras situadas na Bacia de Santos, cujo óleo é
extraído do pré-sal, como ocorre em Maricá e Niterói, receberam uma
verdadeira fortuna, evidenciando a força produtiva dessa bacia.
Por
sua vez, os municípios da Bacia de Campos, em trajetória descendente de
produtividade após quase cinquenta anos de exploração petrolífera, receberam
valores irrisórios quando comparados aos da Bacia de Santos.
No
caso de São João da Barra, na Bacia de Campos, e de Saquarema, na Bacia de Santos, cidades que sempre analisamos quanto às respectivas receitas do petróleo, nesta primeira participação de 2026 ficaram a ver navios. Não houve repasse
algum hoje para esses municípios.
Assim,
os números de Maricá e Niterói confirmam de forma inequívoca a desigualdade na
distribuição das rendas petrolíferas entre os municípios brasileiros. Situação
semelhante à vivida por Campos dos Goytacazes (RJ) na década de 2000, quando
recebíamos receitas abundantes que foram literalmente desperdiçadas por sucessivos
gestores públicos. E agora? O recurso escasseou por aqui, como também
escasseará em Maricá. É apenas uma questão de tempo. Os equívocos cometidos em
Maricá repetem os mesmos erros praticados pelos prefeitos que administraram
Campos. Aqui, chegou-se ao ponto de financiar a escola de samba Imperatriz Leopoldinense do Rio de Janeiro
para que a primeira-dama e um pequeno grupo de socialites campistas desfilassem
na Marquês de Sapucaí; em Maricá, recentemente, o prefeito patrocinou a escola
de samba Viradouro, de Niterói. É assim que a banda toca. E viva o Carnaval!

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