O Banco Central manteve a
taxa Selic em 15% ao ano. No entanto, já sinalizou que, na próxima reunião do
Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para os dias 17 e 18 de março,
deverá iniciar a trajetória de queda dos juros, obviamente sem comprometer a
meta inflacionária, que é o principal objetivo da política monetária.
Ainda
assim, o que efetivamente determinará a redução em março será a conjuntura
econômica, o que não chega a ser novidade. Caso o cenário macroeconômico
permaneça na atual estabilidade, a Selic
pornográfica praticada pelo Banco Central tende a recuar.
A
variável Donald Trump já não assusta mais o mercado. Trata-se de um risco
amplamente precificado. Pelo contrário, a continuidade de seu governo
desastroso para o mundo e para os próprios Estados Unidos, que enfrentam
inúmeros conflitos sociais e urbanos, contribui para seu isolamento crescente.
Com isso, a moeda americana se desvaloriza, enquanto os agentes econômicos, de
forma geral, buscam proteção em ativos como ouro e prata e direcionam recursos
para economias emergentes que inspiram confiança, como a brasileira. Não é por
acaso que a bolsa de valores do Brasil segue batendo recordes sucessivos.
Portanto,
encerro esta postagem afirmando que a esperança de queda da taxa básica de
juros em março foi renovada. Ainda assim, avalio que os juros já poderiam ter
começado a cair. O Copom, na nossa opinião, adotou uma decisão excessivamente
conservadora.
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